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“A Quem Possa Interessar”: Já é possível ver a coleção de arte do antigo Banco Privado Português

“A Quem Possa Interessar”: Já é possível ver a coleção de arte do antigo Banco Privado Português
Forever Young

Saiba onde.

A exposição “A Quem Possa Interessar: Uma Coleção, Uma Carta” vai ser inaugurada no Museu de Serralves, no Porto, apresentando 111 obras de artistas nacionais e internacionais da coleção do antigo Banco Privado Português (BPP), avança a Lusa.

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Destas 111 obras de artistas considerados incontornáveis no panorama artístico compreendido entre os anos 1960 e a atualidade, 76 vieram da coleção do antigo BPP e 35 estavam em depósito em Serralves, revelou hoje Isabel Braga, uma das curadoras desta mostra, que é “primeira exposição exaustiva da Coleção BPP em Serralves”, durante uma visita direcionada à imprensa.

Como recordou Serralves, “a exposição também testemunha a história comum entre a Coleção BPP e a Coleção de Serralves, já que a primeira direção artística do Museu de Serralves (Vicente Todolí e João Fernandes) teve com a comissão de compras da Coleção BPP uma relação próxima, sugerindo a incorporação de determinadas obras e assegurando o seu depósito em Serralves”.

“O desafio foi fazer uma exposição da coleção BPP a que decidimos chamar ‘A Quem Possa Interessar’, que é a expressão normalmente usada quando queremos escrever uma carta a alguém que não sabemos exatamente quem é”, explicou Ricardo Nicolau, o outro curador da exposição.

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Nicolau acrescentou: “Uma exposição, uma qualquer exposição, é exatamente isso, ou seja, uma espécie de carta que é endereçada a toda a gente e a ninguém em particular”.

Ricardo Nicolau adiantou que a disposição desta exposição se inspirou nos ‘salons’ de pintura do século XIX em que várias pinturas estão expostas em paredes de cor e não brancas que, normalmente, caracterizam os museus contemporâneos.

Por esse motivo, as paredes foram pintadas de roxo e verde.

Contudo, o curador salientou que a inspiração nos ‘salons’ não se baseou apenas na cor das paredes e no grande número de trabalhos expostos, mas também no “diálogo criado entre as diferentes obras”.

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“Há determinados artistas ou temáticas que remetem para artistas que estão noutros locais do museu para onde se estende a exposição”, disse.

De acordo com Ricardo Nicolau, o roteiro da exposição “A Quem Possa Interessar: Uma Coleção, Uma Carta”, em exibição até 09 de outubro, revela-se fundamental dado que é através desse que os visitantes vão ter acesso à identificação das obras.

Entre os vários artistas constam Helena Almeida, A.R Penck, Marlene Dumas, Sol LeWitt, Rosemarie Trockel, Mike Kelley, Alex Katz, William Kentridge e Lawrence Weiner.

Em novembro, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, afirmou à Lusa que a coleção de arte do BPP iria passar a ser tutela do Estado para impedir que saísse da Fundação de Serralves, onde está depositada.

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Nesse mesmo dia, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a Coleção Ellipse e a Coleção BPP iriam passar para a tutela pública, por via de uma troca de créditos, no valor de 34,86 milhões de euros, junto da comissão liquidatária do BPP, do banqueiro João Rendeiro (1952-2022), que faliu.

A Coleção do BPP foi constituída entre 1996 e 2008 e integra 385 obras de 153 autores.

O acervo desta coleção integra obras, entre outros, de Helena Almeida, Lourdes Castro, Pedro Calapez e Julião Sarmento.