<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

A sopa é o prato mais subestimado da cozinha portuguesa

A sopa é o prato mais subestimado da cozinha portuguesa
Fernanda M. Reis

Barata, fácil de mastigar, cheia de legumes e perfeita para congelar em doses. Há boas razões para a pôr de volta à mesa todos os dias.

Houve um tempo em que ninguém se sentava à mesa sem começar pela sopa. Depois veio a pressa, e o prato de sopa passou a ser coisa de dias de doença. É pena, porque é provavelmente a forma mais barata e mais eficaz de resolver metade dos problemas alimentares de quem passou dos 60.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

Porque funciona tão bem

Concentra legumes em volume pequeno, o que ajuda a chegar às porções diárias recomendadas sem esforço. Hidrata, num grupo etário em que a sensação de sede diminui. Sacia antes do prato principal, o que ajuda no controlo do peso. E é fácil de mastigar e de engolir, o que faz diferença para quem tem próteses dentárias ou dificuldades de deglutição.

Como fazer uma sopa que alimenta mesmo

A base habitual, com batata, cebola e cenoura, dá cremosidade mas pouca proteína. Para transformar a sopa numa refeição completa, acrescente feijão, grão, lentilhas ou ervilhas, que se desfazem parcialmente e engrossam sem farinha. Um ovo escalfado por cima, atum, frango desfiado ou uns pedaços de peixe também resolvem.

O azeite entra no fim, a cru, uma colher de sopa por prato: é onde ganha sabor e onde se aproveita melhor.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Menos sal, mais tempero

A sopa é dos pratos onde é mais fácil reduzir sal sem perder sabor, porque os legumes libertam o seu próprio. Use alho, cebola, louro, coentros, salsa, hortelã, e uns pingos de vinagre ou de limão no fim, que realçam sem sódio. Os caldos em cubo são um dos principais responsáveis pelo excesso de sal e podem ser dispensados.

O truque das doses individuais

Fazer uma panela grande uma vez por semana e congelar em recipientes de uma dose é o que torna o hábito sustentável, sobretudo para quem cozinha para uma ou duas pessoas. Deixe arrefecer antes de congelar, etiquete com a data e consuma em dois ou três meses.

Uma nota prática: as sopas com batata podem ficar com textura mais granulosa depois de congeladas. Substituir parte da batata por abóbora ou por leguminosas resolve.

Variar para não enjoar

O mesmo caldo base muda completamente com um ingrediente diferente: abóbora e gengibre, alho-francês e batata-doce, grão e espinafres, feijão e couve, tomate e pimento assado, ervilhas com hortelã. No Outono, a castanha dá uma sopa aveludada e doce que se come de colher em punho.

Continue a ler após a publicidade

E as sopas de pacote?

Servem para uma emergência, mas convém ler o rótulo: muitas têm quantidades elevadas de sal e de gorduras, e quase sempre menos legumes do que sugere a fotografia. Entre uma sopa de pacote e não comer sopa nenhuma, escolha a de pacote. Entre essa e uma feita em casa, não há comparação, nem no preço.

Uma sugestão para esta semana

Comece por trocar uma refeição por sopa mais uma peça de fruta, num dos dias em que costuma comer de forma mais apressada. É a alteração alimentar com melhor relação entre esforço e resultado que conhecemos.

Sopa de véspera sabe melhor

É verdade e tem explicação: os sabores apuram com o repouso. Faça de véspera sempre que puder, guarde no frigorífico em recipiente fechado e aqueça apenas a dose que vai comer, para não reaquecer a panela inteira várias vezes.