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Abóbora, castanhas e couves: a despensa do Outono que faz bem e sai barata

Abóbora, castanhas e couves: a despensa do Outono que faz bem e sai barata
Rogério Junior

Os produtos da estação custam menos, sabem melhor e têm mais nutrientes. Eis o que está no seu melhor nos próximos meses e o que fazer com isso sem complicar.

Comprar produtos da época é das poucas decisões que junta três vantagens ao mesmo tempo: sai mais barato, sabe melhor e costuma ter mais nutrientes, porque a fruta e os legumes são colhidos maduros e viajam menos. No Outono português, a lista é generosa.

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O que está no seu melhor

Nos legumes, é a estação da abóbora, da couve portuguesa, dos grelos, dos nabos, das cenouras, da beterraba, dos alhos-franceses e dos cogumelos. Na fruta, chegam a maçã e a pera nacionais, a romã, o marmelo, os dióspiros, as nozes, as amêndoas e, claro, as castanhas.

A castanha merece uma nota

A castanha é, entre os frutos secos, uma excepção: tem pouca gordura e comporta-se mais como um cereal, fornecendo hidratos de carbono de absorção lenta, fibra e potássio. Assadas ou cozidas com erva-doce são um lanche saciante, mas convém não esquecer que contam como fonte de hidratos: quem tem diabetes deve incluí-las na conta da refeição em vez de as somar por cima.

Abóbora: a rainha da poupança

Uma abóbora dá para muita coisa e conserva-se semanas num sítio fresco e seco. Assada no forno com azeite, alho e alecrim, acompanha carne e peixe. Cozida, transforma-se em creme com um fio de azeite e uma pitada de noz-moscada. As sementes, lavadas, secas e tostadas com sal, dão um petisco melhor do que qualquer aperitivo de pacote. E ainda há o doce de abóbora, para quem tem paciência e tacho grande.

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As couves que aguentam o Inverno

Couve portuguesa, lombarda, galega e couve-flor são a base de sopas, caldos verdes e cozidos. São ricas em fibra, vitamina C e vitamina K, e as versões de folha escura dão uma boa dose de cálcio de origem vegetal, útil sobretudo para quem come poucos lacticínios. Para evitar gases, coza-as em água a ferver já quente e não em excesso de tempo.

Marmelo e romã, os esquecidos

O marmelo não se come cru, mas assado no forno com um pouco de canela é uma sobremesa simples e sem açúcar adicionado. A romã, além de decorativa, tem muito antioxidante e dá outro sabor a saladas de alface, queijo fresco e nozes.

Sopa, o prato mais subestimado

Uma sopa de legumes da época, feita com azeite e sem batata em excesso, é provavelmente a refeição mais barata e mais completa que existe. Congelada em doses individuais, resolve jantares durante semanas. E para quem vive só, tem uma vantagem extra: obriga a comer legumes sem ter de cozinhar todos os dias.

Onde comprar melhor

Os mercados municipais e as feiras semanais continuam a ser o sítio onde a fruta e os legumes da época saem mais em conta, sobretudo ao fim da manhã, perto da hora de fecho. Comprar em quantidades que consiga consumir, preferir o que está firme e sem manchas e guardar cada coisa como deve ser, a batata e a cebola em sítio escuro e arejado, a fruta fora do frigorífico até amadurecer, evita que a poupança acabe no caixote.

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Uma última nota prática: guarde por escrito as datas e os valores que apurar, porque estas contas repetem-se todos os anos e ter a referência do ano anterior poupa metade do trabalho da próxima vez.