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Aquecer a casa sem susto na factura: o que sai mais barato

Aquecer a casa sem susto na factura: o que sai mais barato
Rogério Junior

Nem todos os aquecedores custam o mesmo a funcionar, e a diferença ao fim de um Inverno é grande. Um guia para escolher, usar bem e evitar riscos.

Antes de o frio apertar, vale a pena decidir como vai aquecer a casa. A escolha pesa na factura e, sobretudo em casas antigas e mal isoladas, essa diferença conta-se em dezenas de euros por mês.

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A regra que explica quase tudo

Todos os aquecedores eléctricos simples, sejam termoventiladores, óleos, halogéneos ou painéis, transformam praticamente toda a electricidade em calor. Ou seja, consomem quase o mesmo para dar o mesmo calor, e a diferença está sobretudo na rapidez e no conforto, não no custo.

A excepção importante são os aparelhos de ar condicionado com bomba de calor, que não produzem calor: transportam-no do exterior para dentro. Por isso conseguem entregar várias unidades de calor por cada unidade de electricidade consumida, o que os torna, em geral, a opção eléctrica mais barata de utilizar.

Comparar com números simples

Um aquecedor eléctrico de 2.000 watts ligado durante uma hora consome 2 kWh. Multiplicando pelo preço do kWh do seu tarifário, sabe exactamente quanto lhe custa por hora. Faça essa conta uma vez e passa a decidir com conhecimento de causa em vez de por hábito.

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Gás e lenha

As salamandras a lenha ou a pellets podem ser económicas, sobretudo em zonas com lenha acessível, mas exigem espaço, arrumação de combustível, limpeza da chaminé e atenção às emissões. Os aquecedores a gás portáteis são baratos de comprar e caros de usar, e obrigam a cuidados sérios de ventilação.

Segurança não é detalhe

Qualquer aparelho de combustão dentro de casa, a gás, lenha ou petróleo, consome oxigénio e liberta monóxido de carbono, um gás sem cheiro que mata. Nunca dormir com braseiras ou aquecedores a gás ligados, manter sempre alguma ventilação e instalar um detector de monóxido de carbono, que custa poucos euros, são regras que salvam vidas todos os anos.

Nos aquecedores eléctricos, mantenha-os longe de cortinados, sofás e roupa a secar, e nunca os ligue a extensões subdimensionadas.

O que poupa mais do que trocar de aquecedor

Antes de comprar aparelhos novos, há medidas que rendem mais. Vedar frinchas de portas e janelas com borrachas e escovas, que custam pouco e travam correntes de ar. Fechar portas de divisões que não se usam e aquecer apenas onde se está. Usar cortinados grossos à noite e abri-los de dia para aproveitar o sol. Baixar o termóstato um grau, que reduz o consumo de forma perceptível sem se notar no conforto.

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E vestir a casa e o corpo: um tapete, uma manta no sofá e uma camisola extra fazem mais pelo conforto do que subir a potência do aquecedor.

Apoios que existem

Antes de investir, confirme se tem direito à tarifa social de energia, hoje atribuída automaticamente a quem cumpre os critérios de rendimento, e informe-se sobre programas de apoio à eficiência energética, que em vários anos financiaram janelas, isolamento e equipamentos mais eficientes. As câmaras municipais costumam ter informação sobre candidaturas abertas.

Humidade, o outro problema do Inverno

Casa fria e fechada é casa húmida. Arejar dez minutos por dia, mesmo no Inverno, secar a roupa fora de casa sempre que possível e cozinhar com o exaustor ligado reduz condensação e bolores, que agravam alergias e problemas respiratórios.