Antes de o frio apertar, vale a pena decidir como vai aquecer a casa. A escolha pesa na factura e, sobretudo em casas antigas e mal isoladas, essa diferença conta-se em dezenas de euros por mês.
A regra que explica quase tudo
Todos os aquecedores eléctricos simples, sejam termoventiladores, óleos, halogéneos ou painéis, transformam praticamente toda a electricidade em calor. Ou seja, consomem quase o mesmo para dar o mesmo calor, e a diferença está sobretudo na rapidez e no conforto, não no custo.
A excepção importante são os aparelhos de ar condicionado com bomba de calor, que não produzem calor: transportam-no do exterior para dentro. Por isso conseguem entregar várias unidades de calor por cada unidade de electricidade consumida, o que os torna, em geral, a opção eléctrica mais barata de utilizar.
Comparar com números simples
Um aquecedor eléctrico de 2.000 watts ligado durante uma hora consome 2 kWh. Multiplicando pelo preço do kWh do seu tarifário, sabe exactamente quanto lhe custa por hora. Faça essa conta uma vez e passa a decidir com conhecimento de causa em vez de por hábito.
Gás e lenha
As salamandras a lenha ou a pellets podem ser económicas, sobretudo em zonas com lenha acessível, mas exigem espaço, arrumação de combustível, limpeza da chaminé e atenção às emissões. Os aquecedores a gás portáteis são baratos de comprar e caros de usar, e obrigam a cuidados sérios de ventilação.
Segurança não é detalhe
Qualquer aparelho de combustão dentro de casa, a gás, lenha ou petróleo, consome oxigénio e liberta monóxido de carbono, um gás sem cheiro que mata. Nunca dormir com braseiras ou aquecedores a gás ligados, manter sempre alguma ventilação e instalar um detector de monóxido de carbono, que custa poucos euros, são regras que salvam vidas todos os anos.
Nos aquecedores eléctricos, mantenha-os longe de cortinados, sofás e roupa a secar, e nunca os ligue a extensões subdimensionadas.
O que poupa mais do que trocar de aquecedor
Antes de comprar aparelhos novos, há medidas que rendem mais. Vedar frinchas de portas e janelas com borrachas e escovas, que custam pouco e travam correntes de ar. Fechar portas de divisões que não se usam e aquecer apenas onde se está. Usar cortinados grossos à noite e abri-los de dia para aproveitar o sol. Baixar o termóstato um grau, que reduz o consumo de forma perceptível sem se notar no conforto.
E vestir a casa e o corpo: um tapete, uma manta no sofá e uma camisola extra fazem mais pelo conforto do que subir a potência do aquecedor.
Apoios que existem
Antes de investir, confirme se tem direito à tarifa social de energia, hoje atribuída automaticamente a quem cumpre os critérios de rendimento, e informe-se sobre programas de apoio à eficiência energética, que em vários anos financiaram janelas, isolamento e equipamentos mais eficientes. As câmaras municipais costumam ter informação sobre candidaturas abertas.
Humidade, o outro problema do Inverno
Casa fria e fechada é casa húmida. Arejar dez minutos por dia, mesmo no Inverno, secar a roupa fora de casa sempre que possível e cozinhar com o exaustor ligado reduz condensação e bolores, que agravam alergias e problemas respiratórios.











