O melhor mês para ver exposições não é agosto. É setembro, quando os horários voltam ao normal, as salas ficam menos concorridas e a agenda cultural arranca a sério. Há um conjunto de exposições que atravessa o outono e, em vários casos, se prolonga para lá do fim do ano.
O que fica até ao fim do ano
No Panteão Nacional está patente Júlio Pomar: Equus, com obras da coleção da Caixa Geral de Depósitos, até 27 de dezembro.
É uma combinação que justifica a visita por dois motivos: a obra de Pomar e o próprio edifício, a antiga Igreja de Santa Engrácia, que muita gente conhece de fora e nunca visitou por dentro.
O que se prolonga por 2027
Na Culturgest, a exposição de Amelie Von Wulffen, com o título Panic Realism, fica até 24 de janeiro.
Ainda na Culturgest, em articulação com a Galeria 36 Lisboa, Sei Miguel: Fotocópia Original estende-se até 21 de fevereiro.
No MAC/CCB, no Centro Cultural de Belém, a exposição de Ângela Ferreira fica até 28 de fevereiro.
Estas datas longas são úteis para quem prefere evitar as primeiras semanas, quando as salas estão mais cheias e a atenção mediática está no pico.
O que abre em setembro
A abertura mais aguardada é a de Pedro Cabrita Reis, marcada para 16 de setembro. É um dos nomes maiores da arte portuguesa contemporânea e as suas exposições têm por hábito ocupar o espaço de forma que obriga a percorrê-lo, não apenas a olhá-lo.
Fora de Lisboa
No Porto, os Jardins do Palácio de Cristal acolhem no final de agosto e início de setembro um programa que junta livros, conversas e cinema ao ar livre, com o Douro por cenário.
É um formato diferente do da sala de exposições e funciona particularmente bem nesta altura do ano, quando as noites ainda são amenas mas já não estão quentes.
Confirme antes de sair de casa
Uma recomendação que se aplica sempre, e sobretudo em setembro. As datas de encerramento das exposições são frequentemente prolongadas, e ocasionalmente antecipadas, e os horários mudam com a passagem do horário de verão para o de inverno.
Vale a pena confirmar no site de cada instituição, no dia anterior, o horário e a eventual necessidade de marcação. Várias instituições passaram a exigir marcação prévia para determinados períodos, mesmo em entradas gratuitas.
Duas notas práticas
A primeira é sobre preços. Muitos museus e instituições culturais aplicam desconto a partir dos 65 anos, e vários têm dias ou períodos de entrada gratuita. Perguntar na bilheteira é um hábito que compensa.
A segunda é sobre companhia. As visitas guiadas, que muita gente evita por recear o formato escolar, são o que distingue ver uma exposição de a perceber, sobretudo em arte contemporânea. Costumam estar incluídas no bilhete ou custar poucos euros, e as instituições publicam os horários nos respetivos sites.











