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Astrologia: estes são os signos que voltam sempre aos mesmos sítios

Astrologia: estes são os signos que voltam sempre aos mesmos sítios
Rogério Junior

O mesmo café, a mesma praia, o mesmo restaurante há vinte anos. Há quem chame a isso falta de imaginação e há quem lhe chame outra coisa.

Há pessoas que voltam sempre ao mesmo sítio, ano após ano. A astrologia atribui essa fidelidade a um punhado de signos que, segundo a tradição, carregam a memória de um lugar como quem carrega um mapa gravado na pele.

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O zodíaco ocidental reúne doze signos distribuídos por quatro elementos, com três signos em cada um, uma organização que a tradição astrológica mantém há mais de dois mil anos de observação do céu. A tradição atribui aos signos de terra apego ao concreto; aos de água, memória longa, sensibilidade e lealdade a quem já provou..

Touro e a fidelidade ao que já conhece

Touro é, na tradição, o signo do método. Desconfia do que não consegue tocar ou medir, e essa desconfiança do desconhecido explica porque prefere sempre o caminho que já percorreu ao atalho que ainda não testou.

Touro guarda os sítios que já conhece bem. Se um restaurante, uma praia ou um bairro já resultaram uma vez, a astrologia diz que este signo não vê motivo nenhum para arriscar um caminho novo quando o antigo continua a funcionar.

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É essa mesma desconfiança que o traz de volta.

Caranguejo, o que nunca esquece onde foi feliz

A tradição associa a Caranguejo uma memória longa e uma lealdade que não se explica facilmente a quem fica de fora, porque este signo de água guarda os lugares com o mesmo cuidado com que guarda as pessoas.

Regressar não é, para Caranguejo, um hábito qualquer. É uma forma de manter viva uma sensação que já provou ser boa, uma necessidade quase emocional de continuidade que a astrologia lê como fidelidade ao que resultou.

Escorpião e o peso do que já foi vivido

Escorpião também pertence ao elemento água, como Caranguejo. Partilha com esse signo a memória que não se apaga, mas A tradição associa a Escorpião memória longa, sensibilidade e lealdade a quem já provou o seu valor., e um lugar carregado de significado dificilmente se torna substituível.

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Por isso volta, mesmo quando o caminho custa mais. A lealdade a quem, ou ao que, já provou o seu valor pesa mais do que a novidade.

Capricórnio e o apego ao que resistiu ao tempo

Capricórnio partilha com Touro o mesmo elemento terra. Com ele, partilha também o método e a desconfiança do que ainda não foi testado, e a astrologia associa-lhe uma preferência clara por aquilo que já provou aguentar o tempo.

Um sítio a que se volta é garantia. Se resistiu até aqui, a tradição diz que Capricórnio confia nele mais do que confiaria em qualquer novidade.

No fundo, estes quatro signos lembram a mesma ideia por caminhos diferentes: há quem procure sempre o novo, e há quem prefira aprofundar o que já conhece. A astrologia não diz qual caminho é melhor, só qual traz mais paz a cada um.

Voltar não é falta de imaginação

Há uma pressão silenciosa para conhecer sítios novos, como se repetir fosse um desperdício de tempo. Mas voltar ao mesmo lugar faz uma coisa que a novidade não faz: mede o tempo.

Quem volta todos os anos à mesma praia sabe o que mudou na vila, quem abriu e quem fechou, que árvores cresceram. E sabe, sobretudo, o que mudou em si, porque tem um ponto fixo com que se comparar.

É a diferença entre coleccionar sítios e ter uma relação com um.

O que a memória faz com os lugares

A memória humana é fortemente espacial. Voltar a um sítio devolve pormenores que nenhuma fotografia devolve: o cheiro, a luz àquela hora, o som do mar naquele ponto exacto.

É por isso que uma visita ao bairro da infância desencadeia recordações que estavam inacessíveis há décadas. O lugar funciona como chave.

Quem trabalha com pessoas com demência conhece bem este efeito, e é uma das razões pelas quais os objectos e os ambientes familiares têm tanta importância nessa fase.

Levar alguém ao seu sítio

Há aqui uma sugestão concreta que costuma dar bom resultado: levar um filho ou um neto ao sítio que conta e explicar porquê, no próprio lugar.

A casa onde se nasceu, a escola, a fábrica, o café onde se conheceu o marido ou a mulher. Contado em casa é uma história; contado ali é outra coisa, e fica.

Se o sítio já não existe, vale a mesma coisa: mostrar onde era e o que lá estava é frequentemente ainda mais forte.

Quando a repetição aperta

Há um ponto em que voltar sempre ao mesmo deixa de ser escolha e passa a ser evitamento: quando se recusa qualquer coisa nova por receio, quando o mundo vai encolhendo até caber em três ruas.

A correcção não precisa de ser radical. Um sítio novo por ano, pequeno e perto, chega para manter a porta aberta.