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	<title>claudio.campos &#8211; Forever Young</title>
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	<description>Para se sentir sempre jovem. Viva com mais sentido, 55+ com atitude.</description>
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	<title>claudio.campos &#8211; Forever Young</title>
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		<title>Mais de um milhão de portugueses tem problemas na tiroide e a maioria não sabe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[claudio.campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 15:51:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO BEM-ESTAR]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cansaço, queda de cabelo e frio constante podem ser sinais de um problema na tiroide. Em Portugal, mais de metade dos casos continua sem diagnóstico.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acorda cansada todos os dias, perde cabelo sem razão aparente e sente frio mesmo quando ninguém à volta se queixa. Antes de culpar o stress ou a idade, há uma hipótese que merece atenção: a tiroide. Essa pequena glândula em forma de borboleta, alojada no pescoço, controla o metabolismo, o humor e a energia. E quando falha, os sintomas são tão comuns que passam facilmente despercebidos.</p>
<p>Em Portugal, mais de um milhão de pessoas é afetado por patologias da tiroide. O mais preocupante: mais de metade continua sem diagnóstico, segundo dados da SPEDM e do Grupo de Estudos da Tiroide.</p>
<h2>Um problema maior do que parece</h2>
<p>Os números não deixam margem para dúvidas. Cerca de 7,4% da população portuguesa tem um distúrbio da tiroide. Mais de 5% vive com sintomas sem sequer saber a origem. A nível mundial, a American Thyroid Association aponta que 60% dos casos permanecem por diagnosticar.</p>
<p>E há um padrão claro: as mulheres são entre 5 a 8 vezes mais afetadas do que os homens. Estima-se que aos 60 anos, 17% das mulheres apresentem hipotiroidismo.</p>
<h2>Sintomas que parecem «normais» (mas não são)</h2>
<p>A lista de sinais é longa e traiçoeira. Segundo a endocrinologista Paula Freitas, presidente da SPEDM, os sintomas incluem cansaço, sudorese, intolerância ao frio, sonolência, dores musculares e articulares, humor depressivo, alterações de memória, obstipação, irregularidades menstruais e queda de cabelo.</p>
<p>O problema é que qualquer um destes sintomas pode ser facilmente atribuído ao stress, à falta de sono ou ao envelhecimento. É precisamente por isso que tantas pessoas convivem com o problema durante anos sem procurar respostas.</p>
<p>Há ainda uma ligação bidirecional entre stress e tiroide que vale a pena conhecer. Segundo o endocrinologista João Jacobo de Castro, níveis elevados de stress podem contribuir para o aparecimento de doença tiroideia autoimune. E as alterações da tiroide, por sua vez, podem agravar a ansiedade. Um ciclo que se alimenta a si próprio.</p>
<h2>Hashimoto: a causa que poucos conhecem pelo nome</h2>
<p>O hipotiroidismo primário é o distúrbio mais prevalente da tiroide. E a causa mais frequente tem nome: tiroidite de Hashimoto. Trata-se de uma doença autoimune que representa cerca de 70% dos casos de hipotiroidismo. O sistema imunitário produz autoanticorpos que destroem progressivamente a glândula, reduzindo a produção hormonal.</p>
<p>Do lado oposto está o hipertiroidismo, cuja causa mais comum é a doença de Graves, também de origem autoimune. O hipotiroidismo é, no entanto, cerca de 10 vezes mais frequente.</p>
<p>Entre os fatores de risco identificados pela DGS estão os antecedentes pessoais de disfunção prévia, bócio, cirurgia ou radioterapia da cabeça e pescoço, doença autoimune, história familiar, síndrome de Down e Turner, idade superior a 60 anos e pós-parto.</p>
<h2>Duas análises ao sangue. É só isso.</h2>
<p>Se há algo que os especialistas repetem é o seguinte: o diagnóstico é simples. Bastam duas análises ao sangue, a TSH e a T4 livre, para identificar uma disfunção da tiroide. É rápido, acessível e disponível em qualquer laboratório.</p>
<p>A DGS recomenda ainda suplementação de iodo, sob orientação médica, para grávidas e mulheres que amamentam. A carência de iodo durante a gestação pode originar malformações no feto e atraso no desenvolvimento mental.</p>
<p>E quando surgem nódulos? Menos de 5% dos nódulos tireoidianos são malignos. A esmagadora maioria, 95%, é benigna. O cancro da tiroide é o quarto tumor mais frequente nas mulheres e ocorre sobretudo entre os 30 e os 60 anos, mas a taxa de sobrevivência é elevada quando detetado a tempo.</p>
<h2>O que fazer a partir de agora</h2>
<p>Se sente cansaço persistente, frio sem explicação, alterações de humor ou queda de cabelo, peça ao médico de família que inclua a TSH nas próximas análises. É um exame simples que pode mudar a forma como se sente todos os dias. Partilhe esta informação com quem precisa de a ouvir.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
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		<title>Microplásticos já foram encontrados no cérebro, no sangue e até na placenta — o que a ciência sabe (e o que ainda assusta)</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/microplasticos-ja-foram-encontrados-no-cerebro-no-sangue-e-ate-na-placenta-o-que-a-ciencia-sabe-e-o-que-ainda-assusta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[claudio.campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 09:35:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO BEM-ESTAR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estão na água, no ar e dentro do corpo humano. A ciência confirma: ingerimos mais de 50.000 partículas de microplásticos por ano. Saiba o que isso significa para a saúde.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não se veem, não se sentem, mas estão em todo o lado. No ar que se respira, na água que se bebe, nos alimentos que chegam ao prato. Os microplásticos deixaram de ser um problema ambiental distante — são, hoje, uma questão de saúde pública. E os números não deixam margem para dúvidas.</p>
<p>Segundo o PNUMA, cada pessoa consome, em média, mais de 50.000 partículas de microplásticos por ano. Estima-se ainda que se inalam cerca de 68.000 partículas por dia. São números difíceis de processar, mas a ciência tem vindo a confirmar aquilo que muitos suspeitavam: estas partículas já estão dentro de nós.</p>
<h2>A dimensão do problema: dos oceanos ao corpo humano</h2>
<p>Em 2020, 2,7 milhões de toneladas de microplásticos foram libertadas para o meio ambiente — e este valor deverá duplicar até 2040, alerta a ONU. Nos mares, existem 51 biliões de partículas microplásticas. É um número tão absurdo que o Parlamento Europeu o compara assim: 500 vezes mais do que as estrelas na nossa galáxia.</p>
<p>As fontes são diversas. A lavagem de roupas sintéticas é responsável por 35% dos microplásticos primários nos oceanos. O desgaste dos pneus representa 28%. Até os produtos de cuidados pessoais contribuem com 2%. E não ficam no mar. Circulam na atmosfera, caem com a chuva e podem ser transportados pelo vento durante centenas ou milhares de quilómetros antes de atingirem o solo.</p>
<h2>Dentro do corpo: o que a ciência já encontrou</h2>
<p>Microplásticos foram detetados no sangue, nos pulmões, no fígado, no cérebro, no leite materno e no cordão umbilical. Num estudo com placentas humanas, investigadores encontraram 12 fragmentos em 4 de 6 amostras — presentes tanto no lado fetal como no materno. Ou seja: a exposição começa antes do nascimento.</p>
<p>Mais preocupante ainda: um estudo publicado no New England Journal of Medicine, com 257 pacientes, revelou que 58% tinham micro e nanoplásticos nas placas das artérias carótidas. Esses pacientes apresentaram um risco 4,5 vezes maior de morte, enfarte ou AVC ao longo de 34 meses de acompanhamento.</p>
<p>Os nanoplásticos — partículas ainda mais pequenas, inferiores a 1 micrómetro — são particularmente inquietantes. Segundo investigação liderada por Philip Demokritou, da Harvard Chan School, conseguem penetrar nas células humanas e alcançar os seus núcleos. Uma revisão publicada na Frontiers in Public Health associa a exposição a inflamação, stress oxidativo, distúrbios metabólicos, desequilíbrio da microbiota intestinal, infertilidade e até doenças como Parkinson e Alzheimer.</p>
<h2>A água que se bebe também não escapa</h2>
<p>Um estudo de 2024 detetou dezenas de milhares de partículas plásticas por litro em algumas marcas de água engarrafada — frequentemente em concentrações superiores às da água da torneira. As garrafas PET podem ainda libertar antimónio, ftalatos e análogos do bisfenol, substâncias que funcionam como desreguladores endócrinos.</p>
<p>Em Portugal, investigadores identificaram até 9 partículas de microplástico por litro na água da torneira e mais de 4.800 em garrafas reutilizáveis. Os polímeros mais comuns são polietileno, polipropileno e PVC.</p>
<h2>Há soluções à vista?</h2>
<p>A União Europeia pretende reduzir em 30% a libertação de microplásticos até 2030. As restrições à adição intencional em produtos deverão evitar a emissão de cerca de 500.000 toneladas.</p>
<p>No campo da investigação, há sinais animadores. Investigadores brasileiros demonstraram que o extrato de sementes de moringa tem um desempenho semelhante ao sulfato de alumínio na remoção de microplásticos da água — e até superior em águas mais alcalinas. No Japão, o Riken Institute desenvolveu um material plástico que se decompõe na água do mar em poucas horas, sem formar microplásticos, embora ainda esteja em fase de validação.</p>
<h2>O que se pode fazer já</h2>
<p>Evitar garrafas de plástico e optar por água filtrada. Lavar roupa sintética com sacos de retenção de microfibras. Reduzir o uso de recipientes plásticos para aquecer alimentos. São gestos simples, mas que ajudam a reduzir a exposição diária. O problema é global, mas as escolhas do dia a dia fazem diferença — e quanto mais informação houver, melhores decisões se tomam.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
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		<item>
		<title>Médicos já prescrevem passeios na floresta como tratamento de saúde (e a ciência explica porquê)</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/medicos-ja-prescrevem-passeios-na-floresta-como-tratamento-de-saude-e-a-ciencia-explica-porque/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[claudio.campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 14:10:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO BEM-ESTAR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Shinrin-yoku, o banho de floresta japonês, reduz o cortisol em 13% e já é prescrito por médicos na Suécia. Em Portugal, o ISPUP também aposta na prática.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine que o seu médico, em vez de lhe receitar um comprimido, lhe prescreve um passeio na floresta. Parece ficção, mas já acontece. A Suécia lançou um programa pioneiro que incentiva médicos a recomendar banhos de floresta como parte de tratamentos de bem-estar. E a ciência tem cada vez mais razões para apoiar a ideia.</p>
<p>Tudo começou no Japão, em 1982, quando a Agência Florestal propôs pela primeira vez integrar o <em>shinrin-yoku</em> — literalmente, «banho de floresta» — nas recomendações para um estilo de vida saudável. Desde então, a prática ganhou investigação sólida e reconhecimento internacional.</p>
<h2>O que diz a ciência sobre caminhar entre árvores</h2>
<p>Os números impressionam. Uma investigação de Yoshifumi Miyazaki, da Universidade de Chiba, publicada em 2009, demonstrou que o contacto com ambientes florestais reduziu a concentração de cortisol no sangue em 13%, a pressão sanguínea em 2% e a frequência cardíaca em 6%. Mais: a atividade do sistema nervoso parassimpático — o responsável pelo relaxamento — aumentou 56%.</p>
<p>O Instituto de Pesquisa de Produtos Florestais do Japão confirmou esta linha. O sangue de pessoas que caminham na floresta apresenta níveis significativamente mais baixos de cortisol e menor atividade no lobo pré-frontal do cérebro do que o de quem percorre a mesma distância na cidade. Em termos simples: a floresta acalma o corpo e o cérebro de formas que o asfalto não consegue.</p>
<p>Há ainda o efeito invisível das árvores. As fitoncidas — óleos essenciais antimicrobianos como terpenóides, pinenos e limonenos — são libertadas naturalmente pelas árvores e apoiam a função imunitária de quem as respira. Os monoterpenos, em particular, estimulam a produção de células NK (<em>natural killer cells</em>), uma linha de defesa importante do nosso organismo.</p>
<h2>Da floresta para a receita médica</h2>
<p>A Suécia foi mais longe. Lançou o programa «The Swedish Prescription», uma iniciativa que incentiva médicos a prescrever viagens ao país — incluindo banhos de floresta, mergulhos em águas frias e o tradicional <em>fika</em> — como parte de tratamentos de bem-estar. Com 69% do território coberto por florestas e os melhores índices de qualidade do ar na Europa, o país tem argumentos de sobra.</p>
<p>Susanne Andersson, CEO da Visit Sweden, afirmou que «visitar a Suécia é como um remédio natural para a saúde» e que médicos de diferentes países já demonstram interesse pela proposta. Um estudo da YouGov mostrou que, embora a maioria das pessoas nunca tivesse ouvido falar de «prescrições naturais», quase dois terços dos inquiridos seguiriam este tipo de recomendação se aconselhada por um médico.</p>
<p>Roger Ulrich, da Texas A&amp;M University, já tinha mostrado que pacientes hospitalares recuperam mais rapidamente quando o quarto dá para um espaço verde — precisam de menos analgésicos e sofrem menos náuseas. A natureza cura, mesmo quando vista pela janela.</p>
<h2>E em Portugal?</h2>
<p>Os banhos de floresta são hoje reconhecidos internacionalmente como uma das principais intervenções de promoção de saúde baseadas na natureza. Em Portugal, o ISPUP — Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto — organizou sessões de banhos de floresta no Parque da Cidade do Porto, integradas no projeto LoNePlaces, financiado pelo FEDER e pela FCT, dedicado ao estudo do papel do espaço urbano na solidão.</p>
<p>Já no que toca a prescrições médicas ligadas à natureza, o Governo comparticipa em 35% os tratamentos termais prescritos no SNS, com limite de 110 euros anuais por utente. A prescrição é feita pelo médico de família, tem validade de um ano, e cada tratamento deve durar entre 12 e 21 dias. Não é um banho de floresta, mas mostra que o princípio — natureza como terapia — já tem enquadramento legal no país.</p>
<p>No Japão, a prática evoluiu para disciplina científica. Em 2012, o imunologista Dr. Qing Li fundou a «silvoterapia» como área interdisciplinar. Em 2020, existiam 65 bases de terapia florestal certificadas no país, com guias e terapeutas formados sob supervisão da Universidade de Chiba e da Escola de Medicina de Nippon.</p>
<h2>O que pode fazer já</h2>
<p>Não precisa de ir ao Japão nem de esperar por uma receita médica. Procure um parque ou mata perto de si — a Serra de Sintra, a Mata do Buçaco, o Parque da Cidade do Porto — e caminhe devagar, sem telemóvel, durante pelo menos 20 minutos. Respire fundo. Repare nas texturas, nos sons, nos cheiros. É simples, é gratuito, e o seu corpo vai agradecer.</p>
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