O verão é a estação das viagens, das piscinas e dos dias na praia, mas é também a altura do ano em que os telemóveis mais dão problemas. Os dados operacionais da iServices, rede especializada em reparação de equipamentos multimarca, revelam um padrão sazonal que se repete com consistência: quando o calor aperta, as idas à assistência técnica disparam. E entre as causas mais frequentes está um inimigo silencioso, os líquidos.
Julho de 2025 registou mais 42% de intervenções
A empresa analisou o histórico de intervenções técnicas realizadas nas suas mais de 150 lojas desde janeiro de 2025, um universo de mais de 16.500 intervenções em smartphones, tablets e computadores. A conclusão é clara: o verão é a época mais crítica do ano para os equipamentos eletrónicos.
Os números ajudam a perceber a dimensão do fenómeno. Julho de 2025 registou mais 42% de intervenções em smartphones do que a média dos cinco primeiros meses do ano. Alargando o período, entre junho e agosto de 2025 as intervenções ficaram, em média, 25% acima da média mensal do resto do ano.
Em 2026, o padrão confirma-se e antecipa-se: maio e junho registaram, em média, mais 29% de intervenções do que os primeiros quatro meses do ano, sinal de que o pico chegou mais cedo.
Água, calor, areia e protetor solar
A combinação de fatores que caracteriza os meses quentes é precisamente aquela a que os aparelhos menos resistem, e nem sempre os estragos aparecem no momento do acidente.
«O verão junta tudo aquilo que um smartphone não tolera: água, calor, areia e protetor solar. Os danos por líquidos estão entre as principais causas de avaria que os nossos técnicos identificam nesta época, e são também dos mais traiçoeiros, porque a corrosão pode manifestar-se apenas semanas depois do acidente», afirma Bruno Borges, CEO da iServices.
Resistente à água não significa impermeável
Boa parte do problema, explica a iServices, nasce de um equívoco muito comum. As classificações IP67 e IP68, presentes na maioria dos smartphones mais recentes, são obtidas em laboratório, com água doce, sem movimento e em condições controladas. Ou seja, não replicam uma queda na piscina, o sal do mar ou o desgaste natural dos vedantes ao longo dos anos de utilização.
Há ainda um pormenor com peso na carteira: na generalidade das marcas, os danos provocados por líquidos não estão cobertos pela garantia.
O que fazer se o telemóvel apanhar água
Em caso de contacto com líquidos, a recomendação dos técnicos é simples e deve ser imediata: desligar o equipamento, não o colocar a carregar e evitar fontes de calor. E esquecer o mito do arroz, que não seca o interior do aparelho e ainda pode introduzir resíduos nas entradas.
Mesmo que o telemóvel continue aparentemente a funcionar, vale a pena não adiar. Um diagnóstico técnico atempado, feito na hora em qualquer loja iServices, permite detetar humidade ou corrosão antes que o dano se torne irreversível.
Como foram apurados os números
Os dados resultam de um extrato dos registos próprios da iServices, recolhidos entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Foram consideradas as categorias de intervenção técnica em smartphones, tablets, MacBook e Windows, ficando de fora limpezas, formatações e passagens de dados. O aumento de 42% compara julho de 2025 com a média de janeiro a maio do mesmo ano, os 25% resultam da comparação entre a média mensal de junho a agosto de 2025 e a dos restantes nove meses, e os 29% confrontam a média de maio e junho de 2026 com a de janeiro a abril. A análise não inclui repartição por tipo de dano.
Criada em 2011, a iServices conta hoje com mais de 650 colaboradores e está presente em Portugal Continental, Açores, Madeira, Espanha, Ilhas Canárias, França, Bélgica e Países Baixos, com mais de trinta mil reparações por mês. Antes de qualquer intervenção, faz sempre um diagnóstico gratuito e sem compromisso, e disponibiliza recolha e entrega gratuitas ao domicílio para quem não tem disponibilidade para se deslocar a uma loja.











