Numa casa onde vive uma pessoa sozinha, o risco maior associado a uma queda não é o impacto. É o tempo que decorre até alguém dar por ela. Existem várias soluções para encurtar esse tempo e são bastante diferentes entre si.
Teleassistência com central
É a solução mais completa. Consiste num equipamento em casa, ligado a uma central de atendimento permanente, e num botão portátil, usado ao pescoço ou no pulso.
Premido o botão, a central estabelece comunicação por altifalante, avalia a situação e aciona quem for necessário: familiares indicados previamente, vizinhos com chave ou serviços de emergência.
A vantagem decisiva é haver alguém do outro lado, o que resolve o caso em que a pessoa não consegue explicar o que se passa.
Muitos municípios e instituições de solidariedade disponibilizam serviços deste tipo, por vezes gratuitos ou comparticipados para residentes em determinadas condições. Vale a pena perguntar na junta de freguesia antes de contratar no mercado.
A limitação
Os sistemas clássicos funcionam dentro de casa e num raio limitado à volta dela. Não protegem quem cai na rua ou no quintal, embora existam já versões com localização.
Relógios e pulseiras com deteção de queda
Vários relógios inteligentes detetam automaticamente uma queda brusca e, se não houver resposta durante alguns segundos, ligam para contactos de emergência e enviam a localização.
A grande vantagem sobre o botão é não depender de a pessoa estar consciente nem de conseguir premir seja o que for.
As desvantagens são três: exigem carregamento regular, o que é fonte comum de falha, exigem alguma familiaridade com tecnologia para a configuração inicial, e podem gerar falsos alarmes.
Telemóveis com botão SOS
Existem telemóveis simples, de teclas grandes, com um botão dedicado na parte de trás que liga sequencialmente para números pré-programados até alguém atender.
É a opção mais barata e a mais fácil de aceitar por quem rejeita usar equipamento que assinale fragilidade. A limitação é óbvia: só funciona se o telemóvel estiver junto da pessoa, o que raramente acontece durante a noite ou no banho.
Como escolher
Três perguntas resolvem a decisão.
Onde é mais provável que aconteça? Se o risco é sobretudo dentro de casa, a teleassistência resolve. Se a pessoa sai sozinha, é preciso solução com localização.
Consegue premir um botão? Havendo risco de perda de consciência, a deteção automática deixa de ser um luxo.
Quem responde? Um sistema que liga a familiares só serve se esses familiares estiverem contactáveis e perto. Uma central profissional não tem esse problema.
O que costuma falhar
Não é o equipamento, é o uso. O botão que fica na mesa de cabeceira em vez de ao pescoço, o relógio por carregar, os contactos de emergência desatualizados.
Vale a pena testar o sistema depois de instalado e repetir o teste de tempos a tempos, para confirmar que tudo continua a funcionar e que a pessoa se lembra do que fazer.
E há uma medida sem custo que continua a ser das mais eficazes: combinar com um vizinho ou familiar um contacto diário à mesma hora. A ausência da chamada é, por si só, um alarme.











