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	<title>Entrevista &#8211; Forever Young</title>
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	<description>Para se sentir sempre jovem. Viva com mais sentido, 55+ com atitude.</description>
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	<title>Entrevista &#8211; Forever Young</title>
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	<item>
		<title>Entrevista: «A esclerose múltipla não é fácil de diagnosticar; é uma doença complexa com muitos sintomas diferentes», Miguel Rato, neurologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-a-esclerose-multipla-nao-e-facil-de-diagnosticar-e-uma-doenca-complexa-com-muitos-sintomas-diferentes-miguel-rato-neurologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 10:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A esclerose múltipla é uma doença autoimune que causa sintomas de fraqueza, dormência ou dificuldade para falar ou andar, por exemplo.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A esclerose múltipla é uma doença crónica (a longo prazo) que causa danos no sistema nervoso central, incluindo o cérebro, a medula espinal e os nervos ópticos. Na EM, o sistema imunitário ataca a bainha de mielina (o revestimento protetor que envolve as fibras nervosas). Este dano nervoso perturba o fluxo de mensagens do sistema nervoso central, levando a uma redução ou perda da função corporal. A EM causa uma vasta gama de sintomas, incluindo fadiga, dificuldade em andar, problemas de visão, e problemas de raciocínio e planeamento.</p>
<p>Miguel Rato, neurologista no Centro de Referência de Esclerose Múltipla, do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central, em entrevista à Forever Young, explicou as implicações desta condição na vida dos que dela padecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
<div style="position: relative; display: block; max-width: 960px;">
<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6374150206112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista: «A saúde da mulher é fundamental para o seu bem-estar e qualidade de vida, com impacto na sociedade como um todo», Catarina Lucas, psicóloga/sexóloga</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-a-saude-da-mulher-e-fundamental-para-o-seu-bem-estar-e-qualidade-de-vida-com-impacto-na-sociedade-como-um-todo-catarina-lucas-psicologa-sexologa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 10:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Principais cuidados e esclarecimentos essenciais sobre a saúde feminina, com foco na prevenção e bem-estar.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A saúde feminina é um tema vasto e fundamental, que abrange desde o cuidado com o corpo até o bem-estar emocional e preventivo. Com particularidades que exigem atenção especializada, é essencial estar informada sobre os cuidados essenciais para cada fase da vida da mulher.</p>
<p>Hoje, conversamos com <span class="markonn5mc5cn" data-markjs="true" data-ogac="" data-ogab="" data-ogsc="" data-ogsb="" data-olk-copy-source="MessageBody">Catarina</span> <span class="markizeljjx6d" data-markjs="true" data-ogac="" data-ogab="" data-ogsc="" data-ogsb="">Lucas</span>, psicóloga/sexóloga e Diretora do Centro <span class="markonn5mc5cn" data-markjs="true" data-ogac="" data-ogab="" data-ogsc="" data-ogsb="">Catarina </span><span class="markizeljjx6d" data-markjs="true" data-ogac="" data-ogab="" data-ogsc="" data-ogsb="">Lucas</span>, que nos ajuda a esclarecer dúvidas, desmistificar tabus e partilhar dicas valiosas para uma vida mais saudável e equilibrada. Prepare-se para uma conversa esclarecedora que promete inspirar todas as mulheres a cuidar melhor de si mesmas.</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
<div style="position: relative; display: block; max-width: 960px;">
<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6374149067112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista: «Obesidade: muito mais do que peso, um olhar médico sobre rastreio e prevenção», Adriana de Sousa Lages, endocrinologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-obesidade-muito-mais-do-que-peso-um-olhar-medico-sobre-rastreio-e-prevencao-adriana-de-sousa-lages-endocrinologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 14:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obesidade é frequentemente reduzida a uma questão de aparência ou força de vontade, mas a realidade clínica é bem diferente.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="300" data-end="689"><strong> Trata-se de uma doença crónica, com impactos profundos na saúde metabólica, cardiovascular, hormonal e até emocional. E, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma preocupação estética — é um dos maiores desafios de saúde pública do nosso tempo.</strong></p>
<p data-start="691" data-end="1043">Para compreender melhor este fenómeno e a importância do <strong data-start="748" data-end="768">rastreio precoce</strong>, conversámos com Adriana de Sousa Lages, endocrinologista, que nos ajuda a desconstruir mitos, identificar sinais de alerta e perceber por que razão tratar (e rastrear) a obesidade é um acto de prevenção vital.</p>
<p><strong>Por que é importante fazer rastreios à obesidade, especialmente em adultos e idosos?</strong></p>
<p>A obesidade, embora reconhecida como doença em Portugal há 20 anos, continua a ser uma doença pouco diagnosticada, ou seja, muitas pessoas vivem com a doença sem reconhecerem a sua presença. Este ponto é fundamental uma vez que sem diagnóstico não há procura de ajuda médica nem há acesso ao tratamento adequado. Realizar rastreios na população é crucial porque permite identificar precocemente situações de risco de complicações, mesmo em pessoas que ainda não manifestam sintomas ou complicações visíveis. No caso dos idosos, o rastreio assume particular relevância: o excesso de gordura visceral pode coexistir com perda de massa muscular (sarcopenia), aumentando o risco de quedas, fragilidade e perda de autonomia. No fundo, rastrear não é apenas diagnosticar, mas sim prevenir, proteger e cuidar de forma inteligente e proativa.</p>
<p><strong>A obesidade é muitas vezes vista como uma questão estética. Como podemos reforçar a sua dimensão médica e preventiva?</strong></p>
<p>A obesidade é uma doença crónica e progressiva e, por isso, a importância do tratamento deve ser focada na dimensão da saúde da pessoa. O controlo de peso tem como objetivo a prevenção e o controlo ou até remissão de complicações associadas à adiposidade excessiva. Obviamente que a questão da autoestima da pessoa é também relevante, mas o primordial é sensibilizar para os ganhos em saúde no global, como um objetivo contínuo e combinado.</p>
<p><strong>De que forma a obesidade está ligada a outras doenças crónicas, como diabetes ou doenças cardiovasculares?</strong></p>
<p>A obesidade afeta vários órgãos e sistemas do nosso organismo e hoje sabemos que contribui para mais de 200 complicações distintas incluindo mais de uma dezena de doenças oncológicas. Tudo isto contribui, não só para uma morbilidade significativa, mas também para o aumento da mortalidade neste contexto.</p>
<p><strong>Após um diagnóstico de obesidade, qual deve ser o passo seguinte?</strong></p>
<p>O diagnóstico de obesidade é visto como um ponto de partida e uma oportunidade para aquela pessoa ser envolvida numa intervenção terapêutica estruturada. Obviamente implica uma avaliação clínica completa, centrada na pessoa, a caracterização das comorbilidades presentes (como hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, alterações da glicose), a avaliação do estado nutricional, da composição corporal e do contexto psicossocial. A partir deste ponto, oferecer soluções individualizadas, sustentáveis, baseadas em ciência em equipa pluridisciplinar devem ser o caminho.</p>
<p><strong>Que profissionais de saúde devem estar envolvidos na abordagem ao excesso de peso?</strong></p>
<p>A abordagem do controlo de peso centra-se sempre em várias dimensões da vida da pessoa o que implica, necessariamente, equipas pluridisciplinares que atuam de forma complementar e sinérgica. Aqui incluímos médicos, nutricionistas, fisiologistas do exercício/profissionais do exercício físico, psicólogos e enfermeiros. O fundamental é a presença de uma coordenação equilibrada com objetivos comuns e profissionais capacitados para incluir a pessoa com obesidade em todas as fases do tratamento.</p>
<p><strong>Qual o papel da alimentação e da atividade física na reversão da obesidade — e quando é necessário ir além dessas medidas?</strong></p>
<p>Uma alimentação equilibrada e a atividade física regular são inegociáveis. Mas é relevante salientar que, apesar dos ganhos em saúde independentes da perda de peso associados a estas medidas, há pessoas que vivem com obesidade que vão necessitar de estratégias adicionais como a terapêutica farmacológica ou cirúrgica, sempre de forma selecionada e com base em critérios clínicos. Nem todas as pessoas vão responder a estas medidas baseadas no estilo de vida precisamente porque falamos de uma doença multifatorial, complexa e amplamente influenciada por fatores biológicos como a genética, que não são modificáveis.</p>
<p><strong>Há grupos de risco que devem estar particularmente atentos, como pessoas com historial familiar ou mulheres na menopausa?</strong></p>
<p>Atualmente reconhecemos a história familiar e o período da transição e menopausa como fatores importantes de risco de doença e como oportunidades particulares para o diagnóstico precoce. A história familiar positiva é fundamental uma vez que sabemos que 40-70% do nosso peso num ambiente obesogénico pode ser determinado pela genética e a fase de vida reprodutiva da mulher, particularmente na menopausa, uma vez que as alterações hormonais favorecem modificações da composição corporal (com acumulação de gordura abdominal) e a perda de massa muscular. Nestes grupos, o acompanhamento preventivo pode evitar complicações futuras e permitir intervenções mais eficazes.</p>
<p><strong>Como lidar com o estigma associado à obesidade sem comprometer a motivação para procurar ajuda médica?</strong></p>
<p>O estigma associado à obesidade está presente em diferentes formas: por um lado, a pessoa que vive com obesidade habitualmente já tentou estratégias anteriores para controlo de peso e muitas vezes sente-se incapaz de inverter a realidade; por outro lado, existe também estigma em relação ao tratamento, uma vez que há quem veja esta estratégia como um atalho para a perda de peso. O que é importante sensibilizar é que atualmente dispomos de estratégias farmacológicas extremamente eficazes no controlo dos sintomas da doença (como a fome e a saciedade) e com efeito positivo comprovado no controlo das comorbilidades e que, tal como nas restantes doenças crónicas, devem ser disponibilizadas a quem vive com esta condição. O acompanhamento médico baseado na empatia, na ciência e no respeito permitem combater o estigma e mudar a perspetiva da própria pessoa sobre a sua doença.</p>
<p><strong>Que mensagem deixaria a quem evita fazer um rastreio por medo do diagnóstico ou por vergonha?</strong></p>
<p>As pessoas procuram ajuda para controlo de peso quando se sentem acolhidas e não julgadas, reforçando a ideia de que a obesidade não é uma escolha. O rastreio é uma oportunidade para identificarmos aqueles que vão beneficiar de tratamento e é o primeiro passo para recuperar saúde e qualidade de vida. Promover uma comunicação sem culpa, centrada na saúde e na qualidade de vida, é o caminho para motivar e não afastar uma solução.</p>
<p><strong> A Tour “O Corpo Pode Resistir À Perda de Peso” permite a qualquer um realizar um rastreio à sua saúde e está a percorrer o país até ao fim do mês de junho. Que tipo de impacto esperam alcançar com esta ação junto da população? E qual a importância destas iniciativas?</strong></p>
<p>Este tipo de iniciativas permite, de forma informal e itinerante, sensibilizar as pessoas para o tema da obesidade e, por outro lado, descomplicar o acesso à saúde, quebrar tabus e levar informação científica até onde ela normalmente não chega. Ao permitir que qualquer pessoa faça um rastreio gratuito e receba orientação, estamos a transformar o medo em consciência e a passividade em ação. O impacto destas iniciativas não é apenas o diagnóstico, mas despertar conversas, mudar mentalidades e mostrar que pedir ajuda é um passo inteligente, e não um sinal de fraqueza. Fazemos um apelo a que aproveitem a próxima sexta-feira e fim-de-semana, na zona do Parque das Nações (27 e 28) e Belém (29), em Lisboa, para realizarem o vosso rastreio!</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista: «Viver com Doença Inflamatória do Intestino: é possível ter qualidade de vida» Bruno Bandeira, gastroenterologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-viver-com-doenca-inflamatoria-do-intestino-e-possivel-ter-qualidade-de-vida-bruno-bandeira-gastroenterologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 10:39:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Doenças Inflamatórias do Intestino (DII), como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, afetam milhares de pessoas em Portugal e têm um impacto significativo na qualidade de vida.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São doenças crónicas, com origem ainda pouco compreendida, e que exigem acompanhamento médico contínuo, atenção à alimentação e, muitas vezes, mudanças no estilo de vida.</p>
<p>Para perceber melhor o que são estas doenças, como se manifestam, quais os sinais de alerta e quais os tratamentos mais atuais, conversámos com Bruno Bandeira, gastroenterologista do H. Trofa Saúde AmAdora, que nos ajudou a esclarecer as principais dúvidas sobre esta condição. Uma conversa essencial para quem convive com a doença — ou quer saber mais sobre como prevenir e viver melhor, mesmo com o diagnóstico.</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
<div style="position: relative; display: block; max-width: 960px;">
<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6374146859112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Infertilidade: «Entre o tabu e a urgência de agir», Marta Ledo, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/infertilidade-entre-o-tabu-e-a-urgencia-de-agir-marta-ledo-medica-especialista-em-ginecologia-e-obstetricia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 09:14:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infertilidade pode ser causada por problemas no parceiro masculino, na parceira feminina ou em ambos. </p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora a Organização Mundial para a Saúde defina infertilidade como a “ausência de gravidez após dois anos de relações sexuais regulares e sem uso de contraceção”, entende-se estar perante um caso de infertilidade quando não se consegue obter uma gravidez após um ano de tentativas.</p>
<p>De acordo com os dados mais recentes, estima-se que a infertilidade afete cerca de 500 mil casais portugueses (cerca de 15% da população) — e, apesar da disponibilidade de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), continua envolto em estigma e desinformação, sobretudo nos países latinos, como Portugal.</p>
<p>Falámos com Marta Ledo, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia da Procriar, para perceber melhor as causas e as consequências deste problema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja aqui:</p>
<div style="position: relative; display: block; max-width: 960px;">
<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6374125029112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista: «O ritmo cardíaco é um importante indicador da saúde», Luís Negrão, médico</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-o-ritmo-cardiaco-e-um-importante-indicador-da-saude-luis-negrao-medico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 09:10:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial do Ritmo Cardíaco é comemorado a 13 de junho.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É uma data importante para conscientizar a população sobre a importância do ritmo cardíaco saudável e a necessidade de cuidar do coração. O ritmo cardíaco normal em repouso para um adulto varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Um ritmo cardíaco lento (bradicardia), abaixo de 60 bpm, ou um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia), acima de 100 bpm, pode indicar problemas de saúde.</p>
<p>Ritmo cardíaco normal:<br />
Adultos em repouso: 60-100 bpm.<br />
Atletas: Pode ser mais baixo, até 40 bpm, devido ao condicionamento físico.</p>
<p>Arritmias cardíacas:<br />
Bradicardia: Ritmo cardíaco lento, abaixo de 60 bpm.<br />
Taquicardia: Ritmo cardíaco acelerado, acima de 100 bpm em repouso.<br />
Arritmias irregulares: Ritmos cardíacos não regulares, que podem ter diversas causas.</p>
<p>Sobre este problema falámos com Luís Negrão, médico de Saúde Pública e assessor da Fundação Portuguesa de Cardiologia.</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
<div style="position: relative; display: block; max-width: 960px;">
<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6374126978112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista: «Se a queda de cabelo persistir mais de 6 meses é recomendado consultar um especialista», Sara Cardoso, tricologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-sara-cardoso-tricologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 08:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda de cabelo sazonal é um fenómeno natural que ocorre com a mudança de estações, geralmente mais visível na primavera e no outono.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Apesar de existirem vários fatores agravantes para a queda de cabelo, como o stress, a predisposição genética, a alimentação, a utilização de medicamentos para problemas cardíacos ou depressão ou a exposição a ambientes poluídos, sabe-se também que o cabelo pode mostrar uma tendência fisiológica para variações sazonais. A queda sazonal de cabelo é aquela que ocorre com a mudança de estações, é geralmente temporária, transitória e com a duração de algumas semanas. É comum perder, nestes períodos, mais de 100 fios de cabelo por dia &#8211; valor que define uma queda de cabelo acima do normal. </strong></p>
<p>A primavera é o segundo maior período de queda de cabelo sazonal. De facto, à medida que os dias ficam mais longos, produz-se um conjunto de alterações hormonais relacionadas com a alteração da luz solar que podem influenciar a qualidade do seu cabelo. Nesta época convém ter dar uma atenção redobrada com à dieta. Alguns suplementos impulsionadores da imunidade ricos em aminoácidos, à base da proteína da queratina, devidamente prescritos pelo seu médico de família ou dermatologista, podem ajudar, como refere em entrevista à Forever Young Sara Cardoso, tricologista da Malliá Clinic.</p>
<p><strong>Que fatores sazonais podem influenciar a queda de cabelo?</strong><br />
A queda de cabelo sazonal é mais comum durante o outono e, em menor escala, na primavera. Estes períodos coincidem com mudanças na luminosidade e temperatura, o que pode influenciar o ciclo natural do cabelo. Fatores como menor exposição solar, variações hormonais sazonais, aumento do stress e até mudanças na alimentação podem contribuir para o aumento da queda.</p>
<p><strong>Quais são os sinais de que a queda de cabelo é sazonal e não um problema crónico?</strong><br />
A principal diferença é que a queda sazonal é temporária, geralmente dura entre 4 a 12 semanas, e o cabelo volta a crescer naturalmente. Os sinais incluem queda difusa (por toda a cabeça), ausência de afinamento progressivo e sem áreas específicas de calvície. Também tende a ocorrer no mesmo período todos os anos. Uma queda continua, que ultrapasse as 12 semanas já requer uma avaliação diferente. Aconselho a que nestes casos seja agendada uma consulta com um especialista.</p>
<p><strong>Quais as diferenças entre queda de cabelo temporária (sazonal) e condições mais permanentes, como alopecia androgenética?</strong><br />
Na queda sazonal, os folículos continuam ativos e a densidade capilar é restaurada com o tempo. Já na alopecia androgenética, há um afinamento progressivo dos fios e miniaturização dos folículos, com perda mais localizada — geralmente na zona frontal e coroa nos homens, e na risca central nas mulheres. Essa condição é genética e muitas vezes só pode ser tratada/melhorada com transplante capilar e/ou tratamentos específicos como o PRP, a Mesoterapia ou os Exossomas.</p>
<p><strong>Que testes se podem fazer para entender melhor a causa?</strong><br />
São vários os testes disponíveis, podendo destacar desde já a tricoscopia (exame do couro cabeludo com tricoscópio digital), os exames de sangue para avaliar níveis de ferro, vitamina D, zinco, hormonas da tiroide e andrógenos, e o teste de tração capilar, que avalia a fragilidade e quantidade de fios em fase de queda.</p>
<p><strong>Como a mudança de estação pode afetar o cabelo?</strong><br />
A transição entre estações pode afetar o ciclo capilar, especialmente pela alteração na exposição à luz solar, o que influencia a produção de melatonina e, indiretamente, outras hormonas. Estas alterações hormonais vão potenciar a queda de cabelo. O frio pode ressecar o couro cabeludo, enquanto o calor e a humidade favorecem oleosidade, ambos fatores que podem afetar a saúde capilar.</p>
<p><strong>Há suplementos que podem ajudar a reduzir a queda?</strong><br />
Sim. Suplementos com biotina, zinco, ferro, vitamina D, vitaminas do complexo B e colagénio podem ajudar, especialmente se houver défice nutricional. No entanto, é importante fazer exames antes e consultar um profissional de saúde, pois o excesso de certos nutrientes também pode ser prejudicial.</p>
<p><strong>O que se pode fazer para minimizar a queda de cabelo durante os períodos de transição sazonal?</strong><br />
São muitos e variados os cuidados que se podem ter com o cabelo, desde usar produtos suaves e adequados ao tipo de cabelo, evitar lavagens com água muito quente, não prender o cabelo com força, fazer uma alimentação equilibrada, reduzir o stress com técnicas como meditação, sono regular e exercício físico, tomar suplementos vitamínicos, fazer mesoterapia, exossomas, entre outros.</p>
<p><strong>Existem hábitos alimentares que podem ajudar a prevenir a situação?</strong><br />
Sim. Uma dieta rica em proteínas magras, vegetais verdes, frutos secos, ovos, peixes ricos em ómega-3 e leguminosas fornece os nutrientes essenciais para manter o cabelo saudável. Evitar dietas restritivas também é importante, pois podem desencadear queda de cabelo.</p>
<p><strong>Quais são os sinais de que a queda de cabelo sazonal pode estar a tornar-se um problema permanente?</strong><br />
São cinco os principais sinais a que deve ter atenção no que diz respeito a este tema. Desde logo perceber se a queda dura mais de 3-4 meses, se há uma redução visível na densidade capilar, perceber se está a ocorrer o afinamento progressivo dos fios, observar as áreas específicas de calvície ou rarefação, e a analisar a presença de historial familiar de calvície.</p>
<p><strong>Devo-me preocupar com a queda de cabelo sazonal em termos de saúde geral?</strong><br />
Na maioria dos casos, não é motivo de alarme. No entanto, se a queda for muito acentuada, persistente ou associada a outros sintomas (fadiga, alterações menstruais, problemas na pele ou nas unhas), pode indicar um desequilíbrio interno, como défice nutricional ou problema hormonal, e deve ser avaliada.</p>
<p><strong>Quais são as opções de tratamento disponíveis se a queda persistir?</strong><br />
Uma vez analisado a problema são várias a soluções à disposição do paciente, as quais passam pela aplicação de minoxidil tópico ou oral (estimula o crescimento capilar), à suplementação orientada por exames, à aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), Mesoterapia ou Exossomas, toma de medicamentos hormonais (em casos específicos), e por fim, transplante capilar, se houver indicação médica.</p>
<p><strong>O que são as terapias com luz?</strong><br />
São tratamentos que utilizam laser de baixa intensidade (LLLT) ou LEDs específicos para estimular os folículos capilares, aumentar a circulação sanguínea e prolongar a fase de crescimento do cabelo. São não invasivos e bastante utilizados como complemento de outros tratamentos.</p>
<p><strong>Que conselhos deixaria para evitar ao máximo as consequências desta situação?</strong><br />
Há vários aspetos a que se deve tomar atenção. Desde logo prestar atenção ao seu cabelo nos períodos de transição (primavera/outono), alimentar-se de forma equilibrada, reduzir o stress sempre que possível, usar produtos capilares adequados ao seu tipo de cabelo e couro cabeludo, , especialmente, não ignorar os sinais persistentes, uma vez que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores os resultados obtidos.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista: «É importante alertar para a importância do diagnóstico do mieloma múltiplo», José Guilherme Freitas, hematologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-jose-guilherme-freitas-hematologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 08:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mieloma múltiplo é um tipo de cancro de sangue e cuja incidência é mais frequente a partir dos 60 anos de idade, embora possa também surgir em pessoas mais jovens, é mais raro.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sendo uma doença muito associada a pessoas mais idosas, é importante alertar para a importância do diagnóstico e do tratamento adequado, que permitirá manter a qualidade de vida, em muitos, casos, durante vários anos. Este alerta é relevante já que, nalguns casos, algumas pessoas acabam por desvalorizar o tratamento, por sentirem que estão em fim de vida.</strong></p>
<p>José Guilherme Freitas, hematologista ULS Braga, explicou em entrevista à Forever Young que «o<span data-olk-copy-source="MessageBody"> diagnóstico ocorre na grande maioria dos casos de forma acidental através de análises de rotina, sendo o sintoma mais comum o cansaço devido à anemia, dores ósseas e quadros infeciosos frequentes como a pneumonia. Por vezes, também pode ser diagnosticado devido a fraturas espontâneas ou, mais raramente, pelo surgimento de insuficiência renal súbita».</span></p>
<p><strong>O que é o mieloma múltiplo?</strong><br />
O mieloma múltiplo (MM) é um tipo de neoplasia hematológica, correspondendo à segunda mais frequente (10% dos cancros hematológicos). No MM há proliferação de células plasmáticas que leva à produção anormal de proteínas monoclonais (proteína M), comprometendo o funcionamento normal da medula óssea e outros órgãos.</p>
<p><strong>O que causa o mieloma múltiplo?</strong><br />
A causa exata ainda é desconhecida, mas sabe-se que envolve mutações genéticas em células da medula óssea. Fatores que podem contribuir incluem a idade, sendo mais comum em pessoas acima dos 60 anos, a história familiar, a exposição a produtos químicos (como pesticidas ou benzeno) ou a exposição à radiação.</p>
<p><strong>Quais são os sintomas?</strong><br />
Os sintomas variam, mas os mais comuns incluem dor óssea, especialmente nos ossos longos (membros, coluna e costelas), fraturas ósseas espontâneas, fadiga (devido à anemia), infeções frequentes, insuficiência renal.</p>
<p><strong>Como é diagnosticado?</strong><br />
O diagnóstico envolve uma combinação de exames de sangue (hemograma, bioquímica), eletroforese de proteínas com imunofixação, exames de urina para documentar proteína de Bence Jones, exame da medula óssea (aspirado e/ou biópsia), exames de imagem (raios-X, ressonância, PET-CT) para verificar danos ósseos.</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos para o mieloma múltiplo?</strong><br />
O tratamento depende de vários fatores, nomeadamente da idade, elegibilidade para transplante autólogo, estado geral e comorbilidades. As opções incluem corticoides, imunomoduladores (ex: lenalidomida, talidomida e pomalidomida, inibidores de proteassoma (ex: bortezomib, Ixazomib e carfilzomib), imunoterapia (ex: anticorpos monoclonais como daratumumab, isatuximab), transplante de medula óssea autólogo e radioterapia (para dor ou lesões ósseas localizadas).</p>
<p><strong>O mieloma múltiplo tem cura?</strong><br />
Atualmente, o mieloma múltiplo não tem cura definitiva, mas pode ser controlado por muitos anos com tratamento adequado. É considerado uma doença crónica, com períodos de remissão e recidivas.</p>
<p><strong>Como a vida de uma pessoa é afetada pelo mieloma múltiplo?</strong><br />
Há necessidade de acompanhamento contínuo (exames e consultas regulares), possíveis efeitos colaterais dos tratamentos, limitações físicas devido à dor óssea ou fadiga, alterações na rotina de trabalho ou social. Com o tempo, os doentes conseguem manter boa qualidade de vida, especialmente com os avanços registados nos tratamentos.</p>
<p><strong>Qual é a expectativa de vida para alguém com mieloma múltiplo?</strong><br />
A expectativa de vida média varia conforme a resposta ao tratamento, a presença de complicações, como insuficiência renal ou fraturas, as características da doença, como por exemplo, a genética da doença. Com os tratamentos modernos, muitos doentes vivem 5 a 10 anos ou mais, e alguns ultrapassam esse tempo. Em casos mais agressivos ou resistentes ao tratamento, o tempo pode ser menor.</p>
<p><strong>Existem fatores de risco para o mieloma múltiplo?</strong><br />
Sim. Os principais fatores de risco incluem a idade avançada (a maioria dos casos ocorre após os 60 anos), o género, sendo mais comum em homens, há também maior incidência em indivíduos de raça negra, o histórico familiar de mieloma ou gamopatia monoclonal de significado indeterminado MGUS (na sigla em inglês), a exposição a produtos químicos tóxicos ou radiação, a obesidade, apontada como risco em alguns estudos.</p>
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		<title>Entrevista: «Nos cuidados de enfermagem na pessoa com AVC é preciso reforçar progressos, corrigir erros e ajustar estratégias», Salomé Ferreira, enfermeira</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-no-cuidados-de-enfermagem-na-pessoa-com-avc-e-preciso-reforcar-progressos-corrigir-erros-e-ajustar-estrategias-salome-ferreira-enfermeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 08:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este livro torna-se necessário para que as pessoas, após um acidente vascular cerebral (AVC), não passem a viver o mundo pela metade, mas que lhes seja possibilitado viver com qualidade, integradas na comunidade, concretizando os seus projetos de vida e alcançando o sucesso nesta transição saúde-doença</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As especialistas Andreia Lima, Maria Manuela Martins e Salomé Ferreira lançaram o livro “Cuidados de enfermagem na pessoa com AVC”, que realça uma visão abrangente da Enfermagem como disciplina científica, enriquecida pelos contributos de áreas transversais ao cuidado humano, proporcionando uma abordagem completa e inovadora ao cuidado da pessoa com AVC.</strong></p>
<p>Falámos com Salomé Ferreira, Professora Coordenadora de Mestrado em Enfermagem de Reabilitação na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, para perceber o que pode, e deve, ser feito para ajudar estes doentes. «As doenças cerebrovasculares têm um impacto negativo na funcionalidade, contribuindo, por exemplo, para a limitação da atividade, aumento da dependência, perda de anos potenciais de vida, recorrência aos serviços de urgência e restrição da participação social», refere a nossa entrevistada, que assegura que «este livro torna-se necessário para que as pessoas, após um acidente vascular cerebral (AVC), não passem a viver o mundo pela metade, mas que lhes seja possibilitado viver com qualidade, integradas na comunidade, concretizando os seus projetos de vida e alcançando o sucesso nesta transição saúde-doença».</p>
<p><strong>Quais são os sinais vitais e parâmetros neurológicos que devem ser monitorizados regularmente em pacientes com AVC?</strong></p>
<p>Em pacientes com AVC, os sinais vitais a serem monitorizados são a pressão arterial, de grande importância que seja seguida, porque a hipertensão e a hipotensão podem agravar a lesão cerebral e o seu controlo é essencial para prevenir novos AVCs; a frequência cardíaca para avaliar o funcionamento do coração e identificar possíveis alterações no seu funcionamento, como uma arritmia; a frequência respiratória, pois qualquer dificuldade respiratória ou padrões anormais podem ser responsáveis por situações de hipo ventilação ou de hipoxia nefastos à situação neurológica da pessoa no geral e de forma particular para a pessoa com AVC; e ainda temperatura corporal, dado a hipertermia poder desenvolver ou agravar lesões neurológicas.</p>
<p>No que se refere aos parâmetros neurológicos, devem ser monitorizados o nível de consciência, ou seja, verificar o estado de alerta, orientação e resposta a estímulos verbais ou outros, como a reação das pupilas ao contacto com a luz. Para além disso, não nos podemos esquecer de monitorizar frequentemente reflexos da deglutição para se adequar a melhor forma de alimentar a pessoa; a força muscular, que ajuda a verificar a evolução e a detetar fraqueza muscular ou paralisia em alguma parte do corpo; e a coordenação e equilíbrio para observar e/ou despistar qualquer dificuldade em realizar movimentos coordenados.</p>
<p><strong>Como é realizada a avaliação da função neurológica e quais escalas são utilizadas para monitorizar a evolução do paciente?</strong></p>
<p>A avaliação da função neurológica deve ser sistemática e frequente, podendo ser realizada através da utilização de escalas, como a Escala de Coma de Glasgow (ECG), para avaliar o nível de consciência por resposta ocular, verbal e motora; a Escala NIH Stroke Scale (NIHSS) que analisa os déficits neurológicos, como a força muscular, a fala e o nível de consciência; e a Escala de Rankin Modificada para identificar o grau de incapacidade funcional, entre outras.</p>
<p>Posteriormente, pode ser utilizado o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) para avaliar as funções cognitivas. De facto, estão disponíveis várias escalas que nos permitem aferir os reflexos, a sensibilidade, a força motora, a coordenação, o equilíbrio e os sinais de lateralização. A escala a utilizar deve ser a que mais se adequa à situação do paciente a ser tratado naquele momento.</p>
<p><strong>Quais são os critérios para identificar complicações precoces, como alterações na pressão arterial, nível de consciência ou sinais de infeção?</strong></p>
<p>Os critérios são apenas estarmos muito atentos às alterações dos valores normais, tanto dos valores e dos sinais votais como dos valores das respostas neurológicas, como, por exemplo, a pressão arterial acima de 180/110 mmHg (é um valor que pode indicar o risco de hemorragia) ou um valor muito baixo (hipoperfusão), que pode sugerir a diminuição da perfusão tecidular do cérebro, uma alteração do nível de consciência ou confusão súbita.</p>
<p>Para alteração ao nível neurológico, por outro lado, a presença de febre persistente, taquicardia ou secreções purulentas revelam-nos a presença de infeção. Sinais neurológicos novos ou agravamento dos já existentes demostram-nos que algo não está bem e que temos de agir perante uma paralisia ou convulsões. Existem ainda outros sinais como a presença de tosse, dispneia e crepitações súbitas que nos apontam para a presença de uma aspiração perante a qual temos de atuar de forma rápida e eficaz.</p>
<p><strong>Quais são as intervenções imediatas que devem ser implementadas na fase aguda do AVC para estabilizar o paciente?</strong></p>
<p>Na fase aguda do AVC, as intervenções imediatas, para além do despiste rápido das alterações iniciais que a pessoa pode apresentar, incluem, em primeiro lugar, garantir as vias aéreas permeáveis, depois a monitorização contínua dos sinais vitais, quando indicado, no caso do AVC isquémico, a administração de terapia trombolítica (num período que vai até, no máximo, 5 a 6 horas após a ocorrência) e o controlo da pressão arterial para otimizar o fluxo sanguíneo cerebral. É, por isso, fundamental aplicar rapidamente o protocolo da via verde de AVC e manter as vias aéreas desobstruídas e oxigenação adequada.</p>
<p><strong>Como deve ser o posicionamento do paciente para prevenir complicações como úlceras de pressão e contraturas?</strong></p>
<p>Para prevenir ou minimizar a espasticidade, isto é, o aumento do tônus muscular causado por lesões no sistema nervoso central, o posicionamento do doente com AVC deve ser, durante as 24 horas do dia, em padrão anti-espástico. Este tipo de posicionamento permite prevenir as contraturas musculares, já que evita que os músculos se encurtem e fiquem permanentemente rígidos, diminuir o aumento do tônus muscular nos membros afetados, melhorar a circulação sanguínea, favorecendo o retorno venoso e reduzindo o risco de trombose venosa profunda, e prevenir úlceras de pressão, pois ajuda a distribuir melhor o peso do corpo, precavendo lesões na pele.</p>
<p>Ao mesmo tempo que previne a instalação da espasticidade, facilita também a mobilização precoce, a promoção de uma postura funcional, favorecendo a recuperação motora, a independência nas atividades diárias e todo o processo de reabilitação da pessoa. Para além disto, o posicionamento antispástico proporciona também conforto e alívio da dor.</p>
<p>É ainda importante referir que os posicionamentos devem ser alternados a cada duas horas, impedindo que se instalem as úlceras de pressão, bem como a cabeceira da cama deve permanecer entre 30 a 45° para prevenir aspiração.</p>
<p><strong>Quais são as precauções a serem tomadas na administração de líquidos e alimentação, especialmente em casos de disfagia?</strong></p>
<p>Antes de se dar aquilo que seja para a pessoa ingerir, devemos avaliar a capacidade da mesma para deglutir, usando protocolos como o teste de água. Perante o resultado desta avaliação, a administração de alimentos deve ser de acordo com a capacidade da pessoa para a deglutição, adequando a sua consistência, no caso da alimentação oral, e se necessário alimentar a pessoa por sonda mesogástrica, quando a disfagia é significativa.</p>
<p>No caso de a pessoa estar em condições para ingerir alimentos, ainda que com consistência modificada, esta administração deve ser feita com a pessoa sentada ou com a cabeceira elevada a 90° durante e após a alimentação. Por fim, não nos podemos esquecer da realização de uma higiene oral rigorosa para prevenir a proliferação de agentes indesejáveis dentro da cavidade oral.</p>
<p><strong>Quais são as estratégias recomendadas para a mobilização precoce e prevenção de complicações associadas à imobilidade?</strong></p>
<p>A mobilização precoce é essencial para prevenir complicações de imobilidade como trombose venosa profunda (TVP) e pneumonia. É muito importante, logo nos primeiros dias, iniciar precocemente, ainda no leito, a mobilização passiva de todas as articulações, passando depois para as mobilizações ativas assistidas e ativas, quando possível. O levantar da cama para a cadeira também deve ser logo assim que a pessoa tenha condições para tal.</p>
<p>É também essencial introduzir exercícios respiratórios e a mudança de decúbito para prevenir pneumonia e iniciar a participação da pessoa no exercício das atividades de vida diária (AVDs), favorecendo a estimulação da independência nas AVDs.</p>
<p><strong>Como a fisioterapia e a terapia ocupacional são integradas no plano de cuidados de enfermagem para promover a recuperação funcional?</strong></p>
<p>O enfermeiro é o profissional que está 24 horas por dia junto da pessoa com AVC e a integração da fisioterapia e da terapia ocupacional associada à intervenção do enfermeiro e de forma particular do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação é fundamental para promover a recuperação funcional global do paciente após um AVC. Essa colaboração interprofissional permite criar um plano de cuidados mais eficaz, centrado nas necessidades da pessoa acometida por um AVC e na sua funcionalidade, autonomia e qualidade. Esta intervenção multiprofissional vai favorecer uma recuperação mais rápida das funções motoras e cognitivas, melhorar a capacidade para realizar as atividades de vida diária, reduzir o risco de complicações associadas à imobilização e facilitar a sua reintegração na vida social e familiar.</p>
<p><strong>Quais são as orientações para a família e cuidadores no apoio à reabilitação do paciente em casa?</strong></p>
<p>As orientações para a família incluem suporte emocional, educação sobre cuidados pós-AVC, incentivo à adesão ao tratamento e modificação de estilo de vida, assim como ajuda prática no ambiente domiciliar. É muito importante que a família receba educação sobre posicionamento, mobilidade e alimentação segura, que tenha informação suficiente que lhe permita identificar e reconhecer sinais de alerta de complicações, que consiga ser capaz de estimular o apoio emocional ao seu familiar que teve um AVC, tal como entender e ter paciência para aceitar o ritmo do paciente. Não nos podemos ainda esquecer que a família também deve ser ajudada para conseguir orientar o uso de dispositivos de auxílio (como bengalas e cadeira de rodas) e para reconhecer a importância do seguimento dos cuidados, articulando-se com a equipa multidisciplinar.</p>
<p><strong>Quais são as abordagens eficazes para comunicar com pacientes que apresentam afasia ou outras dificuldades de comunicação?</strong></p>
<p>Com pacientes com afasia ou dificuldades de comunicação, é crucial utilizar comunicação não verbal, recursos visuais e oferecer tempo suficiente para o paciente se expressar. O uso de tecnologias assistidas também pode ser benéfico. Quem cuida de uma pessoa com AVC nunca se pode esquecer da necessidade de utilizar uma linguagem simples com frases curtas, gestos, mímicas e recursos a quadros ou outros elementos de comunicação. Em nenhum momento nos podemos esquecer de dar tempo à pessoa para responder, ter sempre presente a importância de falar diretamente com ela e olhá-la olhos nos olhos, dentro do campo visual permitido. Por fim, é muito importante lembrar que o uso de cadernos ou aplicativos de comunicação alternativa são essenciais para estimular e fortalecer a comunicação.</p>
<p><strong>Como a equipa de enfermagem pode oferecer apoio emocional ao paciente e à família durante o processo de recuperação?</strong></p>
<p>O apoio emocional ao paciente e à sua família pode ser efetivado através de uma escuta ativa e empática. É essencial atender às necessidades e fornecer informações claras e realistas sobre o estado clínico da pessoa e nunca deixar de estimular a participação da pessoa (quando possível) e da família nas decisões de cuidados. É ainda importante perceber a necessidade e encaminhar para apoio psicológico e grupos de suporte, bem como criar e manter um ambiente acolhedor, respeitando sentimentos e limitações de cada um dos envolvidos.</p>
<p><strong>Quais são as estratégias para envolver a família no processo de reabilitação e cuidados contínuos após a alta hospitalar?</strong></p>
<p>As estratégias para envolver a família incluem educação contínua, treino em cuidados específicos, participação em sessões de reabilitação e apoio na transição para o domicílio. Isto inclui a participação e o treino do cuidador relativamente às práticas de cuidados durante o internamento, reuniões com a equipa multidisciplinar para alinhar a melhor altura de transição para o domicílio, plano de cuidados, realizações de ações de formação para a família de acordo com as suas necessidades, oferta de material informativo de apoio e orientação sobre recursos comunitários, no âmbito da reabilitação e suporte social.</p>
<p><strong>Quais são os medicamentos mais comuns utilizados no tratamento do AVC e como a equipe de enfermagem assegura a administração correta?</strong></p>
<p>Os medicamentos normalmente mais utilizados são antiplaquetários (AAS, clopidogrel), anticoagulantes (varfarina, DOACs), estatinas, antihipertensivos e trombolíticos (rt-PA).</p>
<p>No que diz respeito ao papel da enfermagem para assegurar a administração correta, este passa por verificar e confirmar a prescrição médica, dose, via e horários, averiguar a identificação correta do paciente e observar interações e efeitos desejados/adversos. É também fulcral não esquecer de aproveitar o momento da administração da medicação, ou outro, para informar/educar a pessoa sobre o uso correto dos medicamentos, especialmente aquando da alta clínica.</p>
<p><strong>Quais são as precauções a serem tomadas na gestão de cateteres urinários e sondas nasogástricas em pacientes com AVC?</strong></p>
<p>As precauções na gestão de cateteres urinários e sondas nasogástricas englobam a manutenção rigorosa da higiene, a monitorização de sinais de infeção e a remoção oportuna, ou seja, o mais rápido possível.</p>
<p>Numa fase inicial pode ser importante o uso da sonda nasogástrica e do cateter vesical, mas estes devem ser removidos logo que possível para evitar complicações pelo seu uso. No entanto, é importante referir que, relativamente ao cateter vesical, é fundamental usar e manter a técnica asséptica na inserção e na manipulação, monitorizar os sinais de infeção urinária (odor, cor, presença de secreção e febre), efetuar uma higiene rigorosa ao redor do dispositivo e evitar o uso prolongado dos cateteres.</p>
<p>Em relação à sonda nasogástrica, é essencial efetuar os cuidados específicos a ter antes e depois da administração da alimentação, realizar diariamente o teste de deglutição e avaliar diariamente a necessidade da sonda ou cateter para que sejam retiradas logo que possível, diminuindo risco de infeção.</p>
<p><strong>Como são monitorizadas as funções respiratórias e cardíacas, e quais intervenções são necessárias em caso de complicações?</strong></p>
<p>As funções respiratórias e cardíacas podem ser monitorizadas com oximetria de pulso, auscultação pulmonar e monitorização do ritmo cardíaco. No caso de se verificar alguma complicação, as intervenções podem compreender o suplemento de oxigénio, a limpeza pulmonar com aspiração de secreções e cinesiterapia respiratória, ajustes na terapia medicamentosa e suporte ventilatório quando necessário.</p>
<p><strong>Quais são as orientações que a equipa de enfermagem fornece ao paciente e à família para prevenir futuros episódios de AVC?</strong></p>
<p>As orientações que a equipa de enfermagem pode fornecer ao paciente e à família para prevenir futuros AVCs abrangem temas relacionados com o controlo de fatores de risco como pressão arterial, glicemia e colesterol e hábitos e estilos de vida saudáveis, nomeadamente alertar para a necessidade de suspender ou diminuir a ingestão do álcool e o consumo de tabaco.</p>
<p>É ainda muito importante elucidar as pessoas para a necessidade de aderir a uma dieta saudável e à prática de exercício físico regular. Por fim, não nos podemos esquecer de informar o paciente e a sua família para a necessidade de manter, de forma regular, o acompanhamento médico.</p>
<p><strong>Como a educação em saúde é integrada no plano de cuidados para promover a adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida?</strong></p>
<p>A educação em saúde é uma componente essencial do plano de cuidados de enfermagem, e, no contexto de enfermagem de reabilitação da pessoa pós-AVC, se for bem integrada, promove a adesão ao tratamento, facilita mudanças sustentadas no estilo de vida e reduz o risco de recorrência do evento.</p>
<p>A integração da educação para a saúde, no plano de cuidados, tem o seu início na identificação das necessidades de educação para a saúde, específicas para a pessoa/família em que o enfermeiro especialista avalia o nível de literacia em saúde, as crenças culturais, o grau de motivação e as barreiras à aprendizagem. Isto permite à equipa de enfermagem identificar aspetos prioritários, como necessidade de controlo da hipertensão, alimentação saudável, medicação, mobilidade e cessação tabágica.</p>
<p>Perante isto, o segundo passo é a personalização da Intervenção Educativa em que o enfermeiro adapta os conteúdos à realidade do paciente (idade, contexto socioeconómico e apoio familiar), utilizando a forma mais adequada de se dirigir à pessoa/família com uma linguagem clara, visual e adaptada ao nível de compreensão do doente e cuidadores. Nesta ação educativa, o enfermeiro centra a sua ação na promoção da adesão ao tratamento, incutindo na pessoa/família a importância de cumprir a medicação prescrita, os efeitos adversos e os sinais de alarme. Estimula ainda o envolvimento ativo da pessoa no seu plano terapêutico, reforçando o papel do paciente como coautor da sua recuperação, implicando-o na mudança de estilo de vida quando abordar comportamentos de risco como alimentação desequilibrada, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool.</p>
<p>É muito importante trabalhar com a pessoa as metas realistas e progressivas, envolvendo-a e incentivando escolhas saudáveis e sustentáveis possíveis para a pessoa/família. Destacar ainda o envolvimento da família/cuidadores na educação para garantir continuidade do cuidado no domicílio, nas metas a atingir, no treino de técnicas de mobilização, na administração de medicamentos e na gestão do comportamento.</p>
<p>Por fim, o sucesso da educação para a saúde integrado no plano de cuidados deve ser avaliado continuamente por forma a avaliar a compreensão e a aplicação dos conteúdos aprendidos, reforçar positivamente os progressos, corrigir erros e ajustar estratégias se necessário.</p>
<p><strong>Quais são os sinais de alerta que pacientes e familiares devem estar atentos durante o processo de recuperação?</strong></p>
<p>Os sinais de alerta durante a recuperação incluem dor de cabeça súbita intensa, perda de visão ou visão dupla, fraqueza ou dormência súbita em algum dos membros superiores ou inferiores do corpo e dificuldade repentina para falar ou entender. Pode ainda surgir a perda de equilíbrio, tontura ou qualquer alteração súbita do estado neurológico, para os quais, quer a pessoa, quer a família e amigos devem estar atentos.</p>
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		<title>Entrevista: «Cancro do esófago é um tumor maligno que corresponde ao 7.º cancro mais frequente a nível mundial, Anabela G Barros, oncologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-cancro-do-esofago-e-um-tumor-maligno-que-corresponde-ao-7-o-cancro-mais-frequente-a-nivel-mundial-anabela-g-barros-oncologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 08:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cancro do esófago está entre os 10 mais comuns do mundo, ocupando a oitava posição, sendo diagnosticadas cerca de 53 000 pessoas na Europa, todos os anos.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>É um cancro difícil de diagnosticar e de tratar e, em 2020, foi o sexto com o maior número de mortes (544.000 mortes, 5.5% do total de mortes por cancro). Também nesse ano, em Portugal, foram diagnosticados 683 novos casos de cancro do esófago, correspondentes a 1.1% do total de novos casos de cancro.</strong></p>
<p>O cancro do esófago é um tipo de cancro, que ocorre mais frequentemente em homens do que mulheres (aproximadamente 70% dos casos ocorrem em homens), e desenvolve-se no tecido que reveste o esófago. O cancro começa no interior da primeira camada da parede do esófago e cresce para o exterior através das segunda, terceira e quarta camadas. Dificuldade em engolir, soluços, retorno de comida ao esófago, perda de peso inexplicável, dor ou desconforto na garganta ou nas costas, rouquidão, tosse de longa duração, vómitos ou tosse com sangue, são sintomas desta doença a que devemos estar atentos, alerta em entrevista à Forever Young, <span data-olk-copy-source="MessageBody">Anabela G Barros, Assistente Hospitalar Graduada em Oncologia Médica, Diretora do Serviço de Oncologia da ULS de Coimbra e Presidente do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD).</span></p>
<p><strong>O que é o cancro do esófago e quais são os seus principais tipos?</strong></p>
<p>O cancro do esófago é um tumor maligno que corresponde ao 7º cancro mais frequente a nível mundial e ocupa o 6º lugar nas causas de morte por cancro. Cerca de 70% ocorre no sexo masculino. Há 2 subtipos principais, o adenocarcinoma (ADC) (cuja incidência tem aumentado em doentes com idade &lt; 50 anos) que, em termos globais, corresponde a cerca de 10% dos casos embora haja um aumento significativo desta forma de tumor em várias regiões da Europa, América do Norte e algumas regiões da Ásia, áreas onde está a ultrapassar a incidência do segundo subtipo, o carcinoma espinho-celular ou de células escamosas (SCC), que representa, a nível mundial, cerca de 90% dos casos. Esta alteração parece relacionar-se com o maior desenvolvimento económico e alterações da dieta. Em Portugal, em 2020, foram registados cerca de 687 novos casos e ocorreram, pela doença, 636 mortes.</p>
<p><strong>Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de cancro?</strong></p>
<p>O álcool e o tabagismo são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do SCC embora tenham sido identificados componentes dietéticos incluindo deficits nutricionais e nitrosaminas que podem ser cofatores a considerar. Adicionalmente, algumas características das dietas típicas de áreas geográficas especificas podem estar envolvidas como é o caso de mascar betel (planta trepadeira) associado a outros componentes e típico do subcontinente indiano, o consumo de vegetais em conserva (como na China), e o consumo de alimentos ou bebidas muito quentes (Uruguai, Irão, Tanzânia). Em relação ao ADC, os principais fatores de risco incluem a obesidade, a ingestão excessiva de gorduras e o refluxo gastroesofágico. Este leva a alterações do revestimento da porção mais inferior do esófago que, quando persistente, pode levar ao desenvolvimento do cancro.</p>
<p><strong>O refluxo gástrico e o tabaco são mesmo causas diretas? Como atuam no esófago?</strong></p>
<p>O refluxo gastroesofágico atua através das alterações do revestimento interno do esófago, chamado epitélio, que progressivamente se vão tornando mais marcadas, as células perdem as suas características típicas e dão origem ao tumor maligno. O tabaco atua por vários mecanismos incluindo: redução da produção de saliva (que tem um componente, o bicarbonato, importante para reduzir a acidez do esófago) e, sobretudo, por dano do DNA. Neste efeito tem importância não só o tabaco como alguns químicos que lhe são adicionados. Por isso, os fumadores têm um risco duas vezes maior de desenvolver cancro do esófago do que a população não fumadora e respondem pior à terapêutica, nomeadamente os fumadores ativos.</p>
<p><strong>Quais são os primeiros sinais e sintomas que devem alertar as pessoas?</strong></p>
<p>Pode-se fazer o rastreio de lesões precursoras do cancro em populações de risco (nomeadamente das alterações do epitélio esofágico) com resseção por endoscopia destas lesões iniciais. Todos os doentes que iniciam dificuldade em deglutir (os doentes dizem que a comida fica “entalada”) com agravamento progressivo até deixarem de conseguir ingerir alimentos sólidos, posteriormente pastosos e, finalmente, também líquidos. Por isso, qualquer dificuldade em deglutir (chamada disfagia) deve ser um alerta para o doente procurar o seu médico muito rapidamente. Também a perda de sangue por via oral, a aspiração de alimentos, o vómito e a perda de peso e/ou apetite obrigam à realização de uma endoscopia digestiva alta (EDA).</p>
<p><strong>Como é feito o diagnóstico? Há exames específicos?</strong></p>
<p>O diagnóstico faz-se por EDA com biópsias, ou seja, com colheita de amostras de lesões suspeitas identificadas pelo Gastroenterologista. Uma vez confirmado o diagnóstico será necessário fazer alguns exames para avaliar a extensão da doença, ou seja, saber o estadio da doença e planear o tratamento.</p>
<p><strong>O diagnóstico costuma ser feito numa fase precoce ou já avançada? Porquê?</strong></p>
<p>O diagnóstico é feito, muitas vezes, numa fase, pelo menos, de doença localmente avançada, ou seja, já com metástases nos gânglios vizinhos, e resulta, em geral, da desvalorização dos sintomas pelo doente, da dificuldade em aceder ao médico de família, da dificuldade em agendar a EDA e obter o resultado das eventuais biópsias. De acordo com uma base de dados americana (SEER database) cerca de 33% dos tumores são diagnosticados já com metástases ganglionares e 38% com metástases noutros órgãos, ou seja, à distância.</p>
<p><strong>Quais são os tratamentos mais comuns para o cancro do esófago?</strong></p>
<p>O tipo de tratamento depende da fase em que a doença é diagnosticada. Quando as lesões são muito precoces, normalmente identificadas numa EDA de controlo de outras patologias, pode ter indicação para tratamento apenas por endoscopia com realização de resseção da mucosa. Diria que são uma minoria de doentes. Se existirem metástases ganglionares próximas do tumor poderá ser realizada radioterapia e quimioterapia seguidas de cirurgia. Nos tumores do esófago inferior, normalmente adenocarcinomas, poder-se-á fazer quimioterapia seguida de cirurgia e novamente quimioterapia. Se o doente tiver metástases à distância (gânglios distantes, pulmão, fígado, osso&#8230;) resta a terapêutica paliativa que incluiu sobretudo a quimioterapia associada, ou não, a imunoterapia.</p>
<p><strong>Em que casos é necessário operar? E como é feita essa cirurgia?</strong></p>
<p>Eu perguntaria não “quando é necessário operar” mas “quando é possível operar” dado que a maioria dos doentes já ultrapassou a fase em que o tumor é ressecável mesmo após terapêutica prévia. Não podemos esquecer que o tumor pode progredir durante a terapêutica pré-operatória (chamada neoadjuvante) e que alguns doentes não têm condições cirúrgicas e/ou anestésicas (pela existência de outras doenças concomitantes). Por outro lado, nos tumores do esófago superior as cirurgias são normalmente excluídas pela agressividade da cirurgia necessária que se associam a morbilidade e mortalidade importantes. Também devo referir que alguns doentes, nomeadamente com SCC, respondem completamente ao tratamento neoadjuvante nos exames de imagem e poderão ficar em vigilância muito apertada e protelar a cirurgia (ainda é uma questão em debate nomeadamente para definir como vigiar estes doentes). O tipo de cirurgia depende da localização do tumor e é a equipa cirúrgica que define o tipo de abordagem: é fundamental que seja realizada por uma equipa experiente o que constitui, só por si, um elemento importante no prognóstico a curto e longo prazo.</p>
<p><strong>Como a quimioterapia e a radioterapia entram no plano de tratamento?</strong></p>
<p>Todos os doentes devem ser discutidos numa Reunião Multidisciplinar que inclui cirurgia esófago-gástrica, imagiologia, medicina nuclear, gastroenterologia, oncologia médica, radiooncologia e anatomia patológica) para analisar caso a caso e delinear um plano terapêutico. Como descrito atrás, a radio e a quimioterapia podem ser utilizadas antes da cirurgia (neoadjuvante), quimioterapia antes e após a cirurgia (peri-operatória) se for essa a opção, e quimioterapia paliativa no caso dos doentes com doença mais avançada. A radioterapia poderá ser usada, por exemplo para tratar uma metástase óssea com risco de fratura ou compressão da espinhal medula ou, por vezes, para controlo da dor.</p>
<p><strong>Há novos tratamentos ou avanços científicos promissores nesta área?</strong></p>
<p>A imunoterapia representa uma opção que veio melhorar o prognóstico dos doentes. Quando usada após radioterapia e quimioterapia e cirurgia, e nos casos em que o tumor não desapareceu na totalidade (avaliado na peça operatória) reduz o risco de recidiva, ou seja, aumenta o intervalo livre de doença. Quando usada na doença avançada melhora a resposta com aumento da sobrevivência. Está em avaliação o seu uso no contexto neoadjuvante.</p>
<p><strong>Qual é a taxa de sucesso dos tratamentos atuais?</strong></p>
<p>Não se pode falar em taxas de sucesso dado que depende do estadio da doença, do tipo histológico (ADC ou SCC), dos fatores de risco (doentes que mantêm hábitos tabágicos têm maior risco de recidiva após tratamento, por exemplo) e datolerância ao tratamento (por vezes o plano terapêutico não pode ser cumprido por vários fatores). De acordo com a base de dados anteriormente referida, a sobrevivência aos 5 anos é de cerca de 49% na doença localizada, ou seja, sem envolvimento ganglionar, 28% quando há envolvimento dos gânglios linfáticos vizinhos e é &lt; a 6% quando a doença atinge outros órgãos.</p>
<p><strong>Que fatores influenciam a recuperação ou sobrevivência do paciente?</strong></p>
<p>Há fatores relacionados com a doença como o tipo histológico e o estadio e fatores relacionados com o doente como o estado geral, estado nutricional, as doenças associadas, a eliminação de fatores de risco controláveis como é o caso do tabaco e das bebidas alcoólicas.</p>
<p><strong>Como o tratamento afeta a alimentação e a qualidade de vida do doente?</strong></p>
<p>A doença limita, desde logo, a ingestão alimentar do doente. Muitos doentes com hábitos alcoólicos marcados, apresentam um deficit nutricional importante com perda de massa muscular em que a existência de uma obstrução do aparelho digestivo irá agravar muito a situação. Por outro lado, deixar arrastar os sintomas e, portanto, o diagnostico tardio, levará ao agravamento do estado geral do doente aspeto fundamental na tolerância ao tratamento. Neste campo, o apoio da consulta de Nutrição é muito importante na melhoria do estado geral, na adaptação da dieta e na administração de suplementos dietéticos adequados. Quando o doente inicia a terapêutica é frequente assistirmos a uma melhoria da disfagia e o doente alimenta-se melhor.</p>
<p><strong>Que tipo de apoio (psicológico, nutricional, social) é recomendado para os doentes e famílias?</strong></p>
<p>Todos os tipos de apoio descritos são importantes, tanto o psicológico (para melhorar a tolerância do doente ao tratamento, para aceitar abandonar os hábitos tabágicos e/ou alcoólicos), como o nutricional (pelas razões expostas acima). Em relação ao apoio social são vários os aspetos que poderão ser avaliados e implementadas medidas de apoio dirigidas aos problemas identificados incluindo das respetivas famílias. Este apoio poderá ser, inclusivamente, de natureza económica. Alguns doentes, sem cuidadores ou familiares disponíveis, necessitam que sejam mobilizados apoios na sua área de residência e é necessária uma avaliação individual para definir uma estratégia deste teor.</p>
<p><strong>Que sinais não devemos ignorar e que conselhos deixa à população?</strong></p>
<p>Os primeiros sintomas atrás descritos devem ser valorizados desde o primeiro dia, a procura do médico assistente deve ser rápida (eu diria que a população que não possui médico de família atribuída se deve dirigir ao hospital da área de residência uma vez que não pode ficar semanas ou meses à espera de uma vaga numa consulta) e os médicos devem estar alertas para os sintomas, questionar bem os doentes e, perante a suspeita, tentar confirmá-la o mais rapidamente possível. A correção dos fatores de risco está, em grande medida, na mão do doente e devemos responsabilizá-los por isso. Assim, cumpre-nos informar a população dos riscos associados a um estilo de vida que facilita o desenvolvimento de vários tipos de cancro para além do cancro do esófago. Creio que só aumentando a literacia em saúde, a iniciar na infância, com adaptação a cada grupo etário, naturalmente, é essencial. Vejo com preocupação o crescente consumo de álcool em idades cada vez mais jovens e cumpre à sociedade civil e à escola alertar para os riscos associados a esses comportamentos.</p>
<p><strong>O que gostaria que as pessoas entendessem melhor sobre o cancro do esófago?</strong></p>
<p>Gostaria que as pessoas compreendessem que depende muito do seu comportamento e dos seus hábitos o desenvolvimento deste tipo de cancro e que o seu diagnóstico depende da fase da doença em que se faz o diagnóstico e, portanto, procurar o médico aos primeiros sintomas é um ponto chave na luta contra o cancro do esófago.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista: «A saúde mental diz respeito a todos; pedir ajuda é um ato de coragem, não de falha», Ana Pinto Coelho, Festival Mental</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-ana-pinto-coelho-festival-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 08:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura na primeira pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estivemos à conversa com Ana Pinto Coelho, diretora e curadora do Festival Mental, que nos revelou um pouco do que vai acontecer nesta edição do evento. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entre os dias 22 e 25 de maio, em diversos espaços de Lisboa, decorre a 9.ª edição do MENTAL, que junta cinema, debates, teatro, música e atividades para todas as idades dedicadas à saúde mental. Esta edição traz filmes premiados internacionalmente, oficinas imersivas, M-Talks com especialistas, e ainda o novo formato M-Click, com ideias disruptivas sobre saúde mental e um prémio que será atribuído ao vencedor da Open Call 2025.</strong></p>
<p>Estivemos à conversa com Ana Pinto Coelho, diretora e curadora do Festival Mental, que nos revelou um pouco do que vai acontecer nesta edição do evento, além de explicar como tudo começou, assim como qual a missão do Mental.</p>
<p><strong>Como nasceu o Festival MENTAL e qual foi o impulso inicial por trás da sua criação?</strong></p>
<p>O Festival nasceu em 2017, de uma inquietação muito pessoal e profissional. Ao longo da minha carreira nas artes e na comunicação, percebi que havia uma urgência em falar sobre saúde mental de forma mais humana, mais descomplicada — e, sobretudo, mais acessível. Durante uma viagem a Edimburgo, descobri o <em>Scottish Mental Health Arts &amp; Film Festival</em> e percebi que era possível fazer pontes entre cultura, saúde e comunidade. A semente do MENTAL foi plantada ali, com o desejo de provocar conversa, empatia e mudança.</p>
<p><strong>Qual é a missão principal do festival?</strong></p>
<p>A nossa missão é clara: promover a saúde mental, prevenção na saúde mental, combater o estigma e promover literacia em saúde mental através da cultura. Criar espaços onde as pessoas se sintam seguras para partilhar, ouvir, questionar e, acima de tudo, percebam que não estão sozinhas.</p>
<p><strong>O que distingue o MENTAL de outras iniciativas ligadas à saúde mental em Portugal?</strong></p>
<p>A transversalidade. O MENTAL não é só cinema, não é só arte, não é só informação — é tudo isso ao mesmo tempo. É uma experiência. Levamos as conversas a teatros, escolas, auditórios, ruas, jardins. E com o <em>MENTAL Itinerante</em>, percorremos o país e as ilhas. Queremos estar onde as pessoas estão, sem filtros nem elitismos.</p>
<p><strong>Por que razão escolheram o cinema e a arte como meios para abordar temas de saúde mental?</strong></p>
<p>Porque a arte emociona antes de explicar. E o cinema tem uma capacidade imensa de criar empatia. Uma história bem contada pode tocar mais fundo do que qualquer estatística. Com o MENTAL, usamos a cultura como ponte — entre quem sente, quem vive e quem observa. Toda a criação artística pressupõe a criatividade, tanto no cinema como na música, no teatro como na dança, na literatura como em atividades mais orgânicas.</p>
<p><strong>A cultura pode mesmo transformar a forma como a sociedade encara a saúde mental?</strong></p>
<p>Pode, e tem feito isso. Quando damos palco à cultura para representar sofrimento, superação, ou, simplesmente, o que é viver com uma condição mental, estamos a humanizar essas realidades. Estamos a dizer: “isto existe, isto é válido, isto merece atenção”.</p>
<p><strong>Há temas ou patologias mais difíceis de representar ou debater em público?</strong></p>
<p>Sem dúvida. O suicídio, a esquizofrenia ou os transtornos alimentares, só a título de exemplo, ainda carregam um peso social enorme. Mas é por isso mesmo que têm de ser abordados. Temos de falar do que dói, para deixar de doer tanto.</p>
<p><strong>O que podemos esperar da edição deste ano do Festival MENTAL?</strong></p>
<p>Uma edição forte, impactante e profundamente atual. Este ano, entre 22 e 25 de maio, vamos continuar a expandir o que significa falar sobre saúde mental com verdade, sensibilidade e criatividade. Há cinema, debates, experiências sensoriais e música — sempre com o público no centro de tudo.</p>
<p><strong>Que temas ou áreas da saúde mental vão estar em destaque?</strong></p>
<p>Este ano escolhemos três grandes temas para as nossas M-Talks: <strong>Guerra e Conflito</strong>, <strong>Bullying</strong> e <strong>Luto</strong>. São realidades duras, mas absolutamente necessárias de abordar — especialmente num tempo em que a instabilidade e o sofrimento psicológico estão em crescendo.</p>
<p><strong>Haverá alguma estreia, convidado internacional ou iniciativa inovadora?</strong></p>
<p>Sim, e com muito orgulho. Pela primeira vez, há um prémio para a melhor curta-metragem da Mostra, escolhida pelo júri (Maria João Barros, Rui Henriques-Coimbra, Sérgio Viana e o programador Francisco Costa), que irá para José Camargo, que, com a sua curta-metragem “Interchange”, nos visitará vindo de Toronto para receber o prémio e conversar sobre o seu trabalho. Tanto o prémio como o próprio troféu são alma e coração de uma evolução que há muito nos fazia falta. Vamos também estrear um segmento, o<strong> </strong>M-Click, uma nova plataforma dentro do festival, onde convidamos pessoas a apresentarem ideias inovadoras para a saúde mental. Pode ser um projeto, uma solução, uma visão — queremos dar palco à criatividade com impacto. E claro, teremos convidados nacionais, internacionais e filmes inéditos em Portugal.</p>
<p><strong> Qual tem sido o impacto do festival junto do público, em especial dos mais jovens?</strong></p>
<p>Muito positivo. Os jovens sentem-se representados e ouvidos no MENTAL. O projeto <strong>Mental Jovem</strong>, por exemplo, já chegou a várias escolas e envolveu crianças e adolescentes em conversas sobre emoções, pertença e autocuidado. Temos miúdos que voltam todos os anos, e isso diz muito. Há um trabalho grande e persistente durante o ano no sentido de convidar escolas a estarem presentes no São Jorge, para uma sessão do Mental Jovem — onde podem também trocar perguntas e respostas com a psicóloga Maria João Barros e com o nosso programador Francisco Costa. Durante o ano, fazemos também este trabalho no sentido inverso, de ir às escolas e universidades — se bem que é sempre mais interessante ver chegar os alunos a uma grande sala de cinema, para assistir a filmes sobre saúde mental, e saírem com nota muito positiva, a repetir. E atividades, por exemplo, para os mais pequenos, um Mental Júnior ao ar livre, com várias atividades.</p>
<p><strong>Há colaboração com escolas, universidades ou serviços de saúde?</strong></p>
<p>Sim. Trabalhamos em estreita colaboração com escolas, universidades, centros de saúde e associações. Acreditamos que a mudança só é real se for sistémica — e isso passa por envolver quem educa, quem cuida e quem investiga.<br />
<strong><br />
Como é que a comunidade de profissionais de saúde mental tem recebido esta iniciativa?</strong></p>
<p>Com abertura, apoio e entusiasmo. Muitos profissionais participam nas M-Talks, colaboram nos conteúdos e recomendam o festival aos seus pacientes e redes. O MENTAL é também um ponto de encontro entre ciência, prática e emoção.</p>
<p><strong>Que mitos ou preconceitos sobre saúde mental o Festival MENTAL tenta desconstruir?</strong></p>
<p>A ideia de que saúde mental é “fraqueza” e de que só “certas pessoas” passam por isso. Combatemos a visão estigmatizante que isola, que culpa, que esconde. Mostramos que saúde mental diz respeito a todos — e que pedir ajuda é um ato de coragem, não de falha.</p>
<p><strong>A pandemia agravou a urgência de falar (e agir) sobre saúde mental? De que forma?</strong></p>
<p>Absolutamente. A pandemia foi um espelho, e o reflexo não foi bonito. O isolamento, o medo, a perda — tudo isso deixou marcas profundas. O MENTAL adaptou-se, cresceu e tornou-se ainda mais relevante — mas note-se que muito antes da pandemia já tinha havido várias edições do Festival, não fomos uma consequência da pandemia. E o trabalho criado nas M-Talks 4 All, ao longo de 2020, foi um esforço ímpar, constituído por mais de 100 entrevistas, que estão online, no canal de YouTube do Festival Mental. Sabemos que o silêncio, hoje mais do que nunca, pode ser devastador.</p>
<p><strong>Como avalia o nível de literacia em saúde mental em Portugal atualmente?</strong></p>
<p>Está melhor do que há dez anos, mas ainda insuficiente. Falta linguagem clara, acesso a apoio, formação nas escolas. É urgente continuar a educar — e a ouvir.</p>
<p><strong>Que mensagem gostaria de deixar a quem vive com um problema de saúde mental — e a quem ainda evita falar sobre isso?</strong></p>
<p>Que não estão sozinhos. Que há ajuda, há caminhos, há possibilidades. E a quem ainda evita o tema, digo: escute, sem julgamento. Falar salva. Sentir não é fraqueza — é o que nos torna humanos.</p>
<p><strong>E para terminar: quem é a convidada especial da festa final? </strong></p>
<p>Este ano, a fechar o festival, temos o privilégio de receber a <strong>Mimicat</strong>, vencedora do Festival da Canção 2023, no palco com o<strong> My Story My Song</strong>. Este é um segmento musical onde os artistas interpretam canções que marcaram o seu percurso, muitas vezes do seu próprio repertório, abrindo espaço para um diálogo com o público, que pode interagir com questões. Num registo íntimo com uma artista incrível, dona de uma voz e presença capazes de tocar fundo. É o fecho perfeito para um festival que é, acima de tudo, feito de emoções.</p>
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		<title>Entrevista: «Hipertensão Pulmonar condiciona desfavoravelmente a qualidade de vida e reduz a longevidade», Rui Plácido, cardiologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-hipertensao-pulmonar-condiciona-desfavoravelmente-a-qualidade-de-vida-e-reduz-a-longevidade-dos-doentes-rui-placido-medico-cardiologista-do-centro-hospitalar-universitario-li/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 16:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Importa esclarecer e divulgar esta que é uma doença ainda sem cura e incapacitante. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Hipertensão Pulmonar é uma doença crónica que causa sobrecarga progressiva e consequente disfunção do ventrículo direito e insuficiência cardíaca. Apesar dos esforços que têm sido feitos para divulgar a patologia, o diagnóstico continua a ser tardio e os pacientes geralmente recebem o diagnóstico em estágios avançados da doença. </strong></p>
<p>Para dar a conhecer a Hipertensão Pulmonar, as suas consequências e os avanços no desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas, como as que nos últimos anos permitiram aumentar a sobrevida média dos doentes, conversámos com Rui Plácido, médico cardiologista do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte &#8211; Hospital Pulido Valente.<br />
<strong>O que é a Hipertensão Pulmonar?</strong><br />
A Hipertensão Pulmonar (HP) consiste num aumento da pressão com que o sangue circula dentro das artérias pulmonares, os vasos sanguíneos que são responsáveis pelas trocas gasosas.</p>
<p>Neste sentido, a presença de HP sujeita o ‘lado direito’ do coração a um esforço supranormal, resultando na dilatação progressiva e disfunção do ventrículo direito e, por conseguinte, num conjunto de sintomas e sinais que denominamos por insuficiência cardíaca.</p>
<p><strong>Quais são os diferentes tipos de Hipertensão Pulmonar e que fatores contribuem, ou podem contribuir, para o seu aparecimento?</strong><br />
São muitas as doenças que se podem acompanhar de HP. Globalmente, as que encontramos mais frequentemente são as doenças que afetam o “lado esquerdo do coração”, como as disfunções valvulares e do ventrículo esquerdo, ou as doenças crónicas do foro respiratório, como a doença pulmonar obstrutiva crónica e a fibrose pulmonar.</p>
<p><strong>Uma forma mais rara de HP, designada por Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), pode surgir sem causa aparente</strong>, denominada, neste caso, de idiopática, ou ser hereditária, estar associada a medicamentos/drogas ou surgir no contexto de doenças tão diversas como as do foro autoimune (ex.: esclerose sistémica, lúpus), doenças cardíacas congénitas, doenças do fígado e a infeção pelo VIH. A HAP é habitualmente uma doença muito grave e evolutiva.</p>
<p>Outra causa de HP é o tromboembolismo pulmonar crónico. Neste caso, os doentes afetados apresentam redução do calibre e, até mesmo, obstrução das artérias pulmonares por coágulos, reduzindo, assim, o espaço por onde o sangue pode circular. Esta deverá ser sempre uma causa a considerar na investigação de qualquer doente com HP, uma vez que se trata de doença potencialmente curável. <strong>Independentemente da causa, a existência de HP constitui sempre um marcador de maior risco, condicionando desfavoravelmente a qualidade de vida e reduzindo a longevidade dos doentes</strong>.</p>
<p><strong>Significa isso que não existe tratamento ou a possibilidade de cura? E relativamente aos tratamentos, quais são eles? </strong><br />
O diagnóstico, classificação e abordagem terapêutica da HP obrigam a uma execução rigorosa e diferenciada de várias técnicas e da colaboração entre várias especialidades. Existem hoje múltiplas opções em termos de tratamento que podem melhorar drasticamente o curso desta doença, algumas delas potencialmente curativas.</p>
<p>A referir que a escolha da melhor terapêutica depende sempre da correta classificação da HP, por entre uma multiplicidade de diagnósticos diferenciais possíveis. Para as formas mais comuns de HP, como as associadas às doenças do ‘lado esquerdo’ do coração ou doenças pulmonares crónicas, o tratamento indicado é a otimização terapêutica da doença de base.</p>
<p>Nos grupos mais raros de HP, como a HAP, surgiram nas últimas décadas novos fármacos eficazes no controlo dos sintomas, capazes de atrasar a evolução da doença e prolongar a sobrevida. Desde 2003, foram aprovados, em Portugal, dez fármacos para o tratamento desta doença e outros estão em processo de avaliação.</p>
<p>Contudo, apesar dos enormes avanços na abordagem terapêutica e das melhores perspetivas para os doentes afetados, <strong>a HAP continua a ser uma doença ainda sem cura e incapacitante</strong>. O transplante pulmonar pode estar indicado nos casos em que a terapêutica médica máxima não teve sucesso.</p>
<p>Na HP associada ao tromboembolismo pulmonar crónico, uma forma de HP potencialmente curável, está indicada, na maioria dos casos, uma abordagem de desobstrução vascular, que pode ser cirúrgica – tromboendarterectomia pulmonar – ou por cateterismo – angioplastia pulmonar por balão. Importa reforçar que o sucesso na HP depende da capacidade de todos os profissionais de saúde se lembrarem da sua existência e do diagnóstico precoce, em fases menos avançadas, das doenças que estão na sua base.</p>
<p><strong>A que sinais devem as pessoas estar atentas e quais as consequências que a doença tem na vida dos doentes?</strong><br />
Os sintomas causados pela HP traduzem o surgimento de insuficiência cardíaca e são inespecíficos e facilmente confundíveis com outras doenças, como o cansaço anormal para as atividades de vida diária, falta de ar e inchaço dos pés e pernas. Esta é uma das principais razões para o atraso no diagnóstico de doentes afetados, que continuam a chegar tardiamente aos centros de tratamento nacionais, por vezes em fases avançadas da doença, o que tem impacto negativo na sobrevida.</p>
<p>À medida que a doença se agrava, os sintomas começam a surgir para níveis progressivamente menores de esforço, podendo ocorrer em repouso, sendo altamente incapacitantes. Posteriormente, podem surgir queixas de tonturas, desmaios, aumento do volume abdominal, dor no peito e tosse.</p>
<p><strong>Atinge mais homens ou mulheres? Porquê?</strong><br />
A Hipertensão Pulmonar (HP) representa um problema de saúde global, afetando todos os grupos etários. As estimativas sugerem uma prevalência de cerca 1% na população geral e de até 10% nos indivíduos com idade superior a 65 anos. Doentes com determinadas doenças cardíacas ou pulmonares poderão estar em maior risco de desenvolver HP.</p>
<p>No que respeita à Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma das formas mais raras e geralmente mais graves de HP, estão identificados fatores que se associam ao maior risco de desenvolver a doença, tais como: sexo feminino (estarão envolvidos vários fatores genéticos ou ambientais, muitos deles ainda desconhecidos), presença de familiares afetados por HAP, infeção pelo VIH, doenças autoimunes (em particular a esclerose sistémica) e doenças do fígado. Estima-se que a prevalência da doença seja de cerca ade 10 a 50 casos por milhão de habitantes. No caso da HPTEC, estima-se que a prevalência varie entre os 8-40 casos por milhão de habitantes.</p>
<p><strong>Qual o tempo de sobrevida dos doentes atualmente?</strong><br />
É muito variável consoante a doença subjacente que está a causar a hipertensão pulmonar. Sabemos que <strong>doentes com hipertensão arterial pulmonar não tratados, terão uma sobrevida média de cerca de 2,5 anos.</strong></p>
<p><strong>É esta ainda uma doença sub</strong><strong>diagnosticada e pouco divulgada mesmo junto da comunidade médica?</strong><br />
Apesar de grave na maioria das situações, a HP ainda é subdiagnosticada e pouco divulgada, mesmo por entre a comunidade médica.</p>
<p>Em primeiro ligar, a HP pode ser de difícil de diagnosticar, pois os seus sintomas iniciais são inespecíficos e facilmente confundidos com outras condições. Além disso, é necessário realizar exames específicos, como ecocardiograma e cateterismo cardíaco para confirmar o diagnóstico, o nem sempre é rapidamente exequível devido às condicionantes verificadas no atual estado do sistema nacional de saúde.</p>
<p>Outro motivo é a <strong>falta de consciencialização sobre a HP</strong>. Muitas pessoas, incluindo profissionais de saúde, podem não estar familiarizadas com essa condição e os seus sintomas. Isso pode levar a um atraso no diagnóstico e tratamento adequado. Felizmente importa destacar tem-se vindo a assistir cada vez mais a programas de consciencialização acerca da doença junto da comunidade e nos profissionais de saúde.</p>
<p><strong>15. Quantos centros de referência para a doença existem em Portugal e onde se localizam?</strong><br />
Existem 6 centros de tratamento nacionais, de norte a sul a referir:<br />
&#8211; Centro Hospitalar Universitário de Santo António<br />
&#8211; Centro Hospitalar Universitário de São João<br />
&#8211; Centro Hospitalar Universitário de Coimbra<br />
&#8211; Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte<br />
&#8211; Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central<br />
&#8211; Hospital Garcia de Orta</p>
<p><strong>Qual é a importância do diagnóstico precoce? De que forma pode e deve ele ser feito?</strong><br />
Caso se verifiquem os sintomas referidos anteriormente, deverá ser programada uma consulta com o médico assistente (ex.: medicina geral e familiar). Em caso de suspeita de HP, as recomendações internacionais estabelecem como primeiro passo a realização de uma ecografia ao coração (ecocardiograma), que é um exame de muito fácil acesso, não invasivo e totalmente isento de riscos, que permite avaliar a presença de sinais de HP.</p>
<p>Habitualmente, a presença de HP tem de ser confirmada com a realização de um cateterismo cardíaco, um exame invasivo no qual é colocado, normalmente através de uma veia do pescoço ou do braço, um cateter até ao coração e artérias pulmonares, que possibilita a medição de pressões e fluxos. Existem, ainda, outros exames de investigação que fazem parte do processo de avaliação, como o eletrocardiograma, análises ao sangue, TC de tórax, entre outros.</p>
<p>Perante a suspeita ou após confirmação de HP, o doente poderá ser referenciado para um centro nacional de tratamento especializado. Portugal tem uma adequada organização dos cuidados de saúde na HP, contando com centros de tratamento distribuídos por Lisboa, Almada, Porto e Coimbra. Nestes, concentram-se recursos humanos e técnicos que maximizam resultados na abordagem desta condição hemodinâmica, subjacente a uma multiplicidade de doenças distintas. O estudo e tratamento destes doentes é complexo e coloca desafios muito próprios, sendo essencial o contributo coordenado de várias especialidades médicas e técnicos de saúde.</p>
<p><strong>De que forma se pode conseguir uma sensibilização maior para a doença?</strong><br />
Através da divulgação da doença junto dos órgãos de informação e dos media e com a realização de ações formativas presenciais em todos os hospitais e centros de saúde.</p>
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					<wfw:commentRss>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-hipertensao-pulmonar-condiciona-desfavoravelmente-a-qualidade-de-vida-e-reduz-a-longevidade-dos-doentes-rui-placido-medico-cardiologista-do-centro-hospitalar-universitario-li/feed/</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Asma grave: «Uma pessoa que vive com a doença sente-se, geralmente, incompreendida», Ana Gonçalves, presidente da Associação de Asma Grave</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/asma-grave-uma-pessoa-que-vive-com-a-doenca-sente-se-geralmente-incompreendida-ana-goncalves-presidente-da-associacao-de-asma-grave/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 16:11:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de quatro em cada dez doentes de Asma Grave, em média, são internados, pelo menos, uma vez por ano devido a um episódio destes. </p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Asma, uma patologia subdiagnosticada e subtratada, afeta cerca de 700 mil portugueses (6,8% da população), estimando-se que 10% destes (70 mil pessoas) sofram da forma mais crítica da doença, a Asma Grave. Trata-se de um tipo de Asma em que os doentes vivem com sintomas persistentes, agudizações frequentes e obstrução constante das vias aéreas, apesar de medicados com doses elevadas de corticóides inalados e um controlador adicional.</strong></p>
<p>Associada, em todo o mundo, a mais de 50% dos custos globais com o tratamento da doença, um dos grandes objetivos para a Asma Grave é alcançar a remissão clínica, ou seja, a estabilização da função respiratória, assim como a eliminação da necessidade de corticoterapia de manutenção e redução do risco de danos pulmonares a longo prazo. Falámos com a presidente da Associação de Asma Grave, Ana Gonçalves, que sublinhou a importância «de<span data-olk-copy-source="MessageBody"> investir na capacitação dos doentes, para que estejam mais informados sobre a sua condição e possam assumir um papel ativo na gestão da sua patologia».</span></p>
<p><strong>Como foi o seu percurso pessoal com a asma grave? Quando recebeu o diagnóstico?</strong></p>
<p>Recebi o diagnóstico em 2020, quando o mundo lidava com uma pandemia. O histórico de infeções respiratórias já tinha alguns anos e na sequência de mais uma, que não foi COVID, a asma ficou para sempre.</p>
<p><strong>Quais os maiores desafios que enfrenta no dia a dia, enquanto doente?</strong></p>
<p>O maior desafio tem sido, certamente, controlar a asma e conseguir atingir um estado de remissão, o que ainda não foi possível.</p>
<p><strong>Que impacto a asma grave teve na sua vida profissional, social e emocional?</strong></p>
<p>Um impacto enorme. Atividades simples como limpezas domésticas tornaram-se impossíveis pelo esforço ou o cheiro dos produtos. Andar de transportes ao pé de pessoas com perfume ou estar em sítios com ar condicionado pode desencadear ataques de tosse, broncoespamos ou dispneia.</p>
<p><strong>O que mais gostaria que as pessoas entendessem sobre o que é viver com asma grave?</strong></p>
<p>A pessoa que vive com asma grave vive com essa condição 24 horas por dia. Será em princípio quem entende o que lhe faz bem ou mal. Tentar convencer a pessoa a não tossir, fechar a janela ou agasalhar-se mais, em vez de ajudar, na maior parte das vezes, aumenta o nível de stress o que agrava a situação. Ter asma grave é muito mais que ter &#8220;falta de ar&#8221; ou estar constipado e exige uma séria de cuidados.</p>
<p><strong>O que distingue a asma comum da asma grave?</strong></p>
<p>A definição de asma grave é ainda um conceito fluído, mas penso que a principal diferença é a dificuldade de controlar os sintomas e a necessidade de escalar a medicação, nomeadamente criando situações de dependência de corticóides.</p>
<p><strong>Há ainda muitos casos de asma grave não diagnosticados ou mal controlados em Portugal?</strong></p>
<p>São mesmo muitos os casos não diagnosticados e dos que estão diagnosticados muitos são mal controlados. Pelas características da doença, mas também por falta de informação, dificuldade de cumprir tratamentos, preconceito, falta de autoadvocacia.</p>
<p><strong>Quais são os principais sintomas que devem alertar para uma possível asma grave?</strong></p>
<p>A dificuldade em controlar os sintomas com a medicação habitual para a asma prescrita pelo médico. A tosse, peso no peito ou falta de fôlego que não desaparecem após período de tratamento conservador.</p>
<p><strong>Os doentes com asma grave em Portugal têm acesso aos melhores tratamentos disponíveis?</strong></p>
<p>Sem dúvida. Existem medicamentos e tratamentos biológicos de última geração disponíveis em Portugal. A dificuldade está mais no acesso ao diagnóstico certo e respetivos tratamentos, do que na ausência deles.</p>
<p><strong>Existem barreiras burocráticas ou regionais no acesso a cuidados especializados?</strong></p>
<p>As consultas de especialidade têm tempos de espera muito diversos o que pode dificultar o acesso em tempo útil. O encaminhamento para consulta de especialidade depende dos critérios dos médicos de família e a aprovação de tratamentos biológicos, por exemplo, depende da aprovação das comissões de farmácia de cada centro hospitalar, e por sua vez têm critérios diferentes. Tudo isto causa barreiras e atrasos no acesso a um tratamento adequado e a uma melhoria da qualidade de vida.</p>
<p><strong>Qual foi a motivação para criar a Associação?</strong></p>
<p>A defesa dos direitos e melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com asma grave.</p>
<p><strong>Que tipo de apoio prestam aos doentes e famílias?</strong></p>
<p>A associação foi criada a 17 de janeiro deste ano. O plano de atividades para este primeiro ano de existência passa, sobretudo, pela divulgação da associação, da doença e seus sintomas e angariação de sócios. Vamos trabalhar para ter mais e melhor acesso a tratamentos, uma maior equidade de critérios de diagnóstico, maior comparticipação na medicação da asma grave, a exemplo do que acontece com muitas outras doenças crónicas, uma adequação das condições laborais das pessoas que vivem com asma grave.</p>
<p><strong>Como avalia a resposta do sistema de saúde aos doentes com esta condição?</strong></p>
<p>A asma em si é pouco valorizada pela população em geral mas também pelo próprio sistema de saúde. As pessoas que vivem com asma grave, uma condição crónica para toda a vida, merecem ter direito a uma isenção no que diz respeito ao custo dos medicamentos. Até agora os medicamentos biológicos são de acesso gratuito, mas todos os broncodilatadores (bombas) e restante medicação é paga e é cara. A referenciação dos doentes para as especialidades também continua a ser demorada e difícil.</p>
<p><strong>Que parcerias ou campanhas têm desenvolvido para dar visibilidade à doença?</strong></p>
<p>Desde a primeira hora a associação contou com o incentivo e apoio da Unidade Multidisciplinar de Asma Grave do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte. Na primeira terça feira de maio comemora-se o Dia Mundial da Asma. Este ano calha a dia 6 de maio. Durante a semana de 5 a 9 de maio estaremos no Hospital Pulido Valente numa campanha de aproximação às pessoas que vivem com asma grave. A GSK, mas também a Sanofi e a Astrazeneca têm prestado uma colaboração fundamental à criação da AAG.</p>
<p><strong>Sente que ainda existe muito desconhecimento — até entre profissionais de saúde — sobre a asma grave?</strong></p>
<p>Como já mencionei, a asma grave é uma doença recentemente identificada e apesar do reconhecimento ser geral a sua definição ainda não é consensual. Por esta razão, mas também porque é de difícil identificação e os seus sintomas facilmente desvalorizados, mesmo pelos próprios, acaba por ser ainda muito desconhecida. É nossa missão divulgar a asma grave, para que cada vez mais pessoas consigam identificar os sintomas e assim conseguir melhores e mais rápidos diagnósticos.</p>
<p><strong>Os doentes sentem-se compreendidos ou frequentemente incompreendidos?</strong></p>
<p>Uma pessoa que vive com asma grave sente-se, geralmente, incompreendida. É difícil explicar a sensação de não conseguir respirar a quem o faz por instinto. Falo por experiência própria. A minha irmã vive com Asma Grave há muitos anos, várias pessoas da minha família têm asma. Claro que eu compreendia o que me explicavam, cuidava da saúde dos meus filhos e administrava os tratamentos prescritos. Mas até desenvolver Asma Grave em 2020, eu não podia fazer ideia do que é sentir um peso no peito e falta de fôlego apesar de estar num espaço cheio de ar. Não sabia o que era estar numa reunião de amigos e esforçar-me por não rir das conversas para não desencadear ataques de tosse que nos colocam sob os olhares compassivos ou acusadores de quem não percebe&#8230; Nesse sentido sou privilegiada porque conheço os dois lados e tento aproveitar a minha experiência nesta missão.</p>
<p><strong>O que falta fazer em Portugal para garantir maior visibilidade, diagnóstico precoce e apoio?</strong></p>
<p>Divulgação, informação e comunicação.</p>
<p><strong>Que mensagem deixaria a alguém que foi recentemente diagnosticado com asma grave?</strong></p>
<p>Garantir que tem bom apoio médico. Seguir o tratamento prescrito. Exercer autoadvocacia. Ignorar preconceitos. Mas sobretudo seguir o tratamento e nunca suspender. Acontece às vezes que as pessoas com asma grave, fazendo o tratamento estabilizam e sentem-se melhores. E nessa altura consideram que não precisam de usar uma bomba porque não estão com falta de ar, ou não precisam de tomar os comprimidos porque se sentem bem. A asma grave é uma condição em que pequenas coisas levam ao desencadeamento de crises e exacerbações, especialmente quando o tratamento não é cumprido.</p>
<p><strong>E que apelo faria às entidades de saúde e decisores políticos?</strong></p>
<p>Maior atenção às necessidades das pessoas que vivem com asma grave. Algumas medidas simples podem realmente melhorar a nossa qualidade de vida. É o caso da isenção do valor da medicação, a melhoria no acesso aos tratamentos biológicos, alterações na legislação laboral que permitam condições adequadas para que consigamos exercer as nossas capacidades profissionais de modo a não prejudicar a nossa saúde; apoio para adaptação e melhoria da climatização das casas, para que ninguém tenha de passar o inverno em internamentos hospitalares devido a más condições da habitação, por exemplo.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista: «Corpo e a música são gestos de resistência e de liberdade», Mauro Rodrigues, do Cor(p)o Metropolitano</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/entrevista-corpo-e-a-musica-sao-gestos-de-resistencia-e-de-liberdade-mauro-rodrigues-do-corpo-metropolitano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 15:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura na primeira pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto reúne cerca de 500 vozes provenientes dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sob o mote &#8220;Abril, em abril&#8221;, o Cor(p)o Metropolitano é mais do que um espetáculo: é um movimento coral e comunitário que une diferentes vozes num projeto artístico de forte dimensão social. Criado no seio do projeto MATER 17, nasceu em 2021 como uma resposta criativa à vontade de dar corpo (e alma) a uma região inteira, promovendo cultura, identidade partilhada e participação cívica e geracional. </strong></p>
<p>Mauro Rodrigues, responsável pela Direção Criativa do espetáculo Abril, em abril e Coordenação do Cor(p)o Metropolitano, revelou em entrevista à Forever Young <span data-olk-copy-source="MessageBody">que o projeto reúne cerca de 500 vozes provenientes dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP).</span></p>
<p><strong>Como nasceu a ideia do COR(p)O METROPOLITANO e qual foi o ponto de partida conceptual?</strong></p>
<p>O COR(P)O METROPOLITANO nasceu em 2021, no seio do projeto MATER 17, como resposta a um desejo coletivo: construir uma proposta artística que unisse expressão criativa, participação cívica e um sentimento de pertença dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto. O ponto de partida <img decoding="async" class="wp-image-423599 size-thumbnail alignleft" src="https://bunny-wp-pullzone-b8qgjsfixo.b-cdn.net/wp-content/uploads/Corpo-Metropolitano-2025-1-150x150.jpeg" alt="Entrevista: «Corpo e a música são gestos de resistência e de liberdade», Mauro Rodrigues, do Cor(p)o Metropolitano" width="150" height="150" title="Entrevista: «Corpo e a música são gestos de resistência e de liberdade», Mauro Rodrigues, do Cor(p)o Metropolitano" srcset="https://bunny-wp-pullzone-b8qgjsfixo.b-cdn.net/wp-content/uploads/Corpo-Metropolitano-2025-1-150x150.jpeg 150w, https://bunny-wp-pullzone-b8qgjsfixo.b-cdn.net/wp-content/uploads/Corpo-Metropolitano-2025-1-1200x1200.jpeg 1200w, https://bunny-wp-pullzone-b8qgjsfixo.b-cdn.net/wp-content/uploads/Corpo-Metropolitano-2025-1-600x600.jpeg 600w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />foi o de dar corpo e voz a um território diverso, através de processos colaborativos e de experimentação artística acessíveis.</p>
<p>Desde a primeira edição, promovemos a participação ativa das comunidades, técnicos, artistas e agentes culturais de cada concelho.</p>
<p>Do ponto de vista conceptual, o COR(P)O propõe-se enquanto voz coletiva deste território diverso (AMP) e das suas idiossincrasias. Nesse sentido acreditamos que este Cor(p)o é também um espaço de escuta, democracia cultural e participação cívica.</p>
<p><strong>O título traz um jogo de palavras entre “corpo” e “coro” – o que é que esse duplo sentido representa dentro do espetáculo?</strong></p>
<p>O nome do projeto procura traduzir a identidade deste trabalho que tendo como base o canto coral explora também outras dimensões performativas como é o caso do movimento. Em Abril, em abril, o cruzamento destas duas dimensões, dá uma vez mais, forma a organismo vivo e plural, onde o corpo e a música são gestos de resistência e de liberdade.</p>
<p><strong>Qual foi o maior desafio em conciliar as linguagens do corpo, da música e da cidade numa só obra?</strong></p>
<p>O maior desafio e anseio é sempre, o de conseguir que todo esse trabalho de trabalho de criação seja assimilado por todos participantes, e que cada um deles se reveja em todo este processo coletivo.</p>
<p><strong>Que tipo de experiência quer provocar no público ao assistir ao concerto?</strong></p>
<p>Uma celebração, e um apelo à memória. Tal como o Cor(p)o Metropolitano, também Abril é um processo de construção coletiva em sociedade e de que importa cuidar. Esperamos, sobretudo, que o público leve consigo uma vontade renovada de viver Abril, todos os dias.</p>
<p><strong>Como foi o processo de composição musical? Houve improvisação ou foi tudo estruturado?</strong></p>
<p>O espetáculo Abril, em abril é, com algumas adaptações, a reposição de Abril, em Setembro, que apresentamos em setembro de 2024. Nesse sentido o espetáculo tinha já uma base consolidada que mereceu apenas alguns ajustes do ponto de vista musical.</p>
<p><strong>O concerto trabalha com sons urbanos? De que forma o ambiente metropolitano influencia o som?</strong></p>
<p>Embora este ano o espetáculo não explore diretamente os sons urbanos no sentido mais convencional, o COR(P)O é inspirado na “pulsação” de cada um destes municípios e do território AMP.</p>
<p>Em 2024, essa ligação ao espaço urbano teve maior expressão. Levámos o espetáculo à rua, envolvendo o público e a cidade num percurso que começou no Coliseu e culminou na Igreja de Santo Ildefonso.</p>
<p><strong>Existe uma orquestra tradicional envolvida ou a formação é mais experimental?</strong></p>
<p>A abordagem ao processo de trabalho é, acima de tudo, de carácter experimental e colaborativa. O Cor(p)o Metropolitano conta com um ensemble de músicos de excelência, o Aleksandar Carić, o André NO, o André Nunes, a Inês Lapa, a Fátima Neto, a Isabel Rodrigues, a Marisa Oliveira e o Miguel Fernandes, que, além da execução musical do espetáculo, dirigem simultaneamente todo o processo de criação e ensaios.</p>
<p><strong>Os performers seguem uma coreografia fixa ou há espaço para liberdade e resposta ao ambiente?</strong></p>
<p>Para o trabalho de movimento convidámos a Helena Oliveira que desenvolve, neste projeto, um trabalho, também ele, de apelo ao uníssono. Sustentado numa primeira fase de pesquisa coreográfica e de experimentação, em cena este trabalho explora a dimensão orgânica deste Cor(p)o, também neste caso, nessa procura do todo e do que pode ser coletivo.</p>
<p><strong>De que maneira os intérpretes dialogam com o espaço urbano/metropolitano?</strong></p>
<p>Cada espetáculo nasce do território e dos seus lugares e para o território. O diálogo com o espaço urbano não é apenas simbólico. A circulação do projeto e das suas criações pelos vários municípios exige sempre uma resposta às possibilidades, desde logo, de cada local de apresentação. Procuramos uma abordagem site-specific, a partir diferentes dimensões de lugar, da paisagem natural e arquitetónica, do contexto geográfico e das relações possíveis com o património, que estão sempre presentes em cada criação.</p>
<p><strong>O concerto é pensado para um palco tradicional ou ocupa espaços urbanos?</strong></p>
<p>O COR(P)O METROPOLITANO desafia, desde logo pela sua escala, as dimensões mais convencionais de palco. Nesse sentido este é mais um projeto de ocupação de espaços e de proposta de novas soluções espaciais de apresentação e menos pensado, à partida, para palcos mais convencionais.</p>
<p><strong>Há uma crítica ou reflexão sobre a vida metropolitana implícita na obra?</strong></p>
<p>A Área Metropolitana enquanto território é seguramente e antes de mais, todas as pessoas que o habitam. Tornando-as voz deste diverso território, procuramos não só auscultar os seus anseios, as suas propostas e as suas dificuldades, mas também o seu orgulho enquanto populações. Inevitavelmente tudo isso acaba sempre por integrar o processo de construção e de criação de cada espetáculo.</p>
<p><strong>Houve envolvimento da comunidade local, de artistas da cidade?</strong></p>
<p>O Cor(p)o Metropolitano é um projeto comunitário e de comunidades. Agrega pessoas de todas as idades, sendo aberto a todos independentemente da experiência musical, e conta atualmente com cerca de 500 participantes oriundos dos 17 municípios de constituem a Área Metropolitana do Porto.</p>
<p><strong>Quanto tempo levou para o concerto tomar forma desde a conceção até a estreia?</strong></p>
<p>O processo de criação de Abril em setembro, foi de cerca de 6 meses, em 2024, a que somaram 4 meses de trabalho em 2025 e que culminou com a apresentação de Abril, em abril, a 25 de Abril, no Coliseu do Porto.</p>
<p><strong> Há planos para levar o COR(p)O METROPOLITANO para outras cidades ou adaptá-lo para outros contextos?</strong></p>
<p>Temos vindo a percorrer o território dos 17 municípios da AMP, apresentando espetáculos em cidades como Espinho (2022), Paredes (2023) e, nos últimos dois anos, no Porto. Neste momento estamos já a pensar na celebração do 5ª aniversário desta enorme aventura e contamos poder dar mais detalhes sobre uma futura apresentação pública em breve.</p>
<p><strong>Para si, pessoalmente, o que significa o COR(p)O METROPOLITANO?</strong></p>
<p>Pessoalmente, o COR(P)O METROPOLITANO é, além de um projeto artístico, um gesto coletivo de afirmação, onde cada pessoa traz consigo o seu lugar e a sua história. É um lugar de esperança sempre renovada, na vontade de conseguirmos, juntos, fazer-mos algo maior do que nós.</p>
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		<item>
		<title>AVC: 13 perguntas a um especialista sobre a condição que levou à morte do Papa Francisco</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/avc-13-perguntas-a-um-especialista-sobre-a-condicao-que-levou-a-morte-do-papa-francisco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 17:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O AVC (acidente vascular cerebral) é popularmente conhecido como derrame e é a morte de células do cérebro. Especialista explica em que consiste e como ocorre.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Papa Francisco morreu na segunda-feira, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e de uma consequente paragem cardíaca irreversível. De acordo com certidão de óbito, assinada pelo diretor do departamento de saúde e higiene da Cidade do Vaticano, Andrea Arcangeli, Francisco sofreu um AVC que conduziu a um coma e a um &#8220;colapso cardiovascular irreversível&#8221;. Além das causas da morte, a certidão de óbito revela também as condições pré-existentes do Papa, nomeadamente o episódio &#8220;de insuficiência respiratória aguda em pneumonia multimicrobiana bilateral&#8221; que o levou a passar cinco semanas internado num hospital em Roma, em estado crítico. </strong></p>
<p>A Forever Young falou com Manuel Ribeiro, Coordenador do Centro de Referência de Neuroradiologia de Intervenção da ULS Gaia e Espinho, para perceber melhor esta condição e as suas consequências, que no caso do papa Francisco se veio a revelar fatal.</p>
<p><strong>O que exatamente é um AVC e quais são os tipos?</strong><br />
Um Acidente Vascular Cerebral (AVC) resulta da lesão do parênquima cerebral de causa vascular, podendo ser isquémico, quando existe um bloqueio do fluxo de sangue, ou hemorrágico, quando existe uma rutura de um vaso sanguíneo e o parênquima cerebral é inundado pelo sangue.</p>
<p><strong>Quais são os principais sintomas de um AVC?</strong><br />
Os sintomas mais comuns de AVC são os 3 “F”: dificuldade em falar, desvio da face (boca ao lado) e falta de força num dos lados do corpo (braço ou perna).</p>
<p><strong>Que fatores de risco aumentam a chance de uma pessoa ter um AVC?</strong><br />
Os principais fatores de risco modificáveis de AVC são a hipertensão arterial (chamadas “tensões altas”), o tabagismo, a diabetes mal controlada, o colesterol elevado, o excesso de peso, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool, e doenças do coração, como a insuficiência cardíaca e a fibrilação auricular.</p>
<p><strong>É mais comum pessoas idosas, como o Papa, sofrerem um AVC?</strong><br />
Sim. O risco de AVC aumenta com a idade, por isso, é mais comum em pessoas idosas.</p>
<p><strong>Um AVC pode levar à morte de forma rápida? Em quanto tempo?</strong><br />
Sim, nos casos graves, designadamente nos AVCs hemorrágicos, pelo crescimento célere do hematoma cerebral ou nos AVCs isquémicos com envolvimento do tronco cerebral, área que controla funções vitais, como a respiração e os batimentos cardíacos, podendo a morte ser rápida.</p>
<p><strong>Quais são as sequelas mais comuns em sobreviventes de AVC?</strong><br />
Depende da parte do cérebro afetada e a gravidade está relacionada, muitas vezes, com a celeridade com que é instituído o tratamento. As sequelas mais comuns são as dificuldades motoras (fraqueza num dos lados do corpo) e na comunicação (dificuldade em falar ou em compreender). São também frequentes alterações cognitivas, da deglutição ou do foro emocional.</p>
<p><strong>Há sinais prévios que indicam risco de AVC iminente?</strong><br />
Sim, por vezes há sinais de alerta conhecido como Acidente Isquémico Transitório (AIT), que causam sintomas semelhantes aos de um AVC, mas que se podem resolver em minutos ou horas. São um aviso importante que obriga a procurar o médico.</p>
<p><strong>Existe alguma forma de prevenir o AVC em pessoas idosas?</strong><br />
Sim. Essencialmente controlar os fatores de risco de que falamos e adotar um estilo de vida saudável, designadamente, com exercício físico regular e uma boa alimentação.</p>
<p><strong>Como é apurada a causa de morte por AVC em alguém que acabou de falecer?</strong><br />
Geralmente, faz-se uma análise clínica com base nos sintomas, nos exames prévios e nos antecedentes patológicos do doente. Em alguns casos, pode ser necessária uma autópsia.</p>
<p><strong>É possível saber se um AVC foi a causa da morte só com autópsia?</strong><br />
Sim, a autópsia, nos casos de dúvida, pode ser totalmente esclarecedora, confirmando se existiu AVC (hemorrágico/isquémico) e sua localização e extensão.</p>
<p><strong>É possível confirmar publicamente se a morte de um papa foi causada por AVC?</strong><br />
De acordo com o que foi anunciado pelo Vaticano o Papa Francisco terá sido mesmo vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e consequente paragem cardíaca.</p>
<p><strong>Papas geralmente têm acompanhamento médico constante. Mesmo assim, o AVC pode acontecer de forma inesperada?</strong><br />
Claro que sim. O bom acompanhamento médico e o controlo dos fatores de risco vasculares reduz de forma significativa o risco de ter um AVC, embora não o consiga evitar em absoluto, ainda mais com o avançar da idade e com a existência de outras patologias associadas.</p>
<p><strong>Um AVC pode ser confundido com outra causa de morte em idosos?</strong><br />
Em termos teóricos sim, embora na maioria das situações o diagnóstico é puramente clínico, podendo ser complementado com a avaliação dos exames auxiliares de diagnóstico.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde da voz: «Preserve a saúde da voz e previna o aparecimento de alterações», Isabel Gomes Pinto, otorrinolaringologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/saude-da-voz-preserve-a-saude-da-voz-e-previna-o-aparecimento-de-alteracoes-isabel-gomes-pinto-otorrinolaringologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 10:04:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Através da voz é possível transmitir ideais, sentimentos e intenções no ato comunicativo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A voz é produzida na laringe, onde se localizam as cordas vocais (o termo correto é pregas vocais). Quando vamos falar, essas cordas fazem um movimento de vibração devido à passagem do ar que vem dos pulmões quando expiramos.</p>
<p>O som produzido vai ser ampliado e modificado pelas cavidades de ressonância e pelos órgãos de articulação que trabalham em conjunto para a produção de vogais e consoantes.</p>
<p>A Saúde Vocal é um conjunto de normas básicas que ajudam a preservar a saúde da voz e a prevenir o aparecimento de alterações e patologias vocais.</p>
<p>Essas normas são especialmente importantes para aqueles que usam a voz como instrumento de trabalho, ou que apresentam tendência a alterações vocais, refere Isabel Pinto, Otorrinolaringologista dos H. Trofa Saúde Alfena e Gaia.</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
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<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6371752759112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
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		<title>Reabilitação respiratória: «Aliviar sintomas, aumentar a tolerância ao esforço e promover a qualidade de vida», Ana Alves, fisioterapeuta</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/reabilitacao-respiratoria-aliviar-sintomas-aumentar-a-tolerancia-ao-esforco-e-promover-a-qualidade-de-vida-ana-alves-fisioterapeuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2025 10:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar dos benefícios comprovados, o acesso à reabilitação respiratória em Portugal ainda enfrenta desafios consideráveis. A falta de recursos, a distribuição desigual dos serviços e o desconhecimento da população sobre esta terapêutica limitam o seu alcance e impedem que muitos doentes beneficiem do seu potencial transformador.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span lang="pt" data-olk-copy-source="MessageBody">A sensação de falta de ar constante, a dificuldade em realizar tarefas simples como subir um lanço de escadas ou o constrangimento em acompanhar atividades em grupo. Esta é a realidade diária de milhares de portugueses que vivem com doenças respiratórias crónicas e que impactam significativamente a qualidade de vida destes doentes.</span></strong></p>
<p>Os resultados mais recentes do Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias demonstram que as doenças respiratórias continuam a ser uma das principais causas de morbilidade e de mortalidade em Portugal. A reabilitação respiratória pode ser parte da solução para mudar esta realidade, refere em entrevista à Forever Young, Ana Alves, fisioterapeuta na Linde Saúde. No Dia Nacional da Reabilitação Respiratória (21 de abril), importa sensibilizar a população portuguesa sobre esta terapêutica.</p>
<p><strong>O que é reabilitação respiratória e qual o seu principal objetivo?</strong></p>
<p>A reabilitação respiratória (RR) é uma abordagem segura, multidisciplinar e baseada na evidência, que combina treino de exercício, educação/suporte psicossocial e estratégias de modificação de comportamento. É frequentemente realizada em grupos de 6 a 10 pessoas, de forma a não comprometer a atenção individualizada nem limitar o impacto positivo da componente social e educativa. Atualmente, é considerada a intervenção não farmacológica mais eficaz em termos de custo-benefício e com maior impacto na melhoria da saúde e autonomia das pessoas com doenças respiratórias crónicas.</p>
<p>O seu principal objetivo é aliviar os sintomas respiratórios, aumentar a tolerância ao esforço e promover a qualidade de vida. Além disso, contribui para a redução das exacerbações e internamentos hospitalares, ajudando a manter a estabilidade clínica e funcional a longo prazo das pessoas com este tipo de patologias.</p>
<p><strong>Quais são os componentes essenciais de um programa de reabilitação respiratória?</strong></p>
<p>Um programa de RR deve ser estruturado de forma individualizada e adaptado às necessidades específicas de cada pessoa. Inclui sempre os seguintes componentes:</p>
<p>· Treino de exercício, com foco no treino aeróbio e de força muscular, para melhorar a tolerância ao esforço e a capacidade funcional; pode ser complementado com treino de equilíbrio ou treino dos músculos inspiratórios, quando identificadas limitações a esses níveis. As sessões de exercício são habitualmente realizadas 2 a 3x/semana, com 60 minutos de duração, e orientadas por fisioterapeutas experientes.</p>
<p>· Educação em saúde, realizada por uma equipa multidisciplinar, abordando temas como o impacto das doenças respiratórias na vida pessoal e familiar, a influência do ambiente doméstico na saúde respiratória, estilos de vida saudáveis, gestão de sintomas e prevenção de exacerbações, uso correto da medicação e oxigenoterapia. Estas sessões são habitualmente quinzenais, com cerca de 90 minutos de duração, e os familiares ou cuidadores são convidados a participar, promovendo uma rede de apoio mais alargada e informada;</p>
<p>· Suporte psicossocial, integrado nas sessões educativas e conduzido por profissionais como psicólogos, e assistentes sociais, com foco na gestão do stress, ansiedade e impacto emocional da doença crónica.</p>
<p>A integração destes componentes assegura uma abordagem holística, centrada na pessoa, promovendo ganhos funcionais e psicossociais significativos.</p>
<p>Para que tipos de doentes a reabilitação respiratória é indicada?</p>
<p>A RR é indicada para pessoas com condições que afetam a função pulmonar e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. As principais indicações incluem:</p>
<p>· Doenças respiratórias crónicas, como asma, bronquiectasia, doenças pulmonares intersticiais e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica);</p>
<p>· Sequelas de infeções respiratórias, como pneumonia ou COVID-19;</p>
<p>· Cirurgias torácicas ou abdominais altas, que podem comprometer a função respiratória e dificultar a recuperação;</p>
<p>· Situações pré e pós-transplante pulmonar, com o objetivo de otimizar a condição física antes da cirurgia e acelerar a recuperação após o procedimento;</p>
<p>· Deformidades torácicas, como escoliose ou outras alterações que interfiram na mecânica ventilatória.</p>
<p><strong>Há diferença entre reabilitação respiratória e fisioterapia respiratória?</strong></p>
<p>Sim, embora os dois conceitos estejam relacionados, não são sinónimos. A fisioterapia respiratória é uma área da fisioterapia que se dedica à prevenção, avaliação e tratamento das disfunções do sistema respiratório, utilizando técnicas específicas para melhorar a ventilação, facilitar a remoção de secreções e otimizar a função pulmonar. Pode ser aplicada em diversos contextos clínicos, desde o internamento hospitalar à comunidade, e em diferentes fases da doença.</p>
<p>Já a reabilitação respiratória é um programa estruturado, multidisciplinar e abrangente, do qual a fisioterapia respiratória é apenas uma parte. Inclui treino de exercício, educação em saúde, suporte psicossocial e estratégias de autogestão, com foco na melhoria da capacidade funcional, controlo de sintomas e qualidade de vida. Envolve, para além de fisioterapeutas, outros profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.</p>
<p>Assim, pode dizer-se que a fisioterapia respiratória é uma das ferramentas essenciais dentro do programa mais amplo que é a reabilitação respiratória.</p>
<p><strong>Quais os benefícios esperados após um programa de reabilitação?</strong></p>
<p>A participação num programa de RR traz múltiplos benefícios, tanto a nível físico como emocional e social. Os mais frequentemente observados são:</p>
<p>· Redução da dispneia (sensação de falta de ar);</p>
<p>· Melhoria da tolerância ao esforço e da capacidade funcional, permitindo à pessoa realizar as atividades do dia a dia com mais facilidade;</p>
<p>· Aumento da força muscular, especialmente dos membros inferiores e superiores;</p>
<p>· Melhoria da qualidade de vida, incluindo maior independência e bem-estar emocional;</p>
<p>· Redução da ansiedade e sintomas depressivos, frequentemente associados a doenças respiratórias crónicas;</p>
<p>· Diminuição do número de exacerbações e hospitalizações, o que contribui para uma maior estabilidade clínica e menor utilização de recursos de saúde;</p>
<p>· Maior conhecimento da sua condição e maior confiança na autogestão dos sintomas.</p>
<p>Além disso, a reabilitação promove o empoderamento da pessoa, incentiva a adoção de estilos de vida mais saudáveis e reforça o envolvimento da rede de apoio social e familiar.</p>
<p><strong>De que modo é realizada a avaliação inicial de um doente que vai iniciar a reabilitação respiratória?</strong></p>
<p>A avaliação inicial é uma etapa essencial para garantir que o programa de RR seja adequado às necessidades e capacidades de cada pessoa. Envolve uma abordagem multidimensional, com recolha de informação detalhada sobre:</p>
<p>· Histórico clínico e funcional, incluindo diagnóstico, sintomas predominantes, antecedentes, hábitos tabágicos, medicação e número de exacerbações ou hospitalizações;</p>
<p>· Avaliação da capacidade física e funcional, através de testes de exercício como o Teste de Marcha dos 6 Minutos e teste de 1 minuto sentar-levantar, e avaliação da força muscular periférica e respiratória;</p>
<p>· Avaliação da função pulmonar, através de exames como a espirometria ou outros testes respiratórios disponíveis;</p>
<p>· Análise do impacto psicossocial da doença, com recurso a questionários validados sobre sintomas, qualidade de vida, ansiedade e depressão;</p>
<p>· Objetivos individuais da pessoa, que devem ser tidos em conta no planeamento do programa.</p>
<p>Esta avaliação permite não só identificar limitações e prioridades, como também monitorizar a evolução da pessoa ao longo do programa e adaptá-lo sempre que necessário.</p>
<p><strong>Que exames ou testes funcionais são usados para acompanhar a evolução do doente?</strong></p>
<p>Os mesmos instrumentos utilizados na avaliação inicial são geralmente reaplicados ao longo do programa para acompanhar a evolução da pessoa e ajustar a intervenção conforme necessário. Esta continuidade permite uma comparação objetiva dos resultados, e facilita a monitorização dos progressos.</p>
<p>Os mais utilizados incluem:</p>
<p>· Testes de exercício, como o Teste de Marcha dos 6 Minutos ou o Incremental Shuttle Walk Test, teste de 1 minuto sentar-levantar, que avaliam a capacidade funcional e a tolerância ao esforço;</p>
<p>· Testes de força muscular periférica e respiratória, como a dinamometria, testes de força muscular específicos para membros inferiores e superiores, teste de 1 repetição máxima, e dispositivos de medição da pressão inspiratória máxima (PImáx);</p>
<p>· Escalas de dispneia, como a escala mMRC (Modified Medical Research Council) ou a Escala de Borg, para quantificar a sensação de falta de ar;</p>
<p>· Questionários de qualidade de vida e impacto da doença, como o St. George’s Respiratory Questionnaire (SGRQ), o CAT (COPD Assessment Test) ou o CRQ (Chronic Respiratory Questionnaire);</p>
<p>· Registo de sintomas, exacerbações e adesão ao programa, feito de forma contínua.</p>
<p>A repetição periódica destes instrumentos permite avaliar os efeitos da reabilitação e reforçar a motivação da pessoa, ao tornar visível a sua própria evolução.</p>
<p><strong>Relativamente ao tipo de exercícios, quais são os utilizados na reabilitação respiratória?</strong></p>
<p>A RR inclui sempre um plano de exercícios estruturado, como por exemplo:</p>
<p>· Exercícios de mobilidade global e de controlo respiratório, para preparar o corpo para o esforço;</p>
<p>· Treino aeróbio, como caminhada na passadeira, bicicleta estática ou subida de degraus, com o objetivo de melhorar a resistência cardiorrespiratória e reduzir a sensação de dispneia nas atividades diárias. Também se pode incluir aqui o treino intervalado, que consiste em alterar períodos de atividade intensa com períodos mais longos de atividade mais leve;</p>
<p>· Treino de força muscular, direcionado para os membros superiores, tronco e inferiores, utilizando bandas elásticas, halteres ou o peso do próprio corpo, para melhorar a funcionalidade e a autonomia nas atividades de vida diária;</p>
<p>· Treino de equilíbrio, quando identificadas limitações posturais ou risco de quedas, sobretudo em pessoas idosas ou com doenças avançadas;</p>
<p>· Treino dos músculos inspiratórios, com dispositivos específicos, em casos de fraqueza da musculatura respiratória ou redução da força inspiratória.</p>
<p>· Alongamentos e exercício de relaxamento.</p>
<p>Estes exercícios são realizados de forma supervisionada por fisioterapeutas, com progressão gradual da intensidade e ajustados consoante a resposta clínica. O objetivo é promover uma melhoria global da capacidade física, reduzir os sintomas e aumentar a confiança da pessoa na realização das suas atividades quotidianas.</p>
<p><strong>De que modo os exercícios ajudam na melhoria da função pulmonar e da qualidade de vida?</strong></p>
<p>Embora os exercícios da RR não alterem diretamente a função pulmonar medida por exames como a espirometria, têm um impacto significativo na forma como a pessoa vive com a sua condição respiratória. A prática regular e orientada de exercício físico contribui para:</p>
<p>· Aumentar a eficiência dos músculos respiratórios e periféricos, reduzindo o esforço necessário para realizar tarefas diárias;</p>
<p>· Melhorar a ventilação pulmonar e a oxigenação durante o esforço, tornando as atividades menos cansativas;</p>
<p>· Reduzir a sensação de falta de ar (dispneia) e o cansaço;</p>
<p>· Promover maior autonomia e confiança, o que favorece a participação social e o bem-estar emocional;</p>
<p>· Diminuir o risco de exacerbações, internamentos e declínio funcional.</p>
<p>Ao melhorar a capacidade funcional e reduzir as limitações impostas pela doença, os exercícios contribuem de forma decisiva para uma melhor qualidade de vida, com benefícios físicos, psicológicos e sociais.</p>
<p><strong>A reabilitação inclui também orientação nutricional e suporte psicológico?</strong></p>
<p>Sim. A RR é uma intervenção multidimensional, que vai muito além do treino de exercício. Como já referi acima, a orientação nutricional e o suporte psicológico são componentes fundamentais para garantir uma abordagem completa.</p>
<p>· A nutrição adequada tem um papel essencial no estado funcional e na resposta ao exercício, sendo importante tanto em casos de desnutrição como de excesso de peso. A intervenção nutricional é realizada por nutricionistas e definem estratégias alimentares adaptadas à condição clínica e ao estilo de vida da pessoa.</p>
<p>· O suporte psicológico visa ajudar na gestão do stress, ansiedade e outros impactos emocionais frequentemente associados às doenças respiratórias crónicas. Psicólogos e</p>
<p>assistentes sociais trabalham em conjunto com a equipa para promover o bem-estar emocional, melhorar a motivação e favorecer a adesão ao programa.</p>
<p>Adicionalmente, o facto de as pessoas com doenças respiratórias crónicas conhecerem outras com sintomas semelhantes e dificuldades em comum contribui para um forte sentimento de pertença e inclusão em grupo.</p>
<p>Estes componentes são habitualmente integrados nas sessões psicoeducativas quinzenais, mas podem também ser oferecidos de forma mais individualizada, sempre que necessário. Mais uma vez, o envolvimento da rede de apoio (família e cuidadores) é também incentivado, reforçando o impacto positivo destas intervenções.</p>
<p><strong>Pode ser feita em casa? Se sim, quais as adaptações necessárias?</strong></p>
<p>Sim, a RR pode ser realizada em casa, especialmente em situações em que o acesso ao programa presencial é limitado ou quando a pessoa já apresenta uma evolução favorável. Neste contexto, pode entrar também a telereabilitação, uma modalidade que permite acompanhar e orientar remotamente as pessoas com doença respiratória crónica. Quando adaptado para o ambiente domiciliar, o programa deve ser cuidadosamente estruturado para garantir a continuidade e segurança dos exercícios, respeitando as orientações do fisioterapeuta.</p>
<p>As adaptações necessárias incluem:</p>
<p>· Planeamento individualizado: O plano de exercícios deve ser ajustado às condições físicas da pessoa e do seu domicílio.</p>
<p>· Acompanhamento remoto: Sessões virtuais ou chamadas telefónicas de acompanhamento podem ser usadas para monitorar a execução dos exercícios, responder a dúvidas e ajustar o programa, conforme necessário.</p>
<p>· Material adequado: Dependendo das necessidades, a pessoa pode precisar de equipamentos simples, como bandas elásticas, pesos, ou até mesmo o uso de escadas para o treino de resistência. Por exemplo, garrafas de água podem ser enchidas com pedras ou outro material para criar pesos variados e serem usadas como halteres. Assim, a pessoa consegue realizar o treino de força de forma adaptada ao que tem disponível em casa.</p>
<p>· Educação e motivação: É importante garantir que a pessoa entenda a importância da adesão ao programa e tenha suporte emocional, seja por familiares ou via recursos virtuais, para manter a motivação.</p>
<p>Em caso de necessidade, o fisioterapeuta deve orientar sobre a adequação dos espaços na casa para garantir um ambiente seguro e propício à prática dos exercícios.</p>
<p><strong>Como se pode garantir a segurança e a eficácia dos exercícios no ambiente domiciliar?</strong></p>
<p>Garantir a segurança e a eficácia dos exercícios no ambiente domiciliar requer uma abordagem cuidadosa, acompanhamento contínuo e comunicação constante por parte da equipa de reabilitação respiratória. Para isso, algumas medidas são essenciais:</p>
<p>· Avaliação inicial e orientação individualizada: Antes de iniciar a reabilitação em casa, é crucial que o fisioterapeuta realize uma avaliação detalhada das condições físicas e necessidades da pessoa. O plano de exercícios deve ser adaptado à sua capacidade, levando em consideração o seu histórico de saúde e nível de atividade.</p>
<p>· Acompanhamento remoto contínuo: A telereabilitação, por meio de sessões virtuais ou chamadas telefónicas regulares, possibilita que o fisioterapeuta realize uma monitorização da execução dos exercícios, forneça feedback e ajuste o programa conforme necessário, garantindo que a pessoa faça os exercícios corretamente e sem risco de lesões.</p>
<p>· Segurança no ambiente domiciliar: O fisioterapeuta deve orientar a pessoa sobre a organização do espaço de treino em casa, de modo a evitar quedas ou acidentes. Isso pode incluir a remoção de obstáculos (por exemplo, tapetes), a utilização de superfícies estáveis para os exercícios e a escolha de materiais adequados para o treino.</p>
<p>· Feedback e adaptação: Durante o acompanhamento remoto, o fisioterapeuta pode ajustar os exercícios com base nas dificuldades ou progressos observados, garantindo que o programa continue seguro e eficaz à medida que a pessoa evolui.</p>
<p><strong>Como motivar pacientes crónicos ou idosos a aderirem ao tratamento?</strong></p>
<p>Motivar pessoas com doenças respiratórias crónicas ou idosas a aderirem ao programa de reabilitação respiratória pode ser um enorme desafio! Mas é possível com uma abordagem empática, bem estruturada e centrada na pessoa. É de extrema importância saber ouvir a pessoa, compreender os seus receios e expectativas, e desconstruir a ideia de que não é capaz só porque tem falta de ar ou se cansa facilmente. A definição de objetivos realistas e alcançáveis, construídos em conjunto com a pessoa e, sempre que possível, com a sua família, é essencial para fortalecer a motivação e o compromisso com o tratamento.</p>
<p>Uma comunicação clara sobre os objetivos e os benefícios da reabilitação, adaptada ao nível de literacia em saúde da pessoa, ajuda a criar confiança no processo. É igualmente importante reforçar que todas as atividades são ajustadas à condição clínica e à capacidade funcional de cada um, com progressão gradual e segura.</p>
<p>Outro aspeto com grande impacto é o ambiente de grupo. Muitas pessoas chegam ao programa relutantes ou com pouca motivação, mas ao conhecerem outras com dificuldades semelhantes, sentem-se compreendidas, mais confiantes e integradas. Este sentimento de pertença e apoio mútuo transforma por completo a sua atitude. Já acompanhei diversas pessoas que inicialmente disseram que não iriam aderir ao programa, mas que, após a primeira semana, deixaram de faltar, participaram com entusiasmo e, no final, pediram para continuar em programas de manutenção. É</p>
<p>engraçado, porque, muitas vezes, os laços criados no grupo vão além do programa: chegam até mais cedo às sessões apenas para estarem à conversa antes do início do programa, costumam partilham contactos pessoais e, por vezes, surgem verdadeiras amizades.</p>
<p><strong>Quais são os principais desafios na adesão ao programa de reabilitação?</strong></p>
<p>A adesão ao programa de RR pode ser influenciada por diversos fatores, tanto pessoais como sociais e organizacionais. Entre os principais desafios, destacam-se:</p>
<p>· Barreiras físicas e logísticas, onde se destaca a dificuldade de transporte ou distância até ao local das sessões. Em algumas regiões, a inexistência de programas comunitários ou a sua concentração em grandes centros urbanos limita o acesso.</p>
<p>· Falta de conhecimento sobre os benefícios da RR, tanto por parte das pessoas com doença respiratória crónica como de alguns profissionais de saúde, o que pode levar a uma menor valorização e, consequentemente, menor encaminhamento e participação.</p>
<p>· Medo e insegurança, principalmente nos casos em que a pessoa associa o exercício ao agravamento dos sintomas respiratórios, como a dispneia. A ideia errada de que o esforço é prejudicial ou “perigoso” ainda é frequente, o que reforça a necessidade de educação em saúde e acompanhamento próximo.</p>
<p>· Questões emocionais, como depressão, ansiedade ou baixa autoestima, que são comuns em pessoas com doenças respiratórias crónicas e podem afetar a motivação para participar e persistir no programa.</p>
<p>· Falta de apoio familiar ou social, o que pode acentuar sentimentos de isolamento e desvalorização do autocuidado.</p>
<p>· Dificuldades económicas, que podem limitar o acesso ao transporte, ou mesmo à aquisição de materiais necessários para os treinos em casa, quando aplicável.</p>
<p>Superar esses desafios exige uma abordagem holística e integrada, com estratégias que envolvam a pessoa, a sua rede de apoio e a equipa de saúde. A criação de programas flexíveis, próximos da comunidade ou com possibilidade de telereabilitação, pode fazer a diferença na acessibilidade e adesão.</p>
<p><strong>É possível manter os benefícios da reabilitação a longo prazo? Como?</strong></p>
<p>Sim, e esse é outro grande desafio! É possível manter os benefícios da RR a longo prazo, mas isso requer continuidade, motivação e apoio. Estudos sugerem que, em média, os benefícios da RR podem ser mantidos por 6 a 12 meses após o término do programa ativo, desde que haja um esforço contínuo para manter os exercícios, os hábitos de vida saudáveis e continue a aplicar as estratégias</p>
<p>aprendidas na gestão dos sintomas respiratórios. A criação de laços no grupo que falei anteriormente pode ajudar, mas nem sempre é suficiente.</p>
<p>Os programas de manutenção são altamente recomendados e têm como objetivo reforçar os ganhos alcançados, promover a autonomia e prevenir o declínio funcional. Estes programas podem ser realizados em grupo como fazemos na RR ou de forma individual, em contexto comunitário, clínico ou domiciliário, e incluem habitualmente sessões de exercício supervisionadas, com menor frequência, mas com foco na continuidade.</p>
<p>Além disso, o apoio da rede familiar e social, a existência de metas realistas definidas com a equipa de saúde e a possibilidade de manter contacto com os profissionais envolvidos no programa inicial ajudam a sustentar a motivação e a adesão a longo prazo.</p>
<p><strong>Quais estratégias são usadas para a continuidade do cuidado após o fim do programa?</strong></p>
<p>A continuidade do cuidado após o programa de RR é essencial para manter os benefícios conquistados e evitar novo declínio clínico e funcional. Para isso, podemos implementar várias estratégias:</p>
<p>· Programas de manutenção, com sessões de exercício físico supervisionado realizadas com menor frequência, permitindo dar seguimento ao plano de treino ajustado às capacidades atuais da pessoa;</p>
<p>· Encaminhamento para recursos comunitários, como ginásios, associações de doentes ou grupos de caminhada, sempre que possível com supervisão ou apoio inicial;</p>
<p>· Sessões de follow-up regulares com a equipa de reabilitação, para monitorizar a condição clínica, reforçar orientações e motivar a continuidade;</p>
<p>· Planos de autocuidado personalizados, com metas realistas e orientações para o dia a dia, promovendo a autonomia e o empoderamento;</p>
<p>· Promoção da literacia em saúde, para que a pessoa reconheça sinais precoces de descompensação e saiba como agir;</p>
<p>· Incentivo ao contacto entre participantes, mantendo a rede de apoio criada durante o programa e fomentando a motivação através da partilha de experiências e dificuldades.</p>
<p>Estas estratégias visam integrar o cuidado contínuo na rotina da pessoa, reforçando o papel ativo na gestão da sua condição respiratória.</p>
<p><strong>Existe contraindicação para a reabilitação respiratória?</strong></p>
<p>A reabilitação respiratória é, em geral, uma intervenção segura e bem tolerada, mesmo por pessoas com limitações físicas ou clínicas significativas. No entanto, existem algumas contraindicações relativas ou absolutas que devem ser avaliadas pela equipa clínica antes do início do programa.</p>
<p>Entre as contraindicações absolutas, incluem-se:</p>
<p>· Instabilidade cardiovascular (ex.: angina instável, arritmias graves não controladas, insuficiência cardíaca descompensada);</p>
<p>· Infeção respiratória aguda ou exacerbação grave não estabilizada;</p>
<p>· Tromboembolismo pulmonar recente;</p>
<p>· Hipertensão pulmonar severa descompensada;</p>
<p>· Doenças neurológicas ou ortopédicas graves que impeçam a realização dos exercícios.</p>
<p>As contraindicações relativas podem incluir situações clínicas que exigem adaptações específicas no plano de reabilitação, como dor musculoesquelética importante, alterações cognitivas, ou necessidade de apoio logístico significativo (ex.: transporte, apoio social).</p>
<p>Nestes casos, é essencial que a equipa multidisciplinar avalie cuidadosamente os riscos e benefícios, e adapte o programa às capacidades e condições clínicas da pessoa, garantindo sempre a segurança e eficácia da intervenção.</p>
<p><strong>Quais os principais desafios que este tipo de intervenção ainda enfrenta em Portugal?</strong></p>
<p>Apesar de ser altamente eficaz na melhoria dos sintomas, capacidade funcional e qualidade de vida das pessoas com doenças respiratórias crónicas, o acesso à RR em Portugal continua a ser bastante limitado. Estima-se que menos de 0,5% das pessoas com indicação para este tipo de programa tenham efetivamente acesso, o que reforça a urgência de promover ações que incentivem a sua divulgação e integração nos sistemas de saúde.</p>
<p>As principais barreiras incluem:</p>
<p>· Oferta limitada e desigual: A maioria dos centros de reabilitação respiratória está concentrada em unidades hospitalares dos grandes centros urbanos e no litoral, dificultando o acesso para quem reside em áreas rurais ou no interior do país.</p>
<p>· Falta de recursos humanos e materiais: A escassez de profissionais especializados e de equipamentos adequados limita a capacidade de resposta dos centros existentes.</p>
<p>· Desconhecimento e formação insuficiente: Tanto os profissionais de saúde como os doentes muitas vezes desconhecem os benefícios da RR, o que reduz o encaminhamento e a adesão aos programas.</p>
<p>· Barreiras económicas e sociais: Dificuldades financeiras, custos de transporte, taxas moderadoras e isolamento social são fatores que dificultam a participação nos programas.</p>
<p>Neste contexto, o Dia Mundial da Reabilitação Respiratória assume um papel fundamental ao:</p>
<p>· Dar visibilidade a uma intervenção ainda subvalorizada;</p>
<p>· Incentivar políticas públicas que garantam maior cobertura e financiamento;</p>
<p>· Motivar profissionais de saúde a recomendar a sua implementação;</p>
<p>· Informar a população sobre os seus benefícios e possibilidades de participação;</p>
<p>· Partilhar boas práticas e divulgar experiências de sucesso;</p>
<p>· Reforçar o papel central das pessoas com doenças respiratórias na gestão ativa da sua saúde.</p>
<p>É também uma oportunidade para promover alternativas como a telereabilitação, que pode aumentar o alcance e permitir que mais pessoas beneficiem desta intervenção, independentemente da sua localização geográfica ou condição socioeconómica.</p>
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		<title>Entrevista: «Wegovy é um extraordinário medicamento para o tratamento da obesidade», Miguel Vasques, endocrinologista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 14:47:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obesidade é uma doença crónica e multifatorial que tem vindo aumentar todo os anos. Recentemente, um novo medicamento chegou às farmácias portuguesas para o seu tratamento. Falámos com um especialista para perceber o que é o Wegovy. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Wegovy é um medicamento para a perda e manutenção de peso que contém a substância ativa semaglutida. Esta é semelhante a uma hormona natural denominado peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), libertada pelo intestino após uma refeição. O Wegovy age sobre os recetores no cérebro que controlam o apetite, fazendo com que a pessoa se sinta mais satisfeita e com menos fome e tenha menos vontade de comer. Isso ajudará a comer menos e a reduzir o peso corporal.</strong></p>
<p><span data-olk-copy-source="MessageBody">Tanto o Wegovy quanto o Ozempic têm como princípio ativo a semaglutida. Ambos têm o mesmo mecanismo de ação no organismo e são produzidos pela mesma empresa farmacêutica. Mas, enquanto o Wegovy é focado na perda de peso e indicado para uma população mais ampla, o Ozempic é mais voltado para o controle do diabetes tipo 2, apresentando a redução de peso como um benefício colateral, como explicou à Forever Young, Miguel Vasques, endocrinologista e professor na Nova Medical School,.</span></p>
<p><strong>Existem dois medicamentos para o tratamento da diabetes usados na perda de peso. O principal composto do Mounjaro é o tirzepatida enquanto que o principal composto do Ozempic é composto por semaglutido: qual é a diferença entre ambos?</strong></p>
<p>O Mounjaro é um medicamento aprovado em Portugal para o tratamento farmacológico da obesidade, e o Ozempic é um medicamento aprovado para o tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2. Ambos têm capacidade para induzir perda de peso por mecanismos semelhantes, mas distintos. Enquanto o Mounjaro é um duplo agonista dos recetores GIP e de GLP-1, o Ozempic é agonista dos recetores GLP1. O GLP1 e o GIP são duas hormonas presentes nosso organismo com múltiplas funções, como regular a secreção de insulina, o esvaziamento do estomago a seguir a uma refeição ou o apetite, e estes medicamentos mimetizam algumas das suas ações.</p>
<p><strong>Como funciona cada um destes compostos no organismo?</strong></p>
<p>Os mecanismos de ação dos dois medicamentos para perda de peso parecem ser semelhantes. Há vários conduzem a perda de peso, dos quais se destacam:</p>
<p>1) indução de saciedade no cérebro, ou seja, desligando os mecanismos de fome no sistema nervoso central;</p>
<p>2) o atraso do esvaziamento gástrico, induzindo assim uma saciedade mais precoce para a mesma refeição.</p>
<p><strong>Estudo referem que podem ter efeitos graves se não forem ministrados com acompanhamento médico. Quais são esses efeitos graves?</strong></p>
<p>Como qualquer tratamento médico, efeitos adversos podem surgir pelo que o acompanhamento médico é sempre necessário. Os mais comuns – gastrointestinais, como náuseas, vómitos, diarreia – são geralmente simples de mitigar e tendem a melhorar com o tempo. Houve casos documentados de pancreatite aguda com este medicamento, que, contudo, são raros.</p>
<p>Durante algum tempo houve também particular atenção a um potencial aumento do risco de cancro do pâncreas ou da tiroide, suspeitas que a ciência veio a afastar nos últimos anos.</p>
<p>Por fim, e mais recentemente, tem havido mais atenção à perda de massa muscular e o défice de alguns nutrientes que pode estar associada a estes medicamentos. Sendo expectável que exista alguma perda num processo de redução de peso, alguns estudos têm mostrado que pode ocorrer perdas substanciais de massa muscular pelo que o seguimento clínico é fundamental neste trajeto para que estratégias de mitigação da perda de massa muscular possam ser implementadas.</p>
<p>A abordagem farmacológica é apenas uma das ferramentas necessárias para o tratamento da obesidade, não podendo o exercício físico e intervenção nutricional ser descuradas pela eficácia dos novos medicamentos.</p>
<p><strong>A verdade é que agora surge outro medicamento, o Wegovy que chegou às farmácias portuguesas dia 07 de abril, e que tem o mesmo princípio ativo do antidiabético Ozempic, mas com uma dosagem superior e sem ser preciso receita médica. De acordo com a sua experiência de que forma esta mudança no acesso ao medicamento pode alterar a sua utilização?</strong></p>
<p>O Wegovy – semaglutido em dosagem mais elevada, necessária para tratamento eficaz da obesidade –  é disponibilizado sem comparticipação, mas com necessidade de receita médica. Trata-se de um extraordinário medicamento para o tratamento da obesidade que, contudo, tem de ser vigiado para minimizar os efeitos adversos e potenciar a resposta clínica. Nem poderia ser de outra forma sem se comprometer a segurança do doente.</p>
<p><strong>Todos os medicamentos têm contraindicações; neste caso quais são eles e se existem os riscos para a saúde?</strong></p>
<p>O medicamento Wegovy deve ser administrado com precaução em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 que utilizam insulina, devido ao maior risco potencial de hipoglicemia. Além disso, deve-se ter cuidado em pacientes com retinopatia diabética, uma vez que estes não foram incluídos nos estudos de desenvolvimento do Wegovy. Alguns grupos de pacientes foram excluídos dos ensaios clínicos, incluindo aqueles com Diabetes Mellitus tipo 1, doença renal grave ou terminal, cirrose hepática ou insuficiência cardíaca grave. Portanto, a utilização do medicamento não é recomendada para esses grupos devido à falta de evidência de eficácia e segurança.</p>
<p>A doença inflamatória intestinal, incluindo Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, não representa uma contraindicação formal, mas o tratamento pode exacerbar essas condições. Assim, deve-se proceder com extrema cautela ao administrá-lo a esses pacientes.</p>
<p><strong>Por não precisar de receita médica quer dizer que todos os podemos tomar?</strong></p>
<p>Apenas doentes com indicação para Wegovy – obesidade ou excesso de peso com comorbilidades de relevo – devem realizar esta terapêutica. Não foi devidamente estudada noutros contextos.</p>
<p><strong>Como se decidem as doses?</strong></p>
<p>A titulação dos medicamentos encontra-se bem estabelecida, devendo ser realizada devagar (mensalmente, por exemplo) para minimizar os efeitos adversos. A dose de manutenção é determinada de acordo com a resposta clinica do doente, devendo ser aquela que doente melhor tolera com resposta clínica.</p>
<p><strong>A medicação cria habituação?</strong></p>
<p>A obesidade é uma doença crónica que pode ser controlada através de terapêutica farmacológica. Se se suspender a terapêutica, a doença deixa de estar controlada e é expectável que exista uma recuperação do peso perdido. Tal fenómeno pode causar a impressão de “dependência”, contudo, é algo transversal a todas as doenças crónicas, como a hipertensão arterial ou o colesterol elevado – se se suspender tratamento, volta a agravar.</p>
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		<title>Artrite reumatoide: «A reabilitação é um processo de longo prazo, dependendo do grau e tipo de deformidade e atividade da doença», Tiago Lopes, médico fisiatra</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/artrite-reumatoide-a-reabilitacao-e-um-processo-de-longo-prazo-dependendo-do-grau-e-tipo-de-deformidade-e-atividade-da-doenca-tiago-lopes-medico-fisiatra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 14:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A artrite reumatoide é uma doença reumática inflamatória que se manifesta sob a forma de uma poliartrite (definida pelo envolvimento de três ou mais articulações), bilateral (afeta articulações nos dois lados do corpo), simétrica (atinge as mesmas articulações dos dois lados do corpo), progressiva, destrutiva e deformante. </p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A causa da artrite reumatoide é desconhecida, estando contudo identificados vários fatores de risco, como as infeções, a genética e as alterações hormonais. Além do tratamento medicamentoso, é recomendada a realização de fisioterapia para ativar as articulações, fortalecer a musculatura e aliviar os sintomas.</p>
<p>O exercício tem um papel importante na manutenção e recuperação em pacientes com artrite reumatoide. O fortalecimento muscular e treino de atividades de vida diária, por vezes com recurso a instrumentos que podem auxiliar na realização de tarefas.</p>
<p>Desta forma, a fisioterapia deve ser considerada, com um plano de reabilitação definido pela sua equipa médica. Este deve ter em conta as articulações afetadas e, claro, como é que a doença está a evoluir, como alerta em entrevista à Forever Young, Tiago Lopes, médico fisiatra da Clínica Espregueira no Porto</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
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</div>
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		<item>
		<title>Beijo: «Beijar ativa o cérebro na produção de substâncias químicas que fazem sentir bem», Fernando Mesquita, sexólogo</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/beijo-beijar-ativa-o-cerebro-na-producao-de-substancias-quimicas-que-fazem-sentir-bem-fernando-mesquita-sexologo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra M. Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 09:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Beijar os lábios de outra pessoa tornou-se numa expressão comum de afeto em muitas culturas à volta do mundo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na psicologia, o beijo é uma forma de comunicação que pode expressar sentimentos, fortalecer vínculos afetivos, e melhorar o bem-estar emocional.</p>
<p>Beijar ativa o cérebro na produção de um cocktail de substâncias químicas que nos fazem sentir bem, e acedem ao centro de prazer do cérebro. A oxitocina, a dopamina e a serotonina vão induzir sensações de euforia, encorajando a sentimentos de afeto e vínculo.</p>
<p>O ser humano beija-se por várias razões: por amor, por sorte, para dizer olá e para se despedir.</p>
<p>Estivemos à conversa com Fernando Mesquita, Sexólogo e Terapeuta de Casal, para perceber melhor este ato que faz parte da vida de todo o ser humano.</p>
<p>Veja a entrevista aqui:</p>
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<div style="padding-top: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; top: 0px; right: 0px; bottom: 0px; left: 0px; width: 100%; height: 100%;" src="https://players.brightcove.net/6415861488001/default_default/index.html?videoId=6371363928112" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
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