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	<title>Opinião &#8211; Forever Young</title>
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	<description>Para se sentir sempre jovem. Viva com mais sentido, 55+ com atitude.</description>
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	<title>Opinião &#8211; Forever Young</title>
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	<item>
		<title>Maiores de 50: um talento desperdiçado num país que precisa desesperadamente de pessoas qualificadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 15:31:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O envelhecimento demográfico registado em Portugal, marca fortemente a nossa sociedade e começa a redefinir o papel das instituições de ensino superior.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rui Fonseca, Diretor da Escola de Educação e Desenvolvimento Humano do ISEC Lisboa</em></p>
<p>O envelhecimento demográfico registado em Portugal, marca fortemente a nossa sociedade e começa a redefinir o papel das instituições de ensino superior.</p>
<p>De acordo com o INE, cerca de um quarto da população portuguesa tem 65 ou mais anos, sendo o atual índice de envelhecimento de 192,4 (2024), crescendo continuamente desde 1978. Em termos simples, podemos afirmar que já há mais idosos do que jovens.</p>
<p>Em Portugal, a população entre os 50 e os 75 anos tem registado um acelerado crescimento, sendo hoje mais ativa, mais saudável e mais qualificada do que qualquer geração anterior, revelando uma elevada motivação para continuar a aprender, a participar civicamente e a contribuir economicamente e socialmente, para o desenvolvimento do país. Esta longevidade com saúde e atividade que se regista atualmente na sociedade portuguesa, convoca as instituições de ensino superior a adaptar-se e a integrar no seu seio, um novo contingente de estudantes, com expectativas, necessidades e objetivos diferenciados, dos restantes contingentes de estudantes do ensino superior.</p>
<p>Internacionalmente, a aprendizagem ao longo da vida é, cada vez mais, olhada como um pilar essencial do desenvolvimento humano. É de notar que organizações como a UNESCO, a OCDE e a União Europeia sublinham a necessidade de expandir a educação ao longo da vida, como forma ativa de combater o isolamento social, fomentar a literacia digital e valorizar a experiência acumulada, destes grupos etários.</p>
<p>Sabemos bem que o ensino superior contemporâneo já não se destina, em exclusivo, a jovens adultos. O ensino superior tem de ser também um lugar de reconfiguração de grupos etários mais avançados, através da promoção da saúde mental, do fomento de relações saudáveis, de um forte sentido de pertença, do combate ao isolamento social e da valorização da experiência profissional adquirida ao longo da vida. A promoção de programas académicos orientados para públicos maduros apresenta ganhos significativos em bem-estar, autoestima, participação cívica e competências cognitivas, para todos aqueles que nestes participam.</p>
<p>Cada vez mais, este é um lugar de atualização de competências, de reconversão profissional, de realização pessoal e cultural e de participação comunitária e intergeracional. A presença de estudantes com mais de 50 anos, contribui para a diversidade, a qualidade pedagógica e o enriquecimento das comunidades académicas, fortalecendo laços intergeracionais e valorizando as carreiras profissionais destes.</p>
<p>Como tal, a criação de oportunidades e programas formativos para os estudantes com mais de 50 anos é hoje uma parte significativa da missão social e compromisso com o desenvolvimento humano e comunitário, das instituições de ensino superior. Para a construção de uma sociedade mais equilibrada, ativa e saudável, urge facilitar o acesso ao ensino superior aos maiores de 50 anos.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Doença coronária: prevenir, acompanhar e tratar atempadamente</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/doenca-coronaria-prevenir-acompanhar-e-tratar-atempadamente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2026 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Pedro Bento Carreira - Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da SPMI</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dados recentes ajudam a perceber porque continua a ser tão importante falar de doença coronária: em Portugal, nove em cada dez adultos têm pelo menos um fator de risco cardiovascular, e mais de um terço apresenta três ou mais. Isto significa que a doença coronária não é um problema distante ou raro — é uma realidade que pode tocar qualquer família. A boa notícia é que muitos destes fatores são modificáveis e, quando controlados, permitem reduzir de forma significativa o risco de enfarte, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular.</p>
<p>Apesar disso, a doença coronária continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal e no mundo. Mais de 10 mil portugueses morrem anualmente devido a enfarte ou complicações relacionadas, enquanto a Organização Mundial da Saúde estima que, globalmente, a doença cardíaca isquémica representa cerca de 13% de todas as mortes. São números que impressionam, mas que também ajudam a perceber a importância da prevenção e do acompanhamento regular.</p>
<p>Nos últimos anos, tem-se promovido uma mudança importante na forma como falamos sobre a doença cardíaca. Em vez de “doente coronário”, cada vez mais se usa a expressão “pessoa que vive com doença coronária”. O conceito não é novo. Esta abordagem faz parte do movimento internacional “person-first”, iniciado na década de 70 no contexto dos direitos das pessoas com deficiência e depois alargado a muitas áreas da medicina. A ideia é simples: a pessoa vem sempre antes da doença. Quem vive com doença coronária não é definido apenas pelo diagnóstico — continua a ter projetos, rotinas, relações e autonomia.</p>
<p>Compreender os fatores de risco é fundamental. Tabagismo, pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes, obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade de desenvolver doença coronária. Por outro lado, hábitos de vida saudáveis — alimentação equilibrada, atividade física regular, cessação tabágica e controlo adequado das doenças crónicas — são o primeiro passo para prevenir ou atrasar a doença. Algumas mudanças têm efeitos particularmente rápidos: deixar de fumar após o diagnóstico de doença coronária pode reduzir de forma marcada o risco de novos eventos cardiovasculares, mostrando que nunca é tarde para melhorar o prognóstico.</p>
<p>Ter doença coronária não significa uma sentença de morte. Mesmo em situações como enfarte, angina ou insuficiência cardíaca, os avanços médicos permitem hoje tratamentos eficazes que melhoram a qualidade de vida e reduzem o risco de complicações. Seguir as recomendações médicas e cumprir corretamente a terapêutica prescrita é essencial para tirar o máximo benefício destes tratamentos. Uma relação de confiança com o médico assistente é também fundamental ao longo deste percurso, facilitando a adesão ao tratamento, o esclarecimento de dúvidas e a tomada de decisões partilhadas.</p>
<p>Falar de doença coronária é, na verdade, falar de vida quotidiana: do que comemos, do tempo que temos para caminhar, do stress com que vivemos e até das horas que dormimos. A saúde cardiovascular constrói-se muito antes do primeiro sintoma e muito para além da alta hospitalar. Cada pequena escolha — subir escadas, caminhar mais alguns minutos, manter consultas e tomar a medicação — pode parecer discreta isoladamente, mas ao longo dos anos traduz-se numa diferença real em anos e qualidade de vida.</p>
<p>No Dia Nacional do Doente Coronário, vale a pena recordar uma ideia simples: prevenir, acompanhar e tratar atempadamente continua a ser a melhor forma de proteger o coração e viver mais e melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança é o primeiro abraço</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/seguranca-e-o-primeiro-abraco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 14:36:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Porque acreditamos que a segurança é responsabilidade de todos. Profissionais, pais, cuidadores e até as próprias crianças têm um papel ativo na construção de um sistema de saúde mais seguro.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por:</p>
<p><em>Patrícia Eirinha, Diretora de Qualidade e Segurança do Doente</em></p>
<p>Este mês, a 17 de setembro, assinalou-se o Dia Mundial da Segurança do Doente, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que a Lusíadas Saúde acompanha desde 2019, em articulação com a Direção-Geral da Saúde. Esta data lembra-nos algo essencial: a segurança não é apenas um princípio técnico, é um valor humano, presente em cada gesto de cuidado.</p>
<p>O Dia Mundial da Segurança do Doente é também uma oportunidade para aumentar a consciencialização pública, fomentar a colaboração entre diferentes intervenientes e mobilizar a ação global para melhorar a segurança em saúde. Em 2025, o tema “Cuidados seguros para cada recém-nascido e cada criança”, com o lema “Segurança do doente desde o primeiro momento”, reconhece a vulnerabilidade desta faixa etária aos riscos e danos associados a cuidados inseguros. A Organização Mundial da Saúde apela a uma ação urgente para eliminar o dano evitável nos cuidados neonatais e pediátricos, reforçando campanhas anteriores dedicadas ao parto seguro, à segurança da medicação, ao envolvimento de doentes e famílias e à segurança do diagnóstico. O objetivo é gerar melhorias significativas e reafirmar o direito de todas as crianças a cuidados de saúde seguros e de qualidade, envolvendo organizações, profissionais, famílias e cuidadores numa responsabilidade partilhada.</p>
<p>Na Lusíadas, temos uma missão clara: “Saber cuidar das pessoas e das suas famílias, através da melhoria contínua de uma experiência de excelência, humana e próxima, para que confiem sempre em nós para viver uma vida saudável e plena.” Este propósito traduz-se numa estratégia que assenta em cinco pilares, entre os quais se destaca a Excelência Clínica e a Segurança do Doente, sustentada por práticas rigorosas, gestão de risco, prevenção de eventos adversos e melhoria contínua.</p>
<p>É também o objetivo central da Lusíadas Saúde: eliminar o dano evitável e alcançar os melhores resultados clínicos, através da implementação de processos de melhoria contínua. Esta ambição ganha ainda maior relevância quando olhamos para os dados internacionais. O relatório anual da <em>Joint Commission International</em> mostra que os eventos perinatais estão no top 10 dos eventos sentinela mais reportados, reforçando a urgência de investir em práticas seguras desde os primeiros momentos de vida.</p>
<p>Por isso, o tema escolhido pela OMS para 2025 é-nos particularmente próximo. Nas nossas maternidades e pediatrias, já implementamos práticas que refletem este compromisso e que se alinham com os cinco objetivos definidos para esta campanha. Contribuímos para a sensibilização para riscos através dos cursos de preparação para o parto e das visitas à maternidade, que preparam as famílias para uma vivência segura desde o início. Mobilizamos profissionais e famílias com protocolos rigorosos de identificação dos bebés, escalas de avaliação de risco neonatal e procedimentos de prevenção da morte súbita e de manutenção da temperatura corporal, práticas que traduzem estratégias sustentáveis de segurança. Empoderamos pais e cuidadores promovendo o contacto pele a pele logo após o nascimento e incentivando a amamentação na primeira hora de vida, medidas que reforçam a sua participação ativa no cuidado. Através do Lusíadas Knowledge Center, oferecemos cursos e formações em parentalidade e desenvolvimento infantil, apoiando também o objetivo de aumentar a investigação e a literacia em segurança pediátrica e neonatal. Finalmente, a nossa atuação integrada, baseada em evidência e alinhada com padrões internacionais, reforça a colaboração global para que cada recém-nascido e cada criança tenham acesso a cuidados de saúde seguros e de qualidade.</p>
<p>Este ano, para assinalar o 17 de setembro, organizámos uma sessão interna com médicos e enfermeiros, dedicada à discussão de temas críticos que acompanham a trajetória desde a gravidez até às várias fases do desenvolvimento da criança. Mas o nosso compromisso prolonga-se no tempo: ao longo dos próximos doze meses vamos desenvolver um plano de atividades estruturado em quatro trimestres, cada um dedicado a uma etapa do crescimento da criança, do nascimento à adolescência, complementado por iniciativas transversais de base. Os destinatários serão pais, cuidadores e crianças, com foco em como se manterem seguros quando recorrem a serviços de saúde e, sempre que possível, em como prevenir riscos que possam levar a uma ida ao hospital.</p>
<p>Serão iniciativas essencialmente de construção de<em> awareness</em>, com dicas úteis e práticas, que permitirão a pais, cuidadores e às próprias crianças participarem ativamente na sua segurança e assumirem-se como parceiros dos profissionais de saúde. Estas ações estão também alinhadas com os cinco objetivos definidos pela OMS para 2025: envolver crianças, pais e famílias, melhorar a segurança da medicação, melhorar a segurança diagnóstica, prevenir infeções associadas aos cuidados de saúde e reduzir os riscos para recém-nascidos pequenos ou doentes.</p>
<p>Porque acreditamos que a segurança é responsabilidade de todos. Profissionais, pais, cuidadores e até as próprias crianças têm um papel ativo na construção de um sistema de saúde mais seguro.</p>
<p>Neste Dia Mundial da Segurança do Doente, o nosso apelo é claro: que cada um de nós seja um guardião da segurança, desde o primeiro momento da vida.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pós-Verão: um mar de questões para a proteção solar</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/pos-verao-um-mar-de-questoes-para-a-protecao-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:36:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Habituámo-nos a olhar para o protetor solar como um produto sazonal que regressa às prateleiras com a chegada do calor e das campanhas que, ano após ano, o apresentam em embalagens cada vez mais apelativas. Mas o sol não é sazonal e, mais do que errado, é perigoso pensarmos dessa forma.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Sofia Cunha, Training Manager da Lancôme</strong></p>
<p>Usar protetor solar ao longo de todo o ano já devia ser uma regra. A radiação UV não representa um risco para a saúde, para a pele e para o combate aos sinais de envelhecimento apenas no verão. A verdade é que a proteção solar de largo espectro (que protege contra UVA e UVB) deve ser usada diariamente, independentemente da estação ou do estado do tempo.</p>
<p>É nesse sentido que podem surgir uma série de questões: devo usar protetor solar todos os dias? Vale a pena usar protetor solar em épocas de menos intensidade solar? Será que sabemos como escolher o melhor para a nossa pele? E surgem também dúvidas mais práticas: deve ser aplicado apenas quando saímos de casa, ou também dentro dela? Posso aplicar protetor antes de me maquilhar?</p>
<p>A exposição diária aos raios UVA é a principal causa do envelhecimento precoce da pele, além de contribuir para o desenvolvimento de cancro de pele. Com um comprimento de onda mais longo e penetrando mais profundamente, estão presentes de forma mais constante durante todas as horas do dia, em todas as estações do ano, e conseguem atravessar nuvens e vidros. Por isso, a exposição aos raios UVA é contínua e cumulativa. Segundo dados da <a href="https://www.ligacontracancro.pt/melanoma/" target="_blank" rel="noopener">Liga Portuguesa Contra o Cancro</a>, anualmente, em Portugal, surgem 1.500 novos casos de melanoma, um número que tem aumentado nos países ocidentais.</p>
<p>É também preciso estar atento aos raios UVB, por serem os principais responsáveis pelas queimaduras solares e por variarem muito com a intensidade do sol (mais fortes no verão e ao meio-dia). Assim, um protetor solar que não seja de amplo espectro pode proteger-nos das queimaduras solares (UVB), mas pode deixar-nos vulneráveis aos danos invisíveis, mas cumulativos, causados pelos raios UVA.</p>
<p>Concluímos, portanto, que devemos usar um protetor solar ao longo de todo o ano. Graças à tecnologia já existem protetores como, por exemplo, <a href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=8c79835a1dd223ca5db11b1882b60424cd60e9bab05a25630984d5d60658fddaJmltdHM9MTc1MDcyMzIwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=3489aa16-11d7-6835-269c-bc14106e69c9&amp;psq=uv+expert+lancome&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucHJpbW9yLmV1L3B0X3B0L2xhbmNvbWUtdXYtZXhwZXJ0LXN1cHJhLXNjcmVlbi1zZXJ1bS1zcGY1MC05ODQxNC5odG1sP21zb2NraWQ9MzQ4OWFhMTYxMWQ3NjgzNTI2OWNiYzE0MTA2ZTY5Yzk&amp;ntb=1" target="_blank" rel="noopener">UV Expert Supra Screen Sérum SPF50</a> de Lancôme que têm uma textura ultrafina, fazendo com que sejam fáceis de aplicar, totalmente compatíveis com a maquilhagem e invisíveis em todos os fotótipos – não deixando nenhum tom de pele com manchas brancas ou acinzentado.</p>
<p>Vamos à segunda questão mais comum: Posso usar o meu protetor solar citadino na praia? E o meu protetor solar de praia pode ser utilizado no dia a dia? A resposta à primeira questão é não e, à segunda, é um pouco apelativo “depende”.</p>
<p>Os protetores urbanos não são formulados para a exposição solar intensa e prolongada da praia e é por essa razão que devemos ter outros fatores em consideração, como a água, a transpiração, a fricção do vento e da areia. Para a praia, é necessário um protetor com FPS 50 ou 50+ e que seja explicitamente resistente à água e ao suor, garantindo uma proteção eficaz contra queimaduras e danos solares intensos.</p>
<p>Quanto a aplicar o protetor solar de praia no dia a dia podemos aplicar e este irá proteger a nossa pele, porém, o conforto e a textura não são os mesmos que os de um citadino formulado para isso. Embora o protetor de praia ofereça alta proteção, tende a ser mais espesso, oleoso ou deixar um resíduo esbranquiçado, o que pode não ser ideal para o conforto ou para ser usado sob a maquilhagem.</p>
<p>Além disso, por serem formulados para resistência intensa, a sua remoção pode ser mais trabalhosa. Remover o protetor de forma eficaz é (quase) tão importante como aplicá-lo, para evitar oclusão dos poros (prevenindo pontos negros e borbulhas), permitir que a pele se regenere durante a noite, e garantir que outros produtos de tratamento noturno sejam bem absorvidos. A remoção adequada também previne o acúmulo de resíduos, deixando a pele limpa e saudável.</p>
<p>Esclarecidas estas questões, como devemos então escolher o protetor solar mais adequado?</p>
<p>O protetor solar ideal depende do tipo de pele e da exposição ao sol. Deve-se escolher sempre um com FPS 30 ou superior e proteção de largo espectro (UVA + UVB).</p>
<p>Para uma pele oleosa? Fórmulas <em>oil</em>&#8211;<em>free </em>e de toque seco. Pele seca? Texturas mais cremosas e hidratantes. Pele sensível? Regra (muito geral) protetores sem fragrância. Pele negra? Fórmulas testadas em todos os fotótipos para garantir que não deixem resíduos esbranquiçados.</p>
<p>Se vamos praticar desporto, devemos optar por algo resistente à água e lembrarmo-nos de o reaplicar. Para quem se preocupa com os sinais de envelhecimento, também há opções no mercado com novas tecnologias que abrangem proteção e tratamento.</p>
<p>Para terminar, em que lugar deve estar o protetor na nossa rotina de tratamento? Em último, ao contrário da sua prioridade na nossa vida. A rotina completa deve abranger limpeza, hidratação e proteção.</p>
<p>Se ainda houver dúvidas, nada como consultar um dermatologista para obter conselhos mais personalizados, a única coisa que não pode acontecer é deixar de proteger a pele, a saúde e a beleza que transportamos todos os dias.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Zelar pela saúde antes de começar uma viagem</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/zelar-pela-saude-antes-de-comecar-uma-viagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 14:57:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, mais do que nunca, damos valor a ter saúde e, também, a poder viajar. E a verdade é que a falta de cuidados com a saúde pode arruinar uma viagem</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do momento em que temos a sorte – porque se trata de sorte – de nascer/crescer numa família inclusiva, em que os pais fazem questão de nos levar sempre de férias com eles (seja qual for o destino), viajar torna-se parte do nosso crescimento, forma de estar e ver o mundo, para além de moldar a nossa personalidade e as nossas escolhas. Foi graças aos meus pais que conheci logo desde muito cedo grande parte da Europa, viajei até à China, estive em alguns países de África e do Médio Oriente e também em várias ilhas das Caraíbas.</p>
<p>Com a idade, e nomeadamente a partir do meu ano de Eramus em Paris (2007-2008), comecei a ganhar bastante autonomia e a organizar viagens com os amigos, tendo passado pela Birmânia, Tailândia, Cambodja, Estados Unidos e Colômbia, por exemplo. Quando estes começaram a organizar a sua vida, começou a ser mais difícil ter companhia. Experimentei ainda 2 viagens por agências de aventura (Madagáscar, Guatemala, El Salvador e Nicarágua), onde privei com pessoas que já tinham um pensamento um bocadinho “à frente” do meu &#8211; e foi aí que, após um longo processo de maturação, dei o passo seguinte &#8211; o de começar a viajar sozinha.</p>
<p>Durante muito, muito tempo, abstrai-me de fazer qualquer tipo de contagem de quantos países já teria visitado, então, num dia mais calmo imprimi da internet, uma lista com todos os países do mundo… e foi aí que me apercebi que já ia nos 67, muito acima de qualquer expectativa. Uns mais surpreendentes, outros menos marcantes, como em tudo na vida, mas cada um deles com características únicas.</p>
<p>A minha viagem mais marcante será sempre a respeitante ao ano de 2018, no qual fiz sozinha um mochilão de 5 meses (2 dos quais no Hawaii e 3 na América do Sul), seguindo-se outros 3 meses em que fui trabalhar para um cruzeiro de luxo nas Caraíbas simplesmente pela experiência e aventura. Esta foi a viagem mais transformadora da minha vida, a que reorganizou prioridades e definiu o caminho para uma vida mais equilibrada e satisfatória. Ainda hoje, mantenho contacto regular com pessoas que conheci nessas ocasiões.</p>
<p>Agora, vou parecer suspeita na minha resposta porque esta é a minha área de trabalho, mas acredito honestamente que a dica mais valiosa que posso oferecer é a de zelarmos pela nossa saúde antes da viagem começar, antecipando quaisquer ocorrências que possam surgir. Nada pode ser tão impeditivo de uma viagem bem-sucedida como não nos sentirmos a 100% para desfrutar dela, ou pior, ficarmos doentes a meio.</p>
<p>Por esse motivo, recomendo sempre a Consulta do Viajante, assim como que se façam acompanhar de um Seguro de Saúde que cubra os objetivos da viagem. Concretizando: não faz sentido alguém gastar centenas (milhares?) de euros para ir com a família para um destino de sonho, se passar metade dos dias na cama ou na casa-de-banho. Ou viajar para um destino com incidência importante de casos de malária e pensarmos que só acontece aos outros, ou que os receios e mitos associados aos antimaláricos são mais importantes que uma proteção eficaz. Ou (pior, mas infelizmente real), continuarmos mundialmente a ter casos de turistas que morrem por terem contactos com animais com raiva, não sabendo que a mesma é uma doença mortal, mas que seria facilmente evitável com aconselhamento prévio adequado. A minha dica mais valiosa, e sem dúvida nenhuma a que oferece maior retorno, é, portanto, no sentido de apostar na prevenção e educação deste tipo de situações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hepatites Virais: A participação ativa da sociedade é vital</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/hepatites-virais-a-participacao-ativa-da-sociedade-e-vital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 15:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As hepatites virais são doenças do fígado causadas por diferentes vírus, sendo as principais designadas pelas letras A, B, C, D e E.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por: Mariana Cardoso, Membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)</strong></p>
<p>As hepatites virais são doenças do fígado causadas por diferentes vírus, sendo as principais designadas pelas letras A, B, C, D e E. Cada uma apresenta modos de transmissão, sintomas, tratamentos e medidas preventivas específicos. A hepatite A é geralmente transmitida por ingestão de água ou alimentos contaminados, enquanto as hepatites B e C são frequentemente disseminadas através do contacto com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou de mãe para filho durante o parto. A hepatite D ocorre apenas em indivíduos já infetados com o vírus da hepatite B, e a hepatite E é semelhante à hepatite A, sendo mais comum em determinadas regiões do globo. ​</p>
<p>Os sintomas das hepatites podem variar desde formas assintomáticas até manifestações como fadiga, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), náuseas e dores abdominais. Se não forem devidamente tratadas, algumas formas de hepatite podem evoluir para condições mais graves, como cirrose ou cancro do fígado. ​</p>
<p>A prevenção é fundamental e inclui medidas como a vacinação (disponível para as hepatites A e B), práticas sexuais seguras, não partilhar agulhas ou objetos cortantes e cuidados com a higiene alimentar. É essencial também realizar testes regulares, especialmente para as hepatites B e C, que podem ser assintomáticas durante anos. ​</p>
<p>O Dia Mundial das Hepatites, assinalado a 28 de julho, foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde para aumentar a consciencialização sobre estas doenças e promover o acesso a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento. A data homenageia o nascimento do Dr. Baruch Samuel Blumberg, vencedor do Prémio Nobel pela descoberta do vírus da hepatite B. ​</p>
<p>Em Portugal, têm sido feitos progressos significativos no combate às hepatites virais. Campanhas de sensibilização, programas de vacinação e acesso a tratamentos eficazes têm contribuído para a redução da prevalência destas infeções. Contudo, é crucial manter e reforçar estas iniciativas para alcançar a meta global de eliminar as hepatites virais como uma ameaça à saúde pública até 2030. ​</p>
<p>A participação ativa da sociedade é vital. Informar-se, adotar comportamentos preventivos e incentivar outros a fazê-lo são passos essenciais para controlar a disseminação das hepatites virais. O Dia Mundial das Hepatites serve como um lembrete para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, visando a proteção da saúde individual e coletiva.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Opinião: «Estará o cancro colorretal relacionado com a obesidade?», Rita Gomes de Sousa, gastrenterologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-estara-o-cancro-colorretal-relacionado-com-a-obesidade-rita-gomes-de-sousa-gastrenterologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 08:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Rita Gomes de Sousa, gastrenterologista no Hospital da Luz, membro da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">O cancro colorretal (CCR) é uma doença de elevada incidência e mortalidade, tanto na Europa como no mundo. Em Portugal, é o cancro mais frequente, a segunda causa de morte por cancro e a sexta causa de morte em geral.</span></p>
<p class="x_MsoNormal">O CCR tem múltiplos fatores de risco, alguns dos quais não são modificáveis, tais como o género, a história familiar de cancro e/ou de pólipos colorretais, ou a presença de uma doença inflamatória intestinal. No entanto, outros fatores de risco são modificáveis e estimam-se responsáveis por 70% a 90% dos casos de CCR. Estes fatores estão relacionados com a dieta e o estilo de vida, incluindo o excesso de peso, o sedentarismo, os hábitos tabágicos e alcoólicos, bem como uma alimentação rica em carne processada ou vermelha e pobre em vegetais e frutas – um padrão alimentar também associado à obesidade.</p>
<p class="x_MsoNormal">De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente 650 milhões de adultos com excesso de peso (um índice de massa corporal (IMC) superior a 25 Kg/m2) no mundo. Em Portugal, 67,6% da população apresenta excesso de peso e 28,7% dos adultos entre os 25 e os 74 anos são obesos (IMC ≥ 30 Kg/m2).</p>
<p class="x_MsoNormal">A obesidade é reconhecida como um importante fator de risco para CCR. Em comparação com indivíduos de peso normal, os obesos apresentam um risco aumentado de 7% a 60% de desenvolver CCR, sendo esta associação mais forte para o cancro do cólon do que para o reto. A relação é direta e independente: por cada aumento de 2 kg/m² no IMC, o risco de CCR sobe em 7%. Este risco é mais acentuado no sexo masculino: por cada aumento de 5 kg/m² no IMC, o risco de CCR aumenta 24% nos homens e 9% nas mulheres. Importa destacar que este aumento de risco se inicia precocemente, estando já presente em crianças obesas aos 7 anos e em jovens adultos.</p>
<p class="x_MsoNormal">O risco de CCR está particularmente associado à gordura visceral, avaliada sobretudo pela gordura intra-abdominal: cada aumento de 2 cm na circunferência da cintura traduz-se num acréscimo de 4% no risco de CCR.</p>
<p class="x_MsoNormal">A relação fisiopatológica entre obesidade e cancro é complexa e multifatorial, envolvendo: desregulação metabólica (como a resistência à insulina), inflamação sistémica crónica de baixa intensidade e alterações hormonais. Acredita-se também que a microbiota intestinal desempenhe um papel relevante nesta associação.</p>
<p class="x_MsoNormal">O tratamento do CCR em indivíduos obesos apresenta desafios técnicos adicionais, nomeadamente na abordagem cirúrgica. Além de aumentar a incidência da doença, a obesidade está também associada a maiores taxas de recorrência e mortalidade. Indivíduos com IMC mais alto e maior quantidade de gordura visceral apresentam uma sobrevida global inferior. Ademais, a mortalidade por CCR cresce progressivamente com o número de fatores do síndroma metabólico presentes, tais como a diabetes mellitus, a hipertensão arterial ou a dislipidemia, frequentemente associados à obesidade.</p>
<p class="x_MsoNormal">Destaca-se ainda a obesidade sarcopénica, caracterizada pela redução da massa muscular esquelética em indivíduos obesos, uma condição de particular gravidade no contexto oncológico, associada a pior prognóstico e que requer um diagnóstico precoce.</p>
<p class="x_MsoNormal">Felizmente, estudos recentes demonstraram que a cirurgia bariátrica com perda de peso sustentada reduz o risco de CCR, evidenciando que esta relação de risco pode ser modificada.</p>
<p class="x_MsoNormal">Assim, é imperativo atuar precocemente, promovendo estilos de vida e hábitos alimentares saudáveis desde a infância, como estratégia fundamental para reduzir a incidência e mortalidade não só por CCR, mas também por todas as doenças associadas à obesidade.</p>
<p class="x_MsoNormal">O Mês da Saúde Digestiva é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Saiba mais em <a title="http://www.saudedigestiva.pt" href="http://www.saudedigestiva.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-auth="NotApplicable">www.saudedigestiva.pt</a> .</p>
<p class="x_MsoNormal">
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: «O impacto das redes sociais na saúde mental», Cátia Silva, psicóloga clínica</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-o-impacto-das-redes-sociais-na-saude-mental-catia-silva-psicologa-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 08:30:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Cátia Silva, Psicóloga Clínica e Supervisora pela Ordem dos Psicólogos Portugueses</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia <b>30 de junho</b> assinala-se o <b>Dia Mundial das Redes Sociais,</b> uma data que celebra a forma como o mundo mudou nas últimas décadas. Comunicar tornou-se imediato. Nunca estivemos tão ligados como na atualidade, aproximando-nos de quem estava longe. Mas, as redes sociais não mudaram apenas a comunicação. Mudaram também a forma como nos vemos, como nos comparamos, como sentimos e como nos relacionamos.</p>
<p>As redes sociais fazem parte da nossa vida, mas o seu uso excessivo ou desregulado está a deixar marcas reais, sobretudo entre a população mais jovem. Ansiedade, insónia, baixa autoestima, dependência emocional, dificuldades de concentração, sensação de solidão&#8230; tudo isto pode estar diretamente ligado ao que acontece por trás de um simples scroll. Estudos demonstram que o uso prolongado das redes (mais de 2 horas por dia) está associado a maiores níveis de ansiedade e sintomas depressivos, especialmente em adolescentes. O fenómeno do FOMO (Fear of Missing Out), ou seja o medo de estar a perder algo, intensifica a sensação de exclusão e dependência emocional das redes.</p>
<p><b><u>A comparação e a desconexão da realidade</u></b></p>
<p>Vivemos rodeados de vidas aparentemente perfeitas: corpos esculturais, viagens de sonho, rotinas inspiradoras. A comparação é inevitável e, muitas vezes, injusta. Comparamo-nos com versões filtradas e editadas de outras pessoas, o que alimenta sentimentos de insuficiência, frustração e tristeza. E, pouco a pouco, vamos sentindo que nunca somos ou temos o suficiente.</p>
<p><b><i>Quando nos comparamos, também nos desconectamos de quem somos. E essa desconexão afeta não só o humor como também a imagem que temos de nós próprios. Filtros, ângulos perfeitos e correções digitais criam padrões de beleza quase inatingíveis. Principalmente em adolescentes e mulheres, a exposição diária a estas imagens, pode levar a uma baixa autoestima e a uma relação profundamente frágil com o próprio corpo levando a distúrbios alimentares como anorexia e bulimia.</i></b></p>
<p>As redes sociais foram desenhadas para nos prender e fazem-no com uma eficácia assustadora. O scroll infinito, os likes, as notificações, os vídeos curtos, tudo isso ativa o sistema de recompensa do cérebro, criando assim padrões de uso semelhantes aos dos vícios comportamentais. O problema? Temos uma sociedade que vive distraída, com o foco fragmentado e uma crescente dificuldade em manter conversas, estudar ou até descansar.</p>
<p><b><i>Vivemos a correr, mas sem presença. Sempre conectados, mas muitas vezes ausentes de nós próprios. E quando a presença se perde, a qualidade das relações também muda. Apesar de estarmos constantemente ligados, muitos sentem-se emocionalmente isolados. As interações online, embora abundantes, são na sua grande maioria superficiais. E quando substituem o contacto presencial, aumentam os sentimentos de solidão e desconexão.</i></b></p>
<p><b><u>O jovens são os mais afetados</u></b></p>
<p>Estudos apontam que, os jovens que usam redes sociais em excesso, relatam maior sensação de exclusão e menor satisfação nas suas relações reais. O cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento. O córtex pré-frontal, responsável pelo controlo emocional e pela tomada de decisões, só atinge a maturidade por volta dos 25 anos. Isto torna os jovens mais vulneráveis à impulsividade, à comparação social e à procura de validação externa.</p>
<p>Entre 2010 e 2019, os casos de depressão entre adolescentes aumentaram 52% nos EUA, coincidindo com a massificação das redes sociais. Os números não mentem. O impacto existe e precisa ser falado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><u>É possível criar uma relação equilibrada com as redes sociais?</u></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar dos riscos, as redes sociais também trouxeram oportunidades únicas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Promoveram comunidades de apoio para quem se sente isolado (grupos de saúde mental, maternidade, luto, burnout).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Aproximaram o conhecimento científico das pessoas, tornando a psicologia, o autocuidado e a saúde mental mais acessíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Conectaram famílias, amigos e profissionais em tempo real, independentemente da distância.</p>
<p>&#8211; E, em muitos casos, inspiraram mudanças de vida positivas, com partilhas genuínas, educação emocional e empatia digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As redes sociais não são boas ou más por si só. O impacto depende de como as usamos e do quanto nos conhecemos ao usá-las.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><u>Como podemos então usar de forma mais saudável as redes sociais? Aqui ficam algumas estratégias simples:</u></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>1 &#8211; Defina limites de tempo:</b> use ferramentas que controlam o tempo de ecrã. Idealmente, limite o uso pessoal a 1–2 horas por dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>2 &#8211; Crie zonas livres de ecrã:</b> evite usar o telemóvel na cama, durante as refeições ou ao acordar. São momentos de presença, e não de distração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>3 &#8211; Faça uma “limpeza” digital regular:</b> silencie ou deixe de seguir perfis que estimulem a comparação ou façam sentir inferior. O seu feed deve inspirar, não pressionar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>4 &#8211; Substitua o scroll por pausas conscientes</b>: quando der por si a deslizar o dedo automaticamente, pare, respire e pergunte-se “O que estou mesmo a precisar agora?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>5 &#8211; Faça detoxes digitais pontuais:</b> estipule um dia por semana sem redes ou um fim de semana por mês. Estes momentos vão ajudar a reconectar consigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste Dia Mundial das Redes Sociais, use o digital de forma consciente. A tecnologia deve servir-nos, não aprisionar-nos. Cuide da sua presença online mas, acima de tudo, cuide da sua presença real. A sua saúde mental agradece.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Opinião: «Dia Mundial do Vitiligo, importa desmistificar que a doença não é contagiosa», Marta Ribeiro Teixeira, dermatologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-dia-mundial-do-vitiligo-importa-desmistificar-que-a-doenca-nao-e-contagiosa-marta-ribeiro-teixeira-dermatologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 08:58:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Marta Ribeiro Teixeira, dermatologista</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O vitiligo é uma doença de pele crónica que se caracteriza por manchas despigmentadas (brancas). Estas têm bordos bem delimitados, podem aparecer em qualquer zona do corpo e em qualquer idade. Agravam caracteristicamente no verão, devido à maior pigmentação da pele circundante com a exposição solar (efeito de contraste).</p>
<p>É uma patologia em que o sistema Imunitário ataca os melanócitos, células responsáveis pela produção do pigmento que dá cor à pele, levando à despigmentação de determinadas áreas de pele.</p>
<p>Apesar de qualquer parte do corpo poder ser afetada nesta patologia, existem locais mais frequentemente afetados. Fatores como trauma físico, exposição solar ou fricção podem também influenciar esta predisposição preferêncial de determinadas regiões corporais. Os locais mais frequentemente afetados são as religiões ao redor dos olhos e da boca, dedos e dorso das mãos, cotovelos, joelhos, tornozelos, virilhas e região genital.</p>
<p>De referir que, quando são afetadas zonas corporais com pelo ou cabelo, estes podem ficar brancos precocemente (como cabelo, cílios, sobrancelhas e barba).</p>
<p>É uma doença autoimune, na qual o sistema imunitário é ativado no sentido de destruir os próprios melanócitos. Além de fatores genéticos, sabe-se que traumatismos e stress físico e emocional poder ser contribuir para o aparecimento desta patologia. Não é de todo contagiosa. Em grande parte dos casos tem uma componente hereditária.</p>
<p>O diagnóstico é geralmente clínico, ou seja, com base na história clínica e no exame físico. As lesões são, na grande maioria dos casos, muito características permitindo o diagnóstico. Em alguns casos podemos recorrer à luz de Wood (lâmpada azul usada por dermatologistas) e à biópsia para ajudar a fazer ou excluir o diagnóstico. Na altura do diagnóstico são feitas também análises clínicas para excluir a presença de outras patologias autoimunes concomitantes.</p>
<p>O tratamento vai depender de diversos fatores: idade do paciente, tempo de evolução das lesões, localização das mesmas, área total corporal atingida e presença de comorbilidades. É importante recorrer a uma consulta de dermatologia o mais cedo possível após o aparecimento das lesões para estabelecer o diagnóstico, fazer exames complementares eventualmente necessários e estabelecer um plano terapêutico. De recordar que estes pacientes têm um aumento do risco de cancro de pele nas áreas despigmentadas. Por este motivo, a fotoproteção eficaz é fundamental e transversal a qualquer abordagem terapêutica.</p>
<p>Existem várias opções terapêuticas. A sua escolha vai depender dos fatores anteriormente mencionados. Na maioria dos casos é necessário combinar diferentes tratamentos. Tratamento disponíveis:</p>
<p>1) Tratamentos tópicos: corticosteroides, inibidores de calcineurina (tacrolimus e pimecrolimus) e análogos da Vitamina D (ex.: calcipotriol). Uma palavra especial para os inibidores de JAK tópicos – ruxolitinib (Opzelura): aprovado nos EUA e em diversos países na Europa para vitiligo não segmentar. Estudos mostram até 50-75 % de repigmentação sobretudo nas lesões faciais ao final de 6 meses. De lamentar profundamente que ainda não esteja disponível em Portugal. Muito bem tolerado, boa eficácia. Desvantagens: preço muito elevado, menor eficácia por exemplo nos membros e pode causar em alguns casos irritação na pele.</p>
<p>2) Fototerapia: UVB de banda estreita (NB-UVB): são necessárias 3 sessões semanais durante 6 a 12 meses ou PUVA (psoraleno + UVA). Desvantagem: não pode ser usado a longo prazo, sob pena de aumento do risco de cancro de pele.</p>
<p>3) Tratamentos sistêmicos:</p>
<p>&#8211; Corticosteroides em pulso oral: ajudam a estabilizar vitiligo em caso de rápida progressão. Desvantagens são o facto de apenas poderem ser usados por curtos períodos de tempo sob pena de efeitos secundários característicos desta classe de fármacos.</p>
<p>&#8211; Imunossupressores como metotrexato, ciclosporina, azatioprina. Desvantagens: baixa eficácia, efeitos secundários típicos dos imunossupressores.</p>
<p>Inibidores de JAK orais (ritlecitinibe, upadacitinibe): ainda não aprovados, mas vários estudos em curso. Prometem ser eficazes. Desvantagens: preço muito elevado e potenciais efeitos secundários inerentes à imunossupressão.</p>
<p>4) Outras opções: Transplante de melanócitos ou enxertos de pele, laser, microagulhamento com ou sem aplicação simultânea de fármacos (drug-delivery), camuflagem.</p>
<p>É uma patologia crónica e sem cura até à data.</p>
<p>Apesar de o risco de cancro de pele estar aumentado nestes pacientes, o vitiligo é uma patologia que não põe em causa a saúde “física” dos pacientes afetados. Contudo, pacientes com vitiligo, sobretudo em áreas expostas como mãos e rosto ou áreas sensíveis como os genitais, sofrem diariamente estigmatização por parte da sociedade. Isto tem um enorme impacto na autoestima e qualidade de vida das pessoas afetadas. Estudos mostram que o vitiligo tem um grande impacto, não só na vida pessoal e social, mas também profissional do afetados. Há uma enorme prevalência de depressão e de ansiedade neste grupo de pacientes. Além disso, pacientes com vitiligo reportam evicção social e dificuldades em encontrar parceiros.</p>
<p>Podemos combater o estigma social ainda associado às manchas com campanhas de sensibilização e informação, aumentando a literacia na sociedade sobre esta patologia.</p>
<p>Figuras públicas, sobretudo no mundo da moda (em que muito se valoriza a imagem), que mostram com orgulho o seu corpo e são muito bem sucedidas naquilo que fazem são uma enorme ajuda no combate ao preconceito.</p>
<p>Há muito ainda a fazer para aumentar a literacia dos portugueses nesta questão e combater o preconceito.</p>
<p>O mito que importa desmistificar é que a doença não é contagiosa. Esse é o principal mito que temos de combater.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «O tratamento do vaginismo só é eficaz quando cuida também da dimensão emocional da mulher»,  Catarina Marques, ginecologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-o-tratamento-do-vaginismo-so-e-eficaz-quando-cuida-tambem-da-dimensao-emocional-da-mulher-catarina-marques-ginecologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 09:35:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Catarina Marques. ginecologista e especialista em medicina da reprodução na Clínica IVI Lisboa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sentir dor intensa ou frequente durante as relações sexuais não deve ser considerado normal. Quando o desconforto é recorrente ou impede a penetração, é essencial investigar a causa com apoio especializado. Uma das possíveis explicações para esse quadro é o vaginismo, uma disfunção sexual que provoca contrações involuntárias dos músculos do pavimento pélvico em redor da vagina, que dificulta ou inviabiliza a penetração vaginal.</p>
<p>Para mulheres em idade fértil que desejam engravidar, o diagnóstico pode representar um obstáculo real, mas não é intransponível. Com o acompanhamento adequado, é possível encontrar um caminho bem-sucedido para concretizar o sonho da maternidade. A abordagem deve incluir tratamento especializado, apoio emocional e psicológico e, se for necessário, métodos alternativos de conceção. Ou seja, o tratamento do vaginismo só é eficaz quando trata também a dimensão emocional da mulher.</p>
<p>O tratamento deve ser estruturado e orientado por uma equipa multidisciplinar. O diagnóstico do vaginismo baseia-se numa avaliação clínica cuidadosa, complementada por escuta ativa e, em alguns casos, exames complementares. O plano terapêutico pode incluir fisioterapia do pavimento pélvico, terapia cognitivo-comportamental, uso de dilatadores vaginais e, em situações específicas, a aplicação de toxina botulínica (botox) para aliviar a contração muscular.</p>
<p>O tratamento requer tempo, o envolvimento da mulher e, muitas vezes, a colaboração do parceiro ou parceira. É importante destacar que o vaginismo tem cura e muitas mulheres retomam a sua vida sexual plena após o tratamento, o que pode permitir a conceção natural, desde que não existam outros fatores de infertilidade, sempre com respeito pelo ritmo e pela individualidade de cada mulher.</p>
<p>A par do tratamento, deve ser implementada uma vertente que envolva o cuidado com o impacto emocional e psicológico que esta condição pode provocar.</p>
<p>O vaginismo, na maioria das vezes, não está apenas relacionado com o corpo, mas também com a história emocional e crenças da mulher. Traumas, medo, vergonha, rigidez cultural ou religiosa e ausência de educação sexual adequada podem estar na base do problema. O acompanhamento psicológico é essencial para tratar a disfunção e para restituir a autoestima, o prazer e o bem-estar sexual que possa levar a uma gravidez de forma natural.</p>
<p>Quando a conceção natural não é possível, seja pela persistência do vaginismo ou pela presença de outros fatores de infertilidade, é possível recorrer a métodos alternativos de reprodução. Técnicas como a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro são alternativas viáveis para que o sonho da maternidade se concretize, mesmo quando a relação sexual com penetração não é possível.</p>
<p>Com o tempo e o tratamento adequado, a mulher pode voltar a tentar as relações sexuais e avaliar a possibilidade de uma conceção natural. Caso não seja possível ou se descubra algum fator de infertilidade no casal, as técnicas de reprodução assistida são aliadas importante.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «As redes sociais transformaram a forma como as pessoas se veem e se posicionam no mundo», Alberto Lopes &#8211; neuropsicólogo/hipnoterapeuta</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-as-redes-sociais-transformaram-a-forma-como-as-pessoas-se-veem-e-se-posicionam-no-mundo-alberto-lopes-neuropsicologo-hipnoterapeuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 15:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Alberto Lopes, neuropsicólogo/hipnoterapeuta das Clínica Dr. Alberto Lopes - Psicologia &#038; Hipnose Clínica em Porto, Aveiro e Lisboa</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A aproximação entre pessoas, a visibilidade de causas, a criação de comunidades digitais que nos ajudam a sentir menos sozinhos. Isso é possibilitado pelo admirável mundo digital, mas há uma outra face deste universo — mais silenciosa, mais profunda, e por vezes, mais sombria. E essa face está a afetar de forma direta e preocupante o desenvolvimento dos nossos filhos. Importa perceber que, hoje, em Portugal, adolescentes entre os 12 e os 18 anos passam em média entre 3 a 6 horas por dia nas redes sociais. Em dias não letivos, pasme-se, esse número pode facilmente ultrapassar as 8 horas. Ou seja, cera de 1/3 do dia é vivido nas redes sociais, estamos a falar de um consumo que ocupa uma grande parte do seu tempo útil de vida — tempo esse que poderia estar a ser usado para explorar o mundo, desenvolver competências sociais e emocionais, ao relacionar-se cara a cara, sentir o corpo, sonhar com os olhos fechados. Como pai de três jovens e especialista em saúde mental, a minha maior preocupação não é tanto o tempo gasto no mundo digital. É o impacto emocional e identitário que estas plataformas estão a provocar numa geração ainda em formação.</p>
<p>As redes sociais transformaram a forma como os jovens se veem e se posicionam no mundo. A pressão para parecer feliz, interessante, bem-sucedido está em todo o lado. Os filtros digitais corrigem imperfeições, os likes funcionam como recompensas emocionais e os comentários substituem as conversas reais. Estamos a assistir a um fenómeno perigoso de substituição da auto-observação pela observação social. O jovem deixa de se perguntar: “Como me sinto hoje?” e passa a pensar: “Como é que me vão ver se eu publicar isto?”. Eles estão tão ocupados a partilhar a vida nas redes sociais que se esquecem de vivê-la. O resultado é uma desconexão interna — a perda do contacto com o corpo, com as emoções verdadeiras, com o que está por dentro. Um exemplo, em consultório em contexto de terapia, verificamos com frequência a pressão social dos grupos e o pensamento automático de que “não sou suficiente”. E é este pensamento que se alimenta da comparação constante que as redes sociais alimentam.</p>
<p>Quando um adolescente vê centenas de imagens de sucesso, beleza, viagens e sorrisos, o seu cérebro começa a construir a crença de que está sempre a falhar em alguma coisa. Essa crença, muitas vezes silenciosa, vai corroendo a autoestima, sem que os pais se apercebam. Devido ao excesso de estímulo digital, a mente já não consegue parar. São vários os estudos que chama a atenção para o impacto na saúde mental. Jovens que chegam aos consultórios de médicos e psicólogos com insónias, agitação constante, pesadelos recorrentes, dificuldade em concentrar-se, sensação de vazio. Porquê? Por que a mente deles está saturada de sons, imagens, notificações, e a alma… vazia. Durante sessões com hipnoterapia, mergulhamos muitas vezes em camadas mais profundas da mente, e lá encontramos, quase sempre, um medo central: o medo de não serem suficientes, de não pertencerem, de não serem vistos. E não é que os pais estejam ausentes. Muitos estão presentes fisicamente, mas estão longe emocionalmente. E o adolescente procura fora — nas redes, nos vídeos, nos likes — aquilo que devia encontrar no olhar dos pais, a presença: atenção, validação, segurança. Recordo que numa consulta com uma adolescente que me disse, com uma maturidade desarmante: &#8220;Sinto que existo mais no telefone dos outros do que na minha própria vida.&#8221; Essa frase ficou-me gravada. Ela não estava apenas viciada em redes sociais. Ela tinha deslocado o centro da sua identidade para o olhar alheio. Quer isto dizer que ela vivia através do reflexo que os outros lhe devolviam, perdendo-se, aos poucos, de si mesma.</p>
<p>A qualidade do sono e a ausência de descanso</p>
<p>Outro aspeto crucial é a higiene do sono. A exposição à luz azul dos ecrãs — especialmente à noite — interfere com a produção de melatonina, comprometendo o sono profundo e reparador. O cérebro permanece em estado de alerta, especialmente quando é exposto a conteúdos emocionalmente intensos: jogos, vídeos violentos, desafios virais, discussões online ou simplesmente a comparação incessante com os outros. E sem sono de qualidade, não há saúde emocional possível. A privação de sono acentua irritabilidade, impulsividade, apatia e desregulação afetiva. Muitos pais queixam-se de filhos “preguiçosos” ou “desligados”, mas esquecem-se de perguntar: “Como está a qualidade do sono do meu filho?” E, mais importante ainda: “O que é que ele está a tentar preencher com este uso contínuo das redes sociais?”</p>
<p>Então… o que podemos fazer? A boa notícia é que não estamos impotentes. Há sempre algo que podemos fazer — como pais, como educadores, como sociedade. Mas é preciso agir com consciência, empatia e, sobretudo, pelo exemplo. Gostaria de deixar algumas dicas que podem fazer a diferença no uso salutar das redes sociais pelos jovens:</p>
<p>1. Estabelecer limites claros e coerentes: a maioria das redes sociais define 13 anos como idade mínima para o uso das plataformas digitais, infelizmente a realidade bem diferente, muitos jovens começam antes dos 9 ou 10. Isso é absolutamente precoce pois as competências emocionais nem sequer estão estáveis. A recomendação de grande parte dos especialistas é:</p>
<p>• Nada de redes antes dos 12 anos</p>
<p>• O primeiro telemóvel apenas depois dos 11, e com acesso controlado (controlo parental)</p>
<p>• Uma supervisão ativa pelos cuidadores, não apenas tecnológica, mas sobretudo emocional</p>
<p>Lembrem-se: o limite só funciona se vier acompanhado de vínculo por parte dos pais, nomeadamente através do exemplo.</p>
<p>2. Promover autorreflexão, não controlo: é tentador querer controlar tudo. Mas mais eficaz é ensinar a pensar e a refletir. Nesse sentido, devem os pais e/ou cuidadores incentivar os filhos a fazer perguntas simples:</p>
<p>• “Porque estou a publicar isto?”</p>
<p>• “O que senti ao ver este vídeo?”</p>
<p>Este tipo de questionamento ajuda-os a desenvolver consciência crítica e emocional. Simultaneamente, dá-lhes autonomia e proteção.</p>
<p>3. Dar o exemplo: nunca é demais referir a frase “se as palavras convencem os exemplos arrastam”. Não há moral maior do que o exemplo, ou seja, educar com exemplo, não com discurso ou moral repressiva. Se os filhos veem os pais viciados no telemóvel, se o pai ou a mãe usam constantemente os telemóveis durante as refeições – momentos ideais de partilha e reforço de laços emocionais, os filhos observam e imitam. Naturalmente, vão normalizar esse comportamento. Um conselho, crie momentos sagrados, como as refeições em família, sem ecrãs: à mesa, antes de dormir, durante conversas importantes. Olhe nos olhos. Ouça com atenção. Esteja verdadeiramente presente. Porque, no fim, os filhos aprendem menos com o que dizemos, e mais com o que fazemos.</p>
<p>Também sou pai de três jovens. E é talvez por isso que ouso deixar uma última provocação: Será que o verdadeiro problema está nas redes sociais… ou na ausência de redes emocionais reais? Talvez o que estejamos a viver não seja a causa, mas apenas o</p>
<p>sintoma. Creio, profundamente, que as redes sociais não são o inimigo. São apenas o reflexo de algo mais profundo. O verdadeiro desafio está em reconstruir os laços humanos &#8211; entre pais e filhos, entre irmãos, amigos, professores, entre nós e nós próprios. Porque, por mais avanços digitais que existam, a maior segurança que um jovem pode encontrar, ainda é o amor de quem está verdadeiramente presente. Ousemos estar presentes na vida… dos nossos filhos e na verdade do nosso amor.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Opinião: «Prevenir a doença cerebrovascular pode melhorar a saúde cerebral e a produtividade?», Pedro Miguel Abreu, neurologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-prevenir-a-doenca-cerebrovascular-pode-melhorar-a-saude-cerebral-e-a-produtividade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 08:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Pedro Miguel Abreu, neurologista e membro da Sociedade Portuguesa do AVC</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT" data-olk-copy-source="MessageBody">Os enfartes ou hemorragias cerebrais (Doenças Cerebrovasculares (DCV)), são acontecimentos súbitos que podem ter consequências devastadoras. </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT" data-olk-copy-source="MessageBody">Para além de poderem ocasionar danos físicos, estas doenças podem ainda impactar, de forma menos percetível, mas não menos incapacitante a saúde mental e cognitiva da pessoa que a sofreu. </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT" data-olk-copy-source="MessageBody">A Organização Mundial de Saúde entende a Saúde Cerebral como a manutenção da capacidade do cérebro para funcionar eficazmente em áreas cognitivas, motoras, emocionais e sociais.<sup>1</sup> </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT" data-olk-copy-source="MessageBody">A Saúde Cerebral é, por isso, considerada um pilar fundamental para manter o desempenho cognitivo e funcional, promovendo o bem-estar social, produtividade e a criatividade em todas as fases da vida.<sup>2</sup></span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT">O Défice Cognitivo Vascular (DCV) resulta de lesões vasculares, podendo surgir subitamente após um AVC ou desenvolver-se gradualmente no contexto de doença vascular de pequenos vasos cerebrais.</span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT"> O DCV engloba um amplo espectro de problemas cognitivos, que vão desde simples queixas de memória até à demência, constituindo assim uma séria ameaça à Saúde Cerebral.<sup> 3,4</sup>  </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT">A Comissão Permanente da Lancet sobre a demência, em 2024, revelou que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos/adiados através do controlo de 14 fatores de risco modificáveis. Entre estes, incluem-se alguns com impacto direto na DVC — como a hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, tabagismo, sedentarismo e o consumo excessivo de álcool.<sup>5</sup> </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT">No âmbito do Dia Mundial da Produtividade torna-se crucial, por estas razões, lembrar que investir na prevenção da DVC não só previne o DCV como salvaguarda a Saúde Cerebral, contribuindo para uma vida mais ativa, autónoma e, consequentemente, para o aumento da produtividade individual e coletiva.</span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><b><i><span lang="PT">Referências</span></i></b></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT">1-Página em linha da OMS, consultada em 07/06/2025:  https://www.who.int/health-topics/brain-health#tab=tab_1</span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="EN-US">2- Avan A, Hachinski V; Brain Health Learn and Act Group. Brain health: Key to health, productivity, and well-being. Alzheimers Dement. 2022 Jul;18(7):1396-1407. doi: 10.1002/alz.12478.</span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="EN-US">3- Verdelho A, Wardlaw J, Pavlovic A et al. Cognitive impairment in patients with cerebrovascular disease: A white paper from the links between stroke ESO Dementia Committee. Eur Stroke J. 2021 Mar;6(1):5-17. doi: 10.1177/23969873211000258. </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="EN-US">4- Mok VCT, Cai Y, Markus HS. Vascular cognitive impairment and dementia: Mechanisms, treatment, and future directions. </span><span lang="PT">Int J Stroke. 2024 Oct;19(8):838-856. doi: 10.1177/17474930241279888. </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="EN-US">5- Livingston G, Huntley J, Liu KY  et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission. </span><span lang="PT">Lancet. 2024 Aug 10;404(10452):572-628. doi: 10.1016/S0140-6736(24)01296-0. Epub 2024 Jul 31. PMID: 39096926.</span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT"> </span></p>
<p class="x_x_MsoNormal"><span lang="PT"> </span></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Quando as redes socais afetam o nosso amor próprio», Catarina Lucas, psicóloga</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-quando-as-redes-socais-afetam-o-nosso-amor-proprio-catarina-lucas-psicologa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 14:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Catarina Lucas, psicóloga e diretora do Centro Catarina Lucas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A par do processo de expansão tecnológica, a forma como comunicamos e nos relacionamos alterou-se de forma muito significativa, tornando fácil e rápida a conexão a qualquer pessoa em qualquer local. Apenas com um clique conectamo-nos ao mundo.</p>
<p>A tecnologia veio para ficar e não lhe podemos fugir, por isso, é quase obrigatório que nos ajustemos a ela e que retiremos dela benefícios. As redes sociais desempenham um papel importante até em termos profissionais, sendo um recurso importante na forma como as empresas se relacionam e comunicam com os seus clientes ou até como realizam os seus processos de recrutamento.</p>
<p>Se por um lado, esta facilidade de acesso e comunicação parece ser uma enorme vantagem, permitindo manter laços mesmo quando se está longe ou reviver amizades antigas, por outro lado, parece ter trazido também um vazio, configurando um paradoxo. A socialização e o contacto direto foram gradualmente substituídos pelas conversas, reuniões, jogos e até consultas online. Isto faz com que aparentemente estejamos rodeados de pessoas quando na prática estamos sozinhos e fechados no nosso mundo.</p>
<p>Na população mais jovem, este impacto parece fazer-se sentir ainda com mais intensidade. Têm sido observadas dificuldades no relacionamento interpessoal e na socialização, parecendo existir uma perda de competências nesse domínio. Por exemplo, no campo amoroso e afetivo, quando existe interesse em se aproximar de alguém, usar a via online parece mais fácil, contudo, depois surge a dificuldade em fazer esta aproximação numa situação real. As competências de socialização encontram-se muitas vezes diminuídas, sendo que, as interações virtuais acabam por reforçar a manutenção destes comportamentos de isolamento. Nesta população é comum haver uma rede social com muitos “amigos”, mas na realidade, esse jovem estar muitas vezes isolado.</p>
<p>Além do isolamento, há outro aspeto que tem gerado preocupação e que se prende com a comparação, induzindo nas pessoas um sentimento de inferioridade, motivado pela discrepância entre aquilo que cada um tem ou é e aquilo que é observado nas redes sociais. Este comportamento tem vindo a ser associado a um agravamento de quadros depressivos e de ansiedade, sendo um fenómeno que tem implicações severas na autoestima e no autoconceito das pessoas.</p>
<p>Tendencialmente, a imagem que vemos nas redes sociais é sempre de alegria, festas, férias, pessoas que cumprem treinos, planos alimentares, que fazem yoga, brincam com os filhos, entre tantas outras coisas que nós, por muito que nos esforcemos, não conseguimos sequer ficar perto. Não se trata apenas de pessoas bonitas ou felizes, trata-se também de pessoas que parecem ter tempo para tudo, ser muito saudáveis e disciplinadas, ser altamente motivadas, ter empregos interessantíssimos, ser excelentes pais e ter a casa sempre em dia.</p>
<p>É um mundo que não corresponde à realidade, pois no mundo real os problemas existem, não acordamos arranjados, discutimos com os outros, não temos tempo para cozinhar e muito menos para fazer desporto. Há todo um lote de exigências que as redes sociais nos vendem, como se para sermos bem sucedidos tivéssemos que as cumprir todas e, quando tal não acontece, gera-se um sentimento de culpa, de frustração, de inadequação e de inferioridade. Se não conseguimos ser e fazer aquilo que os outros mostram ser capazes de fazer, então assumimos que algo de errado se passa connosco porque deveríamos ser capazes.</p>
<p>É também nas redes sociais que os discursos motivacionais proliferam, numa positividade tóxica que nos diz que “podemos tudo”, “está nas nossas mãos” ou “com persistência conseguiremos alcançar o sucesso”. Só que o mundo não é assim. Não, não podemos tudo. Não, não conseguimos tudo. Não se trata de limitar ou condicionar os nossos sonhos. Trata-se sim, de algum pragmatismo e realismo. As oportunidades não são as mesmas para todos, não somos todos iguais, não estamos todos no local certo e na hora certa e não temos todos as mesmas aptidões. É importante entender isto para evitar a frustração de algo que não foi alcançado, quando todos nos diziam que “podíamos tudo”.</p>
<p>Vendem-nos ainda discursos que somos a pessoa mais importante, que aquilo que os outros dizem não importa e outras ideias similares, levando-nos a acreditar que sozinhos conseguimos tudo, como se, não fosse na relação com o outro que crescemos e somos amados.</p>
<p>É preciso ter cuidado e bom senso na utilização das redes sociais, porque na realidade cada um escolhe o que coloca nas redes socais e a imagem que quer transparecer aos outros. Lembremo-nos que, muitas dessas imagens são estrategicamente pensadas e construídas para cumprir determinados objetivos. Muitas destas pessoas também têm frequentemente pensamentos difíceis de gerir, sentimentos de solidão mesmo quando estão em grandes eventos e rodeadas de pessoas. No meio de tanta gente e trocariam tudo isso por sentirem que pertencem a um grupo, que os outros se preocupam e que está tudo bem em mostrarem-se tal e qual como são – o mostrar a sua vida nas redes sociais surge com um mecanismo de satisfação imediata pelos likes e comentários elogiosos que elevam a autoestima ou até mesmo como um emprego. Mas, no fim do dia, o vazio torna-se cada vez maior.</p>
<p>A comparação é sempre algo injusto. Injusto na medida em que comparamos a nossa vida apenas num aspeto em específico (o que é mostrado), sem ter em conta todas as outras variáveis e comparamos o nosso pior com o melhor das outras pessoas. A verdade é que nas redes sociais não temos acesso a tudo o que se passa na vida das pessoas. Os seus pensamentos, os seus sentimentos, os seus problemas, as suas dores. Todos temos a nossa história e é rara a partilha do desafio, do que é mais difícil, do que dói.</p>
<p>Assim, é importante alargar a nossa consciência para o que está por detrás do ecrã, compreendendo que as partilhas nas redes sociais são apenas uma parte da história de quem partilha, geralmente a parte que não gera medo e não envergonha.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Tratamentos corporais que ajudam a um emagrecimento saudável», Sofia Carvalho, cirurgiã Plástica e Estética</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-tratamentos-corporais-que-ajudam-a-um-emagrecimento-saudavel-sofia-carvalho-cirurgia-plastica-e-estetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 15:40:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Sofia Carvalho, cirurgiã Plástica e Estética da Clínica Lisbon Plastic Surgery</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Complementar um plano alimentar de emagrecimento com um plano de tratamentos corporais, permite um maior equilíbrio entre o peso perdido e a obtenção de um corpo tonificado e modelado. Desta forma é possível potenciar os resultados, atingir objetivos de forma mais rápida no processo de emagrecimento e redução de volume com melhor tónus cutâneo.</p>
<p>A combinação de um estilo de vida saudável, dieta e exercício físico permite perder gordura de uma forma generalizada. No entanto existem áreas que por razões hormonais e genéticas resistem a este processo de perda de volume. É a chamada gordura localizada e habitualmente é encontrada nos braços, coxas, “coulotte” e flancos. A parte ou partes do corpo onde a gordura é armazenada é altamente influenciada por fatores genéticos, de acordo com estudo recente.</p>
<p>Apesar de oferecer menor risco para a saúde do que a gordura visceral, que possui um comportamento metabólico e hormonal capaz de aumentar o perfil inflamatório do organismo, reduzir a sensibilidade à insulina e aumentar a pressão arterial, a gordura localizada ou gordura subcutânea é mais difícil de ser eliminada. Durante o emagrecimento há diminuição na produção do colágeno (principalmente tipo I) e da elastina. A degradação dessas fibras é a principal causa da flacidez.</p>
<p>Toda as dietas devem considerar a manutenção da massa magra para que os objetivos da perda de gordura sejam atingidos sem causar flacidez. Embora a reposição alimentar ou suplementação possam ajudar na perda de colagénio, muitas vezes revela-se insuficiente. Seja para a gordura localizada resistente à perda de peso, seja para a flacidez associada à redução de volume, existem procedimentos (não invasivos, minimamente invasivos e invasivos) que permitem tratar esta duas condições:</p>
<p><strong>Lipolaser</strong></p>
<p>É a forma mais eficaz de remover a gordura localizada, que permite tratar simultaneamente a celulite e flacidez associada ao emagrecimento. Trata-se de uma tecnologia inovadora</p>
<p>que consiste numa fibra ótica de laser acoplada a uma pequena cânula que permite destruir os adipócitos (células gordas) e removê-los no imediato por aspiração. É uma evolução tecnológica da lipoescultura, mas menos invasiva e com maior capacidade de fazer retração da pele. Em áreas pequenas é feito com anestesia local e áreas grandes com sedação.</p>
<p><strong>Endolaser</strong></p>
<p>O endolaser é um procedimento minimamente invasivo com recurso a uma tecnologia laser de última geração que consiste em microfibras óticas da espessura de um fio de cabelo. Sem incisões ou cortes as microfibras são inseridas debaixo da pele e permitem tratar a flacidez, seja na face, pescoço, pálpebras e/ou corpo. O tratamento é realizado em consultório com anestesia local. É apenas necessária uma única sessão, os resultados são visíveis a partir dos 3 meses, durando cerca de 2 a 3 anos. É, portanto, um tratamento específico para flacidez, podendo adicionalmente tratar pequenas acumulações de gordura.</p>
<p><strong>Radiofrequência Microfracionada</strong></p>
<p>Aliado no tratamento da flacidez temos a radiofrequência fracionada que combina duas tecnologias amplamente usadas (microagulhamento e radiofrequência) para uma estimulação da produção do colagénio. Pode ser usado na face, pescoço e corpo. Uma vez que parte dos resultados se deve à estimulação endógena de colagénio, o efeito é observado após 3 meses do tratamento. Podem ser necessárias 1-3 sessões dependendo de cada caso. Ao contrário de outros procedimentos, o fototipo não influencia a eficácia do tratamento. O procedimento é realizado sob anestesia tópica aplicada 1h antes da sessão, para maior conforto do paciente. Após o tratamento a pele fica rosada e mais áspera, com normalização em menos de uma semana. Durante esse período recomenda-se fotoproteção adequada.</p>
<p><strong>PLASMA FRIO</strong></p>
<p>Procedimento minimamente invasivo revolucionário que utiliza energia sub-dérmica de plasma frio para fazer retração e rejuvenescimento da pele da face e corpo. É uma tecnologia única porque a energia do plasma frio aplicada sob a pele cria uma contração instantânea da pele que melhora ao longos dos meses seguintes. É seguro e comprovada cientificamente a sua eficácia. De acordo com os estudos podemos obter cerca de 80% de retração cutânea numa única sessão.</p>
<p><strong>Ultrassons macro e microfocados</strong></p>
<p>É uma tecnologia 100% não invasiva que permite tratar a flacidez facial e corporal. Adicionalmente permite tratar gordura localizada. O ultrassom microfocado – o mais comum e que atua nas camadas mais profundas da pele – é utilizado para procedimentos no rosto, e têm como objetivo promover um efeito lifting. Já o ultrassom macrofocado– é indicado para o corpo e ajuda a reduzir a flacidez e até 20% da gordura localizada no abdómen e na região interna das coxas. Os tratamentos são rápidos, não exigem período de recuperação entre as sessões e podem ser feitos em qualquer tipo de pele. O número de sessões pode variar de acordo com cada caso, mas os resultados já são visíveis desde a primeira sessão.</p>
<p><strong>Ondas eletromagnéticas e Radiofrequência</strong></p>
<p>Tecnologia não invasiva combinada, baseada em energia eletromagnética de alta intensidade e radiofrequência. A energia eletromagnética de alta intensidade induz contrações musculares supramáximas permitindo aumentar a massa muscular e reduzir a gordura localizada. Este processo de “stress”, obriga o músculo a adaptar-se, resultando no crescimento das fibras musculares e aumento do número de células. Uma sessão de 30 minutos equivale a 20.000 abdominais ou agachamentos. É único procedimento não invasivo do mundo a construir músculo e reduzir gordura indesejada, permitindo uma remodelação corporal. Com apenas 6 a 8 sessões, sem anestesia e sem tempo de recuperação, é possível melhorar visivelmente o contorno e a tonificação na zona tratada.</p>
<p><strong>O tratamento pode ser realizado nas seguintes zonas:</strong></p>
<p>&#8211; Abdómen;</p>
<p>&#8211; Glúteos;</p>
<p>&#8211; Coxas;</p>
<p>&#8211; Braços;</p>
<p>&#8211; Músculos gémeos.</p>
<p>Abdominoplastia / Dermolipectomia</p>
<p>Quando o emagrecimento é muito rápido ou em situações de obesidade e cirurgia bariátrica, a pele não consegue retrair de forma eficaz. Nesses casos, a Cirurgia Plástica pode ajudar com cirurgias que removem o excesso de pele e gordura no abdómen, coxas e braços, as chamadas dermolipectomias. A dermolipectomia mais procurada é a Abdominoplastia que corrige o abdómen com excesso de pele e gordura permitindo melhorar o contorno corporal. Trata-se de uma cirurgia com uma incisão localizada acima do púbis, estrategicamente colocada de forma a ser escondida dentro da linha do biquíni.</p>
<p>Trata-se do procedimento mais eficaz para corrigir a flacidez da pele, permitindo também corrigir o afastamento dos músculos retos abdominais (diástase) que confere ao abdómen um aspeto arredondado e globoso. Esta alteração da musculatura abdominal é frequente após gravidezes ou excesso de peso. A realização deste tipo de cirurgias estéticas deve ser efetuada por um especialista cirurgião plástico e estético reconhecido pela Ordem dos Médicos.</p>
<p><strong>Ondas de Choque</strong></p>
<p>Excelente aliado se o seu foco for reduzir a aparência da celulite, melhorar a textura e aspeto da pele, e perder alguma gordura localizada. As ondas de choque são ondas acústicas de alta intensidade que estimulam a lipólise e a drenagem linfática. Assim conseguimos promover o aumento da circulação sanguínea, melhorar a drenagem linfática e acelerar o processo de produção de colagénio.</p>
<p><strong>Ultrassom multifocal de baixa intensidade</strong></p>
<p>Tecnologia não invasiva exclusiva e patenteada capaz de reduzir o processo inflamatório do corpo, com controle total e ausência absoluta de efeitos colaterais. Distingue-se dos outros procedimentos por apresentar uma ação anti-inflamatória. O estilo de vida atual, o sedentarismo, stress, o consumo de alimentos processados, consumo de tabaco e álcool desenvolvem um estado inflamatório corporal que dificulta a perda de gordura localizada. Graças a ação mecânica suave desta tecnologia, sem efeito térmico, é possível trabalhar a zona sem alterar a temperatura da pele. O estímulo mecânico na membrana celular transforma-se num sinal químico intracelular, que regula o funcionamento da célula. Trata-se, portanto, de uma técnica que permite a reeducação celular. O multifocal permitetrabalhar toda a hipoderme, compactando o tecido adiposo e reduzindo gordura e celulite de forma localizada. Atua também na derme estimulando o colágeno e a elastina.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Correr depois dos 40 anos &#8211; a idade não é uma limitação», Ricardo Vidal, fisioterapeuta</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-correr-depois-dos-40-anos-a-idade-nao-e-uma-limitacao-ricardo-vidal-fisioterapeuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 09:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://foreveryoung.sapo.pt/?p=426678</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Ricardo Vidal, fisioterapeuta, coordenador da Fisioterapia na Clínica Espregueira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida pode ser vista de várias formas, dependendo da perspetiva e do contexto de cada indivíduo. Se, por um lado, é verdade que a corrida ganhou grande visibilidade nos últimos anos, em parte devido às redes sociais, onde muitos partilham os seus treinos, resultados e participações em provas — o que, para muitos, pode ser considerado uma moda —, por outro lado, são os benefícios para a saúde e o bem-estar que estão por detrás da consistência que a torna um estilo de vida. Podemos também assumir que as redes sociais poderão ter este efeito motivacional e impulsionador na adoção de um estilo de vida mais saudável, onde se inclui a atividade física, como é o caso da corrida.</p>
<p>A atividade física em geral, e a corrida em particular, geram imensos benefícios físicos, emocionais e psicossociais que aumentam a qualidade de vida da população. A ciência é clara ao demonstrar melhorias na saúde cardiovascular e no sistema imunitário em praticantes de corrida adequada no seu volume e consistência. O fortalecimento muscular e ósseo, o controlo de peso e o aumento da resistência física são benefícios evidentes do ponto de vista músculo-esquelético que, quando associados a hábitos alimentares equilibrados, aumentam a qualidade de vida e a perceção de bem-estar.</p>
<p>A corrida, por uma via endócrina e hormonal, reduz fenómenos de stress e ansiedade devido ao aumento da produção de endorfinas, conhecidas como &#8216;as hormonas da felicidade&#8217;, combatendo os níveis de cortisol (hormona do stress) e induzindo uma sensação de relaxamento e calma. Existem também benefícios na qualidade do sono, fator importante na recuperação física e mental.</p>
<p>A ideia de que &#8216;não tem corpo para correr&#8217; ou que &#8216;isso é só para jovens&#8217; é muitas vezes fruto de pressões sociais, inseguranças pessoais e falta de aconselhamento por parte de profissionais de saúde e das ciências do desporto. A verdade é que muitas pessoas adultas que começam a correr relatam melhorias significativas na autoestima, no humor e no convívio social, sentindo-se mais confiantes do que nunca. Há cada vez mais exemplos de corredores que começaram depois dos 40 ou 50 anos e participaram até em maratonas, mostrando que a idade não é uma limitação. O que a idade pode aportar são mais riscos para a saúde no ponto de partida para a atividade física. Daí ser justo dizer que alguém que inicie mais tarde deverá solicitar ajuda para uma avaliação médica inicial e a implementação de um plano de treino ajustado a cada indivíduo.</p>
<p>A motivação para iniciar a corrida depois dos 40, na minha opinião, é fundamental, pois é ela que trará consistência. É a consistência e a execução regular e duradoura que aportam todos os benefícios referidos anteriormente. Considero justo que alguém que não tira prazer ou satisfação pessoal da corrida não deva fazê-lo apenas &#8216;porque o médico recomendou&#8217;. Daí ser fundamental que cada pessoa encontre o seu &#8216;sweet spot&#8217; no mundo da atividade física.</p>
<p>Comparativamente ao início mais precoce da corrida, a maturidade de um adulto pode trazer vantagens como maior consciência corporal e mental, objetivos mais sustentáveis, perceção de maior impacto na saúde e uma maior capacidade de adesão à corrida. Resumidamente, uma visão sobre a corrida com maior ênfase na saúde e menos na vertente competitiva.</p>
<p>Os contras existem, como em qualquer outra atividade física, contudo, são perfeitamente modificáveis com a devida gestão dos fatores de risco. As consequências estarão sempre relacionadas com esses mesmos fatores, que, quando previamente identificados, podem ser controlados. Um exemplo prático é o que pode acontecer com a sobrecarga de treino (overtraining): um indivíduo que nunca correu e, no primeiro contacto com a corrida, realiza cinco quilómetros, tem maior probabilidade de desenvolver uma lesão articular do joelho. No entanto, o fator causal não foi a corrida isoladamente, mas sim a sua prática numa &#8216;dose&#8217; desajustada ao indivíduo.</p>
<p>Uma pessoa com 40 anos deverá ter sempre uma preocupação extra com a sua saúde cardiovascular em particular e a saúde músculo-esquelética no geral. Considero fundamental adotar as seguintes recomendações para reduzir o risco de complicações associadas à corrida:</p>
<p>• Avaliação médica e, se possível, com um fisiologista do exercício</p>
<p>• Treino progressive</p>
<p>• Fortalecimento muscular</p>
<p>• Mobilidade articular</p>
<p>• Descanso e qualidade do sono</p>
<p>• Hidratação e alimentação adequadas.</p>
<p>A frequência, o volume e a intensidade da corrida não devem ser iguais para todos os indivíduos nesta faixa etária. O plano semanal deverá ser ajustado segundo o princípio da individualização. De forma generalizada, deverá ser sempre progressivo, tendo também em conta o índice de massa corporal. Um plano semanal pode iniciar-se com uma frequência de 2 a 3 vezes por semana em dias intercalados, com períodos alternados de corrida ligeira (1 minuto) e caminhada (2 minutos), num volume total de 20 a 30 minutos durante as primeiras duas semanas. Nas semanas seguintes, deverá progredir se as sensações forem boas. Quanto ao equipamento, o uso de calçado adequado e de um relógio com monitor de ritmo cardíaco parece ser o mais importante, sendo ambos facilmente adquiridos com ajuda profissional e de baixo custo, comparativamente a outros desportos.</p>
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		<item>
		<title>Opinião: «Influencers e apostas online, quando o entretenimento vende ilusão», Cristina Judas, educadora financeira</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-influencers-e-apostas-online-quando-o-entretenimento-vende-ilusao-cristina-judas-educadora-financeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 16:54:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro & Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opini<br />
ao de Cristina Judas, educadora financeira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="253" data-end="645">Nos últimos anos, as apostas online transformaram-se numa presença constante nos media e nas redes sociais. De atores famosos a influenciadores digitais, muitos emprestam a sua imagem para promover plataformas de jogo que prometem diversão, prémios fáceis e até apoio a causas sociais. Contudo, por trás deste brilho sedutor, esconde-se um fenómeno que merece uma análise séria e responsável.</p>
<p data-start="647" data-end="1071">Cristina Judas, educadora financeira infantil e fundadora da Hey!Möney, alerta para os efeitos negativos desta exposição constante: “A normalização da ideia de que o dinheiro pode ser ganho sem esforço mina os fundamentos da educação financeira e cria uma relação tóxica com o dinheiro desde cedo.” Esta mensagem distorcida pode afetar especialmente os mais jovens, que estão em fase de construção de hábitos e mentalidades.</p>
<p data-start="1073" data-end="1451">Os números confirmam esta tendência preocupante. Em Portugal, a indústria das apostas online registou um crescimento de 42,1% em receita bruta no último ano, alcançando 323 milhões de euros. Mais de 4,7 milhões de registos foram feitos nas plataformas, sendo que um terço dos novos jogadores tem entre 18 e 24 anos — precisamente o público mais influenciado pelas redes sociais.</p>
<p data-start="1453" data-end="1809">A promoção destes jogos por celebridades é cuidadosamente orquestrada. Estética cuidada, narrativas envolventes e, por vezes, a ligação a causas sociais são usados para transmitir uma imagem positiva e sedutora do jogo. No entanto, como alerta Cristina Judas, “estes rostos vendem uma ilusão, e quando essa ilusão se desfaz, o impacto pode ser devastador.”</p>
<p data-start="1811" data-end="2127">Os mais vulneráveis — adolescentes, jovens adultos e famílias em dificuldades — são os que mais sofrem com esta normalização. O Brasil, país onde a aposta online está mais avançada, já enfrentou ações judiciais contra influenciadores que promoveram estas plataformas, com consequências sérias para muitos seguidores.</p>
<p data-start="2129" data-end="2510">Mas não são apenas os adultos que estão em risco. As crianças, embora ainda não apostem, absorvem mensagens perigosas sobre dinheiro e sorte, que podem condicionar para sempre a sua relação com o dinheiro. Segundo dados recentes, o número de pessoas que pediram autoexclusão por problemas relacionados com o jogo aumentou 36% num ano, demonstrando o impacto social desta realidade.</p>
<p data-start="2512" data-end="2796">É urgente que as autoridades atuem com medidas claras: regulamentar a publicidade nas redes sociais, aplicar sanções a campanhas que promovam o mito do “dinheiro fácil” e incentivar influenciadores e marcas a assumirem responsabilidade social, protegendo especialmente os mais jovens.</p>
<p data-start="2798" data-end="3064">A educação financeira começa muito antes da primeira mesada — começa nas mensagens que os nossos filhos e jovens consomem diariamente. Se não houver uma intervenção eficaz, o custo social será elevado e invisível para muitos, mas devastador para quem o vive na pele.</p>
<hr data-start="3066" data-end="3069" />
<p data-start="3071" data-end="3315">Este artigo pretende alertar para um problema real e atual, destacando a importância de uma educação financeira sólida e de uma regulação ética, para garantir que o futuro das próximas gerações seja construído com responsabilidade e equilíbrio.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Qual é a relação entre a obesidade e a doença do refluxo gastroesofágico?», Alexandre Ferreira, gastrenterologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-qual-e-a-relacao-entre-a-obesidade-e-a-doenca-do-refluxo-gastroesofagico-alexandre-ferreira-gastrenterologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 13:17:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Alexandre Ferreira, gastrenterologista no Hospital da Luz, membro da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span data-olk-copy-source="MessageBody">A obesidade é uma doença crónica complexa em crescimento, que afeta cerca de 29% da população adulta em Portugal. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é igualmente uma patologia frequente, com uma prevalência de 20%. A DRGE é caracterizada por sintomas como regurgitação, ardor ou dor torácica, relacionados com a passagem excessiva de conteúdo gástrico para o esófago.</span></p>
<p>A obesidade e o excesso de peso constituem um importante fator de risco para a DRGE, tendo estudos epidemiológicos demonstrado uma prevalência, nesta população, de 40 a 60%. Este grupo de doentes tem também risco aumentado de complicações associadas ao refluxo, como a esofagite erosiva, o esófago de Barrett e o cancro do esófago.</p>
<p>A relação entre obesidade e DRGE é complexa e multifatorial. Fatores como a dieta, o sedentarismo, o microbioma e a predisposição genética podem desempenhar papéis importantes no desenvolvimento de ambas as condições. Além disso, a presença de DRGE pode agravar o quadro de obesidade, uma vez que os sintomas podem levar a alterações no comportamento alimentar e estilo de vida.</p>
<p>A obesidade abdominal, em particular, parece contribuir diretamente para a DRGE por mecanismos anatómicos e hormonais que resultam no aumento da pressão intra-abdominal, maior relaxamento do esfíncter esofágico inferior, atraso no esvaziamento gástrico e alterações na produção de ácido pelo estômago.</p>
<p>O tratamento da DRGE nos doentes com obesidade é desafiante e deve incluir, para além da medicação (inibidores da produção de ácido), estratégias de controlo do peso e da composição corporal e alterações comportamentais específicas.</p>
<p>A perda de peso tem mostrado benefícios consistentes na redução dos sintomas da DRGE. Alterações na dieta, aumento da atividade física, medicação e, em casos selecionados, abordagem endoscópica e/ou cirúrgica, podem contribuir para a melhoria do quadro clínico, tanto do refluxo como da própria obesidade.</p>
<p>O Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção Geral de Saúde, promove a adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de atividade física, visando a prevenção e controlo da obesidade e das suas complicações, incluindo a DRGE. Estas medidas são fundamentais e os profissionais de saúde têm um papel crucial na sua implementação, devendo agir numa relação de proximidade com a população.</p>
<p>Em conclusão, a obesidade é um importante problema de saúde pública e um fator de risco significativo para o desenvolvimento e complicações da DRGE. A abordagem terapêutica eficaz deve incluir promoção de hábitos de vida saudáveis, estratégias de perda de peso (incluindo medicação, intervenções endoscópicas e cirúrgicas) e controlo de sintomas de refluxo. A divulgação dos riscos associados à obesidade e a implementação de políticas públicas junto da população são essenciais no combate a esta patologia em Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mês da Saúde Digestiva é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.</p>
<p>Saiba mais em <a title="http://www.saudedigestiva.pt" href="http://www.saudedigestiva.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-auth="NotApplicable">www.saudedigestiva.pt</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Mitos que importa esclarecer sobre exercício físico e queda de cabelo», Carlos Portinha, diretor Clínico do Grupo Insparya</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-mitos-que-importa-esclarecer-sobre-exercicio-fisico-e-queda-de-cabelo-carlos-portinha-diretor-clinico-do-grupo-insparya/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 08:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Carlos Portinha, Diretor Clínico do Grupo Insparya</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe alguma relação entre o desporto e a queda de cabelo ou a alopecia?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A prática regular de exercício físico não provoca queda de cabelo — pelo contrário, pode até beneficiar a saúde capilar. O desporto melhora a circulação sanguínea e a oxigenação do couro cabeludo, fortalecendo os folículos capilares e promovendo um crescimento capilar mais saudável. Além disso, ajuda a reduzir os níveis de stress, um dos principais fatores associados à queda de cabelo, uma vez que o stress eleva o cortisol — hormona que afeta negativamente os folículos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E o excesso de exercício, pode ser prejudicial para o cabelo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sim, em alguns casos. A prática excessiva de exercício, sobretudo se for acompanhada por uma nutrição deficiente e falta de descanso, pode gerar um stress fisiológico elevado. Isto leva a um aumento do cortisol e pode prejudicar o equilíbrio hormonal, provocando carências nutricionais que, em pessoas predispostas, agravam a queda de cabelo. Já o exercício moderado, aliado a uma dieta equilibrada e uma boa qualidade de sono, tende a ter um impacto positivo na saúde capilar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A creatina pode acelerar a queda de cabelo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação entre a creatina e a queda de cabelo tem sido alvo de debate. Um estudo de 2009 indicou que a suplementação com creatina pode aumentar os níveis de di-hidrotestosterona (DHT), uma hormona ligada à alopecia androgenética. No entanto, as evidências disponíveis não são conclusivas: embora a creatina possa elevar ligeiramente os níveis de DHT, não há provas de que cause diretamente a queda de cabelo. Em indivíduos com predisposição genética para a alopecia androgenética, esse aumento pode acelerar o processo, mas a creatina não é uma causa direta ou universal de queda capilar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O excesso de proteínas pode provocar calvície?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há evidência científica robusta que comprove que uma ingestão elevada de proteínas ou de batidos proteicos cause calvície. No entanto, alguns desses batidos contêm aditivos como creatina ou precursores hormonais que, em pessoas predispostas, podem agravar a queda de cabelo. Uma dieta rica em proteínas, desde que equilibrada e sem exageros em suplementos hormonais, é benéfica para a saúde capilar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deve-se lavar o cabelo sempre depois de fazer exercício físico?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sim. Após o exercício, é importante remover o suor e as toxinas do couro cabeludo para evitar irritações e manter o equilíbrio do microbioma capilar. Lavar o cabelo após treinar ajuda a preservar a saúde do couro cabeludo. O ideal é utilizar um champô suave, adequado a lavagens frequentes, como o NutriPlus da Insparya.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Stress, um dos maiores inimigos dos tempos de hoje», Magda Moita, enfermeira</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-stress-um-dos-maiores-inimigos-dos-tempos-de-hoje-magda-moita-enfermeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 10:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas & Truques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Magda Moita, enfermeira na Clínica Pilares da Saúde</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos num mundo cada vez mais acelerado, onde a pressão no trabalho, na vida pessoal e as exigências sociais se acumulam diariamente. O stress tornou-se um dos maiores problemas de saúde mental da atualidade e perante este cenário, torna-se cada vez mais importante a regulação destes níveis elevados de stress. Para tal, existem algumas técnicas eficazes e acessíveis para promover o bem-estar e reduzir significativamente os níveis de stress. Entre elas destacam-se a meditação e o grounding.</p>
<p>A meditação é uma prática milenar, presente em diversas tradições culturais e espirituais, que consiste em treinar a mente para manter o foco, a atenção plena e o estado de consciência no momento presente. Ao contrário do que muitos pensam, meditar não exige longos períodos ou posturas complexas. Bastam alguns minutos por dia de atenção consciente para que o corpo e a mente comecem a colher os devidos benefícios.</p>
<p>Estudos científicos demonstram que a meditação regular reduz a produção de cortisol, a principal hormona responsável pela resposta ao stresse. Além disso, fortalece áreas do cérebro associadas ao controlo emocional, como o córtex pré-frontal e melhora a conexão entre diferentes regiões cerebrais. Desta forma, a prática favorece respostas mais equilibradas a situações stressantes, diminui a ansiedade, contribui para uma maior clareza mental, otimiza o sistema imunitário e melhora a qualidade do sono.</p>
<p>Além dos efeitos fisiológicos, a meditação oferece um espaço de pausa e introspeção no meio do caos quotidiano, permitindo desta forma que as pessoas desenvolvam uma relação mais saudável com os seus pensamentos, cultivando assim, a autoestima e a resiliência emocional. Através da meditação, é possível aprender a observar os pensamentos e emoções sem se deixar dominar por eles, o</p>
<p>que gera uma sensação de maior controlo e serenidade interior.</p>
<p>Incorporar a meditação na rotina não requer grandes mudanças. O importante é a consistência e sessões de 5 a 10 minutos diários já fazem uma diferença significativa.</p>
<p>Em resumo, a meditação é uma poderosa aliada na luta contra o stresse. Simples, gratuita e sem efeitos colaterais, oferece um caminho eficaz para quem busca mais equilíbrio emocional e qualidade de vida. Em tempos desafiadores, reservar momentos para meditar é um investimento em saúde e bem-estar que todos podem e deveriam considerar.</p>
<p>“Se terminar a meditação num estado emocional elevado e puder manter esse estado modificado da mente e do corpo durante todo o dia, é melhor preparar-se porque algo incomum vai acontecer no seu mundo.” Joe Dispenza.</p>
<p>Outra técnica para reduzir os níveis de stress é o Grounding ou fundamento da conexão com a realidade.</p>
<p>Também conhecido como enraizamento, é uma prática utilizada para manter ou restaurar o contato com o momento presente e com a realidade, especialmente em situações de stresse, ansiedade ou dissociação. É uma técnica amplamente empregue em contextos terapêuticos, como na psicologia cognitivo-comportamental e na abordagem do trauma, mas também pode ser aplicada no quotidiano por qualquer pessoa que procure um equilíbrio emocional.</p>
<p>Na prática, o grounding envolve o uso consciente dos sentidos e do corpo para reconectar a mente ao momento presente. Exemplos comuns incluem sentir a textura de um objeto nas mãos, colocar os pés em contato direto com o chão e respirar profundamente enquanto direciona o foco nas sensações físicas. Estes exercícios ajudam a interromper ciclos de pensamentos negativos, desorientação ou crises emocionais, encaminhando a pessoa de volta a um estado de autoconsciência e segurança.</p>
<p>Além de ser uma ferramenta eficaz para o bem-estar emocional, o grounding também tem aplicações em contextos espirituais, como na meditação e no mindfulness, onde é utilizado para promover uma presença plena. Independentemente da abordagem, o objetivo central do grounding é simples, ajudar a pessoa a sentir-se mais estável, centrada e conectada à realidade, tanto interna quanto externa.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Dia mundial do dador de sangue, a generosidade salva vidas todos os dias», Sofia Baptista, especialista em Medicina Geral e Familiar</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-dia-mundial-do-dador-de-sangue-a-generosidade-salva-vidas-todos-os-dias-sofia-baptista-especialista-em-medicina-geral-e-familiar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2025 10:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Sofia Baptista, especialista em Medicina Geral e Familiar, Investigadora e Professora Universitária na FMUP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O dia mundial do dador de sangue comemora-se a 14 de junho, uma efeméride instituída em 2004 pela Organização Mundial de Saúde, que assinala a importância da dádiva de sangue e celebra os dadores, cuja generosidade salva vidas todos os dias.</p>
<p>A dádiva de sangue é vital em situações de catástrofe, acidentes, cirurgias e partos, bem como para pessoas com condições de saúde que requerem transfusões regulares, situações de anemia, entre outras doenças.</p>
<p>Pode ser dador de sangue quem cumpra os seguintes critérios: ter idade igual ou superior a 18 anos, ser saudável e ter pelo menos 50 Kg de peso corporal. Antes da dádiva, é efectuada uma breve avaliação por um profissional de saúde. Não necessita de saber de antemão o seu grupo sanguíneo para ser dador. De destacar que todos os tipos de sangue são necessários. Após a primeira dádiva, é determinado o grupo de sangue a que pertence e, por forma a garantir a segurança, são efectuadas ainda análises para detecção de algumas infecções: hepatite B, hepatite C, VIH (vírus da SIDA) e sífilis. Os locais de colheita onde se poderá dirigir encontram-se disponíveis no site www.dador.pt. Todo o processo, desde a</p>
<p>inscrição para a dádiva até a mesma estar concluída, dura em média 30 minutos. É expectável que se sinta bem após a dádiva, devendo, contudo, ter alguns cuidados antes e depois da mesma. Idealmente, deve reforçar a hidratação, bebendo mais líquidos desde o dia anterior à dádiva de sangue, sendo aconselhável evitar exposição prolongada ao sol; deve tomar o pequeno-almoço ou lanche antes de dar sangue, mas evitar uma refeição abundante. Após a dádiva, deve fazer uma refeição leve e manter o reforço de hidratação.</p>
<p>É importante realçar que a dádiva de sangue é um processo seguro, uma vez que todo o material utilizado é esterilizado e usado apenas uma vez, pelo que não há risco de contrair doenças.</p>
<p>A este ponto, se se está a perguntar qual a regularidade com que pode dar sangue, pode fazê-lo de forma periódica – os homens de 3 em 3 meses e as mulheres de 4 em 4 meses. E vai seguramente fazer a diferença: uma dádiva de sangue pode salvar até 3 vidas.</p>
<p>Por vezes, surgem algumas dúvidas, que interessa esclarecer. Se está grávida, não poderá dar sangue, devendo aguardar pelo menos 6 meses após o</p>
<p>parto. Caso esteja a tomar medicação, deverá levar a listagem de todos consigo quando for dar sangue, para que seja avaliado pelo profissional de saúde se algum deles contraindica a dádiva. Uma outra questão frequente, prende-se com os piercings e tatuagens: deve aguardar 4 meses antes de dar sangue.</p>
<p>Todavia, se as explicações e argumentos até agora elencados ainda não o tiverem convencido a dar sangue, deixo aqui o testemunho da paciente C., que me contou recentemente: “A minha experiência ao longo de vários anos a dar sangue é de sentir que ajudo quem mais precisa. Faço a minha dádiva de 5 em 5 meses. É uma acção segura, rápida e indolor. Sinto-me gratificada.”</p>
<p>Dar sangue é simples, seguro e salva vidas. Se já é dador de sangue, este dia é dedicado a si – obrigada! Se ainda não é e preenche os critérios: contamos consigo?</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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