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Cerca de 100 portugueses sofrem lesões na coluna por ano devido a mergulhos

Cerca de 100 portugueses sofrem lesões na coluna por ano devido a mergulhos
Rogério Junior

Um único mergulho mal calculado pode acabar em paraplegia, tetraplegia ou mesmo em morte, avisa Nelson Carvalho, ortopedista e presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral. Entre maio e setembro, os acidentes aumentam, e há regras simples que fazem toda a diferença.

Um salto de cabeça mal medido, numa piscina de fundo raso ou em água de pouca profundidade, pode acabar em paralisia permanente. Todos os anos, cerca de 100 portugueses sofrem lesões na coluna vertebral associadas a acidentes de mergulho, um número que a Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) quer travar com o regresso da campanha nacional de consciencialização “Há saltos que podem mudar a tua vida!”.

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A iniciativa dirige-se à população em geral e, em particular, aos mais jovens: os mergulhos estão entre as principais causas de lesão na coluna, sobretudo abaixo dos 35 anos.

O verão multiplica o risco

Entre maio e setembro, com a maior afluência a praias e piscinas, o número de acidentes relacionados com mergulhos tende a aumentar. É por isso que a SPPCV concentra o esforço de sensibilização na época balnear, chamando a atenção para dois cenários especialmente perigosos: mergulhar em locais desconhecidos e mergulhar em águas de pouca profundidade.

O aviso dos especialistas não deixa margem para dúvidas quanto à gravidade do que está em causa.

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“As lesões da coluna vertebral causadas por mergulhos podem ter consequências permanentes e devastadoras. Um único mergulho mal calculado pode resultar na paralisia das pernas (paraplegia), dos quatro membros (tetraplegia) ou, nos casos mais graves, na morte, quando a fratura ocorre no segmento mais superior da coluna. Estas situações constituem verdadeiras emergências médicas e exigem frequentemente intervenção cirúrgica urgente. Mesmo quando a dor é o único sintoma, a avaliação médica imediata é indispensável”, afirma Nelson Carvalho, ortopedista e presidente da SPPCV.

As regras que evitam o pior

A campanha resume um conjunto de cuidados simples, que não exigem equipamento nem conhecimento técnico, apenas alguns segundos de atenção antes de entrar na água:

  • Verificar sempre a profundidade antes de mergulhar.
  • Evitar zonas rasas ou com obstáculos.
  • Respeitar a sinalização e permanecer nas áreas supervisionadas.
  • Nunca mergulhar sob o efeito do álcool.
  • Não correr em redor da piscina.
  • Entrar no mar sempre a andar, nunca de cabeça.

O que fazer se o acidente acontecer

Saber reagir é tão importante como prevenir, sublinha a SPPCV. Perante a suspeita de uma lesão na coluna, o primeiro impulso, mexer na vítima, é precisamente o que não se deve fazer.

  1. Ligar imediatamente para o 112.
  2. Aguardar a chegada do socorro sem mover a vítima, porque qualquer movimento pode agravar irreversivelmente a lesão.
  3. Seguir as instruções do operador do INEM até à chegada de ajuda.

Uma mensagem para toda a época balnear

A campanha “Há saltos que podem mudar a tua vida!” estará presente nas redes sociais da SPPCV e nos suportes de comunicação das autarquias e das entidades responsáveis pela supervisão de praias e piscinas ao longo da época balnear. Mais informação em www.sppcv.pt.

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