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Comprar online em segurança: sete verificações antes de pagar

Comprar online em segurança: sete verificações antes de pagar
Georgia Gonçalves

Os sites falsos multiplicam-se em épocas de campanhas e imitam lojas conhecidas ao pormenor. Há sinais que os denunciam em menos de um minuto.

Comprar pela internet resolve muita coisa a quem tem dificuldade em deslocar-se ou vive longe das lojas. O problema é que as lojas falsas melhoraram: copiam logótipos, inventam avaliações e anunciam-se nas redes sociais com descontos impossíveis.

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1. Olhar para o endereço com atenção

É onde a maioria das burlas se denuncia. Os sites falsos usam endereços parecidos com os das marcas verdadeiras, com uma letra trocada, um hífen a mais ou uma terminação estranha. Escreva o endereço à mão, ou chegue à loja através de uma pesquisa, em vez de clicar em ligações recebidas por mensagem.

2. Desconfiar dos preços impossíveis

Um electrodoméstico de marca a um terço do preço habitual não é uma oportunidade, é um aviso. A regra vale sobretudo para telemóveis, aparelhos auditivos, ferramentas e artigos de marca.

3. Procurar a informação legal

Uma loja legítima identifica-se: nome da empresa, número de identificação fiscal, morada física e contacto. Se só existe um formulário de contacto e nada mais, saia.

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4. Verificar os prazos e os custos de entrega

Antes de finalizar, confirme o preço final com portes, o prazo de entrega e a política de devolução. Em compras fora da União Europeia, há ainda direitos aduaneiros e IVA que podem ser cobrados à chegada e que transformam uma pechincha numa despesa.

5. Escolher o meio de pagamento certo

Cartão de crédito e serviços de pagamento intermediários oferecem melhor protecção, porque permitem contestar operações. As referências multibanco geradas pela loja e, sobretudo, as transferências bancárias directas para contas de particulares são o meio preferido de quem burla, porque o dinheiro dificilmente se recupera.

Os cartões virtuais temporários, disponíveis em vários bancos, permitem gerar um número de utilização única com limite definido.

6. Nunca dar dados por telefone ou mensagem

Nenhuma loja, banco ou transportadora pede códigos de confirmação, palavras-passe ou dados completos do cartão por telefone, mensagem ou e-mail. As mensagens sobre encomendas retidas que pedem um pagamento pequeno são das burlas mais eficazes que existem.

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7. Guardar tudo

Confirmação da encomenda, comprovativo de pagamento, descrição do produto e prints do anúncio. É o que permite reclamar e, se for caso disso, apresentar queixa.

Se já pagou e desconfia

Contacte o banco de imediato para tentar travar a operação, altere as palavras-passe que possa ter usado nesse site e apresente queixa às autoridades. Quanto mais cedo o banco for avisado, maior é a probabilidade de recuperar o valor.

E convém dizer o óbvio: não há vergonha nenhuma em ter caído. Estas burlas são desenhadas por profissionais e apanham pessoas de todas as idades e formações.

Antes de comprar em redes sociais

Muitos anúncios que aparecem em redes sociais levam a lojas criadas há poucos dias e que desaparecem depois das campanhas. Procure o nome da loja num motor de busca acrescentando a palavra reclamações, e veja se existem queixas recentes. Cinco minutos de pesquisa evitam meses de aborrecimento.

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O direito de devolver

Nas compras online feitas a vendedores da União Europeia, existe um período legal para desistir sem justificação, com devolução do valor pago. Guarde a embalagem original até ter a certeza de que fica com o produto.