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Cuidados continuados: grupo de trabalho tem até 30 abril para estudar financiamento

Cuidados continuados: grupo de trabalho tem até 30 abril para estudar financiamento
Forever Young com Lusa

O grupo de trabalho que vai estudar o modelo de funcionamento e financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) tem até final de abril para apresentar conclusões ao Governo, segundo um diploma hoje publicado.

O despacho publicado em Diário da República, que entra hoje em vigor, formaliza a criação deste grupo de trabalho, que terá de apresentar as suas conclusões aos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Saúde e Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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O grupo é constituído por representantes dos gabinetes dos secretários de Estado da Ação Social e da Inclusão; da Segurança Social; da Gestão da Saúde e Adjunto e do Orçamento, assim como os coordenadores nacionais da Comissão Nacional de Coordenação da RNCCI e representantes da Direção-Geral da Saúde e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde.

Fazem igualmente parte representantes do Instituto da Segurança Social; da Direção-Geral da Segurança Social; do gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social; da União das Misericórdias Portuguesas; da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade; da União das Mutualidades Portuguesas e da Confederação Cooperativa Portuguesa.

Os representantes destas entidades devem ser designados no prazo de 10 dias.

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Este grupo de trabalho já estava previsto no âmbito do Compromisso de Cooperação, mas nunca tinha sido formalizado.

Segundo o despacho hoje publicado, o grupo terá como missão a análise e proposta de alterações ao modelo existente para ”promover soluções ajustadas e sustentáveis” para o futuro da RNCCI.

A revisão do modelo de funcionamento e financiamento tem em vista o reforço da capacidade da RNCCI, para “continuar a responder de forma eficaz e adaptada aos desafios demográficos e às necessidades da população”.

No final de janeiro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já tinha reconhecido que o modelo de financiamento e de prazos da RNCCI precisava de ser “aperfeiçoado”, em resposta a perguntas sobre uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) que recomendou a revisão do modelo de funcionamento e financiamento.

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Numa auditoria à RNCCI para avaliar a garantia do acesso dos utentes entre 2017 e 2023, o TdC conclui que os objetivos de cobertura da rede estão por concretizar e que ainda nem foram alcançadas as metas definidas para 2016.

Na altura, o TdC, além de criticar o modelo de financiamento da RNCCI, considerou que representa um risco para as finanças públicas e para a sustentabilidade das unidades da rede.

Alertava ainda que o modelo de financiamento da rede assenta na atividade realizada, indiferente à qualidade dos cuidados prestados e aos resultados alcançados, “com preços fixados não sustentados em metodologias de custeio, determinados administrativamente e sem revisão periódica”.

“Constitui um risco para as finanças públicas, para a sustentabilidade das unidades e para o seu desenvolvimento, mais premente num contexto de progressivo envelhecimento populacional”, refere o relatório da auditoria, que pretendeu avaliar se a rede, através das suas diferentes tipologias, garantiu o acesso dos utentes a cuidados de saúde de qualidade e financeiramente comportáveis, no período de 2017 a 2023.

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Lusa/fim