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Demência precoce: os sinais de risco que a ciência começa a identificar

Demência precoce: os sinais de risco que a ciência começa a identificar
Forever Young

A demência precoce pode surgir antes dos 65 anos e está ligada a fatores de risco específicos. Conhecer esses sinais é essencial para quem tem mais de 50 anos e quer proteger a sua saúde cognitiva.

A palavra “demência” é muitas vezes associada ao envelhecimento avançado, mas a ciência tem revelado que pode surgir mais cedo do que se imagina. A chamada demência precoce manifesta-se antes dos 65 anos e, embora menos frequente, representa um desafio significativo para quem se encontra ainda em idade ativa. Para quem já passou dos 50, conhecer os sinais e fatores de risco pode ser uma forma poderosa de prevenção.

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De acordo com um estudo recente publicado na The Lancet, existem mais de 15 fatores associados ao aumento do risco de desenvolver demência precoce. A boa notícia é que muitos destes elementos estão relacionados com o estilo de vida e podem ser modificados.

O que a investigação científica revela

Entre os fatores de risco identificados, surgem tanto condições de saúde como comportamentos quotidianos. A OCDE e a Direção-Geral da Saúde sublinham que a prevenção deve começar cedo, integrando hábitos que protejam o cérebro e o coração.

Condições médicas associadas

Problemas como a diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e o colesterol elevado estão entre os principais fatores que aumentam o risco de declínio cognitivo. Estas doenças afetam a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação do cérebro, facilitando o aparecimento de lesões.

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Comportamentos de risco

O consumo excessivo de álcool, o tabagismo e a falta de atividade física estão também ligados ao aumento da probabilidade de desenvolver demência precoce. Para além disso, hábitos de sono irregulares e o isolamento social surgem como elementos cada vez mais relevantes nas investigações.

Outros sinais a não ignorar

O estudo reforça ainda a importância de estar atento a sinais precoces, que muitas vezes passam despercebidos. Alterações na memória, dificuldades em gerir tarefas do dia a dia, mudanças repentinas de humor ou maior irritabilidade podem ser pistas de alerta. Embora estes sintomas possam ter outras causas, é essencial não desvalorizá-los, sobretudo em pessoas abaixo dos 65 anos.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde, uma avaliação médica atempada pode fazer toda a diferença, permitindo detetar doenças tratáveis e adiar a progressão de quadros mais graves.

Um olhar otimista sobre o futuro

Embora a demência precoce seja um diagnóstico difícil, a ciência mostra que a prevenção está ao nosso alcance. Estar informado, cuidar da saúde do corpo e da mente e procurar apoio médico quando necessário são passos fundamentais. Para quem tem mais de 50 anos, este é o momento ideal para adotar pequenas mudanças que podem trazer grandes benefícios. Afinal, viver mais tempo só faz sentido se também conseguirmos preservar a nossa qualidade de vida.

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