<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

O cartão de cidadão já não é vitalício aos 65 anos: as regras atuais

Cartão de cidadão português segurado numa mão, junto a documentos
Maria Isadora Ribeiro

A validade vitalícia do cartão de cidadão a partir dos 65 anos acabou em agosto de 2021, mas muita gente ainda conta com ela. Hoje a renovação é de dez em dez anos, e quem tem um cartão vitalício antigo tem prazos que dependem da idade que tinha em 2021.

Durante seis anos, quem renovava o cartão de cidadão depois dos 65 recebia um documento sem prazo de validade e habituou-se à ideia de que nunca mais teria de o trocar. Essa regra acabou em agosto de 2021, mas continua a circular como se estivesse em vigor, e a confusão tem custos: apresentar um documento caducado pode travar desde o levantamento de uma encomenda até uma ida ao banco.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

Hoje a regra é uma só: a partir dos 25 anos, o cartão de cidadão vale dez anos, tenha o titular 30, 65 ou 90. Abaixo dos 25, vale cinco. E quem ainda tem um cartão vitalício antigo tem prazos diferentes consoante a idade, explicados mais abaixo.

De onde vem a ideia do cartão vitalício

A validade vitalícia existiu mesmo: foi criada em 2015, pela Lei 91/2015, para os cartões emitidos a quem já tinha 65 anos. A lógica era poupar deslocações e taxas a quem, estatisticamente, pouco muda de dados. A regra vigorou até agosto de 2021, pelo que há centenas de milhares de cartões sem data de validade em circulação, todos legais à data em que foram emitidos. A regra aplicava-se de forma automática: bastava renovar o documento depois do 65.º aniversário para receber um cartão definitivo, sem data no campo da validade.

As regras que estão em vigor

Em 2021, a Lei 61/2021 adaptou o cartão de cidadão ao Regulamento europeu 2019/1157, que harmonizou os documentos de identificação em toda a União Europeia por razões de segurança. Desde então, a validade máxima é de dez anos para qualquer pessoa com 25 ou mais anos, sem excepção por idade. Para menores de 25, o prazo é de cinco anos. O escalão dos 65 desapareceu por completo.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Tem um cartão vitalício? Depende da sua idade em 2021

Para quem guarda um cartão sem prazo, o que conta é a idade que tinha a 2 de agosto de 2021. Quem nessa data já tinha 70 anos ou mais pode continuar a usar o cartão tal como está, sem renovação antecipada. Para todos os outros, o regulamento europeu impõe um limite: esses cartões deixam de ser válidos, o mais tardar, a 3 de agosto de 2031. Não é preciso correr para o balcão, mas convém não contar com o “vitalício” para sempre.

Um exemplo torna a regra mais clara: quem nasceu antes de agosto de 1951 já tinha 70 anos na data de referência e pode usar o cartão sem prazo até ao fim. Já quem fez 65 em 2018 e recebeu um cartão vitalício tinha apenas 68 anos em agosto de 2021, pelo que esse cartão caduca, no limite, em agosto de 2031.

A morada muda, o cartão fica

Outra fonte de confusão frequente: a morada não está impressa no cartão, está gravada no chip. Mudar de casa obriga a actualizar a morada, mas não a pedir um cartão novo. A alteração faz-se sem trocar o documento físico.

Um cartão, quatro números

Vale a pena lembrar porque é que este documento importa tanto: o cartão de cidadão reúne a identificação civil, o número de contribuinte, o número de utente do SNS e o número de beneficiário da Segurança Social. É por isso que um cartão caducado atrapalha tanta coisa ao mesmo tempo, e por isso é que vale a pena ir ver, hoje, que data está impressa no seu.

Continue a ler após a publicidade