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Dia Internacional da Saúde Feminina: mulheres em idade ativa são as que mais sofrem de problemas de saúde mental

Dia Internacional da Saúde Feminina: mulheres em idade ativa são as que mais sofrem de problemas de saúde mental
Sandra M. Pinto

1 em cada 5 portugueses recorre a algum tipo de medicação, como calmantes ou medicamentos para dormir, uma tendência especialmente sentida entre as mulheres e o grupo etário 55/64 anos.

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Saúde Feminina e a esse propósito lançamos um olhar mais atento sobre o estado de saúde da população portuguesa, com especial atenção nas mulheres portuguesas, que revelam dados mais preocupantes, quando comparados com o sexo masculino.

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Com base nos resultados de um estudo realizado pela Marktest para a Medicare – “Estado de Saúde Geral da População Portuguesa” – alguns números destacam-se, sobretudo os que se referem à saúde mental e física do sexo feminino.

De acordo com os resultados deste estudo, cerca de 15% dos utilizadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) recorreram a consultas médicas à distância no último ano. Sendo de destacar valores acima da média alcançados junto da faixa etária dos 25/34 anos (22,9%) e o género feminino (18,8%), o que revela uma maior utilização, por parte das mulheres, às consultas remotas.

Além disso, mais de metade da população portuguesa entre os 18 e os 64 anos afirmou ter experimentado níveis elevados de stress nos últimos seis meses. Especificamente, os números são alarmantes entre os jovens adultos – com 60% dos 25/34 anos e 59,6% dos 18/24 anos a relatarem níveis de stress elevados – e junto das mulheres, registando um valor de 56,4%. Outro dado preocupante é que 4 em cada 10 portugueses (39,5%) afirmam ter sofrido algum sintoma relacionado com a saúde mental no último ano. Esta tendência é particularmente alta entre os mais jovens e, mais uma vez, entre as mulheres, onde 49% relataram experiências de ansiedade, ataques de pânico, depressão e outros transtornos.

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“Este Dia Internacional da Saúde da Mulher serve como um lembrete da importância de cuidar da saúde, tanto física como mental, das mulheres portuguesas. Através da consciencialização da sociedade e do acesso a recursos adequados, podemos caminhar para taxas mais elevadas de bem-estar junto da população feminina.” comentou Catarina Real, Head of People and Wellbeing na Medicare.

A necessidade de apoio profissional de saúde mental também é evidente, com cerca de 3 em cada 10 portugueses a sentir a necessidade de procurar ajuda no último ano. No entanto, e segundo dados do estudo, as consultas de Psicologia (10,3%) e Psiquiatria (7,9%) foram das menos procuradas no Top 10 pelos portugueses, que priorizam as consultas de Medicina Geral (66,8%), de Saúde Oral(42,3%) e de Oftalmologia (28,5%)

Os números são mais altos entre os jovens e as mulheres. Sendo que 1 em cada 5 portugueses recorre a algum tipo de medicação, como calmantes ou medicamentos para dormir, uma tendência especialmente sentida entre as mulheres e o grupo etário 55/64 anos.

Caracterização da amostra

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Este estudo tem por base uma amostra de 801 inquiridos. A recolha da informação foi conduzida em Set23 através de entrevistas online, junto de uma amostra representativa e proporcional ao universo em estudo – Portugueses 18/64 anos residentes em Portugal Continental.