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Dia Mundial da Limpeza: como participar e porque é que isto interessa

Dia Mundial da Limpeza: como participar e porque é que isto interessa
Fernanda M. Reis

Assinala-se hoje o maior movimento cívico de limpeza do planeta, com acções em centenas de localidades portuguesas. Participar não exige forma física nem grandes disponibilidades.

Assinala-se hoje, terceiro sábado de Setembro, o Dia Mundial da Limpeza, uma iniciativa que junta voluntários em mais de uma centena de países para recolher lixo de praias, rios, matas, caminhos e ruas. Em Portugal, as acções são organizadas por câmaras municipais, juntas de freguesia, associações ambientais, escolas e grupos de escuteiros, e costumam decorrer durante a manhã.

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Como saber onde participar

A informação está quase sempre no site e nas redes sociais da câmara municipal e da junta de freguesia. Nas localidades costeiras, as acções concentram-se nas praias e nas arribas; no interior, em margens de rios, albufeiras e percursos pedestres.

Não é preciso inscrição prévia na maioria dos casos, basta aparecer à hora marcada. A organização costuma fornecer sacos e luvas, mas convém levar calçado fechado, chapéu, protector solar e água.

Participar sem esforço físico

Quem tem limitações de mobilidade não fica de fora. Há sempre trabalho de apoio: separar o que é recolhido, registar dados, servir água aos voluntários, tratar do transporte. E há uma versão caseira que vale tanto como as outras: limpar o passeio da própria rua, o largo da igreja ou o caminho até ao café.

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Porque é que isto importa mais do que parece

Boa parte do lixo que aparece nas praias não vem do mar: vem de terra, arrastado pela chuva através de valas, ribeiras e sarjetas. As beatas de cigarro estão entre os resíduos mais recolhidos em todo o mundo, seguidas de embalagens de plástico, tampas, sacos e redes de pesca.

Além do aspecto, o plástico que fica ao sol fragmenta-se em pedaços cada vez mais pequenos, entra na cadeia alimentar através dos peixes e acaba, em parte, no nosso prato. É por isso que a recolha, sendo importante, é sobretudo um gesto simbólico: o que muda o problema é reduzir o que se produz.

Cinco gestos que valem o ano inteiro

Levar saco de casa para as compras e recusar os descartáveis. Usar garrafa reutilizável em vez de comprar água engarrafada. Separar bem em casa, sobretudo vidro e embalagens, e lavar minimamente as embalagens para não contaminarem o resto. Entregar medicamentos fora de prazo na farmácia e pilhas e lâmpadas nos pontos próprios. E, no campo, trazer de volta tudo o que se levou, incluindo restos de comida, que atraem animais e alteram hábitos alimentares da fauna.

Segurança em primeiro lugar

Quem participa deve evitar objectos cortantes, vidros partidos e seringas, que devem ser assinalados à organização em vez de recolhidos à mão, e não se aventurar em arribas, taludes ou margens escorregadias. Luvas resistentes, calçado fechado e uma pausa para beber água de vez em quando são o suficiente para transformar a manhã num bom exercício em vez de num sarilho.

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Uma actividade para fazer com os netos

As acções de limpeza são das raras iniciativas em que crianças e avós participam em pé de igualdade e em que o resultado se vê ao fim de duas horas. Para os mais novos, ver um saco cheio de lixo recolhido num caminho aparentemente limpo é uma lição mais eficaz do que qualquer sermão sobre ambiente.

E, no fim, fica sempre uma conversa boa: a de contar como era aquele areal, aquele rio ou aquela mata há cinquenta anos.