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Dia Mundial dos Animais: cuidar de um cão que também envelheceu

Dia Mundial dos Animais: cuidar de um cão que também envelheceu
Maria Isadora Ribeiro

Assinala-se hoje, 4 de Outubro. Para muitos leitores, o animal da casa já é sénior, e há sinais de envelhecimento que se confundem com preguiça.

Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Animais, data escolhida por coincidir com o dia de São Francisco de Assis. Em muitas casas portuguesas, o animal que se adoptou há dez ou doze anos é hoje, também ele, um sénior, e isso muda os cuidados.

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Quando é que um animal é idoso

Depende sobretudo do tamanho. Nos cães, as raças grandes envelhecem mais cedo, a partir dos seis ou sete anos, enquanto os cães pequenos só entram nessa fase por volta dos dez. Nos gatos, fala-se em sénior a partir dos onze.

Sinais que não são preguiça

Custar a levantar, hesitar antes de subir ao sofá, ficar para trás no passeio, dormir mais, perder interesse pelo jogo. É frequente interpretar tudo isto como idade e, na verdade, tratar-se de dor articular, que tem tratamento e muda completamente a qualidade de vida do animal.

Outros sinais a valorizar: beber e urinar muito mais, emagrecer sem mudar a alimentação, mau hálito intenso, tumores palpáveis, tosse, desorientação nocturna e alterações de comportamento.

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Consultas mais frequentes

A partir desta fase, recomenda-se avaliação veterinária pelo menos duas vezes por ano, com análises de sangue e urina. Muitas doenças comuns em animais idosos, como a doença renal crónica, a doença dentária e as alterações da tiroide nos gatos, são silenciosas no início e tratáveis quando detectadas cedo.

A boca é, provavelmente, a parte mais negligenciada: tártaro e dentes infectados causam dor constante e afectam os rins e o coração.

Alimentação e peso

Existem alimentos formulados para animais seniores, com ajustes de proteína, fósforo e calorias. O excesso de peso é o factor que mais agrava a artrose e encurta a vida, e é também o mais fácil de corrigir, com doses medidas e menos guloseimas de mesa.

Adaptar a casa

Tapetes antiderrapantes nos percursos habituais, porque o chão liso é um problema para patas com artrose. Camas mais macias e acessíveis. Rampas ou degraus para o sofá e para o carro. Comedouros elevados para cães grandes. Litreiras com bordos baixos para gatos, que muitas vezes deixam de as usar por dor e não por birra.

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Passeios: menos intensos, não menos frequentes

Continuar a sair todos os dias é essencial para os músculos, para o intestino e para a cabeça. O que muda é o ritmo: passeios mais curtos e mais vezes, em piso regular, e com atenção ao calor e ao frio, que os animais idosos toleram pior.

As decisões difíceis

Há um momento em que a conversa passa a ser sobre qualidade de vida. Vale a pena tê-la antecipadamente com o veterinário, com calma, e não numa urgência. Perguntas simples ajudam: continua a comer com prazer, a interessar-se pelo que o rodeia, a ter mais dias bons do que maus, a estar sem dor.

E, quando esse dia chega, é legítimo sofrer. O luto por um animal é real, dura semanas ou meses e, para quem vive sozinho, é frequentemente a perda de quem estruturava o dia inteiro.

Adoptar em vez de comprar

As associações e os canis municipais estão cheios de animais adultos e idosos, muitas vezes já habituados a viver dentro de casa e com temperamento conhecido. Para quem tem mais idade, adoptar um animal adulto e calmo é frequentemente uma escolha mais sensata do que um cachorro, e salva uma vida que dificilmente encontraria casa.

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