Duas curtas-metragens premiadas de João Rosas sobre a descoberta da adolescência

Um tema que pode e vai certamente gerar interesse por parte de pais e avós.

O Videoclube Zero em Comportamento disponibiliza a partir de 29 de setembro, duas curtas-metragens produzidas pela Terratrema Filmes e realizadas por João Rosas – “Maria do Mar” e “Catavento” são os mais recentes títulos da já extensa coleção dedicada ao Cinema Português.

Nascido em Lisboa, em 1981, João Rosas estudou Ciências da Comunicação e Cinema em Lisboa, Bolonha e Londres, onde foi bolseiro da Fundação Gulbenkian. É autor de três livros de contos, “A Minha Mãe é Pianista” (2005), “Birth of a City” (2009) e “Entrecampos” (2012) e um jovem e promissor realizador que tem vindo a conquistar notoriedade graças às suas curtas-metragens e documentários premiados em festivais nacionais e internacionais.

“Maria do Mar”, a sua primeira curta-metragem, estreou-se em 2015 no Festival Internacional de Cinema de Locarno e foi premiada em Portugal, em Espanha e no Brasil. Retrata um fim-de-semana de Verão numa casa rural em Sintra, que acaba por mudar a vida de Nicolau – um rapaz de 14 anos que quando conhece Maria do Mar apercebe-se da sua beleza, mas também presencia a dinâmica dos amigos adultos do seu irmão mais velho. Entre histórias divertidas, trabalhos de casa e jogos de sedução, Nicolau observa o grupo com espanto e fascínio, sabendo que nada mais será como antes.

A última curta-metragem de João Rosas, “Catavento” (2020), leva-nos novamente até Nicolau e a um Verão, mas desta vez, em Lisboa. Indeciso sobre o seu futuro, Nicolau enfrenta a incerteza das escolhas que o aguardam. Entre a profissão e a namorada ideal, tenta descobrir quem quer ser, imaginando diferentes possibilidades do seu futuro com base nas raparigas por quem se apaixona.

Depois de ter arrecadado o prémio de Melhor Curta-Metragem dos BAFICI 2021 e uma Menção Especial do Júri no 1.8º Festival de Brive com “Catavento”, João Rosas encontra-se a preparar a sua aguardada primeira longa-metragem de ficção.