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Ervas aromáticas na varanda: as que sobrevivem ao Outono e ao Inverno

Ervas aromáticas na varanda: as que sobrevivem ao Outono e ao Inverno
Fernanda M. Reis

Salsa, coentros, alecrim, tomilho e hortelã custam cêntimos a manter e mudam qualquer prato. Um guia para plantar agora e ter tempero até à Primavera.

Não é preciso quintal nem jeito especial. Meia dúzia de vasos numa varanda resolve o tempero de uma casa inteira e poupa aqueles molhos de salsa comprados que apodrecem no frigorífico ao terceiro dia.

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As que aguentam o Outono e o Inverno

O alecrim é o mais resistente de todos: aguenta frio, seca e esquecimento, e cresce durante anos. O tomilho e o orégão seguem-lhe atrás e pedem muito pouca água. A salva resiste bem e a sua folha aveludada dá-se com temperaturas baixas.

A salsa e os coentros crescem bem no Outono, com temperaturas amenas, embora os coentros subam a semente com facilidade. A hortelã cresce o ano inteiro, mas convém plantá-la sozinha, porque invade tudo à volta.

O manjericão é a excepção: é de Verão e não passa do primeiro frio. Vale a pena aceitá-lo como planta de época.

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Vasos e terra

Prefira vasos com pelo menos 20 centímetros de profundidade e, sobretudo, com furos de drenagem. Uma camada de argila expandida ou de cacos no fundo evita que as raízes fiquem em água parada, que é a principal causa de morte destas plantas.

Substrato para hortícolas serve bem. Para o alecrim, o tomilho e o orégão, misture areia grossa, porque gostam de terra pobre e seca.

Sol e abrigo

A maioria precisa de pelo menos quatro a seis horas de sol directo. Numa varanda orientada a norte, as aromáticas mediterrânicas sofrem. Nesses casos, a hortelã, a salsa e a cebolinho são as que melhor se adaptam à meia sombra.

No Inverno, encoste os vasos à parede da casa, que retém calor, e afaste-os dos cantos onde o vento passa.

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Rega: menos do que se pensa

O erro mais comum é regar a mais. Enfie o dedo dois centímetros na terra: se estiver húmida, não regue. Nos meses frios, uma rega por semana costuma bastar para as aromáticas mediterrânicas, e duas ou três para a salsa e a hortelã.

Regue de manhã e à base da planta, não por cima das folhas.

Cortar é o que as faz crescer

Muita gente tem medo de podar e acaba com plantas altas, com pernas e sem folha. Corte com frequência, sempre acima de um par de folhas, e nunca mais de um terço da planta de uma vez. No alecrim e no tomilho, a poda ligeira no fim do Inverno rejuvenesce a planta.

Conservar o excedente

Alecrim, tomilho, orégão e louro secam bem, pendurados em molhos num local arejado e à sombra. A salsa, os coentros e a hortelã perdem quase tudo a secar, mas congelam muito bem picados em cuvetes de gelo com azeite ou água, prontos a deitar na panela.

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Um investimento mínimo

Um vaso de alecrim comprado uma vez dura anos e dá estacas para oferecer a meia dúzia de pessoas. É, provavelmente, o melhor negócio que se pode fazer numa loja de jardinagem.

Começar com plantas ou com sementes

Para quem começa agora, plantas já crescidas, compradas em viveiro ou no supermercado, dão resultado imediato. As do supermercado vêm normalmente com várias plantas apertadas no mesmo vaso: separe-as e replante em vasos maiores logo nos primeiros dias, ou morrem todas em pouco tempo.