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Festival Raízes Vivas leva o melhor do Ribatejo às Portas do Sol, em Santarém

Festival Raízes Vivas leva o melhor do Ribatejo às Portas do Sol, em Santarém
Maria Isadora Ribeiro

A 25 e 26 de Setembro, Santarém recebe a segunda edição do Raízes Vivas, com gastronomia com curadoria do chef Rodrigo Castelo, produtores, ofícios tradicionais, música e hortas. Os bilhetes custam 10 euros por dia.

O Ribatejo tem sabores, saberes e tradições que merecem ser conhecidos de perto, e há uma boa oportunidade para o fazer já no próximo fim-de-semana. A 25 e 26 de Setembro, as Portas do Sol, o miradouro-jardim de Santarém com vista privilegiada sobre o Tejo, recebem a segunda edição do Festival Raízes Vivas, uma grande montra da identidade ribatejana entre gastronomia, agricultura, música, artesanato e ofícios tradicionais.

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Depois de uma primeira edição na aldeia avieira das Caneiras, o festival cresce e muda-se para o centro da cidade. É promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, e foi idealizado pelo chef Rodrigo Castelo, do restaurante Ó Balcão, que levou a Estrela Michelin para Santarém.

A gastronomia no centro da festa

Com curadoria de Rodrigo Castelo, os Jardins da Gastronomia, com capacidade para cerca de duas mil pessoas, reúnem chefs de renome e associações ribatejanas a cozinhar ao ar livre. A aposta está no produto regional e nas raças autóctones, como o porco Malhado de Alcobaça, e numa lógica de desperdício zero.

Há também um lado pedagógico: o festival usa na cozinha o javali, que tem devastado culturas agrícolas, e espécies invasoras ou subaproveitadas dos rios, como o siluro, a perca ou o lagostim, para mostrar que a gastronomia pode ajudar a transformar problemas ambientais em oportunidades. Para quem prefere trazer o farnel, há zonas de piquenique nos jardins com lugar para mais de 400 pessoas.

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Ofícios que não se querem perder

Na Praça de Produtores, Artesãos e Agricultores, os visitantes podem conhecer queijeiros, apicultores, oleiros, cesteiros, conserveiros, produtores de azeite e doceiros, e participar em aulas práticas com artesãos como tecelões de mantas ou ceramistas. A Rua dos Ofícios é dedicada às profissões ligadas ao mundo do campo e do cavalo, com fabricantes de arreios, alfaiates de trajes de campino, ferradores e outros mestres cujas profissões estão em risco de desaparecer.

Nas Hortas Regenerativas, miúdos e graúdos podem literalmente meter as mãos na terra e aprender sobre agricultura biológica, compostagem e sementes tradicionais, enquanto o Palco Futuro recebe conversas sobre o futuro da agricultura e as alterações climáticas.

Música, fé e tradição

O Palco Raízes Vivas recebe concertos dedicados à música portuguesa e às expressões tradicionais e populares, do cante ao fado. No sábado, às 9h00, há missa na Igreja do Santíssimo Milagre, seguida de procissão e romaria a cavalo com a imagem de Nossa Senhora da Piedade até às Portas do Sol. O programa inclui ainda demonstrações equestres e um espaço dedicado às tradições tauromáquicas da região.

O festival tem uma vertente solidária: as receitas das vendas de pratos revertem para três associações locais.

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Horários e bilhetes

O recinto abre na sexta-feira, 25 de Setembro, às 18h00, e no sábado, 26, às 12h00, com animação até às 23h00 nos dois dias. O bilhete diário custa 10 euros e o bilhete para os dois dias 15 euros. As crianças até aos 12 anos não pagam.

Para quem vive na zona de Lisboa, Santarém fica a cerca de uma hora de carro ou de comboio, o que faz do Raízes Vivas um bom pretexto para um fim-de-semana com os netos, entre sabores de antigamente e tradições que continuam bem vivas.