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Hidroginástica: o exercício que as articulações agradecem

Hidroginástica: o exercício que as articulações agradecem
Georgia Gonçalves

Dentro de água, o corpo pesa uma fracção do que pesa em terra. É por isso que quem tem artrose, excesso de peso ou medo de cair encontra aqui a porta de entrada.

Dentro de água à altura do peito, o corpo suporta uma fracção do seu peso. Essa simples propriedade física explica por que motivo tanta gente que não consegue caminhar meia hora sem dores consegue fazer uma aula inteira na piscina sem sofrer.

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O que a água faz pelas articulações

A impulsão reduz a carga sobre joelhos, ancas e coluna, permitindo amplitudes de movimento impossíveis em terra. Ao mesmo tempo, a resistência da água trabalha os músculos em todas as direcções, sem impacto e sem pesos. É o cenário ideal para artrose, para quem tem excesso de peso e para quem está a recuperar de uma cirurgia ortopédica.

Não é só articulações

A hidroginástica melhora a capacidade cardiorrespiratória, a força muscular e, num ponto que interessa particularmente depois dos 65, o equilíbrio. E melhora-o num ambiente onde cair não tem consequências, o que retira o medo e permite exercícios mais exigentes do que os que se fariam em terra.

Há ainda o efeito sobre o humor e sobre o convívio: as aulas são em grupo, com música, e muita gente diz que vai pela companhia tanto como pelo exercício.

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Onde praticar

As piscinas municipais são a via mais acessível e quase todas têm turmas dedicadas a adultos e seniores, com preços reduzidos e, em vários municípios, isenções para reformados com baixos rendimentos. Há também programas de exercício organizados por câmaras e juntas de freguesia dentro de iniciativas de envelhecimento activo.

Ao inscrever-se, pergunte pelo horário das turmas mais calmas, pela temperatura da água, que idealmente é mais alta do que nas piscinas de treino, e pela existência de acesso por rampa ou escada com corrimão.

O que levar e o que vestir

Fato de banho confortável, touca, chinelos antiderrapantes para a zona dos balneários, que é onde acontecem as quedas, e toalha. Óculos de natação se fizer também nado livre. Garrafa de água: dentro de água transpira-se sem dar por isso e a desidratação é frequente.

Cuidados e contra-indicações

Quem tem doença cardíaca, hipertensão não controlada, epilepsia, feridas abertas, infecções de pele ou incontinência deve falar com o médico antes de começar. Em caso de problemas de ouvido recorrentes, use tampões próprios.

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Evite entrar em jejum ou logo após uma refeição pesada e avise o professor de qualquer limitação. Uma boa aula adapta-se a quem lá está, e ninguém tem de acompanhar o ritmo do vizinho.

Quantas vezes por semana

Duas sessões semanais já produzem melhorias visíveis ao fim de um mês ou dois, sobretudo na rigidez matinal e na facilidade em subir escadas. Três é o ideal, se houver disponibilidade.

E não é preciso saber nadar. A maioria das aulas de hidroginástica decorre em zona onde se toca no fundo, com apoio permanente do professor, e é precisamente aí que muita gente perde o medo da água aos 70 anos.

E a natação?

Quem sabe nadar tem na natação um excelente complemento, com maior exigência cardiovascular. Alternar uma aula de hidroginástica com uma sessão de nado tranquilo, mesmo que lento e com pausas, dá um treino completo sem qualquer impacto nas articulações. O importante, em ambos os casos, é a regularidade: duas vezes por semana durante um ano vale infinitamente mais do que todos os dias durante três semanas.

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