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Investigadores portugueses desenvolvem modelo de IA que prevê risco de morte após AVC

Investigadores portugueses desenvolvem modelo de IA que prevê risco de morte após AVC
Sandra M. Pinto

Investigadores da NOVA Information Management School (NOVA IMS) e da Universidade do Algarve (UAlg) criaram um modelo de Inteligência Artificial capaz de prever o risco de mortalidade em pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), com uma taxa de acerto de 98,5%.

O sistema foi desenvolvido com base em dados clínicos reais de mais de 330 doentes internados Centro Hospitalar Universitário do Algarve entre 2016 e 2018, recolhidos nas primeiras horas após o internamento. Foram analisados 24 fatores de risco, desde indicadores clínicos objetivos até variáveis relacionadas com o historial de saúde dos pacientes.

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Entre os fatores com maior peso na previsão destacam-se: o grau de gravidade do AVC à entrada (escala NIHSS); a frequência respiratória; a glicemia; os níveis de hemoglobina; a idade; e o estado de consciência.

O modelo utilizado recorre a uma técnica avançada de Inteligência Artificial que combina múltiplas árvores de decisão para identificar padrões difíceis de detetar apenas com análise humana. Além da elevada precisão, a ferramenta permite aos médicos perceber exatamente quais os fatores que estão a influenciar cada previsão, o que torna a decisão clínica mais rápida, fundamentada e transparente.

“Este tipo de sistema permite aos profissionais de saúde agir mais cedo nos casos mais graves e adaptar os cuidados às necessidades reais de cada doente”, explicam os autores do estudo.

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A investigação integra a nova vaga da medicina preditiva e personalizada, que usa algoritmos para antecipar riscos, reduzir complicações e apoiar decisões em tempo real. O estudo destaca ainda a importância da colaboração entre hospitais e instituições académicas, bem como da existência de bases de dados clínicas estruturadas para acelerar a inovação em saúde.

“Este modelo pode ser adaptado a outras condições críticas, como infeções hospitalares ou risco de readmissão, contribuindo para uma gestão mais eficiente e uma medicina mais humana”, sublinha a equipa de investigação.

O projeto foi conduzido por David Castro (NOVA IMS), Nuno António (NOVA IMS), Ana Marreiros (UAlg) e Hipólito Nzwalo (UAlg), e representa um contributo relevante da academia portuguesa para a aplicação prática da Inteligência Artificial na saúde.