Longevidade. Saiba quantos passos por dia podem ajudar

Estudo norte-americano revelou que as mulheres não precisam de viver obcecadas com a recomendação dos 10 mil passos diários.

Desde há uns anos, milhões de pessoas em todo o mundo criaram o hábito de contar os seus passos. Surgiram, inclusive, ferramentas – aplicações em smartphones, smartwatches, entre outros -, que as ajudam na contagem. O público criou uma marca geralmente considerada como saudável: 10 mil passos diários. Contudo, esse número não tem uma base científica que o suporte e uma nova investigação veio mostrar que o número necessário, para as mulheres, pode ser bem inferior.

Um dos coautores do estudo, I-Min Lee, disse à cadeia de televisão norte-americana CNN que a marca de 10 mil passos «original remonta a 1965» e que este é um número menos baseado em ciência do que em marketing».

Agora surgiu um novo estudo que analisou a associação entre o número de passos por dia e as taxas de mortalidade nas mulheres com mais de 45 anos. De acordo com os resultados, as mulheres que caminharam apenas 4.400 passos por dia tiveram uma taxa de mortalidade significativamente menor do que as mulheres que alcançaram a marca de 2.700 ou menos passos diários.

O estudo seguiu a rotina de caminhada, durante sete dias, de 16.741 mulheres cuja idade média era de 72 anos. Após cerca de 4 anos, os investigadores fizeram o check-in com as participantes, período durante o qual 504 mulheres morreram.

Dessas mortes, 275 eram mulheres que tiveram a média de 2.700 passos diários ou menos. A taxa de mortalidade reduziu constantemente com o acréscimo da média de passos diários – entre 4.400 e 7.500 passos diários – e acima dessa contagem de passos, a taxa de mortalidade estabilizou.

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