De 18 a 20 de setembro, Sines volta a ser um palco a céu aberto. A 8.ª edição da M.A.R. Mostra de Artes de Rua traz à cidade alentejana 21 companhias de quatro países e quase três dezenas de espetáculos, todos gratuitos, espalhados por ruas, praças, jardins, o castelo e a praia.
O cartaz junta circo contemporâneo, dança, teatro físico, música, instalações e performances pensadas para todas as idades, e este ano estende-se a zonas da cidade onde o festival nunca tinha chegado.
A cidade inteira como palco
A marca da M.A.R. é o formato itinerante: o público segue o roteiro da programação e percorre a cidade de espetáculo em espetáculo. Este ano, a mostra sai ainda mais do centro histórico e leva as artes performativas a paisagens urbanas, naturais, industriais, históricas e religiosas de Sines.
«Que o território faça parte da experiência»
Para Julieta Aurora Santos, fundadora do Teatro do Mar e diretora artística do evento, «a M.A.R. 2026 representa mais um passo na evolução do festival. Ao longo dos anos, procurámos afirmar uma identidade muito própria, onde o espaço público não é apenas o lugar onde os espetáculos acontecem, mas um elemento ativo da criação e fruição artística». A ideia, diz, é «que cada deslocação entre espetáculos seja também uma descoberta e que o próprio território faça parte da experiência artística».
O que se vai poder ver
Ao longo dos três dias, a programação cruza disciplinas: números de circo contemporâneo, coreografias em espaços públicos, teatro físico, concertos, instalações e performances. Tudo com entrada livre, num cenário único à beira-mar, e pensado para funcionar tanto para quem vive em Sines como para quem aproveita setembro para uma escapada ao litoral alentejano.
Teatro do Mar celebra 40 anos
A edição deste ano tem um significado especial: o Teatro do Mar, companhia sediada em Sines que organiza a mostra, celebra o seu 40.º aniversário. Quatro décadas depois, a M.A.R. afirma-se como um dos mais relevantes festivais portugueses dedicados às artes performativas em espaço público, promovendo o acesso gratuito à cultura e a ligação entre criação artística, comunidade e território.











