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Músico da banda Santos & Pecadores morreu num acidente de trabalho. Agora entidade empregadora foi considerada culpada

Músico da banda Santos & Pecadores morreu num acidente de trabalho. Agora entidade empregadora foi considerada culpada
Forever Young

Rui Martins estava a montar painéis solares numa fábrica em Tremês, concelho de Santarém, por falta de atividade da banda devido à pandemia. Empresários donos da empresa foram considerados responsáveis pela sua morte, a qual, segundo os juízes «podia ter sido evitada».

Rui Martins, músico da banda Santos & Pecadores, estava sem trabalho devido à pandemia e andava a fazer manutenção de painéis solares para sobreviver.

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O músico faleceu no dia 14 de Maio de 2021, em virtude de um acidente de trabalho enquanto desempenhava funções numa fábrica de Tremês, concelho de Santarém:  caiu da cobertura, de uma altura de 10 metros.

A empresa e os seus responsáveis foram agora condenados pela violação das regras de segurança, com os juízes do Tribunal de Santarém a considerarem que a morte podia ter sido evitada.

A PYE – Powerpyeldenergia Lda, para a qual o músico estava a trabalhar, foi condenada pela prática negligente de um crime de violação das regras de segurança na pena de multa de 72 mil euros.

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Os dois donos da empresa foram condenados, cada um, três anos de prisão com pena suspensa por igual período, sujeita ao pagamento de três mil euros à ordem do processo por cada ano de suspensão, no montante total de nove mil euros por cada um.

O tribunal condenou ainda a empresa e os donos desta a «pagarem solidariamente à viúva e à filha do músico um total de 315 mil euros por perda do direito à vida, danos não patrimoniais e danos patrimoniais futuros».

O tribunal deu como provado que «o trabalhador não usava equipamentos de proteção individual porque nunca lhe foram fornecidos e estava a trabalhar sem qualquer meio de fixação que impedisse a sua queda». Também se apurou que «não tinha recebido qualquer formação para fazer aquele trabalho no local em causa, nem existia planeamento e implementação das medidas de segurança e saúde no trabalho, atendendo ao facto de ser um trabalho em altura».

Para o tribunal «competia aos dois gerentes da sociedade avaliar ou mandar avaliar o risco associado às tarefas que o trabalhador estava a executar, bem como dar formação sobre os riscos profissionais e fornecer o equipamento de proteção, como arneses, cintos de segurança, linhas de vida ou plataformas móveis».

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