Chama-se Famour, é português e quer pôr as famílias no centro do comércio de proximidade. O novo grupo prepara-se para inaugurar a primeira unidade a 1 de outubro, em Loures, com um investimento inicial de 250 mil euros e uma ambição declarada: chegar aos 20 espaços físicos até 2030.
Uma “casa de família” em Loures
A primeira Famour Family House abre portas no início do próximo mês e serve de montra ao conceito do grupo, que junta comércio, serviços e experiências pensados para o dia a dia das famílias, apoiados em tecnologia e numa relação de proximidade que as grandes superfícies raramente conseguem oferecer. O nome escolhido para os espaços, Family House, dá o tom: mais do que uma loja, o grupo promete um sítio onde os serviços do quotidiano das famílias se concentram debaixo do mesmo tecto.
Roupa interior na máquina, a qualquer hora
Entre as novidades anunciadas está a instalação da primeira máquina de venda automática de roupa interior e meias em Portugal, disponível 24 horas por dia. A ideia pode arrancar um sorriso, mas resolve um problema real: quem já precisou de meias ou de uma muda de roupa fora de horas, numa urgência de viagem ou de hospital, sabe que não é coisa que se encontre na farmácia de serviço. A empresa não esconde que a aposta serve também para medir o apetite dos portugueses por este tipo de conveniência a qualquer hora.
Roupa de criança com segunda vida
O grupo lança também um programa de retoma de roupa infantil, apostando na economia circular num dos segmentos onde ela faz mais sentido: as crianças crescem depressa e os armários enchem-se de peças quase novas. Para os avós que sabem bem quanto custa vestir os netos a cada estirão, a possibilidade de entregar o que já não serve e recuperar parte do valor é o género de ideia que se estranha não ter aparecido antes. O modelo é comum nos países do norte da Europa, onde a roupa infantil em segunda mão circula entre famílias com toda a naturalidade.
Vinte lojas até 2030
O plano de expansão da Famour prevê crescer de Loures para uma rede de 20 espaços físicos até ao final da década. O fundador, Filipe Rosário, aposta num modelo que concilia inovação e tecnologia com o comércio de rua de proximidade, apresentando os 250 mil euros iniciais como o primeiro passo de um plano faseado, num momento em que este procura reinventar-se face à concorrência dos centros comerciais e das plataformas online.
O regresso do comércio de bairro
Para os leitores que se lembram de quando as compras se faziam todas na rua, entre a retrosaria, a mercearia e a drogaria do bairro, propostas como esta têm um sabor familiar: a aposta na relação com o cliente e na conveniência de ter tudo perto de casa. Resta saber se a fórmula, agora com máquinas de vending e programas de retoma, conquista as famílias de 2026 como as lojas de bairro conquistaram as de outros tempos. Loures será o primeiro teste.











