Há quem conheça a Costa Vicentina apenas pelas praias. A poucos minutos da Ilha do Pessegueiro, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, está a nascer um espaço que propõe outra leitura do território: o Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha, instalado numa propriedade com cerca de 30 hectares, na aldeia de Fonte de Mouro, em Porto Covo.
O projeto cruza paisagem, património e criação artística num ambiente onde a natureza assume um papel central, e dirige-se a quem procura descobrir esta faixa do litoral alentejano de forma mais autêntica e consciente, para além dos roteiros habituais.
Cerca de trinta hectares para abrandar o ritmo
Lagoas naturais, vinhas, oliveiras centenárias, jardins mediterrânicos e extensas áreas verdes compõem o cenário. É um convite explícito a caminhar devagar, a ficar mais tempo e a explorar o território para além do que costuma constar nos guias.
A conservação paisagística e da biodiversidade é apontada como uma das principais prioridades do projeto, que tem contado com o apoio e o aval do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Câmara Municipal de Sines.
Uma programação que se estende ao longo do ano
Mais do que um espaço para visitar uma vez, o parque foi pensado como agenda contínua. Ao longo do ano, vai acolher:
- Exposições e instalações ao ar livre
- Workshops e ateliers
- Atividades para crianças e famílias
- Ações de sensibilização ambiental
- Experiências gastronómicas inspiradas na tradição alentejana
Cada iniciativa procura aproximar visitantes, comunidade e território, numa lógica de turismo mais sustentável e participativa, em que a arte regenerativa assume um lugar de destaque.
Waste 2 Arte: o que o mar deixa nas praias vira fotografia
A programação cultural já arrancou este verão com a exposição Waste 2 Arte, do fotógrafo, recoletor e artista regenerativo Nuno Antunes. As obras, de Fine Art Photography, foram criadas a partir de resíduos recolhidos nas praias da Costa Vicentina, transformando aquilo que ali chega pelo mar em matéria-prima artística.
A mostra inaugura a ambição do projeto: afirmar o Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha como um novo destino onde cultura, natureza e regeneração se cruzam numa experiência única.
Pode ser vista até 19 de setembro, com entrada gratuita, das 16h00 até “ao pôr do sol”.
Ficar a dormir dentro da paisagem
Além da programação, aberta a todos, o parque dispõe de alojamento turístico inserido na paisagem envolvente, pensado para proporcionar tranquilidade e contacto direto com a natureza. Uma opção para quem prefere prolongar a visita e abrandar o ritmo neste canto do Alentejo litoral.
Mais informações em www.casasdailha.com.











