Piscina, spa, sauna, banheira de hidromassagem e o pequeno-almoço servido no quarto. É o que muita gente imagina quando pensa num fim-de-semana de descanso, e é também o que costuma travar a ideia logo a seguir, por causa do preço.
Um estudo da PriceLabs, plataforma de gestão de preços usada por hotéis e alojamento local, cruzou o preço das dormidas com a disponibilidade dessas comodidades em 60 concelhos portugueses. O resultado desmonta uma ideia feita: as cidades pequenas ganham quase sempre, e Lisboa fica em último lugar.
Mafra em primeiro, Lisboa em sexagésimo
Mafra lidera a tabela com um preço mediano de 169 euros por noite. Trinta e quatro por cento dos hotéis do concelho têm piscina e 12% oferecem banheira de hidromassagem, uma das percentagens mais altas de toda a lista.
Lisboa, a poucos quilómetros de distância, aparece na 60.ª e última posição. Paga-se ali uma mediana de 307 euros por noite, quase o dobro, e apenas 3% dos hotéis têm piscina. Para comodidades de spa e bem-estar, a percentagem cai para 1%.
Santa Cruz, a mais barata do pódio
A única insular no topo é Santa Cruz, na Madeira, em segundo lugar e com o preço mais baixo dos cinco primeiros: 134 euros por noite. Foi também a cidade com mais unidades analisadas, mais de mil, o que dá solidez ao resultado.
Fica junto ao aeroporto da Madeira e beneficia do clima subtropical da ilha, que mantém temperaturas à volta dos 22 graus em pleno Outono. Trinta e quatro por cento dos alojamentos têm piscina e 10% têm hidromassagem.
O resto do top dez
A seguir a Mafra e Santa Cruz vêm Pombal, Viseu e Ovar a fechar os cinco primeiros. Do sexto ao décimo lugar ficam Alcobaça, Barcelos, Chaves, Guimarães e Fafe.
São todos concelhos de média dimensão, quase sempre longe das rotas turísticas mais concorridas. Alcobaça destaca-se por ter 57% dos hotéis com piscina, a percentagem mais alta da lista. Fafe é a mais cara do top dez, com 302 euros, mas compensa em comodidades: 56% com piscina e 19% com pequeno-almoço no quarto.
Porque é que as cidades pequenas ganham
A explicação está na procura. Nos centros urbanos com muito turismo, a ocupação é alta durante quase todo o ano e os preços acompanham. Nas cidades médias, os hotéis competem por um número menor de hóspedes e mantêm preços mais contidos, mesmo quando têm boas instalações.
Há ainda uma questão de espaço. Construir uma piscina ou um spa é mais fácil fora dos centros históricos, onde os edifícios são antigos e as áreas disponíveis pequenas. Daí a diferença enorme entre os 3% de Lisboa e os 57% de Alcobaça.
Bons destinos para esta altura do ano
O Outono é a estação certa para estas escapadinhas. Há menos gente, os preços descem e o tempo ainda permite andar na rua.
Em Mafra, a Tapada Nacional volta a organizar visitas nocturnas para ouvir a brama dos veados, um dos espectáculos naturais mais procurados desta época. Na Ericeira, que pertence ao mesmo concelho e é Reserva Mundial de Surf, as praias ficam vazias. Em Santa Cruz, a época balnear prolonga-se muito para além do que é possível no continente.
O que verificar antes de reservar
Duas notas práticas. A primeira é que estes números são medianas do concelho inteiro, não preços garantidos: há sempre unidades acima e abaixo. A segunda é que muitos spas e piscinas de hotel fecham ou reduzem horário fora da época alta.
Antes de reservar, confirme por telefone se a piscina interior está aberta, se o spa funciona ao fim-de-semana e se o acesso está incluído no preço do quarto ou se é pago à parte. É uma chamada que evita uma desilusão à chegada.











