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Os ricos vivem mais: estudo revela como a riqueza influencia a longevidade

Os ricos vivem mais: estudo revela como a riqueza influencia a longevidade
Forever Young

Um novo estudo internacional veio confirmar aquilo que muitos já suspeitavam: as pessoas mais ricas tendem a viver mais.

Publicada na prestigiada revista New England Journal of Medicine, a investigação revelou que a expectativa de vida está fortemente ligada ao nível de riqueza, especialmente nos Estados Unidos, onde as desigualdades são mais marcadas do que na Europa.

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O que o estudo descobriu?

A pesquisa acompanhou mais de 73 mil adultos, entre os 50 e os 85 anos, durante um período de 12 anos (2010 a 2022), em 16 países europeus e nos Estados Unidos. Os participantes foram divididos em quatro grupos de riqueza — desde o quartil mais baixo (os mais pobres) até ao mais alto (os mais ricos).

Durante esse tempo, cerca de 18,7% dos participantes morreram. Mas o padrão observado foi claro:
Quanto maior a riqueza, menor o risco de morte.

Nos Estados Unidos, as pessoas mais ricas apresentaram um risco 40% menor de morrer do que as mais pobres. Na Europa, essa diferença também foi registada, mas com menos disparidade.

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Os ricos dos EUA vs. os pobres da Europa

Um dado surpreendente?
Os americanos mais ricos viveram, em média, o mesmo número de anos que os europeus mais pobres em países do norte e oeste da Europa.

Ou seja, viver nos EUA com muito dinheiro não garante uma vida mais longa do que viver na Europa com menos recursos. Os autores do estudo sugerem que os sistemas de saúde mais igualitários e as políticas públicas sociais mais eficazes da Europa podem ser fatores decisivos nesta diferença.

Este estudo reforça uma realidade preocupante:
As desigualdades económicas estão intimamente ligadas às desigualdades em saúde.

Num momento em que a longevidade está cada vez mais no centro das nossas preocupações, os resultados trazem à luz a importância de políticas públicas que garantam acesso equitativo à saúde e ao bem-estar, independentemente da carteira de cada um.

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Enquanto a riqueza pode facilitar o acesso a uma vida mais saudável, o estudo também lembra que não é o único fator. Ter um estilo de vida equilibrado, manter uma rede social ativa e cuidar da saúde mental e física são atitudes ao alcance de todos — e fundamentais para o envelhecimento com qualidade.