Pedras nos rins: o que são e a que tratamentos posso recorrer?

O seu nome científico é litíase e é uma condição dolorosa, que afeta cerca de 800 mil portugueses, mas que pode ser prevenida se a hidratação não for descurada.

Os cálculos – ou “pedras” – são inicialmente formados nos rins, onde podem ficar durante muitos anos sem manifestação de qualquer sintoma. Para evitar esta condição, o urologista António Matos Pereira sugere, no portal Lusíadas Saúde, que se «bebam líquidos, onde a água está incluída, mas não só». O especialista dá como exemplos o chá, sumos, sopa e fruta.

A quantidade aconselhada de líquidos é «a necessária para a urina vir clara», com o médico a esclarecer que «quanto mais clara, menor é a concentração de iões», reduzindo a probabilidade de formação de cálculos. De qualquer forma, António Matos Pereira diz que o mínimo pode ser até 2 litros.

Todavia, essa quantidade pode não ser suficiente, dependendo «da temperatura ambiente, da humidade relativa e do tipo de alimentação. Quando há atividade física deve redobrar-se este cuidado», avisa o urologista. O médico do Hospital Lusíadas de Lisboa garante, também, que beber água pode ser uma mera questão de hábito, pois «se começar a beber mais líquidos, vai sentir falta e beber mais».

Este alerta pretende evitar a ocorrência da extremamente dolorosa cólica renal, que acontece quando o cálculo se desloca para a bexiga através do ureter, uma estrutura muito fina e delicada, que leva, muitas vezes, as pessoas a deslocarem-se às urgências hospitalares.

As pedras nos rins são sazonais?

Segundo conclusões de vários estudos, as condições ideais para a formação dos cálculos nos rins têm uma maior probabilidade (20%) de acontecer durante o verão. Isto porque a temperatura é maior, por conseguinte, a transpiração também aumenta e perdemos líquidos essenciais, provocando a concentração de sais minerais na urina. Além disso, alia-se uma alimentação mais descuidada e uma fraca hidratação.

Algum segmento da sociedade é mais afetado pelas pedras nos rins?

De acordo com o especialista, «o género não é determinante, mas pode haver um pico de incidência por volta dos 40/50 anos». Quanto mais jovens, a probabilidade de reincidência e de «problemas ao longo da vida» aumenta, precisamente porque «os seus hábitos não se alteram», potenciando a formação de cálculos, afirma o urologista.

Como fazer o diagnóstico?

As ecografias costumam ser o exame mais comum nestas situações, mas se a “pedra” for muito pequena, até pode nem ter de realizar qualquer intervenção, pois o cálculo pode sair por si. Pode ter de tomar mais atenção na prevenção, para não aumentar a dimensão do cálculo ou potenciar o surgimento de mais “pedras”.

Um cálculo de 3 a 4 milímetros já pode dar problemas mais sérios, podendo provocar infeções generalizadas. Nestes casos, deve procurar-se um especialista.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Tendo em conta a composição e a localização dos cálculos, a abordagem de tratamento aplicada pelos médicos pode ser uma litotrícia extracorporal por ondas de choque (LEOC), um método de tratamento não invasivo dos cálculos do aparelho urinário ou uma ureterorrenoscopia. Nesta última terapia, faz-se uma exploração endoscópica do ureter, em que o cálculo é fragmentado e retirado com pinças.

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