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Plantas de interior que sobrevivem a quase tudo

Plantas de interior que sobrevivem a quase tudo
Maria Isadora Ribeiro

Ter verde em casa melhora o ambiente e dá uma rotina agradável, mas nem toda a gente tem jeito para jardinagem. Estas espécies perdoam esquecimentos, pouca luz e rega irregular.

Uma casa com plantas é outra casa. O verde suaviza divisões, dá cor no Inverno e obriga a uma pequena rotina de cuidado que, para quem vive sozinho, tem mais valor do que parece. O problema é quando a planta morre em duas semanas e fica a ideia de que «não se dão comigo».

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Na maioria dos casos, não é falta de jeito: é excesso de água ou falta de luz. Escolhendo bem as espécies, o sucesso é quase garantido.

As mais resistentes de todas

A espada-de-são-jorge é provavelmente a planta mais difícil de matar: aguenta pouca luz, ar seco e semanas sem rega. O potus, aquela trepadeira de folhas em forma de coração, cresce depressa e avisa quando tem sede, deixando as folhas mais moles. O zamioculcas guarda água nas raízes e dispensa cuidados durante longos períodos.

Para quem quer flor, a violeta-africana dá-se bem em janelas com luz indirecta e floresce quase todo o ano. E o lírio-da-paz tolera sombra e recupera rapidamente depois de uma rega esquecida.

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Luz: o factor que se subestima

Quase todas as plantas de interior gostam de luz natural abundante, mas sem sol directo nas horas quentes, que queima as folhas. Uma janela virada a nascente costuma ser ideal. Se a divisão for escura, escolha espécies tolerantes à sombra e não espere crescimento rápido.

Água: menos é mais

O erro mais comum é regar por calendário. O correcto é regar por necessidade: enfie o dedo dois ou três centímetros na terra e regue só se estiver seca. No Inverno, com menos luz e temperaturas mais baixas, quase todas as plantas precisam de bastante menos água.

Garanta sempre furos de drenagem no vaso e esvazie o prato depois de regar. Raízes dentro de água apodrecem, e daí não há volta a dar.

Cuidados simples que fazem diferença

Limpe o pó das folhas com um pano húmido de vez em quando, porque o pó impede a planta de aproveitar a luz. Rode o vaso um quarto de volta por semana, para crescer direita. Corte folhas secas e flores murchas. E adube na Primavera e no Verão, com um fertilizante líquido comum, seguindo as doses da embalagem.

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Onde comprar sem gastar muito

Não é preciso ir a uma loja especializada. Os supermercados vendem estas espécies a preços baixos, as feiras de trocas de plantas multiplicam-se nas juntas de freguesia e muitos vizinhos têm estacas para dar. Em vasos, prefira barro a plástico se tende a regar de mais, porque o barro deixa evaporar a humidade excedente.

Um aviso para quem tem animais ou netos pequenos

Algumas plantas de interior populares são tóxicas se ingeridas, incluindo o potus, o lírio-da-paz e o zamioculcas. Não são perigosas ao toque, mas convém colocá-las fora do alcance de crianças e animais que tenham o hábito de trincar folhas.

Por fim, uma sugestão para quem gosta de ter mãos na terra: as estacas. Um raminho de potus dentro de um copo de água cria raízes em poucas semanas e transforma-se numa planta nova, que dá um presente simpático e sem custo para uma vizinha, uma amiga ou a professora dos netos.