<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Portugueses trocam a grande viagem anual por várias escapadinhas ao longo do ano

Portugueses trocam a grande viagem anual por várias escapadinhas ao longo do ano
Rogério Junior

Um estudo da ConsumerChoice a 700 portugueses mostra que a viagem única e prolongada está a perder terreno para fugas mais curtas e repetidas ao longo do ano. E há meses fora do pico do verão que já reúnem mais preferências do que a época alta.

A grande viagem anual, planeada durante meses e concentrada num só período, está a perder terreno. Um estudo da ConsumerChoice sobre hábitos de consumo em época de férias conclui que 72% dos portugueses preferem repartir o descanso por várias escapadinhas ao longo do ano, em vez de gastarem o orçamento numa única deslocação prolongada. A tendência aponta para pausas mais frequentes e mais curtas, distribuídas pelo calendário.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

A praia continua a ganhar, e o conforto também

Entre os destinos, a costa mantém a liderança e ainda reforçou posição. Os locais de praia e as zonas costeiras passaram de 28% das preferências em 2025 para 34% em 2026. Ao mesmo tempo, cresce o apetite por soluções que dispensam logística: os resorts e pacotes de tudo incluído subiram de 10% no ano anterior para 13% este ano, um sinal de que a comodidade e o conforto pesam cada vez mais na decisão.

Essa procura por experiências variadas nota-se também na escolha do mapa. Questionados sobre onde tencionam passar férias, 43% dos participantes respondem que querem viajar tanto em Portugal como no estrangeiro, o que revela mais flexibilidade e vontade de combinar registos diferentes de viagem.

Férias em família, e planeadas com antecedência

O estudo confirma que as férias continuam a ser, sobretudo, um tempo de convívio: cerca de 66% dos inquiridos vai passar este período acompanhado por familiares. Mais do que uma pausa individual, funcionam como momento privilegiado de convívio, descanso e partilha.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Quanto à organização, os portugueses são cada vez mais previdentes. Quase metade dos entrevistados (49%) começa a preparar as férias entre três a seis meses antes da partida, com o objetivo de garantir melhores preços e uma oferta mais alargada de opções.

Reservar continua a fazer-se online

Na hora de reservar, as plataformas digitais mantêm o papel central que já vinham assumindo. Em 2025, 47% recorriam a serviços como a Booking ou o Airbnb para organizar as suas viagens. Em 2026, esse valor fixa-se nos 46%, confirmando que o planeamento das férias continua digitalizado e assente em soluções rápidas, flexíveis e acessíveis.

Junho e setembro, os meses que estão a ganhar adeptos

Uma das conclusões mais interessantes diz respeito ao calendário. Junho e setembro surgem como os meses preferidos para 38% dos inquiridos, ou seja, a chamada época média ultrapassa os meses tradicionalmente associados ao verão. A leitura é clara: há uma procura crescente por períodos menos concorridos e com preços mais equilibrados.

Onde ficar e o que fazer

No capítulo do alojamento e das atividades, o retrato do estudo é o seguinte:

Continue a ler após a publicidade
  • Hotéis: a opção preferida, escolhida por 33% dos portugueses.
  • Resorts com tudo incluído: 18%.
  • Descansar: continua a ser o principal objetivo das férias para 31% dos consumidores.
  • Visitar pontos turísticos: valorizado por 22%.
  • Explorar a gastronomia local: apontado por 18%.

Desligar do trabalho durante as férias

A necessidade de repouso reflete-se na relação com o trabalho durante as férias. Ainda que trabalhar neste período continue a ser uma realidade para alguns, a resposta mais frequente foi “nunca”, indicada por 31% dos participantes. A somar a isso, 36% dizem conseguir desligar do trabalho na maioria das vezes, um indicador de que o equilíbrio entre vida profissional e tempo de descanso está a ganhar peso nas prioridades.

Quem respondeu ao estudo

O questionário foi respondido por 700 portugueses, 53% do sexo feminino e 47% do masculino. Em termos de idades, a faixa dos 64 ou mais anos representa 20% dos participantes, 19% têm entre 45 e 54 anos e 18% situam-se entre os 35 e os 44. A maioria reside na Grande Lisboa (30%) e na região Norte (21%), seguindo-se o Centro do país (18%) e o Grande Porto (17%), com a restante percentagem distribuída por outros pontos do território.

Este trabalho integra a atividade regular de investigação de mercado da ConsumerChoice, entidade responsável pelos sistemas de avaliação Escolha do Consumidor e Escolha dos Profissionais, que acompanha de forma continuada as tendências de consumo em Portugal e assume total responsabilidade pela integridade e precisão dos dados recolhidos.