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Poupar água em casa: onde está mesmo o desperdício

Poupar água em casa: onde está mesmo o desperdício
Fernanda M. Reis

Não está na torneira aberta a lavar os dentes. Está em fugas silenciosas, no autoclismo e no duche, e resolve-se com peças que custam poucos euros.

A factura da água costuma ser das mais baixas da casa, o que faz com que quase ninguém olhe para ela. Mas os escalões sobem rapidamente com o consumo, e uma fuga discreta pode multiplicar a conta sem que nada se note à superfície.

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Primeiro: verificar se há fugas

É o teste mais útil e demora cinco minutos. Feche todas as torneiras e não use qualquer aparelho. Vá ao contador e veja se o ponteiro ou os dígitos continuam a mexer. Se mexerem, há fuga algures na instalação.

Outra verificação simples: deite umas gotas de corante alimentar no depósito do autoclismo e espere meia hora sem descarregar. Se a cor aparecer na sanita, a válvula está a deixar passar água continuamente. É das fugas mais comuns e das que mais consome, porque acontece 24 horas por dia.

O autoclismo

Os modelos antigos gastam bastante mais por descarga do que os actuais. Substituir por um com duplo comando é um investimento pequeno que se paga. Enquanto isso não acontece, colocar uma garrafa cheia de água dentro do depósito reduz o volume de cada descarga.

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O duche

É onde se gasta mais água em quase todas as casas. Um chuveiro comum pode debitar mais do dobro de um chuveiro eficiente. Os redutores de caudal e os chuveiros economizadores custam poucos euros, apertam-se à mão e mantêm a sensação de pressão gastando bastante menos.

Reduzir o tempo de duche em dois minutos, por pessoa e por dia, dá uma diferença visível ao fim de um trimestre. E vale a pena aproveitar a água fria que corre à espera de aquecer, num balde, para regar ou lavar o chão.

Torneiras e arejadores

Os arejadores, aquelas pequenas redes na ponta da torneira, misturam ar com a água e reduzem o caudal sem que se note. Devem ser limpos de calcário de tempos a tempos, porque entupidos deixam de funcionar bem.

Máquinas

A máquina de lavar loiça gasta menos água do que lavar à mão em água corrente, desde que seja usada cheia e em programa eco. O mesmo princípio vale para a roupa. Molhar e esfregar sem água a correr, e só depois enxaguar, é o método que mais poupa quando se lava à mão.

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Fora de casa

Regar ao início da manhã ou ao fim da tarde reduz a evaporação. A rega gota a gota gasta uma fracção da mangueira. E lavar o carro com balde em vez de jacto poupa dezenas de litros de cada vez.

Tarifa social e escalões

Vários municípios têm tarifários sociais da água para agregados com baixos rendimentos e para famílias numerosas, com critérios definidos localmente. Vale a pena perguntar nos serviços municipalizados ou na câmara se existe na sua zona e como se pede, porque nem sempre é automático.

E confirme na factura em que escalão está: perceber onde começa o escalão seguinte ajuda a ajustar o consumo antes de saltar de patamar.

Aproveitar a água da chuva

Para quem tem quintal ou varanda ampla, um depósito ligado a uma caleira recolhe água suficiente para a rega de boa parte do ano. Deve ser tapado, para não servir de criadouro de mosquitos, e destina-se apenas a rega e limpezas exteriores, nunca a consumo.

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