<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Pré-diabetes: como detetar a fase silenciosa que ainda é reversível

Profissional de saúde mede a glicemia de um paciente com picada no dedo
Maria Isadora Ribeiro

Há uma fase intermédia entre o açúcar normal e a diabetes que dura anos, quase não dá sintomas e é reversível. A maioria de quem a tem não sabe.

Entre ter o açúcar no sangue normal e ter diabetes existe um território intermédio que pode durar anos. Chama-se pré-diabetes, quase não dá sintomas, e a sua característica mais importante é esta: nesta fase, o processo ainda pode ser travado.

Escolha a Forever Young como fonte preferida no Google Escolher ›

O que é, em termos práticos

Pré-diabetes é a situação em que os valores de glicose no sangue estão acima do normal mas abaixo do limiar de diagnóstico de diabetes.

Não é um susto sem consequências. É um estado que, sem intervenção, evolui para diabetes tipo 2 numa proporção significativa dos casos.

Porque é que passa despercebida

Porque não dói. Os sintomas que as pessoas associam à diabetes, sede intensa, urinar muito, perda de peso inexplicada e visão turva, aparecem quando os valores já estão altos, ou seja, tarde.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Na fase de pré-diabetes o organismo compensa e a pessoa sente-se bem. É por isso que a deteção depende quase inteiramente de análises, e não de sintomas.

Como se deteta

Através de análises ao sangue pedidas em consulta. As mais usadas são a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada, que reflete a média dos últimos dois a três meses, e a prova de tolerância à glicose oral.

Os limiares que separam normal, pré-diabetes e diabetes estão definidos em normas clínicas e são interpretados pelo médico em conjunto com o resto do quadro. Um valor isolado ligeiramente alterado não fecha um diagnóstico.

Quem deve levantar a questão em consulta

Há um conjunto de fatores que aumentam o risco e que justificam vigilância mesmo sem qualquer sintoma.

Continue a ler após a publicidade

Idade mais avançada. Excesso de peso, sobretudo com acumulação abdominal. História familiar de diabetes tipo 2. Hipertensão arterial. Alterações do colesterol e dos triglicéridos. Sedentarismo. Antecedentes de diabetes gestacional.

Quem reconhece dois ou três destes fatores tem motivo para falar do assunto na próxima consulta.

O que muda o curso

É aqui que está a boa notícia, e está bem estabelecida na investigação: a pré-diabetes responde a intervenções de estilo de vida.

Os três eixos com maior efeito demonstrado são a perda de peso, mesmo modesta, o aumento da atividade física regular e a alteração do padrão alimentar, com menos açúcares livres e produtos ultraprocessados e mais fibra.

Continue a ler após a publicidade

Não é preciso uma transformação radical. Reduções pequenas e sustentadas de peso, combinadas com atividade física regular, mostraram efeito na progressão para diabetes.

O erro mais comum

É tratar o resultado como um aviso sem consequências e repetir as análises dois anos depois, sem mudar nada pelo meio.

A pré-diabetes é uma janela. Enquanto está aberta, o esforço tem retorno elevado. Depois de instalada a diabetes, o objetivo passa a ser controlar, e não reverter.

Se tem análises com glicemia no limite superior do normal guardadas numa gaveta, vale a pena levá-las à próxima consulta e fazer a pergunta diretamente.

O que não é preciso fazer

Vale a pena arrumar dois excessos comuns. O primeiro é comprar um medidor de glicemia e passar a picar o dedo por conta própria: fora do contexto de diabetes diagnosticada, isso gera ansiedade e leituras difíceis de interpretar sem acompanhamento.

O segundo é eliminar por completo hidratos de carbono. As abordagens com evidência assentam na qualidade e na quantidade, com preferência por alimentos integrais e leguminosas, e não na supressão de um grupo alimentar inteiro.