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Reciclagem: as dúvidas que continuam a fazer errar o ecoponto

Reciclagem: as dúvidas que continuam a fazer errar o ecoponto
Fernanda M. Reis

Caixas de pizza, esferovite, embalagens de iogurte, talões de compras. Há um punhado de casos que gera sempre discussão à porta de casa.

Separar o lixo entrou nos hábitos da maioria das casas portuguesas, mas continua a haver um conjunto de casos que gera dúvida sempre que aparece. E, ao contrário do que se pensa, um erro de separação pode contaminar todo um lote e mandar para aterro material que era aproveitável.

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A regra base

O ecoponto destina-se a embalagens, e não a todos os objectos feitos do mesmo material. O amarelo recebe embalagens de plástico e de metal. O azul recebe papel e cartão de embalagem, jornais e revistas. O verde recebe embalagens de vidro. Tudo o resto que não seja embalagem tem, em regra, outro destino.

Os casos que geram mais discussão

Caixa de pizza: a parte limpa vai para o azul; a parte com gordura e restos, para o lixo comum ou, havendo, para o orgânico. Esferovite de embalagem: vai para o amarelo. Embalagens de iogurte: copo e tampa de alumínio vão para o amarelo, e não é preciso lavar exaustivamente, basta escorrer.

Talão de compras: não vai para o azul, porque o papel térmico não é reciclável nesse circuito. Guardanapos e lenços de papel usados também não. Espelhos, vidro de janela, loiça e pyrex não vão para o vidrão, porque têm composição diferente e estragam o processo.

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Cápsulas de café seguem os circuitos específicos das marcas ou os pontos de recolha próprios, consoante o material.

O que tem circuito próprio

Pilhas e baterias, em pilhões espalhados por lojas e supermercados. Lâmpadas e pequenos aparelhos eléctricos, em pontos de recolha de equipamentos eléctricos. Medicamentos fora de prazo e sobras, nas farmácias. Óleo alimentar usado, em oleões, depois de coado e guardado numa garrafa fechada.

Roupa e calçado têm contentores próprios em muitos municípios e circuitos de instituições de solidariedade.

Móveis e monstros

Colchões, sofás, electrodomésticos grandes e entulho não se deixam ao lado do contentor. Praticamente todos os municípios fazem recolha de monos mediante marcação, gratuita ou de baixo custo, com dia combinado. Basta telefonar para os serviços de higiene urbana.

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O resíduo orgânico

Está a ser progressivamente implementado em vários municípios, com contentores castanhos ou recolha porta a porta, destinados a restos de comida e desperdícios de cozinha. Vale a pena confirmar na câmara se já existe na sua zona e como aderir.

Duas notas práticas

Esmagar as embalagens reduz o volume e evita idas ao ecoponto. E não é preciso lavar as embalagens com água quente e detergente: basta retirar os restos, porque gastar água a limpar embalagens anula boa parte do benefício ambiental.

Reduzir antes de reciclar

A separação é o último passo de uma hierarquia que começa noutro sítio. Levar saco próprio às compras, preferir embalagens maiores em vez de doses individuais, usar garrafa reutilizável e recusar o que não faz falta evita resíduos que depois não é preciso separar.

Onde esclarecer dúvidas

As entidades gestoras de resíduos e os serviços municipais disponibilizam listas detalhadas e linhas de atendimento. Em caso de dúvida sobre um objecto específico, telefonar é mais eficaz do que adivinhar: um erro repetido durante anos faz mais estrago do que uma pergunta.

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