As rendas voltaram a subir em Setembro. O aumento foi de 6,1% face ao mesmo mês do ano passado e é o terceiro mês consecutivo de subidas, segundo o índice do idealista divulgado esta semana.
No final do mês, arrendar casa em Portugal custava uma mediana de 18,3 euros por metro quadrado. Na prática, um apartamento de 70 metros quadrados sai, em média nacional, por cerca de 1.280 euros mensais.
Onde subiu mais
O preço aumentou em 13 das 16 capitais de distrito analisadas. As maiores subidas foram em Aveiro, com 22,1%, seguida de Viana do Castelo, com 17,5%, e Bragança, com 12,6%.
Depois vêm Évora com 9%, Lisboa com 8,8% e Santarém com 8,5%. O Funchal subiu 7,4%, Setúbal 5,3%, Viseu 5,2%, Braga 3,5%, Leiria 3,2%, Vila Real 3,1% e Castelo Branco 1,2%.
E onde desceu
Só três capitais ficaram mais baratas, e a surpresa está no topo da lista: Faro desceu 12,6%, a maior queda do país. Seguem-se Coimbra, com menos 5,9%, e o Porto, com menos 4,4%.
Nos distritos o retrato é diferente. Vila Real registou a maior descida, com menos 18,6%, enquanto o distrito de Faro foi o que mais subiu, com 15,2%. A diferença entre a cidade de Faro e o distrito mostra que o movimento se está a dar fora dos centros urbanos.
Quanto custa em cada cidade
Lisboa continua a ser a mais cara do país, a 25,1 euros por metro quadrado. Segue-se o Porto, a 19 euros, e o Funchal, a 16,8. Depois Faro, a 14,8, Aveiro a 14,4, Setúbal a 13,7 e Coimbra a 12,8.
No outro extremo estão Castelo Branco, a 7,3 euros, Vila Real a 7,7, Bragança a 7,9 e Viseu a 8,3. Entre Lisboa e Castelo Branco a diferença é de mais do triplo pelo mesmo espaço.
O Norte foi o único a descer
Olhando para as sete regiões do país, só o Norte ficou mais barato, com uma descida de 5,3%. Todas as outras subiram.
O Algarve lidera com 15,2%, seguido do Alentejo com 14,1%, dos Açores com 12,2% e da Área Metropolitana de Lisboa com 9,3%. A Madeira subiu 7,8% e o Centro 6,1%.
Há aqui uma mudança que vale a pena registar: a Área Metropolitana de Lisboa ultrapassou o Algarve como região mais cara para arrendar, com 22 euros por metro quadrado contra 20,8.
Porque é que isto interessa a quem não arrenda
Muita gente com mais de 50 anos é proprietária e pensa que estes números não lhe dizem respeito. Dizem, por duas vias.
A primeira são os filhos e os netos. Quando a renda sobe mais depressa do que os salários, o apoio da família deixa de ser pontual e passa a ser estrutural, muitas vezes à custa da poupança de quem já está reformado.
A segunda é o valor do próprio património. Quem tem uma casa arrendada, ou está a pensar arrendar a que ficou vazia, precisa destes valores para saber se o que está a cobrar faz sentido. E quem pondera vender deve saber que o preço do arrendamento puxa pelo preço de venda.
Uma nota sobre os números
Convém saber o que estes valores são e o que não são. São preços pedidos nos anúncios, não contratos assinados, e são medianas, o que significa que metade está acima e metade abaixo.
O idealista mudou este ano a metodologia do índice para excluir o arrendamento sazonal e de férias, que inflacionava os valores em zonas turísticas, e aplicou a alteração a toda a série histórica para manter a comparação. É uma correcção que torna os números mais fiáveis do que eram.











