Sara Matos protagoniza nova peça “Yerma” do Teatro Experimental de Cascais

Escrita em 1934, dois anos antes da morte do autor [Federico García Lorca], Yerma é uma tragédia simbolista a meio caminho entre o teatro e a poesia, e a realidade e o sonho”, lê-se na sinopse.

É a terceira produção de 2020 do Teatro Experimental de Cascais e também aquela que encerra o ano, assinalando, como já vem sendo costume, o aniversário da companhia com uma estreia. O dia 13 de Novembro marca por isso o início da temporada de um mês de YERMA, de Federico García Lorca. A peça, protagonizada por Sara Matos, cuja carreira teve início na Escola Profissional de Teatro de Cascais, conta ainda com o elenco fixo da companhia, e com alguns actores que têm feito parte da história da companhia ao longo dos últimos anos, como Renato Godinho, Rita Calçada Bastos e Rodrigo Tomás.  

YERMA sobe ao palco do Teatro Municipal Mirita Casimiro para uma temporada de 23 sessões marcada pelo regresso das matinés de Domingo, conferindo desta forma ao público uma maior flexibilidade. Não só de horários, todavia, se revestem as novidades desta última peça. Pedro Jóia, guitarrista, compositor e director musical português, cuja colaboração de sucesso com o Teatro Experimental de Cascais data a 1999, no espectáculo LORCA, FEDERICO, tem a seu cargo a música desta produção, tocando ao vivo.  Por outro lado, a participação do bailarino de flamenco João Lara, já com uma carreira internacional premiada, promete surpreender todos. 

Sobre a mesma, assenta a narrativa de um casamento falhado entre Yerma e Juan, que se desenvolve sob a luta do casal contra os rumores que atravessam a aldeia. “Presa à honra, à moral e à religião, Yerma é uma das mais complexas personagens da história da literatura que condensa em si problemas universais que continuam a assombrar-nos, principalmente o conflito entre razão e emoção, um dos maiores gatilhos da tragédia e da nossa incapacidade de lidar com a realidade.”, pode ler-se na sinopse da peça.  

Com encenação de Carlos Avilez, e versão e dramaturgia de Miguel Graça, esta história, descrita por Federico García Lorca como um “poema trágico”, encerra 2020 com a intensidade das interpretações de um elenco que promete não deixar ninguém indiferente. 

 

 

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