Lisboa é uma cidade que se dá a ver de cima, e essa é provavelmente a melhor notícia para quem quer passear sem gastar dinheiro. Os miradouros são públicos, quase todos têm bancos e sombra, e muitos são servidos por eléctrico ou autocarro, o que evita as subidas mais duras.
Senhora do Monte
É o ponto mais alto e o mais tranquilo. Dali vê-se o castelo, a Mouraria, o rio e, em dias limpos, a ponte. Tem esplanada de quiosque, pinheiros que dão sombra e costuma estar menos cheio do que os miradouros do circuito turístico. A subida é exigente a pé, mas o autocarro 734 deixa por perto.
Graça
A poucos minutos do anterior, com uma vista mais aberta sobre a Baixa e o Castelo de São Jorge. O quiosque tem mesas e é dos lugares onde apetece ficar uma hora. O eléctrico 28 passa mesmo ao lado, com a vantagem de fazer metade do trabalho pelas pernas.
Santa Luzia
O mais fotografado de Alfama, com pérgula, buganvílias e painéis de azulejo. Tem lugares sentados à sombra e um jardim contíguo, o Miradouro das Portas do Sol, com vista para o Tejo e para os telhados. É o troço mais concorrido, pelo que vale a pena chegar cedo ou já ao fim da tarde.
São Pedro de Alcântara
Do outro lado da cidade, no Bairro Alto, com jardim em dois níveis, repuxo e uma vista que abrange a Baixa e o castelo em frente. Para quem quer evitar ladeiras, o Elevador da Glória sobe desde os Restauradores e é a forma mais confortável de lá chegar.
Santa Catarina
Conhecido como o miradouro do Adamastor, olha directamente para o rio e para a ponte e é o melhor da cidade para ver o pôr do sol. Ao fim da tarde enche-se de gente nova, o que para uns é o encanto e para outros o inconveniente. Ao início da tarde, está calmo.
Parque Eduardo VII
Menos óbvio, mas com uma das vistas mais amplas: do topo do parque desce-se com o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade e o rio alinhados em frente. O acesso é simples de metro e o piso é plano, o que o torna dos mais confortáveis para quem tem dificuldades de mobilidade.
Conselhos práticos
Leve água, chapéu e calçado com boa sola, porque a calçada portuguesa é escorregadia, sobretudo em descida e depois de chuva. Prefira o fim da tarde, quando o calor abranda e a luz fica melhor.
Para quem tem passe sénior ou o cartão de transportes com desconto, vale a pena fazer o percurso todo em eléctrico e autocarro, sem carro. E, se quiser transformar o passeio num programa de dia inteiro, quase todos estes miradouros ficam a poucos minutos de uma igreja, de um museu ou de um jardim onde se pode almoçar sentado.
Dois miradouros menos óbvios
Para quem já conhece os clássicos, ficam duas sugestões: o Miradouro do Monte Agudo, em Arroios, frequentado sobretudo por moradores, e o jardim do Torel, acessível pelo Elevador do Lavra, com esplanada tranquila e vista para a Avenida da Liberdade.











