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Sete formas eficazes de combater a solidão depois dos 50, segundo especialistas

Sete formas eficazes de combater a solidão depois dos 50, segundo especialistas
Forever Young

Psicólogos e terapeutas partilham estratégias práticas para contrariar o isolamento e recuperar o bem-estar emocional.

À medida que os anos passam, muitas pessoas começam a sentir o peso da solidão de forma mais intensa, mesmo rodeadas de outros. De acordo com dados partilhados pelo Departamento do Trabalho dos EUA, citados pela BestLife, a maioria dos adultos passa progressivamente menos tempo com amigos e familiares após os 30 anos, e aos 70, a média diária de convivência social (excluindo o cônjuge) é de apenas uma hora. A restante parte do tempo é, frequentemente, passada a sós.

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Este isolamento silencioso não é inofensivo. Em 2019, o então responsável máximo pela saúde pública dos EUA classificou a solidão como uma verdadeira crise de saúde pública. No entanto, há soluções possíveis e muitas delas estão ao nosso alcance.

A terapeuta familiar Suzette Bray, a psicóloga Colleen Marshall e o especialista em terapia cognitivo-comportamental Ray Christner explicam quais são as sete estratégias mais eficazes para quebrar este ciclo, segundo a BestLife:

1. Evitar comparações sociais

Sentir-se solitário não depende apenas da presença física de outras pessoas. Segundo Bray, comparar-se com os outros, sobretudo com aqueles que aparentam ter vidas sociais vibrantes, pode acentuar ainda mais o isolamento. Aceitar que todos enfrentam momentos de solidão permite reduzir o autojulgamento e abrir espaço para procurar conexão.

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2. Redescobrir interesses através de novas atividades

Experimentar algo novo, seja dança, leitura, caminhadas em grupo ou voluntariado, ajuda a identificar paixões adormecidas e cria oportunidades de interação. “Não espere pelos outros. Comece por si”, aconselha Bray. A iniciativa pode ser a ponte para novas amizades.

3. Envolver-se em ações de voluntariado

Contribuir para a comunidade não só fortalece o sentido de propósito como permite conhecer pessoas com valores semelhantes. Seja numa associação local, biblioteca ou abrigo de animais, as suas competências podem fazer a diferença.

4. Reatar relações antigas

Amizades de infância ou ligações que se perderam no tempo podem ser reativadas. “Muitas vezes afastamo-nos sem razão concreta. Um telefonema pode reabrir uma ligação preciosa”, defende Bray.

5. Cultivar relações já existentes

Mais do que quantidade, importa a qualidade das ligações. Colleen Marshall sugere agendar momentos regulares de convívio com familiares, amigos ou vizinhos. Mesmo pequenos encontros semanais podem ter um impacto profundo na sensação de pertença.

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6. Praticar a “meditação da bondade amorosa”

Este tipo de meditação consiste em enviar intenções positivas a si próprio, a pessoas próximas e ao mundo em geral. Segundo Bray, esta prática fortalece a empatia e reduz sentimentos de isolamento, mesmo quando estamos sozinhos fisicamente.

7. Escrever cartas ou mensagens pessoais

Numa era digital, um gesto simples como escrever uma carta à mão pode ser surpreendentemente poderoso. “Um bilhete com palavras de gratidão ou partilha pode alegrar o dia de alguém e aproximar-vos novamente”, explica Christner.