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	<title>Opinião &#8211; Forever Young</title>
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	<description>Para se sentir sempre jovem. Viva com mais sentido, 55+ com atitude.</description>
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	<title>Opinião &#8211; Forever Young</title>
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	<item>
		<title>Pós-Verão: um mar de questões para a proteção solar</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/pos-verao-um-mar-de-questoes-para-a-protecao-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:36:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Sapo Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Habituámo-nos a olhar para o protetor solar como um produto sazonal que regressa às prateleiras com a chegada do calor e das campanhas que, ano após ano, o apresentam em embalagens cada vez mais apelativas. Mas o sol não é sazonal e, mais do que errado, é perigoso pensarmos dessa forma.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Sofia Cunha, Training Manager da Lancôme</strong></p>
<p>Usar protetor solar ao longo de todo o ano já devia ser uma regra. A radiação UV não representa um risco para a saúde, para a pele e para o combate aos sinais de envelhecimento apenas no verão. A verdade é que a proteção solar de largo espectro (que protege contra UVA e UVB) deve ser usada diariamente, independentemente da estação ou do estado do tempo.</p>
<p>É nesse sentido que podem surgir uma série de questões: devo usar protetor solar todos os dias? Vale a pena usar protetor solar em épocas de menos intensidade solar? Será que sabemos como escolher o melhor para a nossa pele? E surgem também dúvidas mais práticas: deve ser aplicado apenas quando saímos de casa, ou também dentro dela? Posso aplicar protetor antes de me maquilhar?</p>
<p>A exposição diária aos raios UVA é a principal causa do envelhecimento precoce da pele, além de contribuir para o desenvolvimento de cancro de pele. Com um comprimento de onda mais longo e penetrando mais profundamente, estão presentes de forma mais constante durante todas as horas do dia, em todas as estações do ano, e conseguem atravessar nuvens e vidros. Por isso, a exposição aos raios UVA é contínua e cumulativa. Segundo dados da <a href="https://www.ligacontracancro.pt/melanoma/" target="_blank" rel="noopener">Liga Portuguesa Contra o Cancro</a>, anualmente, em Portugal, surgem 1.500 novos casos de melanoma, um número que tem aumentado nos países ocidentais.</p>
<p>É também preciso estar atento aos raios UVB, por serem os principais responsáveis pelas queimaduras solares e por variarem muito com a intensidade do sol (mais fortes no verão e ao meio-dia). Assim, um protetor solar que não seja de amplo espectro pode proteger-nos das queimaduras solares (UVB), mas pode deixar-nos vulneráveis aos danos invisíveis, mas cumulativos, causados pelos raios UVA.</p>
<p>Concluímos, portanto, que devemos usar um protetor solar ao longo de todo o ano. Graças à tecnologia já existem protetores como, por exemplo, <a href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=8c79835a1dd223ca5db11b1882b60424cd60e9bab05a25630984d5d60658fddaJmltdHM9MTc1MDcyMzIwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=3489aa16-11d7-6835-269c-bc14106e69c9&amp;psq=uv+expert+lancome&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cucHJpbW9yLmV1L3B0X3B0L2xhbmNvbWUtdXYtZXhwZXJ0LXN1cHJhLXNjcmVlbi1zZXJ1bS1zcGY1MC05ODQxNC5odG1sP21zb2NraWQ9MzQ4OWFhMTYxMWQ3NjgzNTI2OWNiYzE0MTA2ZTY5Yzk&amp;ntb=1" target="_blank" rel="noopener">UV Expert Supra Screen Sérum SPF50</a> de Lancôme que têm uma textura ultrafina, fazendo com que sejam fáceis de aplicar, totalmente compatíveis com a maquilhagem e invisíveis em todos os fotótipos – não deixando nenhum tom de pele com manchas brancas ou acinzentado.</p>
<p>Vamos à segunda questão mais comum: Posso usar o meu protetor solar citadino na praia? E o meu protetor solar de praia pode ser utilizado no dia a dia? A resposta à primeira questão é não e, à segunda, é um pouco apelativo “depende”.</p>
<p>Os protetores urbanos não são formulados para a exposição solar intensa e prolongada da praia e é por essa razão que devemos ter outros fatores em consideração, como a água, a transpiração, a fricção do vento e da areia. Para a praia, é necessário um protetor com FPS 50 ou 50+ e que seja explicitamente resistente à água e ao suor, garantindo uma proteção eficaz contra queimaduras e danos solares intensos.</p>
<p>Quanto a aplicar o protetor solar de praia no dia a dia podemos aplicar e este irá proteger a nossa pele, porém, o conforto e a textura não são os mesmos que os de um citadino formulado para isso. Embora o protetor de praia ofereça alta proteção, tende a ser mais espesso, oleoso ou deixar um resíduo esbranquiçado, o que pode não ser ideal para o conforto ou para ser usado sob a maquilhagem.</p>
<p>Além disso, por serem formulados para resistência intensa, a sua remoção pode ser mais trabalhosa. Remover o protetor de forma eficaz é (quase) tão importante como aplicá-lo, para evitar oclusão dos poros (prevenindo pontos negros e borbulhas), permitir que a pele se regenere durante a noite, e garantir que outros produtos de tratamento noturno sejam bem absorvidos. A remoção adequada também previne o acúmulo de resíduos, deixando a pele limpa e saudável.</p>
<p>Esclarecidas estas questões, como devemos então escolher o protetor solar mais adequado?</p>
<p>O protetor solar ideal depende do tipo de pele e da exposição ao sol. Deve-se escolher sempre um com FPS 30 ou superior e proteção de largo espectro (UVA + UVB).</p>
<p>Para uma pele oleosa? Fórmulas <em>oil</em>&#8211;<em>free </em>e de toque seco. Pele seca? Texturas mais cremosas e hidratantes. Pele sensível? Regra (muito geral) protetores sem fragrância. Pele negra? Fórmulas testadas em todos os fotótipos para garantir que não deixem resíduos esbranquiçados.</p>
<p>Se vamos praticar desporto, devemos optar por algo resistente à água e lembrarmo-nos de o reaplicar. Para quem se preocupa com os sinais de envelhecimento, também há opções no mercado com novas tecnologias que abrangem proteção e tratamento.</p>
<p>Para terminar, em que lugar deve estar o protetor na nossa rotina de tratamento? Em último, ao contrário da sua prioridade na nossa vida. A rotina completa deve abranger limpeza, hidratação e proteção.</p>
<p>Se ainda houver dúvidas, nada como consultar um dermatologista para obter conselhos mais personalizados, a única coisa que não pode acontecer é deixar de proteger a pele, a saúde e a beleza que transportamos todos os dias.</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Obesidade &#8211; a doença do “sim, mas&#8230;”», Gil Faria, cirurgião</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-obesidade-a-doenca-do-sim-mas-gil-faria-cirurgiao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 13:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Gil Faria, cirurgião especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo e coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, a obesidade é uma doença multifatorial, mas se fizerem dieta&#8230;</p>
<p>Sim, a obesidade tem tratamento, mas “eles” não querem mudar de hábitos&#8230;</p>
<p>Sim, a cirurgia é eficaz, mas se tiverem força de vontade não precisam de ser operados.</p>
<p>Nos corredores de hospitais e clínicas de todo o mundo estas frases são bem mais comuns do que se possa pensar, assim como nas filas de supermercados ou na praia, e refletem um problema profundo: apesar dos avanços científicos na compreensão da obesidade, o preconceito ainda dita o discurso. A ideia de que basta força de vontade para emagrecer continua a sobrepor-se à realidade biológica da doença.</p>
<p>Vivemos num mundo que encara a obesidade como uma falha individual, e não como um problema médico. O doente ouve repetidamente frases como “coma menos e mexa-se mais”, quando, na verdade, o seu corpo está programado para resistir à perda de peso. O metabolismo desacelera, as hormonas sabotam a saciedade e o cérebro luta para preservar cada grama perdida.</p>
<p>Quando a ciência é ignorada, a culpa recai sobre o indivíduo. Ele tenta, falha e reforça a crença errada de que o problema está na sua falta de esforço, e não no funcionamento do seu organismo.</p>
<p>A obesidade tem sido injustamente reduzida a um problema de falta de autodisciplina. O preconceito contra pessoas com obesidade perpetua a ideia de que a condição se deve a gula, preguiça ou falta de controlo, quando, na realidade, estamos a falar de uma doença crónica com forte influência genética e metabólica. Este estigma é reforçado pela comunicação social, pelas indústrias do entretenimento e da moda e, até mesmo, por profissionais de saúde, criando um ambiente hostil para aqueles que lutam contra o excesso de peso.</p>
<p>Diversos estudos demonstraram que a discriminação baseada no peso pode ser tão prevalente quanto a discriminação baseada na raça e no género e alguns deles, realizados com médicos de todo o mundo, concluíram que estes acreditavam que as principais causas da obesidade eram a inatividade física, a sobrealimentação e características de personalidade. A maioria dos clínicos identificava a falta de motivação como a principal dificuldade no tratamento de doentes com obesidade.</p>
<p>A perceção generalizada de que as pessoas com obesidade são culpadas pela sua condição clínica leva alguns a concluir que a estigmatização do peso é justificável e poderá ajudar à adoção de comportamentos mais saudáveis. Mas os estudos científicos concluem que o estigma não motiva ninguém. Pelo contrário, afasta as pessoas do tratamento e piora a saúde física e mental dos doentes.</p>
<p>O tratamento da obesidade ainda não é visto como uma prioridade pelos sistemas de saúde pública, que, muitas vezes, subestimam a gravidade da condição e as suas consequências, a longo prazo. Apesar das evidências sobre o custo-eficácia da cirurgia metabólica, o seu financiamento continua a ser questionado com argumentos de que a obesidade é um problema &#8220;autoinfligido&#8221;. Mas a ciência já provou que ninguém escolhe ser obeso. Tratar a obesidade de forma eficaz, não é apenas uma questão de saúde individual, mas um investimento em saúde pública.</p>
<p>Reconhecer que a obesidade é uma doença real, com múltiplas causas e sem soluções simplistas, é o primeiro passo para quebrar o ciclo do &#8220;sim, mas&#8221;. O tratamento existe, funciona e pode salvar vidas. Mas para que isso aconteça é essencial um acompanhamento multidisciplinar, sem julgamentos e sem estigmas.</p>
<p>Talvez seja a hora de parar com os “mas” e começar a agir. Sim, é agora!</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial da Esofagite Eosinofílica:  «Doença crónica afeta funções vitais como comer e beber», Armando Peixoto, gastrenterologista</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/dia-mundial-da-esofagite-eosinofilica-doenca-cronica-afeta-funcoes-vitais-como-comer-e-beber-armando-peixoto-gastrenterologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 08:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Armando Peixoto, Gastrenterologia e Secretário-Geral do Núcleo de Neurogastrenterologia e Motilidade Digestiva da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia</p>
<p>Leia mais artigos em https://foreveryoung.sapo.pt</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="x_MsoNormal">A esofagite eosinofílica (EE) é uma patologia inflamatória crónica do esófago, de natureza imunomediada, caracterizada pela infiltração predominante de eosinófilos na mucosa esofágica. Esta infiltração provoca inflamação persistente, conduzindo frequentemente à redução do calibre esofágico e, consequentemente, ao aparecimento de sintomas como disfagia, impactações alimentares, dor torácica e pirose.</p>
<p class="x_MsoNormal">Estima-se que a EE afete cerca de 1 em cada 2000 indivíduos, sendo uma condição cada vez mais reconhecida, com incidência crescente. Predomina no sexo masculino, com maior frequência na adolescência e início da idade adulta, e está fortemente associada a antecedentes pessoais ou familiares de atopia, nomeadamente rinite alérgica, asma ou dermatite atópica. Entre os desencadeantes mais comuns encontram-se alergénios alimentares como leite, trigo, soja e ovos, embora também se considerem fatores ambientais na sua fisiopatologia.</p>
<p class="x_MsoNormal">Sem tratamento adequado, a EE pode evoluir para formas mais graves, com estenoses persistentes e disfagia progressiva, aumentando o risco de desnutrição e comprometimento do estado geral. Para além das manifestações físicas, a EE pode ter um impacto psicológico e social significativo. Os doentes podem desenvolver comportamentos de evitação alimentar, medo de engasgar, redução do apetite e perda ponderal. Estes sintomas interferem com o bem-estar emocional e social, estando descritas associações com ansiedade, depressão e isolamento. As limitações alimentares impostas pela doença afetam frequentemente o convívio social, refeições em grupo, prática desportiva, viagens e até a comunicação em público.</p>
<p class="x_MsoNormal">O diagnóstico precoce da esofagite eosinofílica é fundamental, não só para aliviar os sintomas e evitar complicações, como também para restaurar a capacidade de alimentação normal e melhorar a qualidade de vida. Um diagnóstico atempado permite ainda evitar terapêuticas ineficazes e exames complementares desnecessários, dado que muitos doentes são inicialmente tratados como se tivessem doença do refluxo gastroesofágico, atrasando o reconhecimento da esofagite eosinofílica.</p>
<p class="x_MsoNormal">O diagnóstico requer a realização de uma endoscopia digestiva alta com colheita de múltiplas biópsias esofágicas, essenciais para a identificação da infiltração eosinofílica. Embora exames laboratoriais e testes de alergia possam ser úteis em contextos selecionados, sobretudo em idade pediátrica, o seu valor no diagnóstico da EE em adultos é bastante limitado e não devem ser usados isoladamente com esse fim.</p>
<p class="x_MsoNormal">O tratamento da EE pode envolver abordagens dietéticas, farmacológicas e, em alguns casos, terapêutica endoscópica. As dietas de exclusão têm como objetivo identificar alimentos responsáveis pela inflamação, sendo uma opção segura, mas que exige tempo, dedicação e seguimento conjunto por Gastrenterologia e Imunoalergologia. A terapêutica farmacológica com inibidores da bomba de protões ou corticoides tópicos mostra-se eficaz na maioria dos casos, permitindo maior flexibilidade alimentar. Em situações mais graves ou com estenoses refratárias, pode ser necessária dilatação endoscópica. Mais recentemente, em doentes com resposta inadequada à terapêutica convencional, está disponível uma opção de tratamento biológico aprovada a nível europeu, com eficácia demonstrada na indução e manutenção da remissão.</p>
<p class="x_MsoNormal">Perante a suspeita clínica de EE, é essencial encaminhar o doente precocemente para a Gastrenterologia, de modo a confirmar o diagnóstico, instituir terapêutica apropriada e prevenir a progressão da doença.</p>
<p class="x_MsoNormal">A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia assinala o Dia Mundial da Esofagite Eosinofílica por forma a aumentar a consciencialização para esta doença, o seu diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Para mais informações consulte: <span lang="EN-GB"><a title="http://www.saudedigestiva.pt" href="http://www.saudedigestiva.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-auth="NotApplicable" data-linkindex="0"><span lang="PT">www.saudedigestiva.pt</span></a></span></p>
<p class="x_MsoNormal">//</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião: «Hiper-realistas, bebés reborn podem ser confundidos com bebés reais: brinquedo ou apoio emocional?», Alberto Lopes, neuropsicólogo/hipnoterapeuta</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/opiniao-hiper-realistas-bebes-reborn-podem-ser-confundidos-com-bebes-reais-brinquedo-ou-apoio-emocional-alberto-lopes-neuropsicologo-hipnoterapeuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 16:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[bebés Reborn]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Alberto Lopes, neuropsicólogo/hipnoterapeuta das Clínicas Dr. Alberto Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Começo por assumir, com frontalidade, que este é um tema delicado e, para muitos, até desconcertante. Ao escrevê-lo, sei que corro o risco de ser criticado, mal interpretado ou até ridicularizado. Mas acredito que há conversas que precisam de acontecer — mesmo que causem desconforto. Quem critica, ri. Mas quem verdadeiramente procura compreender, observa.</strong></p>
<p>&#8220;Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um facto. Tudo o que vemos é uma perspetiva, não a verdade.&#8221; Esta frase, tantas vezes atribuída a Marco Aurélio, surge-me com especial força ao refletir sobre fenómenos contemporâneos como o dos bebés reborn. É fácil julgar. Nas redes sociais, é ainda mais fácil zombar, expor, vilipendiar. O tribunal do virtual é rápido no veredicto, mas raramente justo na escuta.</p>
<p>Peço apenas isto: que me escutem. Porque este texto não é sobre bonecos de silicone. É sobre o vazio. É sobre as dores silenciosas que habitam corações adultos. É sobre perdas que nunca foram elaboradas, afetos que nunca encontraram um lugar seguro para florescer.</p>
<p>Para quem ainda não ouviu falar, os bebés reborn são bonecos hiper-realistas, esculpidos em silicone ou vinil, com um nível de detalhe tão impressionante que, à primeira vista, podem ser confundidos com bebés reais. Este fenómeno, que começou como uma arte e se expandiu para uma indústria de milhões, tornou-se nos últimos anos um foco de debates acesos — especialmente quando adultos adotam esses bonecos como substitutos emocionais, atribuindo-lhes cuidados, nomes e até identidades.</p>
<p>Por um lado, há quem veja nos bebés reborn uma ferramenta terapêutica legítima. Alguns psicólogos utilizam-nos em contextos específicos, como no acompanhamento de mulheres que sofreram perdas gestacionais, idosos com demência ou pessoas com dificuldades emocionais profundas. Nestes casos, o boneco pode ajudar a desbloquear emoções, oferecer consolo temporário e funcionar como âncora afetiva num momento de grande dor. O cuidar simbólico pode devolver algum sentido, alguma estrutura a um mundo interior devastado pela ausência ou pela perda.</p>
<p>No entanto, é aqui que emerge o verdadeiro paradoxo — e talvez o ponto mais controverso de toda esta reflexão. Quando a substituição simbólica, inicialmente compreensível e até terapêutica, se transforma numa realidade alternativa em que se apaga a fronteira entre fantasia e vida real, entramos num território delicado, onde a empatia corre o risco de se tornar conivente com a alienação.</p>
<p>Pergunto, com a seriedade que o tema exige: estaremos, em nome da compreensão emocional, dispostos a normalizar adultos que trocam fraldas limpas a bonecos, que lhes dão mamadeiras, que celebram festas de aniversário ou chás de bebé? Podemos aceitar que alguém procure serviços de urgência hospitalar convencido de que o seu bebé de silicone está doente? Ou que crie perfis nas redes sociais para os seus “filhos reborn”, exigindo reconhecimento e respeito social por essa fantasia?</p>
<p>A questão aqui não é ridicularizar — é delimitar. Será isto um gesto de amor? Ou o reflexo de uma sociedade emocionalmente falida, incapaz de lidar com a dor, e por isso viciada em vínculos seguros, controláveis, isentos de risco? O que estamos realmente a normalizar: empatia ou evasão da realidade? A doçura simbólica ou a negação ativa da sanidade?</p>
<p>Enquanto milhões se emocionam com bonecos perfeitos, milhares de crianças reais vivem em orfanatos, aguardando uma adoção que nunca chega. Crianças de carne e osso, abandonadas, negligenciadas, silenciadas. E simultaneamente, investem-se recursos e afetos em &#8220;filhos&#8221; de vinil — cuidadosamente embalados, mas sem alma, sem reciprocidade, sem vida.</p>
<p>Será que a dor do vazio existencial encontrou linguagem simbólica na adoção de um bebé reborn? Sim, é possível. Mas essa mesma hipótese levanta perguntas ainda mais profundas: qual é o limite entre o reparo simbólico e o colapso da realidade?</p>
<p>E é aqui que as lentes da psicologia e da psicanálise oferecem perspetivas preciosas — não para julgar, mas para compreender. Porque, no fundo, é dor que encontrou uma linguagem.</p>
<p><strong>Winnicott e o “objeto transicional”</strong></p>
<p>Segundo Donald Winnicott, pediatra e psicanalista britânico, o “objeto transicional” é um elemento externo que ajuda a criança a suportar a ausência da mãe, funcionando como um elo entre o mundo interno e o mundo real. Pelos olhos de Winnicott, o bebé reborn pode operar como esse objeto transicional em adultos que não completaram simbolicamente as suas experiências de maternagem. O boneco torna-se uma ponte entre um vazio emocional e o desejo inconsciente de afeto, acolhimento e controlo sobre a dor.</p>
<p><strong>Freud e a regressão emocional</strong></p>
<p>Sigmund Freud descreveu a regressão como um retorno psíquico a estágios mais primitivos do desenvolvimento. Neste contexto, cuidar de um bebé reborn pode ser entendido como uma tentativa de regressar a um tempo simbólico onde o sujeito, agora adulto, se coloca na posição de cuidador idealizado — o que ele próprio talvez nunca tenha tido. É uma forma de cuidar da sua própria criança interior. De simbolicamente oferecer aquilo que lhe foi negado.</p>
<p><strong>Lacan e o Eu ideal</strong></p>
<p>A lente lacaniana acrescenta mais uma camada de compreensão. Jacques Lacan propõe que o ser humano é estruturado a partir da falta e do desejo. O bebé reborn pode ser visto como uma projeção do “Eu ideal” — um espelho simbólico onde o sujeito deposita a imagem idealizada de si. O boneco é vestido, cuidado, embelezado… como se, ao cuidar dele, a pessoa estivesse também a cuidar da imagem do self que gostaria de ter sido ou de ser.</p>
<p><strong>Para a TCC podemos estar perante uma tentativa de reparar a maternidade frustrada, os vínculos interrompidos</strong></p>
<p>Para a psicologia cognitiva comportamental a adoção de um bebé reborn é uma forma de compensação por uma maternidade frustrada. Ou seja, casos de mulheres (e homens) que vivem o luto de uma maternidade interrompida — seja por infertilidade, aborto espontâneo ou perda gestacional. Para estes adultos feridos, o reborn oferece a ilusão de um cuidado sem risco, sem exigência. Uma maternidade “segura”, onde a dor é contida e o afeto, embora simbólico, pode fluir. O que para muitos é bizarro, para alguns é a única forma de manter vivo o desejo que a realidade frustrou.</p>
<p>Como neuropsicólogo e hipnoterapeuta, é-me difícil não observar neste fenómeno como um sintoma de um colapso emocional coletivo. Os traumas quando ignorados ou escondidos arranjam formas de nos castigarem. A dor que não é elaborada transforma-se em fantasia, ilusão sem responsabilidade. O medo da frustração gera idealizações. E o desejo de controlo sobre o incontrolável — como é o caso de um filho real, com todas as suas imprevisibilidades — faz com que se procure um amor sem exigência, um cuidado sem risco, uma maternidade sem dor. O bebé reborn oferece isso: um &#8220;filho&#8221; que não chora, não adoece, não cresce, não contraria.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Gostaria de concluir esta reflexão com uma pergunta que não me abandona: não estaremos, sem nos darmos conta, a criar um culto silencioso à ilusão — disfarçado de ternura? Ao normalizarmos a dor do vazio existencial, com gestos que imitam o cuidado, mas fogem da realidade, não estaremos a permitir que um comportamento profundamente desviante se torne aceitável — e até louvável — em nome da compaixão?</p>
<p>E se, movidos por uma empatia mal compreendida, estivermos a ignorar sinais de alarme que nos pedem escuta e intervenção? O risco é grande: o de legitimar, como se fosse estilo de vida, aquilo que talvez seja um grito silencioso de dor e de isolamento. Porque nem tudo o que parece ternura é amor. Nem tudo o que conforta… cura.</p>
<p>Pretendo deixar claro que não se trata de julgar, mas de compreender. Sabemos que as emoções humanas são complexas e os contextos de cada um são únicos. Mas também é importante reconhecer que nem todas as soluções que nos confortam são saudáveis. A realidade é dura, sim. As perdas são dolorosas. Mas há uma beleza e uma força únicas em aprender a viver com o real — com a sua imprevisibilidade, com a sua dureza, com a sua verdade.</p>
<p>No fim, talvez a pergunta mais relevante não seja se os bebés reborn são brinquedos ou apoios emocionais. A verdadeira questão é: o que estamos a tentar evitar quando os escolhemos? Que dor estamos a silenciar com tanto zelo? Que parte de nós ficou esquecida, negligenciada, sem colo — e agora procura, através do cuidado simbólico, um gesto de reparação?</p>
<p><strong>Que vazio emocional é este que tenta ser preenchido com uma parentalidade sem vida? Que ausência de rumo, de pertença, ou até de propósito existencial leva alguém a investir tanto afeto numa ligação que, por mais terna que pareça, é unidirecional e sem reciprocidade?</strong></p>
<p>Cuidar de um boneco pode parecer inofensivo, até terno. Mas quando esse gesto substitui o cuidado de si, ou se transforma num simulacro de vida, torna-se urgente perguntar: estamos a curar uma ferida&#8230; ou apenas a disfarçá-la com fantasia?</p>
<p>Talvez o maior desafio da nossa era seja este: voltar a ligar-nos ao outro, ao humano, ao imperfeito — em vez de nos refugiarmos em fantasias perfeitas feitas de vinil.</p>
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		<title>Médico de Família: «O seu médico, sempre presente», Deolinda Chaves Beça, médica de família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 16:10:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de opinião de Deolinda Chaves Beça, médica de família</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 19 de maio assinalou-se o Dia Mundial do Médico de Família, uma data que celebra os que estão no coração do sistema de saúde. São os médicos que conhecem os nomes, as histórias e as rotinas das pessoas; os que acompanham famílias inteiras ao longo de gerações; os que tratam, escutam e orientam, mesmo quando os problemas não têm receita.</p>
<p>O médico de família é, para muitos, o primeiro rosto com quem se fala quando algo não está bem. Mas a sua função vai muito além disso. Ele é também o guardião da saúde preventiva, aquele que deteta doenças antes de surgirem, que ajuda a controlar as que não se curam, e que, com tempo e escuta, evita o recurso desnecessário a urgências e a outras especialidades.</p>
<p>Acompanhando os utentes desde o nascimento até à velhice, os médicos de família têm uma visão holística da saúde: não olham apenas para o órgão doente, mas para a pessoa como um todo, o seu contexto, a sua história e as suas escolhas. Num país onde se fala cada vez mais de saúde mental, envelhecimento ativo e prevenção, é nestas frentes que o Médico de Família trabalha.</p>
<p>Apesar do reconhecimento crescente da sua importância, os médicos de família enfrentam cada vez mais desafios. Falta de tempo para cada consulta, listas de utentes demasiado extensas, ausência de condições adequadas nas unidades de saúde e excesso de burocracia são apenas alguns exemplos. E, ainda assim, continuam. Com vocação, dedicação e proximidade, a cuidar de milhões de cidadãos.</p>
<p>É também por isso que este dia não deve ser apenas de celebração, mas de compromisso. Um compromisso de valorizar o médico de família com condições dignas de trabalho, tempo para cuidar e autonomia para decidir.</p>
<p>Numa altura em que os serviços de saúde se debatem com dificuldades e transformações, é urgente recordar que o cuidado começa muitas vezes na unidade de saúde da nossa freguesia. O médico de família é quem ajuda a fazer escolhas mais saudáveis, quem acompanha a gravidez, quem está ao lado no diagnóstico difícil, quem evita exames desnecessários, quem conhece o avô e a neta e os trata com o mesmo empenho.</p>
<p>Neste Dia Mundial do Médico de Família é tempo de reforçar uma ideia simples: sem médicos de família, não há verdadeiro Serviço Nacional de Saúde. E cada cidadão merece ter um médico de família com tempo disponível, que o conheça, acompanhe e cuide.</p>
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		<title>E se aos 50 ainda só tivesse vivido um terço da sua vida?</title>
		<link>https://foreveryoung.sapo.pt/e-se-aos-50-ainda-so-tivesse-vivido-um-terco-da-sua-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2021 12:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o envelhecimento como uma condição que pode ser tratada. Estudos científicos sugerem que o futuro em que os humanos vivem até os 150 anos pode estar próximo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viver até mais tarde parece ser um motivo mais do que suficiente para celebrar, mas conseguiremos trabalhar até aos 90 e viver durante os 60 anos seguintes, mesmo que com saúde, a acumular pensões e a sentir que somos um peso para a sociedade?</p>
<p>Um <a href="https://www.weforum.org/events/annual-meeting-of-the-new-champions-2019/sessions/what-if-you-could-live-to-150" target="_blank" rel="noopener noreferrer">evento anual</a> organizado pelo Fórum Económico Mundial (WEF) e com o tema &#8220;Liderança 4.0: Sucedendo numa Nova Era de Globalização&#8221; envolveu vários líderes económicos do Mundo. Eesta reunião, que se realizou em Dalian no ano passado, na China, e contou com a presença de mais de 1.500 participantes em 100 sessões de trabalho, discutiu a visão e os valores para moldar o futuro num novo contexto.</p>
<p>Dos vários assuntos debatidos, o gradual envelhecimento da população suscitou alguma discussão entre os oradores convidados. Primeiro, a professora assistente de Biomedicina, Simone Schuerle-Finke constatou que num século os valores de esperança média de vida praticamente duplicara, e apresentou o exemplo dos Estados Unidos, onde «em 1900, a expectativa de vida era de cerca de 47 e agora é de aproximadamente 80».</p>
<p>A responsável justificou essa realidade com o facto de termos conseguido «controlar doenças infeciosas e progredir no tratamento do cancro», além de ter feito um prognóstico promissor para o futuro, pois «algumas estatísticas preveem que, em 2050, a expectativa de vida nos EUA possa chegar aos 95», acrescentou Schuerle-Finke.</p>
<p><strong>Envelhecimento tem tratamento</strong></p>
<p>Esta é uma declaração da OMS que, no ano passado, declarou o envelhecimento como uma condição médica. Aliás, atualmente, a professora diz que existe uma grande convicção por parte dos cientistas, especializados em investigação ligada ao envelhecimento, de que «este ainda pode vir a ser considerado uma doença».</p>
<p>Do lado oposto, o professor norte-americano de História Jerry Muller afirmou que quem pensa no envelhecimento como uma doença «tem uma noção errada sobre a vida». O professor defendeu ainda que o «envelhecimento do corpo e da mente é um processo natural» e que não devemos ter vergonha de chegarmos a uma fase da vida em que temos «menos inteligência fluida, mas mais sabedoria e conhecimento acumulados». Além disso, «devemos ver a vida não apenas como um segmento que termina com a morte, mas como parte de uma narrativa maior». Como tal, a «ideia de viver até os 120, 130 ou 150 parece ser altamente indesejável».</p>
<p>Já o diretor executivo e cofundador da <a href="https://www.lunadna.com/about/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lunadna</a>, Bob Kain, é da opinião de que «à medida que vivemos mais, queremos acrescentar anos na fase em que estamos mais lúcidos e ativos e não no fim das nossas vidas», pelo que «se vivermos até os 150 anos, os indivíduos terão mais de 100 anos dedicados às carreiras». Kain perspetivou que, nessa hipótese, «aos 40 anos, possivelmente, mudaremos de carreira, e talvez tenhamos a oportunidade de ter várias vidas a meio da vida».</p>
<p>A professora de Biomedicina prefere imaginar «um modelo de contínua aprendizagem por toda a vida», pois aos 50 anos, o que a pessoa aprendeu 30 anos antes está desatualizado. Assim, mudar de carreira parece ser uma alternativa possível, mas uma pessoa «continuar a trabalhar até à reforma parece algo insustentável, pelo que a sociedade só beneficia se as pessoas aumentarem ou diversificarem a sua educação».</p>
<p>Simone Schuerle-Finke concluiu que «a discussão sobre se queremos [viver mais] ou não» é vã e realçou que estamos a viver com «as taxas mais altas de aumento da expectativa de vida desde a década de 1960». Por isso, embora todos tenhamos ideias diferentes sobre o que é melhor para o futuro, o aumento da longevidade já é uma realidade e «temos de aprender a lidar com a mesma».</p>
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		<title>A dor de perder um filho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forever Young]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Dec 2020 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde & Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[filho]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[psicologa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ser humano está preparado para sobreviver a situações muito complexas e desenvolver mecanismos que continuam a mantê-lo vivo, mas esta dor é muito profunda e difícil de cicatrizar. Ninguém está preparado para perder um filho.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Vera de Melo, psicóloga clínica.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há palavras, nem gestos que aliviem a dor de perder um filho. Por ser contranatura e inverter a ordem natural do ciclo de vida é um dos acontecimentos mais stressantes e que mais impacto tem na vida do ser humano.</p>
<p>O ser humano está preparado para sobreviver a situações muito complexas e desenvolver mecanismos que continuam a mantê-lo vivo, mas esta dor é muito profunda e difícil de cicatrizar. Ninguém está preparado para perder um filho.</p>
<p>Perder um filho faz com que, da noite para o dia, tudo pare. Ficamos sem ar, como se nos tivessem roubado uma parte de nós, nada mais parece fazer sentido. Sentimo-nos sozinhos, perdidos, incompreendidos, achamos que ninguém entende a nossa dor. Assola-se de nós uma paralisia vital, emocional e motivacional, como se tivéssemos ficado sem “alma”. A nossa vida fica em “pause”, o nosso coração entristece-se e bloqueamos. Perdemos toda a nossa perspetiva de futuro. Tudo que programámos realizar precisa ser revisto. São sonhos e projetos que precisamos alterar e a sensação que reina, é de que não seremos capazes de seguir as nossas próprias vidas.</p>
<p>Não é a morte o que nos assusta mais, o que é verdadeiramente doloroso é conviver com a dor de saber que, apesar de chorarmos e sofrermos, nunca mais voltaremos a ver o nosso filho, e isso é verdadeiramente assustador, muito assustador. É uma dor profunda.</p>
<p>Mesmo evoluindo linearmente, dentro das fases do ciclo do processo de luto algumas manifestações como a tristeza, a culpa, a ansiedade e o medo podem permanecer para toda a vida. Apesar de se revelarem em graus mais ou menos elevados, e de se tornarem cada vez menos frequentes, estas manifestações persistem, nunca chegando a desaparecer totalmente.</p>
<p>É preciso um tempo para tudo, e também aqui o tempo, será importante. Espera-se que após um a dois anos, a pessoa retome uma certa normalidade funcional, para não ficar perdida na dor eterna, no “e se eu tivesse feito”, “porquê a mim”…</p>
<p>É um longo caminho a percorrer. É preciso, chorar, sentir saudade para aprender a aceitar a partida compreendendo o significado da morte e da vida.</p>
<p>Cada pessoa encontrará a sua solução, não há receitas. Seja desfazer-se dos pertences seja mantê-los pelo tempo que entender necessário. O desafio, manter a pessoa viva no pensamento e na memória, sem cair na patologia.</p>
<p>Cada um de nós tem uma maneira de encarar os fatos, mas, para que a dor possa ser amenizada com o passar do tempo, um passo importante é encarar a realidade. A negação da morte e a culpabilização pelo que poderia ter feito para evitar aquilo são fatores que intensificam o processo de luto e o tornam ainda mais penoso.</p>
<p>A família e amigos têm aqui um papel importante, o de estar presentes, embora ausentes. O segredo dar espaço, mostrando presença e disponibilidade. Empaticamente, perceber que o ser humano está a passar pelo pior processo que pode enfrentar, por isso respeitar as suas decisões e não ligar o “achómetro”, dizendo constantemente tens de fazer isto, tens de fazer aquilo.</p>
<p>Desta forma o enlutado não nega a necessidade de chorar, sentir-se mal, vivenciar a sua dor. A catarse através da fala, o encontro de um “ombro amigo” para acolhimento da dor, pode ser o alívio que o enlutado precisa. A dor guardada é muito mais pesada e penosa. Quando falamos sobre ela, tende a ficar muito mais leve. Falar sobre a dor é importante. Extrair de dentro o pesar, desabafar com o companheiro, amigos de confiança e aceitar o conforto e apoio dos mesmos dará a energia e a coragem de tentar retirar a vida da “pause” e colocar em play.</p>
<p>Ocupar o tempo é fundamental, para preencher a mente e talvez conseguir aliviar a pressão emocional.</p>
<p>Fugir, negar, sentir raiva, saudades são atitudes reais do luto, mas a culpa é de evitar, só aumentará o fardo e atrasará o restaurar do equilíbrio. Não se culpe, nem culpe outros, perdoe e perdoe-se, só assim consegue seguir em frente.</p>
<p>É preciso vencer os medos e a dor, é preciso procurar consolo, conforto, paz interior até mesmo no silêncio. Procure-os sem expectativas, sem pressas.</p>
<p>Haverá dias mais fáceis e outros mais difíceis, mas é preciso agir e pensar positivamente. Se o dia começou com lembranças, com um acesso de choro e pensamentos negativos bombardeando a sua mente, não desanime. Pare, respire fundo e tente encontrar um motivo para sorrir.</p>
<p>Lembrar os momentos felizes é bom, mas não para se torturar. Evite deixar lembranças espalhadas por toda a casa, escolha um lugar para as coisas do seu filho, para quando quiser reviver os momentos bons que passaram juntos ir lá, e de forma natural e tranquilamente recordá-lo.</p>
<p>Mas se nada do que fizer afastar a dor insuportável e ela tender a persistir por muito tempo, procure ajuda de um psicólogo, em conjunto encontrarão estratégias para restabelecer o seu equilíbrio emocional.</p>
<p>Lembre-se, a morte de um filho não é um final, mas sim um começo de algo que não entendemos, nem aceitamos.</p>
<p>Dê-lhe uma oportunidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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