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Teletrabalho acrescenta cerca de 4,50 euros por mês à factura da luz

Teletrabalho acrescenta cerca de 4,50 euros por mês à factura da luz
Rogério Junior

Portátil, monitor, micro-ondas e televisão somam menos do que se pensa. O problema começa quando se liga o ar condicionado, que pode levar a conta a subir até 39 euros.

Com o regresso à rotina depois das férias, muita gente volta a dividir a semana entre o escritório e a mesa da sala. E, com isso, regressa uma dúvida prática: quanto custa, na factura da luz, trabalhar a partir de casa?

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A Selectra, empresa especializada em tarifas de energia, fez as contas. Para uma semana de cinco dias de teletrabalho, o custo adicional ronda os 4,47 euros por mês, desde que o ar condicionado fique desligado.

Como foram feitas as contas

A análise considera um cenário típico: oito horas diárias de computador portátil, um monitor adicional, uma hora de televisão e dez minutos de micro-ondas, cinco dias por semana. Os valores foram calculados com base num preço de referência de 0,2594 euros por kWh em tarifa simples.

O que custa cada equipamento

O computador portátil é o que mais pesa: cerca de 0,52 euros por semana, ou seja, 2,08 euros por mês no mercado livre. O monitor adicional acrescenta 0,21 euros por semana, o que, somado ao portátil, dá 2,92 euros mensais.

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O micro-ondas representa cerca de 0,24 euros por semana, aproximadamente 0,95 euros por mês, e a televisão fica pelos 0,15 euros semanais, cerca de 0,60 euros por mês. Segundo a Selectra, são valores residuais quando vistos um a um, mas que contribuem para o consumo global, sobretudo em casas onde o teletrabalho prolonga o tempo de utilização destes aparelhos.

O ar condicionado muda tudo

A conta muda de escala quando se junta a climatização. Se o ar condicionado funcionar duas horas por dia durante o horário de trabalho, o aumento mensal pode chegar aos 39 euros, quase nove vezes mais do que todos os outros equipamentos juntos.

É um alerta que vale também para o Inverno, com aquecedores eléctricos a óleo ou de resistência, que estão entre os aparelhos com maior consumo de uma casa.

Como reduzir o custo

A regra mais eficaz é aquecer ou arrefecer apenas a divisão onde se trabalha, com a porta fechada, em vez da casa inteira. No Verão, manter as persianas descidas nas horas de sol directo reduz bastante a necessidade de ar condicionado; no Inverno, abrir os estores quando o sol bate na janela aproveita calor gratuito.

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Se usar ar condicionado, uma temperatura moderada, por volta dos 25 graus no Verão e 20 no Inverno, reduz o consumo sem sacrificar o conforto. E filtros limpos fazem o aparelho trabalhar menos.

Nos equipamentos informáticos, activar os modos de poupança de energia e desligar o monitor e as colunas no fim do dia, em vez de os deixar em espera, faz diferença ao longo do ano. Uma extensão com interruptor facilita o gesto.

Rever o tarifário

Para quem passa agora mais horas em casa durante o dia, vale a pena rever o tarifário. A tarifa bi-horária, que compensa sobretudo a quem concentra consumos à noite, pode deixar de fazer sentido quando o pico de utilização passa a ser a meio do dia. Os simuladores da entidade reguladora do sector energético permitem comparar ofertas com base no consumo real.

E quem suporta a despesa?

A lei laboral prevê que as despesas adicionais do teletrabalho, incluindo energia, sejam compensadas pelo empregador, nos termos acordados. Guardar as facturas de meses comparáveis, antes e depois de começar a trabalhar a partir de casa, ajuda a demonstrar o acréscimo.

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