Há um verão que se vê (as estradas cheias, as praias, as entregas que chegam à porta, o ar condicionado a trabalhar sem descanso) e outro que não se vê. É feito de milhares de dispositivos silenciosos que vigiam frotas, postos de carregamento, sistemas de climatização e controlos de acesso, e que só dão nas vistas quando alguma coisa falha.
É esse segundo verão que a Wireless Logic, empresa global de conectividade para IoT (Internet das Coisas), coloca em cima da mesa. Numa altura em que aumentam a mobilidade, a atividade logística e o consumo energético, as infraestruturas críticas ficam sob pressão acrescida e garantir comunicações contínuas e resilientes torna-se essencial para assegurar a continuidade dos serviços, sublinha a companhia, que destaca o papel dessa conectividade na monitorização remota de ativos críticos e na capacidade de resposta a incidentes.
Onde a pressão mais se sente
A realidade é particularmente evidente nos setores em que a disponibilidade permanente dos sistemas é determinante. Na logística e nos transportes, a monitorização em tempo real de frotas, mercadorias e outros ativos permite responder mais depressa a imprevistos e aumentar a eficiência da cadeia de abastecimento. No setor da energia, a supervisão remota de infraestruturas e da rede de carregamento para veículos elétricos ajuda a antecipar falhas e a reduzir interrupções de serviço.
Já na gestão de edifícios inteligentes e de infraestruturas urbanas, as soluções IoT suportam a gestão remota de sistemas como climatização, iluminação, controlo de acessos e estacionamento, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos nos períodos de maior procura. São áreas que, no dia a dia, se traduzem em coisas muito concretas: a encomenda que chega a horas, a luz que não vai abaixo, o carro elétrico que carrega quando é preciso.
“A conectividade deixou de ser apenas um requisito tecnológico”
Para Afonso Freitas, Business Development Principal Manager Iberia da Wireless Logic, os meses de maior atividade funcionam como um teste de esforço. “Os períodos de maior atividade demonstram que a conectividade deixou de ser apenas um requisito tecnológico. Quando milhares de dispositivos suportam serviços essenciais, a capacidade de monitorizar ativos em tempo real, antecipar falhas e atuar remotamente torna-se determinante para garantir a continuidade operacional. É esta resiliência que permite às organizações responder rapidamente a qualquer incidente e manter os serviços disponíveis, mesmo em cenários de elevada exigência”, afirma o responsável.
O cartão SIM que já não se toca com as mãos
Do lado da tecnologia, a mudança tem um nome pouco glamoroso mas efeitos práticos: eSIM. Ao substituir o cartão físico por um perfil que pode ser configurado à distância, o chamado aprovisionamento remoto de SIM permite gerir equipamentos espalhados por diferentes geografias sem que alguém tenha de lá ir fisicamente.
A isto junta-se a gestão inteligente da conectividade através de múltiplas redes móveis, que evita que um equipamento fique mudo só porque a rede de um operador falhou naquele ponto. No conjunto, estas soluções permitem adaptar automaticamente a conectividade às necessidades de cada operação e reduzir o risco de interrupções, contribuindo para infraestruturas mais resilientes e preparadas para responder a períodos de maior pressão operacional.
Uma engrenagem cada vez mais estratégica
À medida que a IoT se expande por setores como logística, energia, mobilidade, indústria e gestão de infraestruturas, a conectividade deixa de ser um detalhe técnico. Mais do que assegurar a transmissão de dados entre dispositivos, passa a ser um fator crítico para reforçar a resiliência das organizações, aumentar a eficiência operacional e garantir a continuidade de serviços essenciais.
A dimensão do fenómeno ajuda a perceber a escala. A Wireless Logic, com sede em Reading, no Reino Unido, e operações em quatro continentes, serve mais de 25.000 clientes empresariais em setores como automóvel, energia, saúde, IoT industrial e transportes, apoiando-se numa rede de 750 parceiros em 165 países e em mais de 1.000 especialistas distribuídos por 25 países. A empresa é reconhecida como Líder pela Gartner, pela Transforma Insights e pela Omdia.
No fim, o sinal de que tudo está a correr bem é precisamente não haver sinal nenhum: as férias correm sem sobressaltos, a encomenda chega e a luz não falha. Por trás dessa normalidade está uma conversa constante entre máquinas que não tira folga em agosto.











