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Vindima aberta ao público: apanhar uvas e pisar a pé na Companhia das Lezírias

Vindima aberta ao público: apanhar uvas e pisar a pé na Companhia das Lezírias
Fernanda M. Reis

Este sábado, 12 de Setembro, a Companhia das Lezírias abre a Adega de Catapereiro para um dia de vindima, pisa a pé, prova e almoço-piquenique entre as vinhas. A inscrição é obrigatória.

Há poucas experiências tão portuguesas como a vindima. Para muitos leitores, é uma memória de infância: as cestas cheias, as mãos pegajosas do mosto, as cantigas entre as filas de videiras e a pisa no lagar ao fim do dia. Este sábado, 12 de Setembro, a Companhia das Lezírias devolve essa experiência a quem a quiser viver, com um dia inteiro de vindima aberto ao público na Adega de Catapereiro, em Samora Correia.

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A iniciativa decorre entre as 9h30 e as 16h00 e pretende mostrar, de dentro, como nascem os vinhos da casa. A adega está rodeada por 100 hectares de vinha em modo de produção biológica, numa das propriedades agrícolas mais emblemáticas do país, com uma forte aposta na sustentabilidade.

Da apanha das uvas à pisa a pé

O programa começa onde tudo começa: na vinha. Os participantes são convidados a apanhar as uvas com as próprias mãos, em plena época de vindima, e a seguir o percurso da fruta até à adega. Aí, há lugar para a tradicional pisa a pé, um ritual que muitos só conhecem das histórias dos pais e dos avós e que continua a ter lugar em algumas adegas pelo sabor e pela tradição que acrescenta ao vinho.

Segue-se uma visita guiada à adega, para perceber o que acontece às uvas depois da apanha, e uma prova «do mosto ao vinho», que permite comparar o sumo acabado de extrair com os vinhos já feitos. O dia termina com um almoço-piquenique no meio das vinhas.

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Quanto custa e como participar

A participação custa 40 euros por adulto e 15 euros por criança dos 6 aos 12 anos. As vagas são limitadas e a marcação prévia é obrigatória, através do endereço de correio electrónico do enoturismo da Companhia das Lezírias, enoturismo@cl.pt. Como o evento é já este sábado, convém não deixar a inscrição para a última hora.

Um programa para fazer com os netos

A organização pensou a iniciativa para os entusiastas de vinho, mas também para famílias com crianças, e é aí que ganha um encanto particular. Para os mais novos, pisar uvas é pura brincadeira; para os avós, é a oportunidade de contar como era a vindima de antigamente, quando a aldeia inteira se juntava para ajudar e o trabalho acabava em festa. Poucas actividades juntam tão bem três gerações ao ar livre.

Para quem vai, fica um conselho prático: roupa confortável que se possa sujar, calçado fechado, chapéu e protector solar, porque em Setembro o sol no Ribatejo ainda aperta. E, se possível, uma muda de roupa para depois da pisa.

Uma casa com história no Ribatejo

A Companhia das Lezírias é uma das maiores explorações agrícolas e florestais do país, com quase dois séculos de história ligada às lezírias do Tejo, onde se cruzam montado, arrozais, gado e vinha. Abrir a porta da adega na altura mais intensa do ano é uma forma de aproximar o público de um trabalho que raramente se vê: o que acontece antes de o vinho chegar à mesa.

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Seja pela memória, pela curiosidade ou pela vontade de passar um dia diferente com a família, a vindima continua a ser um dos grandes rituais do calendário português. E, desta vez, basta um email para fazer parte dele.