Há quem acorde a meio da noite com um medo sem motivo. A astrologia dá nome a este padrão de antecipar o pior sem razão real, e aponta os dedos a um grupo concreto de signos, ligados por tradição à memória longa e à sensibilidade que não desliga facilmente.
Os que revivem antes de acontecer
Caranguejo lidera esta lista, segundo a tradição astrológica. É o signo mais preso ao passado, dizem os astrólogos, e essa lealdade a quem já provou o seu valor transforma-se, com frequência, em medo de perder tudo o que foi construído com tanto esforço.
Escorpião raramente mostra o que sente, mas sente tudo com uma intensidade rara, e a tradição lê nesse silêncio uma vigilância constante. Como se algo estivesse sempre prestes a mudar.
Peixes absorve o ambiente à sua volta como uma esponja, e a sensibilidade que a tradição lhe atribui faz com que se preocupe com o que sente, mesmo sem conseguir explicar exactamente porquê, e isso cansa. É um cansaço que não se explica facilmente.
A preocupação como método
O medo deixa de ser emocional para passar a ser prático, dizem os astrólogos, e Touro, Virgem e Capricórnio temem sobretudo a falta de controlo.
A tradição associa a estes três signos o apego ao concreto e a desconfiança do que não se vê nem se toca. Virgem, em particular, é lido como o signo que antecipa problemas só para se sentir preparado, mesmo quando isso lhe rouba o sono.
Doze signos, quatro grupos
O zodíaco ocidental organiza-se há mais de dois mil anos em doze signos, distribuídos por quatro elementos com três signos cada. Fogo e ar olham para a frente sem se deter.
Água e terra são os elementos que a tradição liga mais à preocupação antecipada, ainda que por razões diferentes: um pelo peso da memória, o outro pela falta de controlo sobre o que ainda não aconteceu.
Não é por acaso que Caranguejo, Escorpião e Peixes partilham o elemento água, nem que Touro, Virgem e Capricórnio partilham o elemento terra.
Reconhecer o padrão não muda o que está para vir amanhã. Mas para quem se revê nestas linhas, pode ser o primeiro passo para o deixar, finalmente, em paz.
O que fazer com a cabeça às três da manhã
A pior coisa a fazer é ficar deitado a tentar adormecer. Ao fim de alguns minutos, a cama passa a estar associada ao estar acordado, e o problema instala-se para as semanas seguintes.
A regra que os especialistas do sono usam é a dos vinte minutos: se não adormecer, levantar-se, ir para outra divisão com luz fraca e fazer algo monótono, e voltar quando vier o sono.
E virar o relógio para a parede. Saber que são três e dez não ajuda em nada e acrescenta a conta das horas que faltam.
A folha da mesa de cabeceira
Funciona melhor do que parece. Papel e caneta ao lado da cama, e tudo o que aparecer na cabeça vai para lá, em frases curtas.
Não se resolve nada às três da manhã, e o cérebro sabe disso. O que ele não sabe é que pode largar o assunto sem o esquecer, e é isso que a folha lhe diz.
Quando não é do temperamento
Há causas médicas que se apresentam exactamente assim e que se tratam:
- apneia do sono, com ressonar alto e pausas na respiração;
- problemas da tiróide;
- pernas inquietas, com necessidade de as mexer ao deitar;
- dor que acorda de madrugada;
- próstata ou bexiga, que obrigam a levantar e depois não deixam voltar a adormecer;
- álcool ao jantar, que ajuda a adormecer e estraga a segunda metade da noite.
Se a insónia dura mais de um mês, vale a pena falar com o médico, e perguntar especificamente pela terapia cognitivo-comportamental para a insónia, que é o tratamento com melhores resultados e o menos prescrito.
Os comprimidos, com franqueza
Os calmantes da família das benzodiazepinas funcionam a curto prazo e são problemáticos a partir dos 65 anos, pelo risco de quedas, de confusão e de dependência.
Isso não significa parar por conta própria, que é perigoso. Significa que vale a pena ter essa conversa em vez de renovar a receita durante mais dez anos.










