São duas despesas anuais que a maior parte dos condutores paga em piloto automático. O imposto porque não há alternativa, o seguro porque renova sozinho. Uma delas não se pode reduzir; a outra, muitas vezes, sim.
O imposto único de circulação
É devido por quem consta como proprietário no registo automóvel e vence no mês da matrícula do veículo, todos os anos. O pagamento faz-se no Portal das Finanças, gerando o documento de cobrança, ou ao balcão de um serviço de finanças.
O valor depende de vários factores, entre eles a cilindrada, o nível de emissões, o tipo de combustível e o ano da matrícula, existindo escalões distintos consoante a categoria do veículo. Automóveis mais antigos seguem regras diferentes das aplicáveis a veículos matriculados depois da entrada em vigor do regime actual.
Um erro caro: vender e não registar
Enquanto o registo de propriedade não for alterado, é o antigo proprietário que continua a ser notificado e responsabilizado pelo imposto e pelas coimas. Depois de vender, confirme no registo automóvel que a transferência foi efectivamente feita.
Isenções
Existem isenções previstas na lei, nomeadamente para pessoas com determinados graus de incapacidade, mediante requerimento e documentação comprovativa. Vale a pena confirmar nas Finanças se a sua situação se enquadra, porque a isenção não é atribuída automaticamente.
O seguro: o que é obrigatório e o que não é
Obrigatório é o seguro de responsabilidade civil, que cobre os danos causados a terceiros. Tudo o resto são coberturas facultativas: danos próprios, roubo, quebra isolada de vidros, fenómenos da natureza, assistência em viagem, veículo de substituição e protecção jurídica.
Para carros com muitos anos e valor de mercado baixo, o seguro de danos próprios raramente compensa, porque o valor indemnizável é reduzido e o prémio não desce na mesma proporção.
Onde se poupa
Pedir propostas a três ou quatro seguradoras antes de cada renovação é, de longe, o que mais resultado dá. As diferenças entre companhias para o mesmo perfil chegam a ser de várias dezenas de euros por ano.
Verifique também se o seu bónus por ausência de sinistros está correctamente aplicado, se a franquia faz sentido, porque uma franquia mais alta baixa o prémio, e se não está a pagar coberturas que nunca usaria. E confirme se a quilometragem declarada corresponde à real: quem conduz pouco pode beneficiar de tarifários específicos.
Antes de mudar de seguradora
Respeite os prazos de denúncia do contrato indicados na apólice, para não ficar com dois seguros ou, pior, sem nenhum. Peça a declaração de sinistralidade à companhia anterior, que é o documento que comprova o histórico e permite manter o bónus.
Meia hora ao telefone, uma vez por ano, costuma render mais do que muitas outras poupanças domésticas.
Não esquecer a inspecção
A inspecção periódica obrigatória segue um calendário definido pela idade do veículo e a falta dela tem coima e implicações em caso de acidente. Marque com antecedência, porque nos meses de maior procura os centros enchem, e verifique antes as luzes, os pneus e os limpa-vidros, que são as reprovações mais frequentes e as mais fáceis de evitar.










