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Elvas num dia: muralhas, aqueduto e a ameixa que é só de lá

Arcos do Aqueduto da Amoreira, em Elvas
Foto: Vitor Oliveira / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0
Georgia Gonçalves

Tem o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo e um aqueduto de oito quilómetros à entrada. Entra-se de carro pelas muralhas e o centro faz-se todo a pé.

Elvas é das cidades portuguesas que mais impressionam à chegada e das menos visitadas por quem vive em Lisboa ou no Porto. Fica a dez minutos da fronteira, no Alto Alentejo, e tem uma coisa que não se encontra em mais lado nenhum.

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É o maior conjunto de fortificações abaluartadas com fosso seco do mundo. Está classificado pela UNESCO desde 2012 e vê-se de longe, ainda a estrada vai a quilómetros.

Entra-se de carro, e isso resolve a subida

A cidade antiga está no alto, dentro das muralhas, e é aí que está tudo o que interessa ver. A boa notícia é que se entra de carro pelas portas da muralha e se estaciona lá dentro.

A partir daí, o centro histórico é curto e relativamente plano, com as ruas estreitas e a calçada típica. O esforço é o da calçada irregular, não o de subir.

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O aqueduto que se vê da estrada

O Aqueduto da Amoreira começou a ser construído no século XVI e levou mais de cem anos a ficar pronto. Tem cerca de oito quilómetros e, no ponto mais alto, os arcos chegam aos trinta metros.

Levava a água da Amoreira até à cidade e ainda hoje atravessa o vale em frente a quem chega. Há sítio para encostar o carro e ver com calma, e é ali que se percebe a escala daquilo.

A praça e a igreja

Dentro das muralhas, a Praça da República é o centro de tudo, com calçada em padrão e esplanadas. De um dos lados está a antiga sé, Nossa Senhora da Assunção, que foi catedral enquanto Elvas teve bispo.

A poucos metros fica a Igreja das Domínicas, pequena e octogonal, toda forrada a azulejo e pintura. É uma das que mais surpreende quem entra sem saber o que vai encontrar.

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Os fortes, que são outra visita

À volta da cidade estão o Forte de Santa Luzia e o Forte da Graça, os dois em colinas próprias. Chega-se lá de carro e estaciona-se à porta, o que os torna perfeitamente acessíveis.

Se só tiver tempo para um, escolha o da Graça, que é o mais alto e de onde se vê a cidade inteira, as muralhas e, em dia claro, Espanha.

A ameixa, e não é a fresca

A ameixa de Elvas é uma coisa específica: uma rainha-cláudia descascada e cristalizada em calda, trabalhada à mão durante dias. Tem denominação de origem protegida e não se faz igual em mais lado nenhum.

Vende-se nas confeitarias do centro, em caixas de madeira. É cara, dura meses e resolve o problema das prendas para quem fica em casa.

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Como organizar o dia

Aqueduto à chegada, cidade de manhã, almoço dentro das muralhas e um forte à tarde, antes de voltar. A cozinha é alentejana e pesada, por isso convém não ter pressa a seguir.

E se sobrar meia hora, vale a pena dar a volta exterior às muralhas de carro, devagar. É quando se percebe que aquilo não é um castelo: é uma cidade inteira construída para resistir a um cerco.