Óbidos é uma vila inteira dentro de muralhas, com uma rua principal, um castelo convertido em pousada e casas caiadas com barras azuis e amarelas. É também uma das localidades portuguesas com mais eventos por metro quadrado.
Entre o mercado medieval, o festival do chocolate, o festival literário e a vila Natal, há alturas em que é difícil andar. E há o resto do ano.
A muralha
É possível caminhar em cima da muralha, dando a volta quase completa à vila, com vistas sobre os telhados e sobre a planície.
Convém dizer com franqueza: não tem guarda do lado de fora em boa parte do percurso, o piso é irregular e há degraus altos. Não é passeio para quem tem tonturas, problemas de equilíbrio ou medo de alturas, e não é seguro com crianças pequenas.
Quem não subir não perde o essencial da visita.
A rua e as igrejas
A Rua Direita atravessa a vila de ponta a ponta e faz-se devagar em meia hora. É toda em calçada portuguesa, escorregadia com chuva, e calçado com boa sola faz diferença.
A Igreja de Santa Maria, no largo central, tem azulejos do século XVII e o túmulo de João de Noronha. A Igreja de São Pedro e a de São Tiago, esta convertida em livraria, completam a visita.
A livraria dentro de uma igreja é uma das imagens mais fotografadas da vila e continua a surpreender quem entra sem saber.
A ginjinha
Serve-se em copo de chocolate, que se bebe e se come a seguir. Vende-se em cada esquina e é o souvenir por excelência.
Uma nota prática: tem álcool a sério, e três ou quatro copos ao longo da manhã somam mais do que parece.
Quando ir, e a que horas
Fora dos festivais, de manhã cedo ou ao fim da tarde. Os autocarros de excursão chegam por volta das dez e meia e vão-se embora ao fim da tarde, e entre essas horas a rua principal enche.
Em Novembro e em Fevereiro, num dia de semana, é possível ter a vila praticamente só para si.
Dormir lá dentro
É o que muda a experiência. Quando os visitantes de um dia se vão embora, Óbidos fica silenciosa, com as ruas iluminadas e quase ninguém a circular.
Há a pousada no castelo e várias casas de turismo dentro das muralhas. Os carros ficam nos parques exteriores, e as malas percorrem calçada, o que convém confirmar com o alojamento.
À volta
- Lagoa de Óbidos, a poucos quilómetros, com passeios planos junto à água;
- Caldas da Rainha, com o mercado diário da fruta e o Museu José Malhoa;
- Foz do Arelho, praia ampla e tranquila fora do Verão;
- Peniche e Alcobaça, ambas a menos de quarenta minutos.
Chegar sem carro
Há ligações regulares de autocarro expresso a partir de Lisboa, com cerca de uma hora de viagem, e paragem junto à Porta da Vila. Para uma visita de um dia, resolve, e poupa a questão do estacionamento, que nos fins-de-semana é o principal aborrecimento.
Quem for de carro deve contar com os parques exteriores. Dentro das muralhas a circulação é muito limitada e não compensa tentar.










