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5 formas de ultrapassar a síndrome de ninho vazio

5 formas de ultrapassar a síndrome de ninho vazio
Sandra M. Pinto

A síndrome de ninho vazio não é mais do que uma fase de adaptação que pode ser mais difícil para alguns pais do que para outros.

Do mesmo modo, é sempre mais difícil quando o casal só tem um filho. Em famílias maiores, o que custa mais é quando o último sai de casa.

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Os pais de filhos únicos podem sentir-se repentinamente sozinhos, sobretudo porque já não têm ninguém para cuidar. Isto afeta particularmente as mães, embora os pais também estejam cada vez mais presentes e proativos na educação dos filhos e no acompanhamento em atividades escolares e extracurriculares, entre outros fatores que os tornam hoje mais participativos do que há alguns anos. No contexto de ninho vazio, todas estas coisas desaparecem, ou seja, os pais deixam de ter a função de cuidar dos filhos.

Quando isto acontece, é muito normal que se confrontem com o casamento, muitos anos depois de passarem o tempo com uma outra prioridade, que eram os filhos. Os pais passam a ter-se apenas um ao outro. E muitas vezes aquilo que liga os casais, mais do que o sentimento, é precisamente a função de cuidar dos filhos.

Descubra agora 5 estratégias que, segundo os especialistas, prometem ajudar a lidar melhor com esta situação.

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1. Mude a sua forma de pensar

A ausência dos filhos obriga a uma redescoberta do indivíduo, muitos anos depois. No entanto, uma das formas de ultrapassar a ausência é precisamente pensar neles e em como o seu papel foi fundamental para que crescessem com a capacidade de hoje serem independentes. A sua função como mãe ou pai até agora foi cumprida: dotar os seus filhos de ferramentas para serem independentes, construir as suas vidas e tomar as suas próprias decisões. A partir desse momento a função dos pais muda, mas eles nunca deixam de ser fundamentais.

 

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2. Faça uma lista

De certeza que nos anos do crescimento do seu filho teve de adiar alguns projetos em prol das necessidades dele. Este é o momento de voltar a olhar para esses projetos e fazer uma lista de tudo o que ainda quer fazer e agora pode, porque muitas obrigações e horários simplesmente desapareceram. Planeie estes projetos em casal e definam em conjunto o que cada um quer fazer sozinho ou a dois.

 

3. Volte a centrar-se no casal

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Muitas vezes a nova situação familiar obriga a um reencontro do casal, que, de repente, se apercebe que há muito tempo estava a viver mais em função dos filhos do que da sua vida em conjunto. Este é um momento sensível que pode definir como vai ser o resto da vida do casal, pelo que é essencial a comunicação. Homens e mulheres têm formas diferentes de lidar com a síndrome de ninho vazio, mas ambos o sentem. É essencial que falem sobre isso e tracem planos para o futuro.

 

4. Pense em si

Mas esta redescoberta não se dá apenas em casal. O próprio indivíduo tem um trabalho de autoconhecimento a fazer depois de vários anos mais preocupado com tudo o resto do que consigo mesmo. Chegou o momento de pensar também em si, no que quer ser e fazer a partir de agora e no que eventualmente perdeu pelo caminho e quer agora recuperar.

 

5. Não assuma o papel passivo perante os seus filhos

Agora que os seus filhos deixaram o “ninho”, muita coisa mudou, mas não a necessidade de continuar em contacto com eles, independentemente de estarem perto ou longe. Mesmo que tenham ido para outra cidade ou país, as novas tecnologias facilitam o contacto e permitem que a vida continue sem que a separação física se torne também emocional. Seja parte ativa deste processo e não fique à espera que os seus filhos lhe liguem. Programe reuniões familiares, faça uma videochamada por semana, telefone quando sentir vontade de conversar. Com o devido respeito pelos limites de todos, a união familiar sairá fortalecida.