5 formas de ultrapassar a síndrome de ninho vazio

A síndrome de ninho vazio não é mais do que uma fase de adaptação que pode ser mais difícil para alguns pais do que para outros. Do mesmo modo, é sempre mais difícil quando o casal só tem um filho. Em famílias maiores, o que custa mais é quando o último sai de casa.

Os pais de filhos únicos podem sentir-se repentinamente sozinhos, sobretudo porque já não têm ninguém para cuidar. Isto afeta particularmente as mães, embora os pais também estejam cada vez mais presentes e proativos na educação dos filhos e no acompanhamento em atividades escolares e extracurriculares, entre outros fatores que os tornam hoje mais participativos do que há alguns anos. No contexto de ninho vazio, todas estas coisas desaparecem, ou seja, os pais deixam de ter a função de cuidar dos filhos.

Quando isto acontece, é muito normal que se confrontem com o casamento, muitos anos depois de passarem o tempo com uma outra prioridade, que eram os filhos. Os pais passam a ter-se apenas um ao outro. E muitas vezes aquilo que liga os casais, mais do que o sentimento, é precisamente a função de cuidar dos filhos.

Descubra agora 5 estratégias que, segundo os especialistas, prometem ajudar a lidar melhor com esta situação.

 

1. Mude a sua forma de pensar

A ausência dos filhos obriga a uma redescoberta do indivíduo, muitos anos depois. No entanto, uma das formas de ultrapassar a ausência é precisamente pensar neles e em como o seu papel foi fundamental para que crescessem com a capacidade de hoje serem independentes. A sua função como mãe ou pai até agora foi cumprida: dotar os seus filhos de ferramentas para serem independentes, construir as suas vidas e tomar as suas próprias decisões. A partir desse momento a função dos pais muda, mas eles nunca deixam de ser fundamentais.

 

2. Faça uma lista

De certeza que nos anos do crescimento do seu filho teve de adiar alguns projetos em prol das necessidades dele. Este é o momento de voltar a olhar para esses projetos e fazer uma lista de tudo o que ainda quer fazer e agora pode, porque muitas obrigações e horários simplesmente desapareceram. Planeie estes projetos em casal e definam em conjunto o que cada um quer fazer sozinho ou a dois.

 

3. Volte a centrar-se no casal

Muitas vezes a nova situação familiar obriga a um reencontro do casal, que, de repente, se apercebe que há muito tempo estava a viver mais em função dos filhos do que da sua vida em conjunto. Este é um momento sensível que pode definir como vai ser o resto da vida do casal, pelo que é essencial a comunicação. Homens e mulheres têm formas diferentes de lidar com a síndrome de ninho vazio, mas ambos o sentem. É essencial que falem sobre isso e tracem planos para o futuro.

 

4. Pense em si

Mas esta redescoberta não se dá apenas em casal. O próprio indivíduo tem um trabalho de autoconhecimento a fazer depois de vários anos mais preocupado com tudo o resto do que consigo mesmo. Chegou o momento de pensar também em si, no que quer ser e fazer a partir de agora e no que eventualmente perdeu pelo caminho e quer agora recuperar.

 

5. Não assuma o papel passivo perante os seus filhos

Agora que os seus filhos deixaram o “ninho”, muita coisa mudou, mas não a necessidade de continuar em contacto com eles, independentemente de estarem perto ou longe. Mesmo que tenham ido para outra cidade ou país, as novas tecnologias facilitam o contacto e permitem que a vida continue sem que a separação física se torne também emocional. Seja parte ativa deste processo e não fique à espera que os seus filhos lhe liguem. Programe reuniões familiares, faça uma videochamada por semana, telefone quando sentir vontade de conversar. Com o devido respeito pelos limites de todos, a união familiar sairá fortalecida.

 

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